Cidade Sitiada
6 Capítulo 05: O passageiro sombrio - POV Bella
Notas iniciais
A estadia na casa de Leopoldo Belmondo não havia sido tão assustadora como eu inicialmente pensava que seria.
Verdadeiramente ela era uma mansão digna de um aristocrata espanhol, muito bem decorada com os mais caros objetos e belos quadros que o dinheiro era capaz de comprar. Antigas pinturas enfeitavam as paredes e peças feitas em metais preciosos estavam elegantemente colocadas sobre cômodas feitas em madeira antiga e uma convidativa lareira aquecia a sala e eu me perguntava se o fogo não lhe causava fobia, considerando que muitos aldeões furiosos, em filmes de terror, correram atrás de criaturas noturnas com tochas e estacas.
Estávamos na sala de visitas, já acomodados e cada um com seus pensamentos bem escondidos quando Leopoldo falou com um de seus criados em uma língua da qual não entendi quase nada, embora notado que a mesma tinha fortes raízes espanholas e perguntei se alguém sabia o que ele dizia, quando Molina, muito solicitamente, respondeu: - Ele está dizendo que tragam um vinho em dialeto catalão.
— E desde quando você entende catalão? Isso é algum tipo de idioma? – Porcel olhou para seu subordinado como se visse um extraterrestre ao passo que eu não ficava tão surpresa.
— Primeiramente, catalão não é um idioma no sentido exato da palavra. É o dialeto da região da Cataluña, na Espanha. E segundo, eu morei em vários países enquanto era treinado para ser caçador de demônios – respondeu Molina, claramente impressionado com o fato do delegado não saber sobre o dialeto em questão.
— Você me surpreende a cada minuto, Molina, decididamente isso acontece! – exclamou o delegado querendo soltar um pulmão pela boca considerando o calor que fazia naquela noite, tanto que eu havia escolhido um vestido de seda cor de vinho para sair.
Apenas dois minutos depois, um cheiroso vinho importado de Madri e uma garrafa que pelo jeito abrigava sangue estavam delicadamente servidos sobre a mesa e cada um de nós tomou somente uma taça, da bebida humana, e Leopoldo, de sangue, pois ninguém queria ficar “alto” porque não era exatamente o momento para isso.
— Agora que estamos acomodados e vocês já tomaram um bom vinho e eu uma boa dose de sangue O, é o momento de conversarmos sobre tudo o que está acontecendo. Primeiro, pelo que Lisandro me disse até o presente momento, o senhor Cullen foi contatado por um dos espíritos. Segundo, senhor Cullen, gostaria que me dissesse tudo o que você sabe até o momento, incluindo informações sobre as Expressões. Quero ver se batem com as que eu tenho, assim poderemos ter uma ideia do que estamos realmente enfrentando – disse ele de uma forma bastante confortável. Eu me atrevia a dizer mentalmente que conseguia achá-lo mais simpático agora do que antes.
Edward contou o que deduzira ao conversar com o espírito de José Ignácio Rucci, que eu soube ter sido presidente da CGT argentina e assassinado em 1973 por razões ideológicas e interesses envolvendo política. Fiquei com tal nojo escutando aquela parte que por um momento queria ser suficientemente capaz de matar para afundar a cabeça de um daqueles seres horrendos em um balde de água até afogá-los. Sempre me perguntava de por que razão as pessoas matavam umas as outras por motivos que quase sempre eram tão torpes. Tinha horror a política e por conta disso, vivia às turras com meu pai Charlie Swan, que era congressista federal pelo estado de Washington.
Logo depois, meu amado explicou sobre o que L lhe dissera sobre os amuletos malignos feitos pela magia negra usando ingredientes proibidos, o que deixou o vampiro Belmondo com uma expressão dura e enfurecida, o que indicava que qualquer coisa envolvendo acontecer ruindades com crianças o deixava louco. Também sentia ojeriza daquilo, porque crianças são seres sagrados e que infelizmente são vitimadas pela maldade dos humanos adultos, ou no caso, um monstro mais do que perverso, se bem que as duas expressões eram praticamente a mesma coisa.
