Chuck como se fosse a primeira vez
17 Chuck X Ciúmes
Notas iniciais
P.O.V Sarah
Me afastei de Parker rapidamente, encarando Chuck no alto da escada, toda a preocupação se embaraçando em um misto de alívio e em uma nova preocupação. Chuck parecia paralisado.
“Chuck, amigão. Como foi a manhã na emocionante Compre Mais?”— A voz de Parker ecoou pelo silêncio que se instalou assim que Chuck abrira aquela porta e pronunciara meu nome.
“Não sou seu amigão, Sarah preciso falar com você”— A voz de Chuck cortou o ar, ríspida e seca. O Sorriso falso de Parker se alargou ainda mais.
“Quanto mal humor, não salvou o mundo hoje? Nenhum celular pra concertar?”— Parker sorriu abertamente.
“Vai se ferrar, Parker. Sarah você vem ou não vem?”— Eu saí do meu estado petrificado ao ouvir meu nome, uma carranca tomou lugar no rosto de Parker:
“O que você disse?”— Grunhiu indo em direção a escada mas me coloquei na frente, alcançando um Chuck muito sério.
“Vamos Chuck, já estava indo atrás de você”— O puxei pela mão antes que ele pudesse falar mais alguma coisa.
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O caminho até Eco Park foi silencioso e tenso, o ar parecia pesar uma tonelada. Chuck evitou todas as minhas tentativas de puxar assunto e não me encarou durante todo o caminho. Sua mão suava e apertava a minha sem nenhum grande interesse enquanto caminhávamos para casa. Ao passar pela porta, Chuck soltou minha mão e seguiu para a cozinha.
“Chuck, o que você viu...”— Comecei me aproximando dele. Ele estava encostado no balcão da pia, de repente um ponto qualquer na parede pareceu mais interessante para ele do que me encarar.
“Você não precisa me explicar, Sarah. Eu entendo”— A voz saiu abafada, ele se virou e me encarou.
“Seria ridículo esperar que você não se envolvesse. O cara é um herói”— Eu o olhei sem saber o que dizer.
“Chuck, eu estava preocupada com o seu sumiço, não aconteceu e nem vai acontecer nada entre mim e o Parker. Não tem motivo pra você ficar assim”— Falei indo em direção a ele, que desviou e pôs uma das mãos na mesa.
“Não tem motivo?”— Falou entre dentes – “Eu encontro você e senhor herói americano quase se beijando e não tenho motivo?”— Chuck aumentou a voz em um tom. Aquilo já estava me irritando.
“Você não confia em mim, Chuck? Eu ainda sou casada com você! Por que isso tudo?”— Falei já irritada com a reação desproporcional.
“Porque eu te amo Sarah!” – Chuck gritou como se fosse a coisa mais óbvia da face da Terra – “Porque eu morro de ciúmes daquele cara! Porque eu sinto que vou perder você a qualquer momento! Porque você esqueceu de mim! Por que você esqueceu de mim, Sarah?” – A última frase em forma de pergunta, toda a raiva e angústia sendo liberada de uma só vez, ver Chuck daquela forma me fez sentir como se milhares de facas estivessem perfurando o meu estômago. Por que eu esqueci dele? Tudo que eu mais queria naquele momento era lembrar de Chuck, lembrar de nós dois e de como eu poderia contornar aquela situação.
“Chuck...”— Tentei o meu melhor tom – “Você não precisa ficar tão inseguro, eu já escolhi você, lembra?”— Toquei em sua mão, na tentativa de que ele me encarasse.
“Isso não faz sentido, Sarah. Isso nunca fez sentido. Olha pra você, você é linda, é uma super espiã. E eu...”
“Apaixonado, meigo, cuidadoso”— As palavras saíram sem que eu precisasse pensar sobre elas, lembrei novamente do sonho, Chuck tentava aprender a como me seduzir. Chuck sorriu de leve, como se lembrasse do episódio também.
“Um pacote completo”— suspirou – “O agente Parker sempre fez mais o seu estilo, Sarah. Vc tem uma nova chance de escolher, ele é perfeito pra você e eu sou só um acidente de percurso.”— Chuck me encarou, cada palavra doía de uma forma inimaginável, a dor estampada nos olhos de Chuck me maltratava ainda mais. Parker? Parker não era perfeito pra mim, Chuck era.
“Acabou Sarah, você não precisa mais ficar aqui, nem se esforçar pra lembrar da gente. Eu entrego os pontos, você ta livre pra seguir com sua escolha.”— As lágrimas ameaçavam cair dos olhos de Chuck a qualquer momento. Vendo-o daquela forma, tão vulnerável, tão inseguro, eu parecia estar em combustão, imaginar que a dor de Chuck era causada por mim:
“Eu já escolhi, Chuck.”— Sussurrei me aproximando e tocando em seu rosto. Seus olhos me encararam.
“Tudo bem Sarah, nós tentam...”— Não esperei que ele completasse a frase, o beijei. Não com força, não com pressa. Um beijo leve, carinhoso, me afastei apenas para sussurrar novamente, olhando em seus olhos – “eu já escolhi”— e o beijei novamente. A mão de Chuck avançou para minha cintura, me sentando na mesa atrás de nós. Prendi minhas pernas em sua cintura e envolvi seu pescoço com os braços. Puxei seu cabelo de leve ao sentir ele aprofundando o beijo. O calor irradiava por todo meu corpo, como se correntes elétricas percorressem um caminho de mim para Chuck e dele para mim. Minha mente pareceu esvaziar por completo, naquele momento não havia amnesia, nem Parker, nem CIA. Havia apenas Chuck. Soltei um gemido ao sentir Chuck descer beijos pelo meu pescoço, inclinei a cabeça para trás e puxei seu rosto ainda mais contra meu corpo, aquilo parecia tão natural quanto respirar. Minha respiração falhou quando Chuck mordeu de leve minha orelha, ele estava me enlouquecendo, sabia todas as minhas defesas e sabia muito bem como desarmar cada uma delas. Afundei o rosto na curva de seu pescoço, sentindo seu cheiro familiar, percorri a região com beijos e senti Chuck estremecer sob meu toque. Aquilo me fez sorrir mentalmente. Chuck sussurrou ao meu ouvido:
“Sarah?”— Ele sussurrou
“Hum?” – Foi o único som que consegui emitir.
“O que nós estamos fazendo?”— Chuck perguntou com dificuldade já que eu estava o beijando.
“Isso interessa agora?”— Perguntei entre beijos
“Não” – Chuck grunhiu com esforço enquanto eu mordia o seu pescoço
“Quarto, Chuck. Vamos para o quarto”— Sussurrei sorrindo.
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