Charlie é o Cara

41 Você sabe o que é um Amish?


Notas iniciais
E aiiiiiiiiiiiiiiii galeraaaaaaaa!! Ai que saudade de postar para vocês, meu Deus! Tá tão corrido para mim gente, senhor! D: Falando sobre como está corrido para mim, já quero explicar para vocês a nova forma como vai ser pra eu postar os capítulos, eu só postar no fim de semana (no sábado ou no domingo, toda semana, sem falta), que é quando eu fico mais tranquila. Eu vou escrevendo os capítulos conforme o passar da semana sempre que tiver um tempo, mas com um capítulo só por semana vai provavelmente matar vocês por ansiedade, eu vou ir escrevendo o quanto der, mesmo se passar da média de tamanho e o capítulo ficar tão grande quanto esse, eu acho que é até melhor para mim assim, espero que seja para vocês também. Comentem aí o que acham. Ah, mais uma coisa, como vocês gostaram dos POV's de outros personagens, eu vou adotar eles, sempre vamos ter mais POV's, de todos os personagens!!! Temos de mais dois personagens nesse! :B Enfim, acho que é isso, chega de falar e vamos ao que interessa!!

POV-Charlie

― Charlie? ― Peter cutucou o meu rosto com o indicador e sussurrou. ― Charlie, tá acordada?

Rolei para o lado, tentando evitar que ele continuasse com isso. Apenas ouvi ele se movimentar e vir cutucar o outro lado do meu rosto.

― Charlie? Charlie? Charlie, abra os olhos! Charlie? ― Empurrei sua mão para longe do meu rosto e rolei para o outro lado. ― Charlie, tem que acordar ou vai se atrasar para a aula.

― O despertador nem tocou ainda. ― Murmurei, sem abrir os olhos e acordar completamente.

― É, o despertador pode não ter tocado mas o sol já está no céu e em algum lugar numa fazenda nesse lindo país um galo já cantou avisando que já é de dia. E o que isso significa para nós, Charlie?

― Não sei. ― Puxei o cobertor sobre a cabeça.

― Significa que é hora de levantar e ir para a aula! ― Ele puxou o edredom. ― Significa que é hora da Charlie levantar e ir para a aula.

― Vai embora, Peter. ― Resmunguei.

― Não, eu não vou a lugar nenhum até que se levante.

― Isso se chama empasse. Eu não vou me levantar e nem você vai sair, ótimo, porque não se junta a mim e dorme também?

Ouvi ele soltar um suspiro irritado e se levantar, então abriu a porta do quarto e gritou.

― Rapazes, eu preciso de ajuda!

O primeiro a chegar foi Mike, provavelmente com o bastão já que ele chegou gritando.

― É aquele guaxinim de novo? Eu vou ligar para o meu primo Perigo e vou pedir a arma dele emprestada! ― Ele fez uma pausa. ― Merda! Você matou a Charlie, Pete?

― Não. Não. Não. Ela só está dormindo.

― Oh meu Deus, você matou a Charlie? ― Joe foi quem entrou gritando no quarto agora.

― Ela não está morta!

― Matou Blanca?

― Meu Deus, Pablo, eu não matei ninguém! Porque vocês sempre pensam o pior de mim?

― Porque é a coisa mais sensata a se pensar quando deixamos uma garota dormir com você sem que seja para sexo. ― Bruce falou, se juntando aos meninos. ― É perigoso no caso do sexo também.

― Hei, alguém viu o meu creme depilador? ― Jon entrou no quarto. ― Charlie está morta?

― Pelo amor de Deus, não! ― Peter gritou.

― Isso foi uma resposta para o creme ou para a Charlie estar morta? Porque eu estou confuso. ― Jon falou.

― Deixa eu checar o pulso dela, só por garantia. ― Mike falou e então senti seus dedos tocarem o meu pescoço, tentando realmente checar o meu pulso.

― Mike, meu Deus! ― Me sentei na cama bruscamente, afastando a mão dele com um tapa. ― Eu estou viva, viva! Vivinha da silva! Estão felizes porque eu ainda estou respirando? Ótimo, agora todos vocês podem sair e me deixarem dormir, porque eu confio no meu despertador e ele diz que ainda não é hora de levantar.

Os rapazes ficarem em silêncio, olhando de um para o outro. Foi então que Bobby entrou no quarto, carregando uma caixa de presente de tamanho médio e sorriu para mim.

― Eu trouxe um presente, Charlie. É um pedido de desculpas por termos mexido nas suas calcinhas.

― Obrigado, Bobby. Isso é muito gentil, mas pode me entregar isso quando eu estiver acordada? E quanto a vocês, fora! ― Apontei para a porta e me joguei para trás, deitando novamente e fechando os olhos.

― Tudo bem, rapazes. Como o ensaiado. ― Peter falou. ― Um, dois, três...

― A B C,

Its easy as

1 2 3,

As simple as

Do re mi, A B C, 1 2 3

Baby you and me girl ― Eles começaram a cantar juntos, enquanto alguns faziam até segunda voz e a batida. Vocês tem ideia do que é isso? Sete rapazes dentro de um quarto razoavelmente pequeno, cantando com toda a força das suas gargantas cantando Jackson 5 e estalando os dedos no ritmo da música.

― Meu Deus! Tudo bem! Tudo bem! Acordei! ― Gritei e me levantei, me sentando ereta na cama novamente, olhando para eles enquanto eles finalizavam a sua apresentação e Pablo fazia o seu solo final.