— Eu lhe agradeço muito pelas informações, senhor Cullen. E sua família tem minha eterna gratidão por ter matado Rosas em 1877 e a aquela horrível mulher dele em 1838. Aqueles dois juntos certamente teriam me dado imenso trabalho – disse o vampiro, deixando meu Edward com o queixo quase morando no chão enquanto eu e os outros não entendíamos o que exatamente ele queria dizer.
Quando viu nossas caras, Belmondo logo explicou que a família de Edward, no caso seus ancestrais, foram os assassinos dos vampiros que, se permanecessem vivos, certamente teriam se tornado as criaturas mais horríveis que esse mundo já teria visto nascer. Ele terminara a fala dizendo que era eternamente grato aos Cullens pelo trabalho feito ao que o delegado engolira em seco, certamente se questionando, assim como eu, sobre como um vampiro simplesmente não ligava para dois dos seus semelhantes serem barbaramente estaqueados, terem as cabeças cortadas e a boca cheia de alho, o que havia ocorrido pelo que Carlisle contara relatando as lendas familiares.
— Esse cara tem parafusos soltos – Porcel escrevera, nervosamente, uma mensagem no corpo de texto do celular e me mostrara.
Quis assentir, mas confesso que considerei o conto dito por Carlisle Cullen, meu sogro e sabia que Leopoldo Belmondo era inteligente o suficiente para perceber o potencial maligno que alguns seres tinham e se eu conhecia o suficiente de História Geral, sabia que Juan Manuel Rosas e sua esposa Encarnación Ezcurra eram pessoas horríveis, capazes de qualquer coisa por poder e para manter opositores longe e de preferência, mortos.
Por alguma razão que desconheci inicialmente, Leopoldo decidiu nos dispensar e disse que tramaria uma estratégia e nos comunicaria assim que possível. Logo ele dissera que precisávamos descansar, pois o dia havia sido suficientemente estafante para todos nós, especialmente para Porcel, que já não tinha exatamente idade para aguentar um ritmo daqueles e até mesmo já deveria estar aposentado.
Porém, mesmo conhecendo-o há tão pouco tempo, era psicóloga a bem mais e sabia o quão ele era determinado em não deixar seu departamento, que ele cuidava quase como um pai a um filho, nas mãos de qualquer um. Se bem que tendo um vampiro e um caçador de demônios a disposição, ele muito bem poderia promover um deles a seu substituto, mas eu tinha a certeza de que ele era orgulhoso demais para isso, no momento.
Porcel, cujo nome eu descobri ser Antonino, suspirou concordando e admitindo, a muito custo, que o sono já lhe vinha e que precisava dormir urgentemente se quisesse estar pronto para outro dia extremamente complicado. O mesmo disse Edward, que mal parava em pé em razão de querer muito dormir enquanto Maruja, Molina, Leona e Lisandro ficavam se olhando sem nada dizer e quando finalmente eu diria algo, um trovão absurdamente alto fez com que eu me agarrasse com toda a força em Edward, ao que ele pareceu despertar, retribuindo meu “abraço de urso”: — Meu Deus, Bella!
Fiquei muda de constrangimento enquanto Leopoldo olhava para o lado de fora onde começava a cair uma chuva extremamente forte e barulhenta, ao que o vampiro nos olhou: — Esta noite oferecerei minha casa a vocês. Com essa chuva não penso ser recomendável vocês saírem.
Estava bem receosa, pois nós estávamos no covil de um morto-vivo e como eu bem me lembrava, ele mordera meu pescoço e chupara meu sangue e muito bem ele poderia querer uma segunda dose, mas de forma alguma eu permitiria que ele se aproximasse da minha veia jugular novamente.
Os outros, observando a chuva que batia com força nos vidros e por pouco não acabando com eles, não tiveram outra escolha senão aceitar ficar ali por aquela noite e nisso eu me incluía muito a contra gosto. Edward também acabou se incluindo na lista e logo eu estava sendo conduzida com meu marido por um dos criados a um quarto e os outros também o foram, exceto Lisandro, que ficou na sala com Leopoldo, certamente para tratar de alguns assuntos pendentes, ao que eu podia ver nos olhos e expressões daquele ex-senador certo ódio por aquela vida de morto-vivo.
