Charlie é o Cara

40 Você tem um bumbum bonito.


Notas iniciais
Prontos para mais um capítulo de Charlie é o Cara? Espero que sim, porque aqui está ele para vocês! Um capítulo com encontros duplos, foras, pegação no sofá e até mesmo a nova colega de quarto para Amy, que será um rosto regular daqui em diante na história! Ah, mais uma coisa meninas, eu decidi tentar algo novo nesse capítulo, que se ficar bom para vocês eu vou continuar fazendo pelos próximos, POV de outros personagens além de Charlie e Pete, especialmente porque de agora em diante quero mostrar a vida dos outros personagens no ponto de vista deles também, então me digam nos comentários se curtiram, ok? Obrigado a todas as meninas que comentaram no capítulo anterior, boa leitura, beijoss!

POV-Charlie

Um clássico do rock dos anos oitenta tocava no ambiente, eu e Peter pegamos uma mesa de sinuca enquanto Amy e Pablo continuaram sentados na mesa. Eu estava pronta para dar a minha primeira tacada, enquanto Peter observava, com as mãos apoiada na ponta do taco e o queixo apoiado nas mãos.

Para começar, como eles jogam isso? Não se tem uma posição confortável para se debruçar sobre um taco e acertar bolas com ele em buracos pequenos. Eu sei, isso pode ter soado bem pornográfico mas sou só eu tentando jogar sinuca.

― Quando você estiver pronta. ― Peter falou, estalando os lábios e me observando rodar em volta da mesa a procura de uma posição confortável.

Cerrei meus olhos para ele, que encolheu os ombros e fez cara de inocente.

― Eu não quis dizer nada com isso! ― Ele tentou se defender.

― Sei muito bem o que você quis dizer. ― Joguei o cabelo para o lado, me recompondo. ― Assista isso! ― Tentei segurar o taco como vi na TV algumas vezes, mas tinha quase certeza de isso ia acabar mal já que eu nunca havia jogado sinuca antes.

― Uma ajudinha aí? ― Peter se ofereceu, se desapoiando do taco.

― Não! ― E foi o que me fez ir de uma vez.

Acho que coloquei força demais no braço em que impulsei o taco e de menos nos dedos por onde ele deslizou, o taco voou pela mesa e não acertou bola nenhuma, nadinha! Nem de raspão. Mas por sorte ela acertou o alvo maior ali, Peter. O taco voou direto e o acertou na altura da virilha, fazendo ele soltar o seu taco e se curvar de dor, soltando um gemido.

― Ops! ― Falei, olhando Peter se curvar de dor.

― Bolas erradas, Charlie! ― Ele gemeu, encostando a testa na mesa de sinuca.

― Não gosto desse jogo, é estúpido. Porque não podemos simplesmente pegar as bolas e jogar elas nos buracos com as mãos? ― Arrastei a bola branca ainda parada no lugar para dentro de um dos buracos.

― É, provavelmente podemos jogar desse jeito já que você vai acabar matando alguém com esses tacos. ― Peter se levantou e me olhou, sua cara ainda era de dor.

― Desculpe. ― Sussurrei, olhando para os meus pés e sem jeito para ele.

Ouvi uma risadinha baixa e bem humorada de Peter, então seus passos vindo na minha direção.

― Tudo bem. ― Ele falou e tocou meu queixo com o polegar e o indicador, levantando meu rosto. ― Só estou meio preocupado com o fato de você acabar me castrando por acidente um dia desses. Não seria justo porque eu nem te mostrei o que posso fazer com isso aqui ainda. ― Ele apontou para as calças com um sorriso malicioso.

― Meu Deus! ― Me peguei rindo sem acreditar que ele tinha dito aquilo mesmo. ― Não consigo acreditar que realmente gosto de você, eu provavelmente devo estar bêbada o tempo.

Peter riu também e passou a língua entre os lábios, dividindo sua atenção entre meus olhos e minha boca.

― Então, você gosta de mim? ― Ele perguntou.

― Hum... ― Entortei os lábios para o lado e me fingi de pensativa. ― Talvez.

― Eu sei que você gosta. ― Pete falou convencido e piscou para mim. ― Eu sou muito bonito, é impossível de resistir. O que eu posso fazer?