Bobby continuava exibindo aquele sorriso assustador e me ofereceu a caixa, que eu peguei ainda meio assustada e surpresa pelo peso daquilo.

― Meu Deus, o que tem aqui dentro?

― Não é um guaxinim. ― Ele respondeu e todos nós olhamos para ele, com o medo de que realmente poderia ser um guaxinim. ― Só... só deixando claro. ― Bobby gaguejou e acenou positivamente, para que eu abrisse o embrulho.

Desfiz o laço da caixa de embrulho e tirei a tampa lentamente, com de que um guaxinim fosse saltar dali a qualquer momento e atacar a todos nós. Mas acabou que nada saiu dali, mas a surpresa foi igual quando vi o que tinha ali.

― Bobby, eu agradeço pelas... ― Fiz uma pausa. ― Correntes e cadeados, mas quer explicar?

― São para as suas gavetas, o cara da loja em que eu comprei disse que eram mais eficientes do que um cachorro de guarda. ― Ele deu de ombros.

― Ia me comprar um cachorro? ― Meu queixo caiu.

― Sim, eles estavam em liquidação. ― Bobby acenou positivamente.

― Obrigado. ― Sorri para ele, pegando um dos cadeados. ― Eu acho.

― Ele é só esquisito, não é contagioso pessoal. ― Bruce falou.

Os garotos finalmente conseguiram o que eles queriam, me colocar para fora da casa o mais rápido possível. O que provavelmente tinha algum motivo que eu não fazia ideia mas que não era bom, por garantia usei as correntes e os cadeados de Bobby na minha gaveta de calcinhas.

O dia já tinha amanhecido quente, tomei uma ducha gelada antes de me vestir. Coloquei um vestido curto e solto, de alcinhas e tecido leve, na cor azul celeste e nos pés uma sandália plataforma caramelo. Sai as pressas com o cabelo solto do jeito que sequei quando Cece chegou ali buzinando com o carro, eu não havia combinado nada com ela, mas parecia que os garotos haviam combinado por mim.

― Tudo bem, pode começar a falar porque estou no seu carro as sete da manhã sendo que só tenho aula as nove. O que os rapazes estão tramando? ― Entrei no carro de Cece já perguntando, sem dar tempo para ela falar.

― Quê? ― Cece me olhou confusa. ― Eles me disseram que você mandou eu passar daqui.

― Eu nem sei porque isso me surpreende. ― Acenei positivamente, olhando para Cece. Quando eu ia dar a ideia de irmos lá resolver o problema, o meu celular tocou. Com o nome e a foto de Amy aparecendo no visor. ― Espero que seja muito importante para estar me ligando essa hora.

― Você sabe o que é um Amish? ― Ela perguntou.

― Sim. ― Respondi e olhei confusa para Cece. ― Porque a pergunta?

― Você já viu um de perto?

― Amy, Amish são pessoas, não são tipo... duendes para você falar dessa forma. Mas não, nunca vi um de perto.

― Ela fumou uma maconha chamada Reino Encantando? Porque uma vez eu fumei essa aí e juro que vi um duende roubar meus brincos da Tiffany's. ― Cece falou.

― Cece, isso não foi um duende, eu garanto. ― Acenei positivamente para ela. ― Seus brincos Tiffany's provavelmente estão nas orelhas de um traficante mexicano no momento.

― Pablo? ― Cece falou.

― Cece está aí? Me coloque no Viva-Voz. Eu ouvi a palavra Pablo?

― Não, você não ouviu a palavra Pablo. ― Falei e antes de colocá-la no Viva-Voz fiz um sinal para Cece não dizer nada. ― Pronto, você está no Viva-Voz.

Amy fez as mesmas perguntas que fez a mim para Cece e recebeu as mesmas respostas.

― Tem uma garota Amish no meu quarto, ela usa um chapéu engraçado. Vocês precisam ver isso!

― Amy, não seja indelicada! ― A adverti.

― Ela fica olhando para mim, Charlie. É esquisito. Parece você na primeira semana, eu acho melhor vocês não me deixarem sozinha com ela.

Olhei para Cece, esperando uma resposta e ela deu de ombros, com as mãos no volante do carro.

― Sexo eu não posso fazer mais. Vamos ver essa garota Amish de perto. ― Ela disse dando partida no carro.

POV-Pete

Olhei pela janela quando o carro de Cece saiu dali com Charlie, isso significava missão cumprida. Cece tinha conseguido levá-la para longe. Sai da janela e olhei para os rapazes sentados na sala, então esfreguei as mãos.

― Missão cumprida. Cabelos de fogo deixou o ninho, repito, cabelos de fogo deixou o ninho! Falcão Cece abateu o individuo, falcão Cece abateu o individuo. Cece é tão boa mentirosa, eu adoro isso.

― Ela pratica com orgasmos. ― Bruce sorriu e piscou para mim, orgulhoso por ter informação privilegiada.

― Porque você está dizendo isso? ― Jon perguntou.

