Notas iniciais
Desculpem a demora, fiz uma maratona de Chuck kkk, espero que gostem.

“Por que você foi até lá? Eu tinha a situação sob controle”

“É, eu posso ver isso” – Estávamos presos no porta malas de um carro, Chuck estava atrás de mim, resmungando, enquanto eu pensava em uma solução pro nosso problema.

Suspirei pesadamente quando Chuck me deitou na cama, suas mãos descendo até minhas coxas que enlaçavam sua cintura. Os beijos estavam cada vez mais intensos, eu já não tinha controle sobre meu corpo ou pensamento, o flash veio tão rápido quanto sumiu. Chuck apoiou o corpo sobre os cotovelos e me encarou, pude ler uma mistura de esperança e confusão em seu rosto.

“Sarah, você tem certeza?” – ele perguntou, me olhando intensamente. Eu tinha certeza?

Foi bom te conhecer” – Chuck falou enquanto fechava os olhos, esperando pela morte certa. Eu o encarei por um instante, sem aceitar que morreríamos ali daquela forma. Chuck estava parado na minha frente, e eu sabia que íamos morrer quando o relógio acabasse a contagem. Todo o sentimento que lutei para esconder veio em um turbilhão, não poderia morrer sem antes...sem antes me despir daquela farsa toda. Já que íamos morrer, precisava ter Chuck de verdade ao menos uma vez, e foi assim que eu o puxei pela camisa e o beijei— pisquei um instante. Chuck ainda estava lá, sobre os cotovelos, me encarando.

“Sarah?” – ele pareceu se preocupar e fez o movimento para se afastar.

“Chuck” – suspirei enquanto o puxava pela gola da camisa e o trazia pra mais perto, nossos corpos se tocando, observei seus lábios por um instante, a vontade que eu sentia de beijá-lo era quase incontrolável, se uma bomba estivesse prestes a explodir novamente, eu certamente morreria beijando Chuck, sim eu tinha certeza do que estava fazendo – “Por que você não cala a boca?” – sussurrei e o puxei para um beijo profundo.

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“O nosso primeiro encontro foi sugestão do Morgan?” – Estávamos em um restaurante chinês, o nosso segundo primeiro encontro.

“Ele nunca achou que fosse impossível um cara como eu namorar uma...é...vc sabe.”- Chuck desviou o olhar para baixo. Me fiz de desentendida, queria ver até onde ele poderia chegar.

“O quê?” – falei sorrindo.

“Ah vc sabe...você”

“O quê que tem eu?” – ele ficava cada vez mais sem jeito e eu amava aquilo nele. Chuck sorriu:

“Ta querendo mesmo que eu fale né?’ “Ahh ta bem, tudo bem, ta...legal, vamos fazer do seu jeito. Uma garota igual a você. Ou melhor, uma mulher igual a você, considerando o fato de que você pode nocautear qualquer um aqui nesse restaurante. Eee que... além de ser inteligente, sem falar que você é legal e... e que você é muito linda, e...olha qualquer coisa me manda parar ta? Se eu tiver exagerando com os elogios, manda parar.” -Meu coração batia tão rápido que tive medo que Chuck pudesse ouvir, cada palavra dele me fazia querer mais ainda que pudéssemos tentar levar aquilo adiante.

Acordei sorrindo com a lembrança, nosso primeiro encontro, nosso primeiro beijo. Lembranças que eu havia perdido e que agora estão aqui comigo novamente, e que me ajudam a entender o que eu sentia por Chuck. Me aconcheguei mais ainda na cama, Chuck me abraçava por trás e respirava calmamente contra meu pescoço. Sua mão repousava na minha cintura, como que para ter certeza de que eu não iria fugir ou desaparecer. Lembranças do que aconteceu entre nós começaram a invadir a minha mente o que aumentou o meu sorriso. Certamente já fizemos aquilo um tanto de vezes, mas para mim, foi como se fosse a primeira vez, Chuck me conhece como ninguém. Me virei para encará-lo, estava sereno, estendi a mão levemente e acariciei seu rosto.

