Charlie é o Cara

33 Papai e mamãe ursos.


Notas iniciais
Mais um capítulo sem demora para vocês! Esse eu não ia fazer vocês esperarem tanto, né? Pois bem, mais um capítulo com muito Pharlie! Já preparem os forninhos antes de ler... Obrigado a todo mundo que comentou no capítulo anterior, sério, vocês são as melhores.

POV-Charlie

A sensação de ter os lábios de Peter contra os meus era uma das melhores. Como beber um copo de água gelada no calor quando se está com o sede, dormir quando se está com sono, tomar sorvete ou comer um Kit Kat. Era o encaixe perfeito a forma com que seu lábio superior se encaixou nos meus e o meu inferior se encaixou nos dele. Foi apenas isso, nosso lábios se tocaram em um beijo simples e tímido. Nossos rostos se afastaram e abrimos os olhos lentamente. Peter parecia... surpreso e encantado ao mesmo tempo.

― Isso... ― Ele gaguejou e engoliu em seco. ― Isso foi muito bom.

― Muito bom mesmo. ― Concordei acenando positivamente e com os olhos fixos nos dele. ― Quer fazer de novo? ― Perguntei, apertando os lábios.

Pete apenas acenou positivamente com os lábios entre-abertos e olhando para mim ainda da mesma forma.

― Si-sim. ― Ele gaguejou. ― Isso... seria ótimo.

― Ok. ― Falei, um pouco sem jeito. Com a ponta da língua no meu lábio superior, olhando para a boca de Peter novamente.

Dessa vez, foi ele quem tomou a iniciativa e me beijou. Alguns minutos atrás tudo que eu queria bater nele e agora com seus lábios sobre os meus, eu nem conseguia me lembrar do motivo do porque eu estava brava com ele. Peter selou nossos lábios e em seguida iniciou um beijo lento, paciente e experiente. Ele realmente sabia o que estava fazendo e nem precisava se esforçar para fazer isso. A sua língua deslizando para dentro da minha boca, enquanto as nossas travavam uma guerra para ver quem conseguia mais um do outro. Nós dois nos mexemos na cama, tentando encontrar uma posição mais confortável para conseguirmos ficar mais próximos quando o ritmo do beijo aumentava. Pete pegou o pote de sorvete que ainda estava entre as minhas mãos e o colocou no chão ao lado da cama, deixando minhas mãos desocupadas para mantê-las apenas sobre ele.

― Isso é muito bom. Porque nós não fizemos isso antes? ― Peter falou quando paramos por um momento apenas para tomar fôlego mas intercalamos com selinhos estalados.

― Não sei, para de falar. Usa sua boca pra outra coisa. ― Falei, segurando o rosto dele com as duas mãos para voltar a beijá-lo.

― Tudo bem, desculpa. ― Ele falou com os seus lábios pressionados contra os meus. ― Charlie? ― Ele falou de novo, enquanto eu prendia o seu lábio inferior entre meus dentes.

― O que foi agora? ― Perguntei impaciente, parando de beijá-lo.

― É que... eu não estou muito confortável, será que nós poderíamos? ― Ele fez um sinal com a cabeça para nós nos movermos.

Foi quando eu finalmente parei para olhá-lo e vi que ele realmente não estava em uma posição na confortável. Ele estava deitado de lado, enquanto eu puxava a sua cabeça para mim e estava deitado em cima de um dos seus braços, enquanto com o outro tentava se apoiar na cama. Foi inevitável não rir de como ele estava.

― Me desculpa. ― Falei um pouco envergonhada e rindo, soltando o seu rosto. ― Acho que me empolguei.

― Não, tudo bem. Está ótimo, na verdade, eu adoraria continuar. É só que realmente parecia que minha coluna ia sair do lugar. ― Ele falou, acenando positivamente e rindo também.

Ele então se virou na cama, se ajeitando melhor e deitando de barriga para cima. Peter permaneceu olhando para mim ali deitado, enquanto eu estava apoiada nos cotovelos, ele abriu seu melhor sorriso charmoso para mim e então levou uma das suas mãos até a minha nuca, puxando meu rosto para mais perto do seu.