― Pareceu mais emocionante na minha cabeça. ― Dei de ombros. ― De qualquer forma, vamos colocar esses traseiros lindos para funcionar porque nós vamos fazer uma festa na piscina e para isso, nós precisamos de piscinas! Mike e Pablo, vocês vem comigo arrumar as piscinas, Bruce e Jon, arrumem as bebidas e camisinhas, eu quero distribuir para o pessoal em bandejas de ponche, não quero mais ninguém engravidando nesta casa. Bobby, você liga para os bombeiros e pergunta se eles estão afim de uma festa. Joe, você sabe como atrair pessoas para um festa como ninguém, então, quer dar as honras de espalhar a novidade por aí?

Abri um sorriso para os rapazes ao separar os times e nos prepararmos para iniciar mais uma das nossas festas épicas. Com um pouco de reclamação eles se levantaram do sofá e do chão.

― E mais uma coisa... não deixem Charlie descobrir até que esteja tudo pronto!

POV-Charlie

― Porque ela continua sorrindo? ― Sussurrei para Cece, sem desviar os olhos da expressão animada da garota Amish.

Ela estava sentada na minha antiga cama, de frente para Amy, eu e Cece. Ela continuou simplesmente parada alí, sorrindo animadamente para nós por cerca de quinze minutos, como se ela fosse um cientista louco e nós a sua descoberta mágica.

― Porque ela usa esse chapéu? É tão engraçado. ― Cece disse rindo, bem humorada.

― Ela está me deixando nervosa, sinto que vou ter um ataque. ― Amy fez silêncio e então berrou. ― PÊNIS!

A garota finalmente se moveu, levando as mãos a boca e olhando para nós horrorizada. Olhei para Amy com a boca aberta, sem acreditar que ela havia dito isso e Cece continuou rindo.

― Porque você diria isso? ― Mary Elizabeth falou, ainda nos olhando com os olhos estalados.

― É uma fobia, é inevitável. Eu grito sobre genitálias quando me sinto nervosa ou sob pressão. ― Amy explicou para ela. ― Acostume-se.

― Como você faz provas ou fala com garotos? ― Ela perguntou.

― Fazer provas e falar com garotos não me deixa nervosa. Você me olhar com essa cara de coelhinho da páscoa assassino por meia hora, sim.

― Eu... eu tenho uma fobia também! ― Levantei minha mão e falei, tentando deixar a garota confortável. Amy era bastante intimidadora as vezes. ― É chamada de calcinofobia, eu descobri na internet. Eu gosto muito de calcinhas fio dental, eu tenho um monte delas. ― Ela me olhou mais apavorada ainda. ― E você Cece, tem alguma fobia?

― Não. ― Ela acenou negativamente a cabeça e a garota pareceu relaxar um pouco. ― Mas eu sou stripper nos fins de semana! ― E lá se vai todo o progresso para o lixo novamente.

― E qual é o seu curso, Mary? ― Abri um sorriso amigável para ela, tentando mudar de assunto.

― Literatura Inglesa. ― Ela sorriu de volta, um pouco tímida e colocou uma mecha do cabelo que se soltou atrás da orelha, escondida sob o chapéu. ― Eu... eu gosto dos livros. Mas não posso ler muitos deles pois não é permitido, mas agora na faculdade acho que será mais fácil.

― Eu faço Letras, acho que vamos ter algumas aulas juntas. Vamos nos divertir muito juntas. ― Sorri para ela e pisquei de forma cúmplice.

Mary Elizabeth Raber (Willa Holland), uma linda morena escondida por trás de uma roupa de garota Amish. Mary é muito inteligente quando se trata de literatura, matemática e outras matérias, mas era bastante inocente e isso me fez temer que o mundo pudesse esmagá-la. O que um dos comentários maldosos de Angel poderiam fazer com uma garota como ela e de certa forma me senti bem, por eu ser alguém que pelo menos pode levar isso numa boa. Mary era adorável e nós garotas podíamos cuidar da sua reta guarda, então decidir mantê-la por perto e lhe ensinar o máximo que puder.

Contei a ela que eu morava com os garotos na casa da fraternidade e ela me perguntou se todos eles eram os meus maridos, o que me fez rir e depois dizer para ela não falar isso nunca mais nem brincando. Deixei ela a par da situação enquanto tomava café da manhã no restaurante conosco, contei sobre o acontecido com Amy na festa de apresentação das Kappa Sigma e toda a loucura que me levou até onde eu estou agora. Enquanto as garotas adicionavam comentários criativos sobre a minha desastrosa história da faculdade até agora. Contei sobre Pete e a nossa complicada relação secreta, o que a deixou bem confusa já que eu havia dito que os meninos eram como irmãos para mim e depois dizer que eu me pegava secretamente com um deles, bom, não é muito fácil... A nossa conversa rendeu por um bom tempo, incluindo três das aulas que compartilhamos hoje, uma de Killian, que não perdeu a oportunidade de soltar um comentário irônico sobre a nossa tagarelice sem fim. Mas quem estava tagarelando na verdade era eu e Mary acrescentava poucas coisas, falando sempre baixo e muito educada.

Nos encontramos com Amy e Cece novamente no restaurante, nós quatro nos sentamos em uma mesa e o lugar estava deserto e grande parte das nossas aulas também.

― É impressão minha ou estamos em um episódio de The Walking Dead, cadê todo mundo? ― Amy falou.

― O que é The Walking Dead? ― Mary sussurrou, perguntando para Cece.

― É uma série de TV sobre zumbis, é bem nojenta na verdade. Tem tripas e cérebros para todos os lados e também crianças assassinas. ― Cece resumiu muito bem para ela.

