Chuva De Novembro
13 Capítulo 13
Notas iniciais
- Que garganta que essa menina tem! – disse Emmet, tirando o braço de baixo do pescoço de Rosalie.
- O quê? – perguntou Rosalie, sonolenta.
- Reneesme. Como ela chora.
- Ah! Isso. Eu já estou acostumada.
- Você quer ter filhos, Rose?
- Mais que pergunta boba. É óbvio que eu quero. E você?
- Não sei. Eu não tenho condições para criar uma criança. Isso nunca esteve nos meus planos, nem quando eu namorava a...
- Quem?
- Deixe pra lá.
- Agora eu quero saber.
- Você não quer não.
- Porque eu não posso saber sobre suas ex-namoradas, Emmett. – disse Rosalie, se sentando.
- Não é importante. O que importante pra mim é você.
- Você sente algo por ela ainda?
- Só pena.
- Por quê?
- Ela não tomou um rumo muito bom na vida. Ela agora é stripper em Las Vegas.
- Quando vocês terminaram?
- Faz uns três anos. Sabe, Senna é uma mulher muito ambiciosa. Odiava viver em nosso bairro humilde. Foi até bom ela ter abortado aquela criança porque...
- Vocês tiveram um filho?
- Ela engravidou, mas ela optou por abortar em uma clínica clandestina em Vegas. De lá pra cá, nunca mais a vi.
- Hum..
- Foi bom, porque nenhum de nós tinha condições e...
- Okay.
- E o Jacob?
- Não sei.
- Eu sei que vocês andaram conversando.
- Nada de mais.
- Uma possível volta?
- Claro que não, Em!
- Então?
- Ele queria saber sobre Bree.
- Bree?
- Sim. Eu não apoio, mas eu acho que ele está apaixonado por ela.
- Mais que besteira! Ele não sabe o que é se apaixonar.
— Eu também acho isso, mas a maneira com que ele se referiu a ela. Foi sincera.
- Você não está acreditando neste idiota, está?
- Eu não sei, Em. Eu não sei.
- Rosalie, por Deus. Ele já não provou o bastante que ele não presta?
- Já, é só que... O Jake não era ordinário deste jeito. Ele ficou assim depois que a mãe dele morreu.
- Sério?
- Sim. Ele sofreu muito. Ficou desgostoso da vida.
- Você tem dó dele?
- Um pouco.
- Sofrer é uma opção, minha cara. Você pode escolher se vai ficar ai se lamentando ou se tornando uma má pessoa ou enfrentar os problemas como eles devem ser enfrentados: com a cabeça erguida.
- Você tem razão. – disse Rose, beijando-o.
Após isso, os dois tomaram banho e desceram para o café. Carlisle estava em seu lugar, na ponta da mesa, lendo o jornal. Sozinho.
- Bom dia, pai.
- Bom dia, Princesa. Emmett?
Os dois se olharam, constrangidos.
- É...
- Não precisa explicar nada. Eu só não quero que isto se repita, ouviram? Eu não me importo de vocês dois passarem à noite juntos, afinal, são bem grandinhos já, mas vocês poderiam ter me avisado antes e ir para o chalé, que fica ali do outro lado do quintal. Eu sinto muito, mas temos uma criança nesta casa agora. Entenderam?
- Sim pai. Desculpas.
- Eu sinto muito, Sr. Hale. Prometo que isso não se repetirá.
- Eu sei que não. Agora, sentem-se para tomar café.
Os dois se sentaram e tomaram café. Logo, desceram Edward, Bella e Reneesme, Jasper e Alice. Emmett voltou para casa e foi para o trabalho. Rosalie foi acertar os últimos detalhes da compra de uma loja no shopping, que seria futuramente uma livraria. Bella e Alice foram juntos, pois eram suas sócias.
Emmett saiu do trabalho por volta das oito e meia e deu uma passada no asilo em que era voluntario. Conversou com alguns senhores e cantou algumas músicas do Frank Sinatra para suas velhas e bem humoradas amigas da terceira idade. Chegou em casa cansado. Viu um belo carro parado na porta e pensou que fosse Rose, se esquecendo de que ela havia vendido o seu. Assustou-se quando abriu a porta e viu quem era.