Arqueei minhas sobrancelhas e sorri, pela forma com que o seu ego era pequeno. Peter tocou meu rosto com a mão, acariciando a minha bochecha levemente com o polegar, então deslizou sua mão pelo meu rosto até a minha nuca, me puxando para mais perto pela mesma e colando sua boca na minha. Minhas mãos involuntariamente foram parar na bainha lateral da camiseta dele, apertei o tecido na mão com a sensação de borboletas no estômago que ele me causava toda vez que me beijava.

Sorri com meu lábios ainda contra os dele e ele sorriu de volta, então depositei um selinho em cada canto dos seus lábios.

― Charlie? ― Ele falou com seus lábios ainda contra os meus.

― Hum? ― Abri meus olhos para olhar nos dele, mantendo nossos lábios colados.

― Acho que comi um pedaço de batata que estava preso na sua língua.

― Ai meu Deus! Porque você sempre arruína o momento? ― Olhei para ele sem acreditar, afastando meus lábios dos dele.

― Eu não arruinei nada, você que enfiou essa língua cheia de batata na minha boca.

― Foi você que me beijou, cala a boca. ― Dei um pontapé nele.

― Vamos para a casa escovar os dentes, depois podemos fazer um montão disso. ― Ele disse rindo, segurando meu rosto com as duas mãos e me beijando. ― E isso! E isso! E isso!

― É você quem tá me beijando de novo. ― Falei rindo.

― Não consigo resistir a você, Charlie!

Ele passou um braço em torno dos meus ombros e foi caminhando para longe da mesa ao meu lado. Nós voltamos para a mesa onde Pablo e Amy ainda estavam, os dois estavam em silêncio absoluto, enquanto Amy enrolava uma mecha de cabelo no dedo e Pablo passava os dedos pelo bigode. Olhei para os dois e depois para Pete que deu de ombros, sem que eu precisasse falar para ele entender.

― Prontos para ir para a casa? ― Pete perguntou de bom humor quando paramos ao lado da mesa, com seu braço sobre em torno dos meus ombros e ele de pés atrás de mim.

― Sim. ― Amy disse de forma educada mas séria para Peter, se levantando da mesa. ― Eu vou pagar. ― Mais pareceu que ela murmurou por educação do que qualquer outra coisa, porque ela não parecia nenhum pouco afim de falar.

― Eu posso... ― Pablo foi se levantar atrás dela e tentou falar.

― Tudo bem, Pablo. ― Ela o cortou antes que ele pudesse tentar qualquer coisa, saindo dali as pressas.

― Está tudo bem, mano? ― Peter perguntou, olhando para Pablo, que apertou a ponte do nariz com os dedos e abaixou a cabeça.

― É, tudo bem. Tudo numa boa. ― Pablo apertou os lábios e olhou para nós dois, acenando positivamente e se levantando.

Forcei um sorriso esperançoso para ele, sabendo que não estava tudo bem. Amy não era alguém que ficava quieta ou de mal humor, muito menos Pablo e os dois estavam com caras um pouco piores do que as que nós usamos em velórios.

Depois que nós pagamos fomos direto para o carro para ir embora, se eu achei que a viagem de ida foi constrangedora, essa foi mil vezes pior com aquele silêncio. Pelo retrovisor observei Amy sentada em uma extremidade do banco traseiro e Pablo na outra. Desconfortável com a situação me encolhi no banco e olhei para a mão livre de Peter pousada sobre a sua cocha, estiquei minha mão, pegando a sua e entrelaçando seus dedos no meu. Puxei nossas mãos entrelaçadas para a minha perna. Peter observou o gesto e depois olhou para mim, abrindo um sorriso torto com uma mistura de surpresa e felicidade.

De vez em quando sua mão se afastava da minha para que ele pudesse mudar a marcha do carro, na primeira vez que ele soltou seus dedos dos meus, achei que eu estivesse sendo muito melosa e ele não estava gostando daquilo. Como quando somos crianças e seguramos a mão dos nossos namoradinhos e eles se sentem desconfortáveis quando as nossas mãos começam a suar. Mas toda vez que ele voltava e entrelaçava seus dedos nos meus novamente, tudo parecia ficar bem.

Peter parou o carro na frente do prédio do dormitório, Amy se despediu de nós com um sorriso e saiu do carro. Pablo esperou uns instantes até que saiu do carro correndo e foi atrás dela, os dois parando nos degraus do prédio para conversar algo que eu e Pete não conseguíamos ouvir.

― O que você acha que eles estão falando? ― Perguntei.

― Eu não sei, não faço ideia. Droga, deveria ter ido naquelas aulas de leitura labial.

