Notas iniciais
Com exceção dos comentários ao final de cada capitulo, todo o restante do texto foi escrito com a intensão de ter a sensaçao de imersão total (ou quase) do leitor na historia.

Era atravessar a porta ou ficar e morrer. Suas opções definitivamente estavam escassas, e infelizmente, você não teve muito tempo para discernir entre uma ou outra.

Você segura a maçaneta dourada já antiga da porta vermelha do banheiro, fecha os olhos e deseja estar longe dali, e em algum lugar distante, uma porta se abre.

Com o medo começando a te dominar, gira a maçaneta para esquerda até sentir o estalo. Uma brisa fria atinge o seu corpo, e antes que conseguisse sentir por completo aquele momento, escuta a porta da frente da casa quebrar.

Eram eles, pensa, vieram atrás de você. Eles gritavam palavras auto demais e rápido demais para que conseguisse entender algo. Com outra batida forte na porta — o que parecem serem os trincos – estouram, fazendo com que a porta caía como um tronco velho no chão.

Sem pensar duas vezes, você abre a porta e se joga dentro dela, apenas, esperando encontrar algo diferente de um vaso quebrado e uma banheira azul antiga.

...

“Ela tinha pintado o cabelo de castanho. Uma tentativa desastrosa de mudar de identidade, de manter Marco e sua gangue longe dela. Pena que agora, seu cabelo longo e castanho brilhava como labaredas de fogo a luz do sol, revelando sem escrúpulos, sua beleza efervescente...”

Notas finais
Ao fina de cada capitulo haverá um breve comentário de um interlocutor oculto da história. Comentários são bem vindos.