― Está tão calor que nem consigo pensar nisso. ― Falei, limpando o suor da testa com as costas da mão e bebendo um pouco d'água da minha garrafinha.

― Charlie! Charlie! Hei, Charlie! ― Ouvimos alguém gritar entre sons estridentes de uma buzina de carro e olhamos para a rua.

Katherine vinha dirigindo uma Mercedes no meio da rua, dirigindo não, porque ela estava com um braço para fora acenando para mim e com o outro pressionando a buzina para chamar a minha atenção.

― Como você está? Está melhor? ― Ela perguntou quando olhei. ― Aquilo ontem foi loucura né? Eu conheci um cara ontem, eu preciso te contar depois! Nós nos vemos na festa, eu estou indo buscar... MERDA! ― O seu grito seguiu a pancada que ela deu contra uma caçamba de lixo. ― Porque eles colocam essas coisas no meio da rua? ― Na verdade, ela estava com duas das rodas do carro na calçada.

Me encolhi na cadeira, tentando me afundar ali até sumir. Enquanto as três olhavam para mim.

― Quem é essa? ― Mary perguntou.

― É a conselheira da faculdade. ― Respondi.

― Na verdade Mary, é a tia dela! ― Amy disse rindo, junto com Cece.

― Vai se foder, Jared! Eu paguei por isso! E eu ainda não bebi, você não pode chamar a polícia! ― Ouvimos Katherine gritar para um garoto que estava passando de bicicleta por ali. ― Pra você também oh! ― Ela levantou o dedo do meio para ele pela janela, enquanto dava ré no carro.

― Meu Deus. ― Murmurei, olhando para a frente amassada do carro.

― Charlie, eu te encontro na festa, ok? Nós vamos falar sobre isso depois! Grande noite ontem! Tchau tchau, tchau meninas! ― Ela acenou e saiu cantando pneu, logo em seguida ouvimos o grito agoniado de um gato e a buzina do carro.

Bom, pelo menos agora eu sabia de onde as minhas péssimas habilidades na direção haviam vindo.

― Festa? ― Perguntei, olhando para Cece e Amy. Amy apenas deu de ombros e Cece olhou para cima, fazendo cara de paisagem. ― Cece? ― Ela não respondeu, se fingindo de interessada em qualquer coisa menos em mim. ― Cecília?!

― Você por acaso trouxe um biquíni para a faculdade? ― Cece perguntou, cerrando os olhos para mim.

Quando nós chegamos na esquina da rua Grega (a rua das casas de fraternidade) eu entendi o porque da pergunta de Cece. A rua estava lotada, com provavelmente toda a faculdade ali, vestindo apenas roupas de banho. Uma infinidade de garotas de biquíni e os rapazes de bermuda, todos com um copo na mão, You da Charli XCX tocando alta e as pessoas dançando no meio da rua e dos gramados. Haviam diversas pequenas piscinas de plásticos, daquelas para criança mesmo, algumas até com um pequeno escorregador, espalhadas pelos gramados das casas e as pessoas se amontoavam lá dentro com seus copos de cerveja gelada e o sol do verão na califórnia. Espreguiçadeiras e cadeiras de praia nas calçadas, algumas pessoas simplesmente estendiam a toalha sobre um gramado e ficavam por ali mesmo. Em alguns jardins se encontrava uma churrasqueira acessa, onde as pessoas se acumulavam procurando algo para beliscar e os barris de cerveja pareciam infinitos.

Mas isso não era o que chamava mais a atenção, não, de jeito nenhum! O que chamava a atenção mesmo era a piscina tamanho gigante de plástico colocada no meio da rua na frente da casa da ROR. Uma tirolesa improvisada saia do telhado da casa (NADA SEGURO, não façam isso! Repito, não façam isso!) e dava sobre a piscina e as pessoas se divertiam pulando dali. Havia também uma parte do que provavelmente um dia já foi uma miniatura da mega rampa de skate, mas agora era apenas um escorregador de água que dava para a piscina. Atirando as pessoas que deslizavam ali pelos ares e jogando-as na piscina.

Desci do carro com a boca aberta, olhando tudo aquilo sem acreditar e as quatro desceram comigo. Um grito de animação ecoou mais alto que as conversas e mais um cara foi lançado pelo escorregador improvisado há pelo menos dez metros de altura, caindo na piscina logo em seguida.

― Isso não é nada seguro. ― Falei, olhando para aquilo ainda de boca aberta.

― Nenhum pouco! ― Cece concordou, olhando também.

― Por é que é tão divertido! Uhuuuu! ― Amy gritou empolgada, parecendo uma criança na Disney. ― Nós temos que ir nisso! ― Ela saiu nos arrastando pelos braços, como as crianças fazem com as mães quando vêem montanhas russas.

Olhei por cima dos ombros para Mary que parecia bastante assustada.

― Mary, você está bem? ― Perguntei.

― Faculdade parece uma orgia gigante! ― Ela gritou para eu conseguir ouvi-lá por cima da música alta.

― Você não faz ideia! ― Gritei de volta, segurando sua mão para garantir que ela não se perdesse ali no meio, se bem que seria difícil já que éramos as únicas pessoas completamente vestidas.

POV-Bruce

― Arriba, abajo, al centro, pa dentro! ― Brindei com os rapazes e viramos uma dose de tequila junto com Pablo.

― Uau, sempre desce como se fosse a primeira vez! ― Jon falou, chacoalhando a cabeça como um cachorro.