“O que você faz comigo?” – Sussurrei, mais para mim do que para ele, e depositei um beijo leve em seus lábios. Chuck se mexeu um pouco, me puxando para si. Não fiz esforço para impedir, eu poderia não dormir pelo resto da madrugada, mas não foi o que aconteceu. Me aninhei em Chuck e encostei a cabeça em seu peito, as batidas do coração dele foram ninando meu sono, cada batida...cada batida de um coração que me pertence...

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Acordei com as batidas na porta, Chuck dormia tão profundamente que nem se deu conta de que havia um Morgan desesperado do outro lado daquela porta.

“O que aconteceu?” – Perguntei sonolenta enquanto abria a porta e dava passagem para Morgan, ele já não estava mais de pijama, o que indicava que provavelmente eu e Chuck estamos atrasados.

“Ufa!!! Achei que vocês estivessem mortos aqui nesse quarto. Que bagunça! O que aconteceu aqui, um terremoto?” – Morgan passou os olhos pelo local. Acabamos fazendo uma bagunça ontem, travesseiros e lençóis estavam jogados no chão. Chuck se mexeu um pouco na cama enquanto Morgan caminhava em direção à janela, abrindo passagem para os raios de sol. Me aproximei de Chuck na cama e depositei um beijo em seus lábios:

“Chuck? Estamos atrasados” – Sussurrei enquanto Morgan observava confuso.

“Ah Sarah, não me acorda não. Eu tive um sonho tão bom” – Chuck se mexeu na cama, passando a mão nos olhos. Sorri um pouco e me aproximei de seu ouvido: “Foi real, Chuck” – sussurrei em sua orelha esquerda enquanto segurava seu rosto delicadamente. “Mas agora, estamos atrasados”. Chuck abriu os olhos finalmente e me encarou maravilhado:

“Eu to sonhando” – Ele falou me encarando – “Eu tenho uns sonhos bem reais com você”. Sorri com aquilo, não era a primeira vez que ele me falava aquilo, eu sei. Um pigarro chamou nossa atenção

“Morgan? O quê que você ta fazendo aqui no quarto?” – Chuck finalmente notou o amigo.

“Bem, achei que vocês tivessem morrido. A Sarah nunca se atrasa.” — Ele estava certo, eu não me atraso. Antes que eu pensasse em algo, meu celular tocou, estava jogado em algum lugar pelo chão. Demorei mais do que gostaria para encontra-lo.

“Alô”

“Agente Walker, está tudo bem?”

“Oi Parker, sim ta tudo bem, eu só perdi a hora” – Chuck se levantou e veio em minha direção.

“Algo aconteceu, Walker?”

“Não, eu só tive uma noite...”

“Maravilhosa” – Chuck completou, já com meu telefone nas mãos. “Sabe como é né Parker? Uma marido como eu em casa” – Chuck sorriu de forma sacana.

‘É isso aí cara! Mostra quem é que manda!” — Morgan vibrou mesmo com meu olhar de desaprovação.

“Não, eu mesmo vou deixar ela aí no Castelo.” – Chuck falou, se virando para me encarar, o sorriso estampado no rosto.

“Tudo bem, mas não posso garantir que ela não vai atrasar mais um pouquinho. Até logo” – Chuck desligou o telefone e sorriu.

“Chuck o que foi isso?” – Perguntei meio perplexa enquanto assistia ao cumprimento de Chuck e Morgan.

“Nada demais, só deixando claro que você ta comigo.” – Não tive como não sorrir um pouco da expressão séria de Chuck. Ele caminhou até mim, se aproximando lentamente.

“Você, por alguma razão maluca, me quer por perto” — Ele acariciou meu rosto de leve, me fazendo ter arrepios – “Então é bom que fique claro pra qualquer um, que nós somos um casal”. Sorri e o encarei, sussurrando para ele: “Sim, somos um casal”.