― Sério que tem aulas para isso? Nossa, eu poderia usar isso na minha vida!

Me virei novamente para a janela e vi que os dois continuavam em um empasse sobre alguma coisa, que eu provavelmente já tinha um palpite. Pablo queria uma namorada, Amy queria um passa tempo.

― Gosto dela. Pablo realmente precisa de uma boa garota na vida dele. ― Peter falou atrás de mim, olhando para os dois também.

― Não acho que Amy seja uma boa garota, Pete. ― Sussurrei uma mentira, para não abrir o jogo.

Amy então abriu a porta do prédio de uma vez e entrou, deixando a porta bater ao fechar, enquanto Pablo ficou parado ali a observando ir. Quando a porta se fechou, ele olhou na nossa direção e começou a caminhar de volta para o carro. Antes de chegar ao carro, fez um sinal para que eu abaixasse a janela.

― Você está bem, amigão? ― Peter perguntou quando abaixei a janela.

Pablo encolheu os ombros e abriu um sorriso amarelo, se apoiando na janela.

― Tão bem quanto alguém que levou um fora pode estar. ― Ele respondeu, bem humorado nos fazendo rir. ― Eu sou basicamente o Solzinho do Teletubbies.

― Sinto muito, Pablo. ― Disse, um pouco envergonhada. Me sentindo culpada por ter o colocado nisso.

― Não é sua culpa, Charlie. Então se preocupe com isso, ok? ― Ele acenou positivamente da janela. ― Bom, eu acho que vocês podem ir para a casa, porque eu vou sair para uma caminhada, chutar pedrinhas e fingir que estou em um vídeo clipe do Nickelback.

― Sério? Isso é bem depressivo. Sabe que pode ficar depressivo em grupo, né? ― Peter falou. ― Eu e Charlie podemos assistir Comer, Rezar e Amar com você. Ou então se você preferir também pode ser um filme de bang bang daqueles bem velhos do jeito que você gosta.

― Eu simplesmente amo filmes com cowboys, tiros, bigode e areia! Sempre imaginei como seria beijar lábios queimados pelo sol e sujos pela areia. ― Concordei com Pete, tentando animar Pablo.

― Tenho uma resposta para essa... uma nojeira. ― Peter falou.

― Pessoal, está tudo bem, sério. Vão para a casa e tenham um bom final de noite pelo menos, amanhã nós podemos nos reunir para eu chorar no ombro de Mike e tomarmos umas.

― Tem certeza? ― Perguntei um pouco preocupada, tocando em seu braço apoiando na janela.

― Absoluta, nos vemos depois. ― Ele se inclinou na janela e me deu um beijo no rosto. ― Cuide bem de Blanca, bundão.

― Pode deixar. ― Peter piscou para ele.

Dito isso, Pablo se afastou do carro com um sorriso e colocando as mãos no bolso da jaqueta.

― Acha que ele vai ficar bem? ― Perguntei, olhando ele andar para longe pelo retrovisor do carro.

― É claro que vai. Depois de algumas doses de tequila e uma porção de tacos mexicanos ele vai estar novinho em folha. ― Peter disse bem humorado, ligando o carro e saindo dali.

Eu queria ajudar Pablo, mas as vezes tudo o que nós precisamos é de um momento a sós e acho que era o que ele queria pensar agora. Eu também não podia culpar Amy, até porque ela de certa forma ela não deixou que isso fosse longe demais e poderia ser pior depois. Peter dirigiu até em casa e eu me mantive em silêncio pelo resto da viagem, olhando pela janela e pensando sobre o assunto. Peter parou o carro na frente da casa, após tirar a chave da ignição se virou para mim.

― O que você está pensando?

― Como sabe que eu estou pensando? ― Me virei para ele.

― Bom, você quase nunca para de falar e agora está em silêncio. E também faz uma coisa com a sobrancelha quando está pensando. ― Ele disse.

― É, eu faço mesmo. ― Apertei um sorriso nos lábios ao perceber que Peter me conhecia melhor do que eu conhecia a mim mesma.

― Pablo vai ficar bem, Charlie. Esse não é o primeiro fora que ele toma na vida e nem vai ser o último, especialmente se ele manter aquele bigode. Não é sua culpa.

― Eu sei que não. Mas eu poderia tê-lo alertado, Amy não queria isso desde que eles começaram a ficar.