- O que você faz aqui. Jacob?
- Calma, cara eu estou aqui em paz.
- Emmett! Não brigue com o Jake.
- Jake, Jake. Que intimidade é essa, dona Bree?
- Como você é chato, cara. Que merda.
- Bree, olhe os modos. – repreendeu a mãe.
- O que você quer aqui? Diga logo.
- Calma cara, vamos conversar como dois homens adultos! Eu já disse que vim em paz.
- Olhe aqui: eu vou te dar uma chance. Diga tudo o que quiser dizer e sem embolações.
- Okay. Pode se sentar.
- Eu estou na minha casa. Eu me sento na hora que eu quiser.
- Tudo bem.
- Olha Sr. Black, eu trouxe um cafezinho com umas bolachas deliciosas. – disse Sue, colocando a badeja em cima da mesinha.
- Obrigado, Sra. McCarty. Pode me chamar de Jacob.
- Como quiser.
- Então... – disse Emmett, sem paciência.
- Emmett, eu estou apaixonado por sua irmã.
- Isso só pode ser brincadeira.
- Emmett! Deixe o Jake falar. – repreendeu Bree.
- Obrigado, linda.
- Eu vou quebrar todos os seus dentes.
- Calma, cara. Eu sei que Rose deve ter detonado minha imagem quando falou de mim. Deve ter dito que eu sou um cafajeste, mulherengo e blá, blá, blá. Mais eu posso te garantir que eu mudei. Sabe, quando eu conheci sua irmã naquela festa, eu vi que ela era a mulher da minha vida. Ela é uma garota muito especial. Ela me fez sentir uma coisa que há anos eu não sentia por alguém. Amor.
- Eu nãoi acredito nisso. Minha irmã é uma criança ainda.
— EMMETT, EU TENHO DEZESSETE ANOS.
- Bree, por favor.
- Emmett, meu filho, ouça o rapaz. Ele parece sincero.
- Obrigado pela compreensão, Sra. McCarty.
- Emmett, eu amo o Jake. E você querendo ou não, nós vamos namorar.
- Se o papai estivesse aqui...
- Mais ele não está, meu irmão. Ele morreu há anos.
- Olha Jacob: eu sou totalmente contra esse relacionamento.
- Eu sei.
- Mesmo eu sendo contra, eu quero que a minha gatinha seja feliz. E se ela é feliz com você...
- Obrigada, Em! – disse Bree, abraçando o irmão.
— Espera ai que eu não acabei. – disse Emmett, ríspido. – Se você machucar a minha irmã igual você fez com a Rose eu vou te arrebentar e não adianta você fugir, porque se você estiver no inferno, eu vou até lá para não só te bater, mas te matar. Será que eu fui claro o suficiente?
- Foi sim, cunhadinho.
- Vá se ferrar.
Emmett entrou em seu quarto e atirou-se na cama. Sua cabeça estava explodindo. Não podia acreditar no que ele acabara de ouvir e aceitar. Jacob iria trair Bree. Ele tinha certeza disso. Quando enjoasse, iria largá-la, como fez com Rosalie e com a moça morena que ele estava na festa de Reneesme. Dominado pelo cansaço, fechou os olhos e dormiu. Acordou no outro dia, num sábado chuvoso de outubro, com a mãe mexendo nas panelas.
- O que é isso, mãe? – perguntou, abrindo a geladeira e pegando água.
- Ah! O Jake e seu pai virão almoçar conosco hoje.
- Maravilha. Acho que vou lá pro asilo.
- Emmett. Você deve apoiar sua irmã. Ela está crescendo...
- Isso me preocupa.
- Ela é uma menina ajuizada, Em. Vai ficar tudo bem, você vai ver.
- Eu queria ter o seu otimismo. Tenho medo que o Jacob a engravide.
- Por Deus! Nem diga uma bobagem dessas. Bree sabe das coisas, eu já expliquei tudo a ela. Rose também.
- Eu sei que ela é bem informada. Mais isso não previne uma gravidez.
- Pare de falar isso. Mudando de assunto, onde o senhor dormiu noite passada?