― É claro que sim, é tequila. O que você acha, que com o tempo vai ficar com gosto de água? ― Joe disse para o irmão, ainda fazendo uma careta pela bebida.

― E você amigo, como você tá? ― Pete perguntou para Pablo.

Que parecia meio depressivo e estava novamente tentando se conectar com seu lado mexicano, o que provavelmente explicava o porque dele estar usando um sombreiro.

― Fim de relacionamentos, eles são difíceis! Se você quiser um parceiro para chorar e assistir Ritmo Quente mais tarde, eu estou aqui. ― Mike se ofereceu para Pablo, com um sorriso.

― Ritmo Quente? Esse é aquele filme sobre macacos que vão para o espaço? ― Bobby perguntou.

Olhei para Bobby, acenando negativamente sem acreditar no que ele dizia. Meu Deus, nós nunca esperamos o que vai sair a seguir da boca dele.

― Eu estou bem, pessoal. Não é como se eu fosse ficar por aí chorando pelos cantos que nem o Mike. ― Ele deu uma risadinha.

― Olha aqui! Eu sou um cara muito sensível, ok? Respeite a minha sensibilidade! ― Mike falou ofendido. ― Vocês são tão brutos, meu Deus! Eu vou colocar a minha camiseta, porque os meus mamilos estão ofendidos com isso! ― Ele saiu dali, pisando duro enquanto nós ríamos.

― Está bem mesmo? ― Perguntei.

― Mais do que bem, amigos! ― Ele fez um cumprimento, tirando o sombreiro.

― Isso é bom! ― Peter lhe deu uns tapinhas nos ombros e sorriu. ― Oh merda... ― Ele perdeu o sorriso do rosto imediatamente, olhando para algo atrás de nós.

Me virei para olhar também e vi o que o preocupou. Charlie vindo em nossa direção junto com Amy, Cece e outra garota e porque aquela garota estava usando aquele chapéu? Bom, não é uma pergunta para ser respondida agora, eu não quero estar aqui quando a fúria de Charlie estourar.

― Isso é problema seu! ― Falei para Peter e os rapazes concordaram.

― Comprei um protetor de pescoço pela internet hoje de manhã, será que eles demoram muito para entregar?

― Peter, seja homem! ― Lhe dei um tapinha de leve no rosto.

Ele respirou fundo e acenou positivamente.

― Alguma possibilidade de algum de vocês ir comigo?

― Nenhuma! ― Jon falou.

― Zero! ― Joe acenou positivamente.

― Quer ouvir em espanhol? No!!!!! ― Pablo disse.

Bobby apenas acenou negativamente.

― Ótimo, façam isso mesmo, mandem um soldado para a batalha sozinho! ― Peter disse ao se afastar.

― Você nos colocou nessa, nunca se esqueça! ― Gritei quando ele se afastou.

Magik 2.0 da Becky G estava tocando e o pessoal aproveitando as piscinas e o toboágua improvisado. Me virei para os rapazes novamente e sorri.

― Oh Deus, ela está aqui! ― Falei quando vi o cabelo lindo e loiro de Angel, se destacando na multidão. Ela vinha andando entre as pessoas com Willa e Stacey do seu lado. ― Ela está aqui, está aqui pessoal!

― Quem convidou ela? Que nojo! ― Joe falou.

― Ela continua gostosa de biquíni. ― Jon disse e o cerrei com os olhos. ― O quê?

― Cala essa boca! ― Joe mostrou o dedo para ele.

― Ela é muito má. ― Pablo disse.

― Nos meus sonhos, Angel assassina coelhinhos brancos de olhos vermelhos. ― Bobby se manifestou.

― Oh meu Deus, Bobby! ― Jon falou, horrorizado.

― Eu vou falar com ela! ― Falei, sorrindo e passando a mão pela minha camiseta para garantir que não estava amassada.

― Vai falar com ela? Ela deve ter porra de cavalo saindo pelos poros até agora. Que nojo, Bruce. Você merece um open bar de tapa na cara por gostar dela. ― Joe falou.

― Bom, você não pode me julgar porque seus últimos namorados também não foram lá essas coisas. Mas por enquanto senhores, eu vou fazer um investimento. A esperança é a última que morre!

― Cuerno! ― Pablo gritou quando me afastei.

Atravessei a multidão, indo até uma das fileiras de espreguiçadeiras onde Angel foi com suas escudeiras. Ela havia estendido uma toalha sobre a mesma e se deitado, usava óculos de sol e estava se preparando para passar bronzeador. Parei na sua frente, fazendo sombra sobre ela.

― Com licença? ― Ela disse, abaixando o óculos de sol até a ponta do nariz. ― Você está atrapalhando a minha luz!

― O sol é a sua luz? ― Perguntei confuso.

― É claro, idiota! Ele brilha por mim, porque mais você acha? ― Angel disse, arqueando as sobrancelhas e tirando o óculos, então fez um sinal para eu sair do caminho.

Acenei positivamente e dei um passo para o lado, deixando a luz do sol voltar a bater nela. Ela fez um aceno negativo com a cabeça e abriu o vidro do bronzeador.

― Precisa de ajuda para passar bronzeador? ― Me ofereci, um pouco sem jeito e sorriso.