― Você ainda é uma só, então tudo bem se essas coisas acontecerem de vez em quando, não dá para todo mundo estar feliz o tempo todo, ok? ― Ele apertou os lábios e fez uma pausa. ― Agora vamos entrar e aproveitar que ainda temos um pouco de tempo parar eu tentar tirar as suas roupas antes que os rapazes cheguem.

― Queridinho, as únicas roupas que você vai tirar hoje são as suas da gaveta. ― Falei irônica para ele antes de sair.

Vim caminhando na frente e Peter me seguiu de perto, me alcançando quando cheguei na porta. Abri e entrei na frente, enquanto Peter entrou logo atrás e fechou a porta em silêncio. As luzes da casa toda estavam apagadas e Do I Wanna Know do Arctic Monkeys tocava baixo vindo da sala, olhei para Pete por cima dos ombros e ele deu de ombros.

― Pensei que todos tivessem saído. ― Ele sussurrou. ― Vou pegar o meu bastão, pode ser um ladrão.

― Ah, um ladrão? Jura? Acha mesmo que um ladrão vai entrar aqui para ouvir Arctic Monkeys? ― Sussurrei, sem acreditar que ele havia dito isso mesmo.

― Nunca se sabe, esses ladrões hipsters são uma loucura. Espera aqui. ― Ele sussurrou de volta, se movimentando na ponta dos pés.

Não era um ladrão, fui caminhando em silêncio até próximo a sala e parei perto da porta, ouvindo algo além da música, parecia que tinha alguém se pegando ali. Entrei na sala e apertei o interruptor, acendo a luz e soltei um grito quando vi o que estava acontecendo. Joe estava com um garoto embaixo dele, os dois vestiam apenas as calças jeans e davam o maior amasso.

― Oh meu Deus! Oh meu Deus! Oh meu Deus! ― Gritei e escondi os olhos com as mãos, enquanto Joe e o cara pularam do sofá e corriam para se vestir.

― Sério, Charlie? ― Joe disse sem acreditar e eu ouvi o barulho de zíper sendo fechado.

― O que está acontecendo? ― Peter finalmente chegou na sala correndo com o bastão e ficou parado surpreso, tão em choque quanto eu quando viu o que estava acontecendo. ― Oh... ― Foi a única coisa que ele conseguiu falar. ― Isso é novidade!

― Eu pensei que ia estar sozinho a noite toda! ― O garoto finalmente falou olhando para Joe, soando irritado e rude. Vestindo a camiseta correndo.

― E eu pensei que eu ia ficar. ― Joe disse, repreendendo eu e Pete, que ficamos apenas parados ali sem jeito.

O garoto era bonito e forte, tinha os cabelos marrom acobreados e olhos azuis. Eu já tinha o visto algumas vezes andando com os Alpha, ele com toda certeza seria um. O que provavelmente era o motivo do desespero.

― Hei Adam, espera! É só o Peter e a Charlie, relaxa. ― Joe falou quando o garoto vestia os sapatos. ― Eles não vão dizer nada.

― É cara, relaxa, aproveitem o sofá. Tem cerveja na geladeira. ― Peter disse, tentando ser um bom anfitrião. ― Camisinhas no armário do banheiro.

― Peter! ― Lhe dei um chute na canela quando ele falou isso.

― Au! Só to tentando deixar ele confortável.

O garoto não disse mais nada, apenas começou a caminhar feito um raio em direção a porta e Joe o seguiu, ainda sem vestir a camisa.

― Adam, espera! Qual é!

Eu e Peter nos viramos para olhar, Joe conseguiu pará-lo na porta a tempo.

― Se isso sair daqui, você está fodido, me entendeu? Eu juro por Deus, você está... ― Ele apontou o dedo no rosto de Joe e apenas mordeu o lábio para não terminar a frase.

― Hei! ― Peter interveio, dando um passo na direção dos dois e ainda segurando o bastão. ― Tira o dedo da cara dele.

― Relaxa, Pete. Está tudo bem. ― Joe fez um sinal com a mão para Peter, dizendo que estava tudo bem.

Adam então apenas olhou furioso para nós três e saiu dali, correndo e batendo a porta como uma colegial quando briga com os pais. Joe se virou para nós e colocou as mãos na cintura, fazendo um sinal negativo com a cabeça. Exatamente a mesma posição que meu pai fazia quando eu fazia algo errado.

― Desculpe? ― Mordi o lábio inferior, sem jeito.

― Esse não é Adam Hunt? Ele não tem tipo... uma namorada? ― Peter disse, parecendo realmente confuso.