Entretanto, eu não tinha a mínima ideia de como ele se transformara em vampiro e menos ainda de como rejuvenescera a ponto de parecer um homem com menos de três décadas de vida sabendo eu que ele morrera com setenta anos completos.
Os minutos se passavam tão devagar que achei que o tempo havia parado enquanto a pálida criada que estava conosco nos disponibilizara roupas de cama e de dormir para que nos sentíssemos confortáveis naquele elegante quarto que tinha uma refinada cama de mogno espanhol e sobre a mesma cortinas levemente rosadas que davam aquele dormitório um aspecto extremamente antigo.
Quando finalmente deitamos na cama após nos trocarmos, no que me vesti com uma camisola rosa e um roupão branco fechado depois da saída da criada, Edward somente me dera um beijo:
- Eu a amo, minha linda. Boa noite.
Em seguida, ele literalmente desmaiara de sono, estando muito contrariado logicamente e afetado pelo vinho que havíamos tomado, considerando que meu amor não estava acostumado a ingerir álcool. Eu, ao contrário, não sentia vontade alguma de dormir naquele lugar embora estivesse certa de que sair dali seria igualmente imprudente, ainda mais porque podia haver um vampiro no corredor esperando para me morder pela segunda vez.
Infelizmente, porém, ficar me remexendo na cama não era algo que eu gostava de fazer até porque eu poderia acordar Edward e se ele despertasse bruscamente, ficaria em um péssimo humor e essa era única parte dele que eu realmente não gostava, então, decidi ir até a biblioteca da casa que ficava próxima ao quarto onde eu estava e ler alguma coisa. Isso se houvesse algum livro que me interessasse e que estivesse em inglês, pois minha leitura em espanhol não era tão boa embora minha fluência falando fosse quase a de uma espanhola legítima em razão de minha primeira e única babá ser “castelhana” *.
Cheguei até o luxuoso e grande cômodo e confesso ter ficado maravilhada com o tamanho do local, imaginando quanto conhecimento antigo e moderno estava ali escondido quando peguei um livro que estava sobre a mesa: um exemplar lindamente ilustrado de “O morro dos ventos uivantes” e logo comecei a relê-lo pela sétima vez. Estava eu tão absorta na leitura que tomei um susto ao ouvir a porta se fechar.
— Belmondo! – exclamei fechando o livro com um barulho que me incomodou ao que ele disse:
— Um dos meus livros favoritos, que me faz companhia quando a casa está solitária.
De repente, eu estava morta de medo, pois oficialmente eu estava sozinha com ele e não queria nem brincando saber o que o vampiro pretendia ficando sozinho comigo. Ele se aproximou educadamente, puxou uma poltrona e sentou-se ao meu lado de frente para a janela: — Você tem um passageiro sombrio, não é?
— Passageiro sombrio? – perguntei temerosa, não querendo pensar no que aquilo significasse.
— O seu lado malvado, que sente vontade de matar, de aniquilar, de dominar. Sendo psicóloga, você deveria conhecer esse conceito – me disse ele fixando seu olhar no meu de uma forma que me fez quase virar o rosto enquanto eu ajeitava o roupão branco sobre meus seios, pois eu notara que parte da camisola estava exposta e não desejava de forma alguma qualquer olhar de luxúria dele sobre mim. Eu sou casada e jamais permitiria semelhante desrespeito comigo.
- E se eu tiver? Desculpe se parecerei grossa, mas isso, tecnicamente, não é da sua conta – respondi educadamente me levantando para colocar o livro no lugar de onde o havia pegado e de preferência, me distanciar dele.
— Você está com medo de mim, não é? – Leopoldo me atingiu em cheio.
— Considerando a sua coragem de me morder e chupar meu sangue na madrugada após a festa da senhora Sosa, você realmente pergunta isso? – meu coração batia descompassado e minha voz saía em silvos.