― Isso é serio? ― Foi uma pergunta retórica. ― Ewww! ― Ela disse fazendo um careta. ― Nem que você fosse o último homem da terra! Agora passa! ― Angel fez outro sinal com a mão para eu me afastar, como se eu fosse um cachorro.

Acenei positivamente e me afastei, bom, a esperança é a última que morre.

POV-Charlie

Peter veio caminhando na nossa direção, ele vestia apenas uma bermuda de taquitel e os óculos de sol.

― Antes de você me enforcar, tem que admitir que fiz um ótimo trabalho aqui! ― Ele disse quando parou na minha frente, as suas mãos em volta do seu pescoço tentando se proteger.

― Isso está tão legal! ― Amy disse sorrindo. ― Parabéns Pete!

Ele sorriu orgulhoso e olhou para mim, esperando a minha aprovação também. Mas eu apenas cerrei meus olhos para ele.

― Este é seu irmão que você mantém relações sexuais? ― Mary Elizabeth perguntou e minha cara caiu no chão.

Peter me olhou com um sorriso confuso e debochado. Depois olhou para Mary Elizabeth e abriu um daqueles seus sorrisos de lado, charmosos e encantadores.

― Eu sou Pete, o irmão das relações sexuais. Shhh! ― Ele levou o indicador aos lábios e piscou para ela, então foi se aproximar para beijá-la no rosto, mas Mary Elizabeth se afastou, se escondendo atrás de mim.

― O que você está fazendo? ― Ela perguntou confusa. ― Não pode me beijar!

― Não, Mary. Tudo bem. Ele só ia te cumprimentar... sabe. ― Me virei e expliquei para ela. ― Os rapazes aqui na faculdade fazem isso, cumprimentam você com um beijo no rosto.

Ela olhou para Pete e depois para as meninas que acenaram positivamente, acabando com as dúvidas dela.

― Chapéu maneiro. ― Pete falou para ela.

― Obrigado. ― Mary sorriu com o elogio.

― Bom, já que estamos todos aqui e felizes, Charlie não surtou, eu vou colocar um biquíni e fritar feito um bacon nesse sol. ― Cece disse abrindo um largo sorriso.

― Não. Não. Não. Não pense que se livrou tão fácil assim, Peter! ― Apontei para ele quando ele sorriu. ― Ainda estou brava, ok? Isso aqui não é nada seguro, especialmente aquela coisa! ― Indiquei o tobogã com as mãos. E fiz uma pausa, engolindo o meu orgulho. ― Mas ficou muito legal. ― Meu Deus, eu estou realmente me tornando uma ROR.

Peter deu de ombros como se fosse inevitável e eu sorri.

― Vamos lá amor, para essa festa você precisa de menas roupas. ― Ele disse me fazendo rir.

― É, talvez eu tenha um biquíni ou dois na minha gaveta.

― Você tem um montão deles que eu vi.

― Peter! ― O adverti.

Eu e as garotas subimos para o meu quarto e de Pete para nos vestirmos. Cece vestiu um biquíni preto com estampa de leopardo que já estava dentro da sua bolsa, dizendo que foi Louis quem escolheu. O que provavelmente explica a fissura dela por estampa de leopardo. Amy vestiu um dos meus inteiro preto e um short jeans laranja desfiado. Mary Elizabeth foi uma verdadeira batalha, ela só aceitou vestir um maiô por baixo do vestido, mas pelo menos tirou o chapéu. Eu vesti um biquini triangl verde água com as bordas pretas e só um short jeans descolorido e curto.

Todas nós estávamos paradas dentro do quarto, todas com pouca rouba e Mary Elizabeth completamente vestida e comportada. Nós três estávamos olhando, tentando encontrar uma forma de deixar ela mais apresentável.

― Estão pensando o mesmo que eu? ― Cece perguntou, eu só concordei mas não tinha ideia do que ela estava pensando.

Ela então tirou um canivete suíço rosa de dentro da sua bolsa e o abriu como se fosse uma ninja, se aproximou de Mary Elizabeth, que por um momento provavelmente acreditou que Cece fosse matá-la. Mas ela arrancou as mangas do vestido de Mary e as fez cavadas, aparecendo a lateral do corpo de Mary quase até a altura da cintura e tirou a parte debaixo, com o cumprimento vindo só até a metade das cochas de Mary, transformando ele de um vestido Amish para uma saída de praia. Depois soltou os cabelos dela e ajeitou os cachos, jogando uma parte para o lado.

― Minha nossa... ― Falei, sem ter outra coisa para falar. Mary estava maravilhosa.

― Uau! Cece, você é quase uma das apresentadoras do Esquadrão da Moda! ― Amy disse, tão perplexa quanto eu.

Cece sorriu orgulhosa de si mesma e Mary também.

― Está tão bom assim? ― Ela perguntou.

― Se está bom? Está mais do que bom! ― Falei e ela abriu um largo sorriso. ― Vem cá.

Levei ela até a frente do espelho, que quando viu seu reflexo ficou tão surpresa quanto nós.

― E aí, o que achou? ― Cece se aproximou e perguntou, olhando para ela. ― Está aparecendo um pouco mais das suas pernas e dos seus braços, mas nada que ninguém vai se preocupar em ver.

― Eu... eu... ― Ela gaguejou. ― Eu adorei!

― Posso fazer uma pergunta agora? ― Amy pigarreou, ganhando a nossa atenção. ― Porque diabos você tem um canivete suíço na sua bolsa, Cece?