- Na Rose.
- Emmett! Lá tem criança.
- Eu sei mãe. Eu prometi ao Sr. Hale que isso não se repetiria mais.
- Hum... Estou vendo o resultado disso.
- Não se preocupe. Nós temos juízo.
- Isso não previne uma gravidez. Vocês se protegem?
- Claro né mãe. Eu vou sair com a Rose. Não quero ver a cara do Jacob.
- Emmett!
- Já era. – disse, dando as costas.
- O que eu faço com esse menino? – disse Sue, virando-se para a pia para terminar de cortar os tomates.
Emmett tomou banho e pegou a moto. Foi até a casa de Rosalie. Ela estava com Reneesme no quintal. Ele buzinou e ela foi abrir o portão.
- Oi querida. Quer dar uma passeada?
- Pode ser. Só vou colocar Nessie no carrinho lá perto do Edward. Entre.
- E ai, cunhado? – perguntou Edward, que estava corrigindo umas provas.
- Tudo bem, Edward?
- Tudo sim.
- Tudo certo. Podemos ir. – disse Rose.
- Então vamos. – disse Emmett subindo na moto e entregando o capacete para Rose.
- Tchau Ed.
- Divirtam-se!
Emmett e Rose foram para o shopping e almoçaram por lá. Estavam andando calmamente pelos corredores, vendo as vitrines quando uma mulher morena misteriosa apareceu do lado de Emmett.
- Oi, meu amor. – disse com voz sedutora, ao pé do ouvido do rapaz, que se assustou.
- Mais o que é isso? – perguntou Rose.
- E quem é ela?
- Você não estava em Vegas? – perguntou Emmett.
- Eu fiquei com saudades de você. Como você está gato.
- Como você é abusada! Eu sou namorada dele!
- Que bom! Seu gosto piorou, hein Emmett? Que patricinha mais sem graça.
- Eu vou bater nela.
- Senna! Por favor. Não estrague minha vida. De novo.
- Você não sentiu saudades de mim? Do meu corpo em contato com o seu, aquelas noites de loucura naquele motelzinho barato?
- Eu vou embora! – gritou Rose.
- Não, querida espere!
- É vem aqui, saber mais sobre o que eu e o Em fazíamos na cama! Ele é bom, não é?
Rosalie começou a ficar vermelha e segurou o máximo que pode a raiva que estava sentindo.
- Lembra-se da última vez em que nós nos encontramos umas quatro semanas atrás?
- O quê? – Rose ficou sem reação.
- Isso não é verdade!
- Tchau. Cansei de ficar aqui ouvindo isso. Adeus Emmett. – Rose saiu bufando dali e foi para casa em um táxi, chorando muito.
- Você viu o que você fez? Estragou minha vida, mais uma vez! Sua vagabunda.
- Não fique aqui me acusando! Vá trás dela! Babaca.
Emmett deixou-a falando sozinha e foi atrás de Rose. Parou na porta da casa dela e pulou o portão.
- O que é isso, cara? – perguntou Jasper.
- A Rose chegou ai?
- Sim e já foi . Ela disse que não quer te ver, nunca mais. E não adianta insistir. O que você fez?
- Eu nada.
- Acho que ela vai para Forks. Com a tia Esme. Eu não deveria ter te dito isso, mas eu sei que ela te ama e você a ama. Eu quero ver o dois juntos e bem.
- Jura?
- Eu juro.
- Eu estraguei tudo, não foi a Senna que estragou. Eu acho que perdi a mulher da minha vida.
- Se ela é a mulher da sua vida, cara, vai atrás dela. Não deixe esse amor morrer, meu velho. Mais dê umas semanas a ela. Uma ou duas, sei lá. Pra esfriar a cabeça.
- Você acha que eu deveria esperar?
- Claro. Ela tem que por as coisas no lugar. Organizar o meio de campo sabe? Se ela te amar e ela te ama, ela vai te perdoar, seja lá o que você tenha feito. E você também deve fazer isto.
- Valeu, Jasper.
- De nada cara.
Emmett saiu de lá confiante e com uma ideia que mudaria sua vida pra sempre.
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