― Vem cá. ― Ele sussurrou com seus lábios próximos ao meu, o meu nariz tocando o seu e nossas testas coladas.

Coloquei uma mão sobre o seu peito e me apoiei com a outra no colchão ao aproximar meu rosto do dele. Ele me beijou novamente, entrelaçando seus dedos entre meus cabelos na parte de trás da minha cabeça.

― Espera aí... ― Falei com meu rosto ainda colado no dele. ― Eu não estou confortável agora.

Peter começou a rir de mim assim que eu disse aquilo e eu o olhei confusa primeiro, depois não resisti e ri também.

― Nós somos um desastre. ― Falei rindo.

― De todas as posições que poderiam ter sido o nosso primeiro beijo, você escolheu a pior delas! ― Ele falou gargalhando.

― Bom, não é só minha culpa, porque desde que eu me lembro, não é possível beijar sozinha! ― Falei irônica e um tanto ofendida.

― Eu sou só a vítima aqui, você é quem me atacou. Sua boca estava todinha em mim. ― Ele disse dando de ombros como se realmente fosse inocente e eu lhe dei um tapinha no peito.

― Você é um idiota! ― Revirei os olhos. ― Vamos tentar de novo... ― Falei antes de me sentar na cama ao lado dele ainda deitado.

Me ajoelhei na cama ao seu lado e fui para cima dele, colocando uma perna de cada lado do seu corpo e me sentei sobre o seu quadril. Peter pareceu surpreso e sorriu quando eu soltei o peso em cima dele, passei a mão pelos cabelos, jogando-o para trás e me abaixando para ficar com o rosto próximo ao de Peter novamente.

― Não vai nem me pagar um jantar antes? ― Ele falou depois que eu lhe dei um selinho.

― Cala a boca, Penelope Charmosa! ― Disse rindo e o beijando novamente.

Ele colocou as mãos na minha cintura (mãos grandes por sinal, elas devem servir para alguma coisa mais parte) e a apertou levemente. Ele deslizou uma das mãos da minha cintura para as minhas costas, acariciando a mesma por cima do tecido fino do meu vestido. Desci beijando o canto da sua boca até o seu queixo, sentindo sua barba rala roçar levemente nos meus lábios, onde eu parei por um momento.

― Peter? ― Falei e ele só respondeu com um ''Hum?'' e me deu um beijo no canto dos lábios. ― Eu estou de vestido.

― Sim, sim, é um vestido bonito, amor. ― Ele continuou com os beijos, agora já com a boca no meu pescoço. ― Você cheira muito bem, meu Deus! Como isso é possível? Sempre parece que você acabou de sair do chuveiro.

― Você nem tá ligando pro que eu estou falando! É assim que começam o fim dos relacionamentos, sabia? ― Falei, me sentando novamente e ele me olhou confuso.

― É um lindo vestido e aposto, sem nem mesmo ter visto, que você ficaria melhor ainda sem ele. ― Ele falou, colocando as suas mãos sobre as minhas cochas por cima do vestido. ― Falando sobre suas roupas, eu peguei uma coisa sua emprestada hoje mais cedo.

― Mexeu nas minhas coisas? ― Falei com a boca aberta sem acreditar. Me apoiando com as mãos nos seus ombros largos.

― Depois falamos sobre isso. ― Ele continuou, me puxando para baixo pelos braços e me fazendo me abaixar sobre ele novamente, ocupando minha boca com a dele antes que eu pudesse falar qualquer coisa. ― Oh, agora eu entendi! ― Peter falou parando de me beijar por um momento. ― Você está de vestido, então, só está usando calcinha por baixo do vestido e está sentada no meu colo. Agora eu entendi, é disso que você está falando, não é? Uma vez eu tive um sonho que começava exatamente assim, só que...

― Hei Pete! Charlie? ― Ouvimos a voz de Mike gritar nossos nomes a poucos metrôs de distância.

Eu e Pete olhamos um para o outro assustados, sem saber o que fazer e ficamos sem reação por uns segundos, até Pete teve a reação mais provável vindo dele, ele me empurrou do seu colo para o chão, me jogando no chão como se eu fosse uma boneca de pano. Eu cai com tudo no chão batendo a minha cabeça e gritando de dor.