― Eu entro em muitas brigas. ― Cece respondeu, dando de ombros. ― Ele também tem um abridor. ― Ela sorriu, mostrando o abridor de garrafas no canivete.

― É, acho que essa é a hora em que nós nos juntamos a festa. ― Acenei positivamente para elas.

Peguei meu óculos de sol, meu celular, um protetor solar e desci junto com as meninas. Ainda não havia ninguém dentro da casa da ROR, mas tudo indicava que a festa continuaria ali mais tarde, enquanto isso as pessoas queriam continuar nas suas piscinas e aproveitando o sol. Saímos pela porta da frente e encontrei uma poncheira cheia de camisinhas ao lado de um barril na varanda da casa. Olhei para Cece e ela sorriu.

― Agradeça ao seu irmão sexual por isso.

Under Control do Calvin Harris estava tocando e a galera ia a loucura. Os meninos fizeram um tobolona no meio do jardim, por onde você deslizava e no fim dava contra uma piramide de universitárias vestindo apenas a parte debaixo do biquíni e uma camiseta branca (molhada com cerveja). Eles chamaram aquilo de boliche do peitinho. Havia um pessoal fazendo Paddleboarding na maior piscina de plástico (que foi a maior que eu já vi em toda a minha vida). Cece me contou que foram os bombeiros que encheram aquela piscina com um dos caminhões, o que explicava como ele haviam feito isso tão rápido. É galera, os bombeiros também curtem uma boa festa.

Amy e Mary Elizabeth foram pegar as bebidas, Cece foi encontrar com Louis e eu fui pegar as espreguiçadeiras para nós. Encontrei com Angel deitada em uma delas com Willa e Stacey ao seu lado e fui até lá falar com ela.

― Hei, Angel. Como vai? ― Sorri para ela.

Ela levantou o óculos e o deixou parado na cabeça.

― Porque tá falando comigo, nojo?

― Porque... ― Gaguejei com o seu elogio. ― Porque...

― Não é por causa de ontem, né? Porque a minha mãe me deu um daqueles remédios dela e não sei o que ele fez comigo, mas isso não mudou nada entre nós e nem significa que vamos ser amigas. ― Ela disse séria e então começou a rir. ― Sério? Pensou mesmo que fossemos ficar numa boa?

― É, eu também estou rindo por ter achado que você realmente seria uma boa pessoa do dia para a noite. ― Acenei para ela e antes me virar falei. ― Cuidado com a Gangue do Sêmen!

Angel ferveu de raiva e até se sentou na espreguiçadeira, bom, hora de ir. Voltei para as espreguiçadeiras onde nossas coisas estavam e encontrei Peter deitado em uma delas, com as pernas cruzadas e os braços atrás da cabeça, ele sorriu.

― Olha só quem fica bem em um biquíni, posso me acostumar com essa visão. ― Ele disse se levantando. ― Vou dar mais festas dessas. A propósito, pernas de matar. ― Peter finalizou a frase quando estava de pé na minha frente, os olhos olhando para as minhas pernas.

― Engraçadinho. ― Falei séria e ele sorriu ainda mais.

Ele então levantou a mão, exibindo o vidro de protetor solar que eu havia pego mais cedo e apertou os lábios antes de falar.

― Pode passar em mim?

― Isso é mais uma daquelas cantadas? ― Perguntei.

― Não, isso é mais como um investimento. ― Ele mordeu o lábio inferior. ― Porque é infalível mas, você também não consegue manter suas mãos longe de mim, então. ― Pete riu e me fez rir também. ― Eu estou brincando, mas é serio, eu não usei isso ainda hoje, se você puder, por favor.

― Ah, você sabe usar a palavra por favor? Então, tudo bem. ― Peguei o protetor solar da sua mão e o abri.

Despejei um pouco na ponta dos dedos e dei o pote para Peter novamente, me aproximei mais dele e toquei seu peitoral com a ponta dos dedos. Comecei então a espalhar levemente o creme por ali, na região do peitoral, depois estendendo até a clavícula e os ombros. Peguei mais protetor para os seus braços, deslizando meus dedos com um pouco mais de pressão sobre os seus bíceps e os antebraços. As minhas partes favoritas nele, os seus braços.

Peter tinha braços longos e fortes, graças ao baseball. E também as mãos grandes. E os ombros largos. E todo um conjunto e minha nossa! Uma risada abafada e maliciosa de Pete me trouxe de volta a realidade e percebi que estava apenas massageando os seus ombros e braços, com a boca aberta.

― Não vai babar, hein?

― Cala a boca! ― Tirei minhas mãos dos seus ombros. ― Vira!

Ordenei e com aquele sorriso ele se virou de costas para mim, me oferecendo o pote novamente. Coloquei mais protetor na mão e comecei a espalhar pelas suas costas, usando as duas mãos agora. deslizando-as por toda a extensão das suas costas, de cima até embaixo, passando também pela lateral do seu corpo.

Talk Dirty do Jason Derulo começou a tocar e Peter começou a dançar ainda de costas para mim, indo de um lado para o outro e rebolando.

― O que você tá fazendo? ― Perguntei rindo e olhando para a sua bunda.

― Gosto dessa música. ― Ele respondeu e continuou dançando.

― Acabei. ― Disse rindo e tirando minhas mãos da suas costas.

Ele então se virou e continuou dançando no ritmo da música e levantou o vidro de protetor solar.