― É, pois é! Longa história! Assista O Segredo de Broke Break Mountain. ― Joe falou, se aproximando de nós e dando um tapinha no ombro de Peter.

Ok, então o garoto não estava bravo com Joe por ele ser um Alpha e Joe um Roar, mas sim por ele ter uma namorada. Isso realmente é novidade. Joe voltou para a sala e pegou sua camiseta, enquanto eu e Pete o seguímos.

― Pessoal, se vocês puderem, por favor, manter isso entre nós, seria ótimo! ― Ele disse com longas pausas, como se estivesse tentando nos fazer entender melhor.

― Claro. ― Concordei na hora e olhei para Peter, que parecia pensativo olhando para o sofá.

― Posso barganhar com você sobre isso? ― Ele arqueou as sobrancelhas, olhando para Joe.

― Você tá me zoando, seu puto? ― Joe abriu a boca.

― Não faça sexo com outro cara no sofá, por favor. Charlie senta aí, nós sentamos aí. Já tem sêmen o suficiente aí, não coloque de outro cara, por favor. ― Peter falou, apontando para o sofá.

Joe cerrou os olhos para Pete e acenou negativamente, apertando a camiseta na mão sem acreditar.

― Quero bater em você agora. ― Ele apontou para Pete.

― Eu não acredito que isso está acontecendo. ― Apertei a ponte do nariz e fechei os olhos, enquanto eles discutiam o assunto.

Quando abri os olhos novamente, Joe já havia vestido os braços na camiseta e eu o olhei.

― Joe, não coloque a camiseta.

― Porque não? ― Ele perguntou, confuso.

― Você tem um abdômen lindo. ― Abri um sorriso largo pare e ele sorriu.

― Obrigado Charlie, mas eu vou colocar porque eu estou sentindo frio nos mamilos. ― Ele falou e tocou a ponta dos mamilos com os dedos.

― Eu posso tirar a minha camisa se você quiser. ― Peter falou do meu lado.

― Não faz isso. Não me faça rir de você. ― Fiz um sinal negativo com a cabeça e sai dali.

POV-Pete

Charlie subiu primeiro para se vestir enquanto eu fiquei lá embaixo com Joe, perguntei se ele queria assistir um filme conosco em compensação por termos estragado o seu esquema mas, tudo que ele fez foi apontar o dedo do meio na minha cara, me mandou ir para a academia e depilar o peito. Muito gentil como sempre.

Subi depois de já ter esperado tempo o suficiente para Charlie se vestir e bati na porta.

― Charlie, está vestida?

― Não, estou nua e deitada na sua cama! ― Ela gritou de volta.

Abri a porta de uma vez realmente esperando essa imagem, mas na verdade encontrei Charlie de pé no meio do quarto, digitando no celular, vestindo uma camisola curta e azul.

― Eu sabia que você não ia perder a oportunidade. ― Ela falou, sem tirar os olhos do celular.

― Decepcionante. Obrigado por nada! ― Revirei os olhos e entrei no quarto, fechando a porta com o pé. ― Tá falando com quem? ― Perguntei, observando ela concentrada no celular.

― Com a minha mãe, ela está meio que surtando por eu não ter ligado para ela hoje.

― Que bonitinha! ― Abri um sorriso. ― Manda um beijo para ela.

― De jeito nenhum, vou tentar manter você o mais longe possível da minha mãe. ― Charlie falou, ainda concentrada no celular e indo se sentar na cama.

― Amor, vai ter que convidar sua mãe para o nosso casamento! ― Ela parou de digitar e levantou os olhos do celular para mim, cerrando os mesmo e fazendo a cara que fazia toda vez que eu dizia algo desse tipo.

Eu gargalhei e ela voltou para o celular. Tirei os sapatos sem usar as mãos e os deixei num canto do quarto, abri o cinto e tirei a calça logo em seguida, chutando-a para longe com os pés.

― Calças fora! ― Coloquei as mãos na cintura e olhei para a minha samba canção.

Tirei a camisa e vesti uma outra velha para dormir. Olhei por cima dos ombros e vi Charlie sentada de pernas cruzadas na cama e olhando fixamente para mim.

― Tá olhando o quê? ― Perguntei, com um sorriso debochado pela forma com que ela estava olhando.

― Você tem um bumbum bonito. ― Ela sorriu.

― Eu sei. ― Pisquei para ela, fazendo-a rir. ― Você também.