Ele me olhou com um pouco de desconcerto e logo disse: — Eu achei que você não notaria.
A imensa cara de pau dele chegou a me dar raiva, tanto que tive que segurar minhas mãos para não avançar nele, se bem que mesmo que eu o fizesse, causaria quando muito algumas cócegas, se é que ele sabia o que era isso.
Minha expressão pelo jeito falava mais alto do que minha voz poderia fazer, pois ele disse um tanto desconcertado: — Eu não pude evitar. A curiosidade veio de mãos dadas com seu cheiro de morangos selvagens, Bella. Mas agora já não sinto vontade de beber seu sangue. Somente a quantidade que bebi de seu lindo pescoço foi suficiente para satisfazer minha curiosidade sobre sangue norte-americano. Você foi a primeira neste caso.
Juro por tudo que era mais sagrado que eu conseguia me impressionar ainda mais com o atrevimento dele em me dizer isso literalmente na cara dura, porém, ele estava sendo honesto até demais e isso de certa forma me deixava um pouco mais amistosa com relação a ele. Entretanto, queria entender a razão pela qual ele me dissera que eu possuía um “passageiro sombrio” e por isso retomei o assunto: — Por que você me disse sobre eu ter um “passageiro sombrio”?
— Os seus pensamentos berram com relação a seu marido Edward. Noto que você possui uma necessidade quase obsessiva em protegê-lo seja do que for. Você é mais forte do que inicialmente eu imaginava. Aparentemente você jamais faria mal a uma mosca, mas se alguém tocar seu marido, você se transformará em um monstro feroz. Confesso que teria medo de sua pessoa se eu a encontrasse neste estado – disse ele achando certamente que eu era trouxa de acreditar.
— Oras, senhor Belmondo! Duvido disso por um milhão de anos, se eu vivesse esse tempo todo – eu ria.
— Aposto minha eternidade que um vampiro adoraria ter a honra de desposá-la – disse ele se levantando.
— Por favor, não diga besteira. Eu amo Edward mais do que tudo em minha existência! Seria capaz de dar minha vida por ele se nunca mais meu amor sofresse por conta desse dom amaldiçoado dele! Se você tivesse apenas uma ideia de tudo o que já passamos, você sequer abriria a boca! – exclamei já furiosa com a coragem dele em me falar daquela forma tão aberta. Pelo menos ele podia se dar ao respeito e considerar o fato de que sou casada.
— Me perdoe, Isabella, costumo ser franco, não posso evitá-lo. Posso imaginar tudo o que você fala. Inclusive foi ele quem te tirou das drogas pesadas, não? – novamente Leopoldo Belmondo me atingira sem pensar duas vezes.
Assenti me apoiando sobre a mesa da biblioteca e logo ele estava muito perigosamente próximo de mim, com uma de suas geladas mãos tocando meu braço coberto pela manga do roupão e seu hálito frio como a neve soprando em meu rosto. Impulsivamente, me afastei dele e corri para fora da biblioteca sem pensar duas vezes e sequer olhando para onde ia, quase bati contra uma janela no fim do corredor, mas fui salva pela rapidez de Leopoldo, que me agarrou pelos braços: — Cuidado, por lo amor de Dios, Isabella! Podrías tener te quedado herida!
— Gracias – minha voz saiu como um legítimo fio mal sustentado e cada terminação nervosa do meu corpo parecia se recusar a dar uma resposta enquanto ele me colocava em pé: — Por favor, eu peço, tenha cuidado. E... durma, está muito tarde e você já deve estar com sono. Foi isso certamente que quase a levou a quebrar a janela com seu corpo.
— Antes eu preciso de uma resposta: como esse passageiro sombrio se manifesta? – o olhei intensamente.
— Suas atitudes podem mostrá-lo, se o desejá-lo, mas somente você pode lidar com ele – me respondeu ele devolvendo o olhar que eu lhe dirigia.
— Obrigada, Leopoldo. Boa noite, então – disse me dirigindo de volta ao quarto, porém, de repente, uma estranha sensação tomou conta de meu corpo. Meu sangue parecia ferver e minha mente se entorpecer enquanto me voltava na direção do vampiro que já estava de costas para mim: — Besame, Leopoldo. Por favor.
