Chuva De Novembro
12 Capítulo 12
Notas iniciais
– Mãe? É você?
– Sim, sou eu Emmett. – disse a mulher, fechando a porta.
– Sente-se aqui comigo.
– O que foi?
– Levanta a manga da sua blusa, por favor.
– Pra quê, meu amor?
– Por favor, mãe. A Bree já me contou tudo.
– A Bree te contou o quê?
– Que o Sr. Volturi bate em você. – disse Bree, saindo do quarto.
– Isso não é verdade! Aro nunca faria isto comigo!
– Ah, é? Então o que é esta mancha roxa no teu pescoço que há semanas você tenta esconder com maquiagem? E aquela que eu vi no teu braço dias atrás? Você pensa que a gente é idiota, mãe?– pressionou Bree.
– Eu... Eu caí no trabalho. E não fale deste jeito comigo, mocinha.
– MENTIRA!
– Emmett, não grite comigo.
– Porque você não me contou?
– Por que você ficaria assim. – disse a mulher, chorando.
– EU VOU PEGAR ESSE DESGRAÇADO! EU VOU QUEBRAR A CARA DELE.
– Por favor, Emmett, não.
– Não? E elevai continuar te agredindo? Porra, mãe. Você é muito melhor do que isso. Porque você não meteu o pé na bunda dele?
– Ele me ameaçou com um revólver...
– O que é?
– Não vai atrás dele, Emmett. Ele é perigoso.
– Eu já sei com quem eu vou falar.
– Com quem?
– O Charlie, pai da Bella. Ele é chefe de polícia.
– Tudo bem, mas não vai atrás dele, por favor.
– Tá mãe. Mais a minha vontade era...
– Já sabemos Emmett, arrebentar a cara dele até ele perder os sentidos. – interrompeu Bree.
– Ahá. Mãe, eu quero te pedir uma coisa: nunca mais, ouviu bem? NUNCA MAIS nos esconda nada. Ainda mais uma coisa como essas. – disse Emmett.
– Eu prometo. – disse Sue, abraçando os filhos. Emmett escutou o celular tocar. Era Rose.
– Oi Emmett! Como vai?
– Não muito bem, pequena.
– É, aqui as coisas não andam bem também.
– Sabe, a gente pode conversar outra hora? É que o assunto aqui em casa é um pouco delicado. Depois eu te conto com mais calma. Aliás, você tem o número do Sr. Swan ai?
– Tenho, mas pra quê você quer?
– Depois eu te conto tudo, meu amor.
– Tá, tá com uma caneta ai?
– Pode dizer.
– 235-8524
– Obrigado, querida. Até mais.
– A gente pode se ver mais tarde?
– Tudo bem. A que horas eu passo ai?
– Como assim?
– Eu comprei uma moto, bem velhinha. Dá pra andar. Se você se sentir a vontade, é claro.
– Mais é óbvio que eu vou me sentir à vontade. Passe aqui às oito, okay?
– Okay. Eu te amo. Tchau.
– Eu também. Tchau.
Assim que ele desligou o telefone, ligou para Charlie. Ele lhe disse que iria investigar o caso e um mandado de busca iria ser feito. Emmett ficou aliviado, mas sabia que aquilo não era o suficiente. Ele queria pegá-lo. E agora.
– Emmett, aonde você vai, meu filho? – perguntou Sue, aflita.
– Resolver uns negócios ai.
– Ele vai atrás do Sr. Volturi, mamãe.
– Não faça isso, meu bem. Por mim.
– Tarde demais, mãe. Ele não gosta de bater em mulher? Vamos ver se ele encara alguém do tamanho dele.
– Mãe, Posso ir também? – perguntou Bree.
– Óbvio que não, Bree.
– Eu queria ver o Em quebrar a cara dele.
– Bree! – brigou.
– Desculpa. Emmett, vai lá e quebre todos os dentes que ele tem na boca. Chute as partes baixas dele com bastante força, por mim.
– Okay, Bree. Tchau.
– Emmett! – mais ele já tinha subido na moto e partido. Sue ficou com o coração aflito, mas sabia que Aro merecia. Agora, ela teria mais cuidado ao se envolver com certas pessoas.
Emmett acelerava a moto sem se preocupar se havia policiais ou pessoas na frente. Queria chegar o quanto antes na casa de Aro, pra descontar toda a raiva que sentia. Esqueceu-se de tudo. Até de Rosalie.
Chegou ao confortável flat que o professor morava e bateu duas vezes na porta.
– Emmett! Que surpresa, meu rapaz!
– Posso entrar?
– Mais é claro, entre. A casa é sua.
Emmett esperou o homem fechar a porta para lhe dar o primeiro soco, que atingiu em cheio a face de Aro, que caiu, sem defesa em cima da mesa de centro da sala.
– MAIS QUE DIABOS VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, MOLEQUE?
– ISSO FOI SÓ PRA VOCÊ SE LEMBRAR DO QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA MÃE, SEU DESGRAÇADO.
– MAIS, EU NÃO FIZ NADA.
Emmett lhe deu um pontapé na barriga.
–A I SEU DESGRAÇADO!
– Você não é homem? Vem me bater. Vem.
O Homem se levantou e tentou dar um soco em Emmett, mas se machucou.
– Se você chegar perto da minha mãe mais uma vez, eu não vou te bater, eu vou te matar.
– VOCÊ É LOUCO? EU NÃO FIZ NADA COM A SUA MÃE.
– CALA A BOCA, SEU IDIOTA. – Emmett deu um último chute, em suas partes baixas. O homem caiu no chão e ficou lá, agonizando.
O rapaz saiu de lá, um pouco mais calmo. Subiu na moto e olhou no relógio: já passava das dez da noite.