Ela continuou digitando no celular e eu me joguei na cama ao seu lado, cruzei as pernas e fiquei olhando para as suas costas, enquanto ela continuou lá.

― Charlie? ― Chamei.

― Hum? ― Ela murmurou mas nem olhou para trás.

― Sua mãe vai me desculpar, mas eu esperei o dia inteiro e parte da noite para fazer isso.

Me arrastei pela cama até atrás dela e a puxei pelos ombros, fazendo-a cair para trás.

― Peter! ― Charlie disse se surpresa e rindo quando a puxei.

― Deixa ela pra lá, deixa... ― Rolei para cima dela, ocupando sua boca com a minha para ela não falar mais nada e tentando pegar o seu celular da sua mão.

― Peter! Eu preciso falar com ela! ― Ela disse rindo, com a sua boca contra a minha, não retribuindo o meu beijo.

― Não precisa não, fala comigo aqui. ― Selei nossos lábios e ela envolveu seu braço em torno do meu pescoço, enquanto com o outro tentava evitar que eu pegasse seu celular. ― Me dá o celular aqui!

― Não, Peter!

― Dá aqui! ― Me estiquei mais, tentando pegá-lo.

― Não!

― Eu vou pegar!

― Não vai não! ― Ela tentou rolar para o lado.

― Vou sim!

Me estiquei um pouco mais para pegar o celular, o problema é que perdi o equilíbrio e sabia que ia cair da cama, só que arrastar Charlie junto é que deixou a situação ruim. Eu cai no chão primeiro e ela veio logo em seguida, caindo em cima de mim e rolando pelo chão.

― Peter, eu vou te matar! ― Ela gritou gritou furiosa, vindo para cima de mim com as mãos já prontas para segurar a minha garganta.

E assim vai, mais uma noite com Charlie.

POV-Amy

Acordei com o som de alguém esmurrando a porta, abri apenas um olho e coloquei o travesseiro sobre a cabeça, se eu ignorasse talvez fosse embora. Mas continuou, continuou e continuou... só podia ser uma pessoa.

― Charlie, vai embora! ― Gritei.

E as batidas continuaram. Abafei um grito de frustração contra o travesseiro e me levantei da cama, jogando o travesseiro longe. Caminhei até a porta e a abri de uma vez, mantendo os olhos ainda fechados por causa da claridade.

― Vou socar a sua cara, Charlie. Você não entende o significado de vá embora? Esqueci que você é parte loira!

Quando finalmente abri os olhos vi que não era Charlie, mas sim Ted e uma garota vestindo roupas muito parecidas com a de uma freira e um chapel muito engraçado. Os dois me olhavam assustados e vi uma mala ao lado da garota.

― Desculpe, eu tenho ataques de fúria. ― Abri um sorriso largo, tentando ser simpática.

― Interessante. ― Ted falou, dando um passo para trás com medo. ― Senhorita Kimura, esta é Mary Elizabeth, ela será a sua nova colega de quarto. Mary está aqui em um projeto de apoio entre a faculdade e a comunidade Amish, onde disponibilizamos bolsas para jovens da comunidade.

― Eu não estou gostando do rumo que essa conversa está tomando. ― Falei, olhando para a roupa da garota.

― É melhor gostar, senhorita. Porque pelos próximos anos esta será a sua colega de quarto permanente. ― Ted abriu o sorriso de um vendedor de bíblias.

― E aí, tudo joia? ― A garota disse com um excesso de empolgação assustador.

Notas finais
Gostaram? Pra quem shippa Pablo e Amy, não percam as esperanças ainda, não é o fim, ainda vamos ver muito dos dois, prometo! Conhecemos um dos namorados do Joe, que também vamos ver bastante e a nova colega de quarto de Amy, Mary Elizabeth! Eu estava assistindo documentário sobre jovens Amish que saem da comunidade e achei bastante interessante e alguns situações até engraçadas, então pensei, bom, porque não colocar uma personagem na fic? E acho que vai se encaixar muito bem! kkkkkk Espero que vocês gostem dela tanto quanto eu, ok? Pra quem não sabe o que é Amish, só googlar lá galere! QUEM ESTÁ AFIM DE UMA FESTA ROR? VAMOS TER UMA ÉPICA NO PRÓXIMO CAPÍTULO! Então se preparem, ah, mais uma coisa, as coisas vão ficar quentes entre Pharlie! kkkkkkk Espero o comentário de vcs, bjss!!