― Minha vez!

― É claro, porque eu achei que isso não viria com segunda intenções? ― Falei, acenando negativamente.

― Não é segundas intenções, só estou retribuindo o favor. ― Ele sorriu, ainda dançando. ― Você é quem ficou me fazendo uma massagem aqui.

― Tudo bem. ― Acenei positivamente e sorri. Ele gostava de ser sempre o engraçadinho e provocar, isso eu também sei fazer muito bom. ― Você pode retribuir o favor.

Abri o botão do meu short jeans e abaixei o zíper, deixando-o então deslizar pelas minhas pernas até parar nos meus pés, ficando só de biquíni. Peter acompanhou meu short com os olhos e sua boca se abriu, me apoiei nele e tirei um pé de cada vez do short, jogando-o numa espreguiçadeira ao lado da que Peter estava deitado antes. Peguei o protetor solar dali e passei por ele, indo me deitar na espreguiçadeira. Peter apenas me acompanhou com um o olhar e a boca aberta.

― Então, ― Falei, passando os polegares pelas alcinhas do biquíni. ― Quer começar pela frente ou por trás? ― Abri um sorriso malicioso para ele e vi que Peter engoliu em seco, me fazendo rir. Para onde toda aquela confiança havia ido?

POV-Amy

― Entendeu, Mary? Nunca aceite bebida de um universitários! Em hipótese alguma beba algo que você não sabe de onde veio, ok? ― Expliquei para Mary Elizabeth enquanto enchíamos quatro copos com cerveja de um barril.

― Entendi! ― Ela acenou positivamente, como uma criança no jardim de infância aprendendo uma lição.

― Tudo bem. Agora, outra coisa importante na faculdade, precisamos trabalhar o seu paladar. Prova isso aqui. ― Ofereci um copo de cerveja para ela.

Ela pegou o copo e deu um gole razoavelmente grande, logo em seguida fez uma careta.

― É amargo.

― É cerveja. Elas não tem outro gosto. ― Dei de ombros. ― Mas você também pode apostar nos destilados, eles são melhores, mas te deixam bêbada mais rápido.

Mary continuou acenando a cada palavra que eu dizia.

― Vem cá, acho que já está na hora de você provar tequila. Vocês bebem tequila lá onde você mora? ― Perguntei.

― O quê é tequila? ― Ela disse confusa.

― Oh!!! Você não a conhece? Minha amiga, você precisa conhecer o José Cuervo, esse sim é um cara legal! Vem comigo!

― Eu devo aceitar bebidas dele? ― Mary perguntou.

― Sempre!

Encaixei meu braço no dela e sai andando com ela pela multidão a procura de uma garrafa de tequila. Vi um cara de costas com um sombreiro mexicano e uma garrafa de tequila na mão, era aquele mesmo. Arrastei Mary até ele.

― Hei! ― Falei e ele se virou. Oh merda, era Pablo.

Ele se virou e me olhou surpreso e meio sem jeito, apertando os lábios, então olhou para Mary Elizabeth.

― Mary, esse é Pablo. Ele é um dos rapazes que mora com a Charlie. Pablo, essa é Mary, ela é nova e é uma garota Amish.

Pablo sorriu para ela e se aproximou para lhe dar um beijo no rosto, que ela permitiu e abriu um sorriso tímido para ele.

― É um prazer. ― Pablo disse.

― Eu ia ensinar agora mesmo para a minha amiga os benefícios da tequila e apresentá-la para o nosso amigo em comum José Cuervo. ― Falei com um sorriso.

― Podemos resolver esse problema agora. Senhoritas, venham comigo. ― Ele fez um sinal com a mão para o acompanharmos, mas para Mary Elizabeth do que para mim.

É, ele parecia estar me dando um gelo total mas ainda assim sendo completamente educado. Nós saímos a procura de limão com sal e não demorou muito para acharmos, Pablo se dedicou totalmente a ensinar a Mary Elizabeth como se toma tequila e flertar com ela, enquanto ela era inocente demais para perceber e eu estava sendo completamente ignorada, era como se eu nem estivesse ali!

Notas finais
Gostaram? Estão gostando da personagem da Mary Elizabeth? Hmmmmm, essa inocência toda vai ser corrompida por essas amizades viu! Gostaram do POV do Bruce? Vocês já tinham ouvido sobre ele gostar da Angel, mas ainda não tinham visto na teoria, então agora vamos ver esse "romance" mais de perto. E os fãs de Amy e do Pablo? Acham que a Amy está com ciúmes? E que está merecendo o gelo do Pablo? Ai ai ai, ainda tem muito para acontecer nessa novela mexicana. E por fim, Pharlie, que está com tensão sexual exalando pelos seus poros!!!! kkkkkkkkkkk Sim, se preparem porque a coisa só tende a piorar e as coisas vão esquentar e muito para os dois!! Sim, um monte de hot Pharlie! Gostaram da ideia da festa na piscina? Eu estava assistindo Vizinhos, um filme de comédia de fraternidade novo, muito bom e recomendo (mas ele é um pouco pesado, ok? então não vejam na sala com o pai e a mãe galere) e eles fizeram uma festa na piscina, ai eu pensei, bom, porque não? Mas como os meninos não tem piscina tive que improvisar! kkkkkkkkk Bom, comentem aí, obrigado a todo mundo que comentou no capítulo anterior, vcs são demais, Até semana que vem!!