– Rose! Eu me esqueci da Rose! Ela deve estar me xingando agora. – disse para si mesmo. – vou ligara para ela.
– Rose?
– Não, é a Bella.
– Oi Bella, é o Emmett. A Rose tá ai?
– Olha, ela tá um pouco ocupada. Na verdade, ela não quer te atender.
– Eu fiquei de pegar ela ai, mas eu me esqueci.
– Foi por causa do que aconteceu com a sua mãe?
– Na verdade, foi.
– Eu sinto muito.
– Não sinta Bella. Eu que vacilei. Vou tentar arrumar as coisas.
– Não vai ser tarefa fácil. Ela está furiosa e pensa que você está a traindo.
– De onde ela tirou isso?
– Eu não sei, mas eu a vi conversando com o Jacob estes dias. Emmett me desculpa mais eu vou ter que desligar. A Reneesme está chorando. Tchau.
– Jacob? Aquele filho da... Mais tudo bem, tchau, Bella. E obrigado.
Bella desligou o telefone e Emmett se preocupou.
– Será que Rose tem um caso com o Jacob? Claro que não! Deixe de besteiras Emmett. – murmurou para si. Ele subiu na moto e pilotou-a para casa.
– Emmett, o que você fez? – perguntou a mãe, preocupada.
– Nada. Eu só dei a ele o que merecia. – disse, tirando a camisa e jogando-a no sofá.
– Você chutou as partes baixas dele por mim, não chutou? – perguntou Bree, curiosa.
– Claro! Você acha que eu iria falhar com você, gata? – gargalhou.
– Isso não tem graça!
– O que ele fez com você também não. – retrucou Bree.
Emmett foi para o seu quarto e tentou ligar para Rose, mas a moça não lhe atendeu. Decidiu ir até a casa dela.
– Eu vou até a casa de Rose, tá?
– Emmett! Já é quase meia noite! Deixe para amanhã de manhã.
– Não dá mãe. Eu vacilei com ela e queria pedir desculpas pessoalmente.
– Tudo bem.
– COMPRE FLORES – gritou Bree, do seu quarto.
– Boa ideia, gata. Valeu.
– DE NADA.
– Vai lá filho. E cuidado. Que Deus te acompanhe.
– Que Ele fique com você.
– Amém.
Emmett colocou um casaco e saiu. Foi até a casa de Rose e viu que a luz do quarto da moça estava acesa.
– ROSALIE! – gritou, mas não obteve resposta. – ROSALIE, ROSALIE! VAMOS CONVERSAR, POR FAVOR.
– Mais o que é isso? – disse Edward, descendo.
– Oi Edward. Fala para a Rose descer aqui.
– Você não quer subir?
– Tudo bem.
Edward acompanhou Emmett até o quarto de Rose.
– Boa sorte. Você vai precisar. – murmurou Edward.
– Valeu.
Emmett se arrumou e antes de bater na porta, viu que não tinha comprado as flores.
– Porra! Eu não comprei a merda do buquê! E agora? Já sei! – disse virando-se para um bonito vaso com rosas brancas ao lado da porta. Pegou uma flor e ai sim, bateu na porta.
– VAI EMBORA. – gritou Rose.
– Por favor, abre essa porta ou eu vou derrubá-la.
– Vai embora por favor.
– Me deixa explicar o que aconteceu.
– Não quero explicações.
– Você que pediu. – Emmett deu um chute na porta e ela se abriu.
– Seu grosso! Olha o que você fez!
– Eu tinha que falar com você.
– Já disse que eu não quero falar nada com você.
Emmett fechou a porta, que não estava quebrada.
– Olha, aconteceu uma coisa muito séria em casa e eu tive que resolver.
– E o que é?
– A minha mãe sofreu uma agressão daquele namorado dela.
– Não acredito.
– Ligue para Charlie.
– O que o Sr. Swan tem a ver com isso?
– Ele quem vai cuidar do caso. – disse tirando o celular do bolso.
Rose virou-se para a janela. Começava a ventar bastante e a chover um pouco.
– Você não vai falar comigo mesmo?
– Não.
– Olhe para mim, Rosalie. – disse, puxando o braço dela. Os dois ficaram muito próximos.
– Você está me machucando.
– Eu nem estou fazendo força.
– Me solta. Eu vou gritar.
– Grite.
Quando Rose abriu a boca, Emmett colou seus lábios nos dela. Ela lutou contra, mas cedeu.
– Porque você faz isso?
– Isso o quê?
– Você é irritante.
– Bem que você gosta né?
– Eu ainda estou irritada. Você me esqueceu. O que estava fazendo?
– Fui dar uma lição naquele desgraçado.
– Como assim?
– Eu bati nele.
– Você tem noção do que você fez?
– Ele agrediu minha mãe.
– Violência gera violência.
– Ahá.
– O que você achou engraçado?
– Como você é boazinha.
– Aconteceu tanta coisa aqui em casa.
– O quê? – disse sentando-se na cama ao lado de Rose.
– Eu peguei minha mãe na cama com outro cara.
– Nossa!
– Meu pai a colocou pra fora de casa.
– Eu sinto muito.
– Foi melhor assim. Meu pai é um cara muito legal e não merece passar por isso. E tem mais uma: ela era uma prostituta, daquelas bem baratas, sabe? Ai meu pai a tirou de lá, e a trouxe para trabalhar aqui. Ela tinha acabado de abortar um feto e...
– Não precisa contar meu amor. – disse Emmett, envolvendo-a em seus grandes, fortes e acolhedores braços. Naquele momento, com aquela chuva caindo, Rosalie se esqueceu do mundo. Era ali, nos braços de Emmett que se sentia segura e era lá que ela queria ficar para o resto da vida. Os dois acabaram dormindo juntos, só acordaram no outro dia, com os choros matinais de Nessie.
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