Eu já não ligava mais para nada, não queria saber se aquilo era errado ou certo, apenas queria saber como seria provar dos lábios de um vampiro, somente isso. Em um estalo, devo ter notado que meu “passageiro sombrio” se manifestara e mesmo que eu quisesse controlá-lo, simplesmente decidi deixar que ele me levasse até onde isso daria.
— Tem certeza de que quer isso? Não a aconselharia a me fazer semelhante pedido – respondeu ele um tanto sério, mas de repente ele virou-se e seu sorriso macabro abriu-se: — Porque talvez eu queira cumpri-lo, Bella.
Meus pensamentos estavam desligados do resto do mundo e como em um passe de mágica, os frios lábios espanhóis de Belmondo tocaram os meus, quentes que estavam à espera daquele beijo vampiro que pareceu durar uma estranha e tentadora eternidade enquanto seus braços envolveram minha cintura para que eu não caísse, dado o fato de que não era muito coordenada em meus movimentos.
— Te gusta eso, Bella? – o “passageiro sombrio” dele parecia tomar conta do momento e eu, por alguma razão desconhecida, assentia à pergunta enquanto seus lábios desciam de minha boca para meu pescoço, um perigoso limite que ele parecia disposto a quebrar pela segunda vez.
Quando parecia que ele iria morder meu pescoço, tudo parou e ele simplesmente me soltou sem dar maiores explicações, mas manteve minha mão sustentada sobre a dele para que eu não caísse ao passo que eu, sentindo meu equilíbrio voltar, falei: — Por favor, que nunca mais isso se repita e jamais tocaremos em palavras sobre esse momento, concorda?
— Perdoname, Bella. No se lo que me dio hoy. Casi te hize una maldad. Tu eres una mujer comprometida, yo no tenía el derecho de hacerte eso! – exclamou ele soltando minha mão e colocando as presas de volta dentro da boca.
— Usted se quedó muy cerca de matarme o cerca de eso. Ahora entiendo como es el “pasajero oscuro”. Yo debería ter pensado mejor antes de dejar que eso llegase hasta aquí – falei, sentindo meu coração bater rápido e com força.
— Vas a dormir ahora, Bella. Ya es muy tarde – me disse ele para depois correr até um cômodo do lado oposto onde estávamos.
Fiquei ainda alguns minutos pensando no que acontecera quando um raio extremamente barulhento fez tremer o corredor e minhas pernas me levarem correndo de volta ao quarto, onde entrei rapidamente e mais rápido ainda fechei a porta, ainda apavorada com o que eu tinha sido capaz de fazer na calada da noite preta.
Quando me virei e fui até a cama, fiquei surpresa ao ver que Edward estava acordado, porém, ele estava sentado sobre a cama com a expressão totalmente impassível e os olhos fixos na parede como se alguma coisa o tivesse congelado. Aproximei-me cautelosamente para ver o que estava acontecendo com ele quando ouvi meu marido dizer após se virar para mim com um estranho olhar de quem estava surpreso: — Buenas noches, señora Cullen. Buscas a tu marido? Él dio una salida.
Naquele minuto, tive a certeza de que aquele não era meu amado Edward, pois aquela voz grossa e estranha não era nem um pouco parecida com a voz de veludo que eu ouvia há anos. Tremia a tal ponto que mal conseguia articular uma palavra quando uma torrente de palavras veio sem aviso:
— Quiera que me presente, señora Cullen, mi nombre es Augusto Vandor, “El Lobo” e estoy muerto desde 1969. Asesinado con cinco balazos e sin derecho a mi paz eterna. Solamente tu marido puede hacer algo a mí. Lo tendrás de vuelta cuando yo dejar este mundo de vez.
Tudo o que pude fazer foi gritar com todo o ar que podia ter e depois, ver o escuro me rondar.
Notas finais
Leona, que apareceu no capítulo anterior: http://img18.imageshack.us/img18/5703/nikkireedx.jpg
Como vocês acham que a história vai continuar? rs!
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