― Charlie? ― Mike gritou e apareceu na porta correndo logo em seguida, ele então me viu jogada no chão e Peter sentado na cama com os olhos estalados como os de John Travolta, o guaxinim. ― O que você está fazendo no chão? Meu Deus, você está bem? ― Ele me levantou do chão pelos braços.

― Boa pergunta. ― Murmurei, esfregando a parte de trás da minha cabeça onde eu havia batido no chão.

Até o fim do primeiro semestre vivendo com esses meninos, eu ia provavelmente acabar com um braço, uma perna, um dente e o nariz quebrados.

― Ela está... ― Peter começou a falar e gaguejou por um momento. ― está fazendo pilates. Eu falei para ela, Mike. Eu disse: Mulher, isso são horas para fazer pilates e usando apenas um vestido? Mas ela não me escuta! ― Pete falou, acenando positivamente como se ele realmente fosse inocente.

Olhei para ele sem acreditar e revirei os olhos de raiva, querendo bater nele novamente. Mike olhou de Pete para mim.

― Vem, vamos pegar um pouco de gelo para a sua cabeça. ― Mike disse com as mãos nos meus ombros, me guiando pelo caminho.

― Eu acho que eu fraturei o meu crânio. ― Falei enquanto saíamos do quarto.

― Aquele barulho foi a sua cabeça? Parecia que alguém tinha jogado as chaves no triturador de lixo, com ele ligado! ― Mike falou horrorizado.

POV-Pete

Pulei da cama de um salto e segui Charlie e Mike de perto até a cozinha. A cabeça dela deve ter doido mesmo, porque eu realmente a joguei no chão para valer. Mas eu estava sob pressão e surtei, o que eu posso fazer? Eu fiz a coisa mais óbvia a se fazer naquele momento.

Ajudei Charlie a se sentar na beirada da mesa de bilhar enquanto Mike foi até a cozinha pegar um saco de gelo.

― Me desculpe. ― Sussurrei sem jeito, segurando o rosto dela com as duas mãos com cuidado. ― Eu entrei em pânico.

― Eu percebi. ― Ela falou, me olhando e colocando suas mãos sobre as minhas no seu rosto.

― Perdão. ― Pedi, realmente preocupado e olhando todo o rosto dela, a procurando de algum galo ou algo assim. ― Deveríamos te levar no hospital, eu não sei...

― Tudo bem, Pete, relaxa. Isso nos serviu também para mostrar o quão dura a minha cabeça é. Deveria é estar preocupado com o chão do seu quarto. ― Ela disse rindo. Cara, esse sorriso é muito lindo. Sorri de volta para ela e olhei por cima dos ombros por um momento para ver se Mike não estava vindo.

Com a confirmação de que ainda tínhamos mais algum tempinho juntos, roubei um beijo rápido dos seus lábios e ela ficou surpresa.

― Peter! ― Charlie me advertiu baixinho, olhando na direção da porta. Ela teve a mesma confirmação que eu, então levou um dos seus polegares aos meus lábios, passando ele por ali para limpar um pouco do seu batom que havia ficado na minha boca.

― Aqui o gelo. ― Ouvimos Mike gritar da cozinha e seus passos começarem a ecoar em nossa direção.

Soltei ela ainda meio relutante, afastando os meus dedos do seu rosto e até me afastei um pouco, ela pareceu na mesma forma, mas sorriu simpática para Mike quando ele apareceu com a bolsa de gelo. Era incrível como ela conseguia nos aguentar mesmo depois de tudo o que fazíamos ela passar. Charlie é incrível.

― Prontinho! ― Mike levantou o saco de gelo para colocar na cabeça de Charlie.

― Devagar. Devagar! ― Disse preocupado quando vi ele colocar o saco de gelo na cabeça de Charlie de qualquer jeito. ― Sai daí, deixa que eu faço isso. ― Tomei o saco da mão de Mike e coloquei ele lentamente na cabeça de Charlie, que apertou os olhos ao sentir ali. ― Me desculpe. ― Sussurrei.

― Eu estou bem gente, sério! ― Charlie falou colocando sua mão sobre a minha no saco de gelo.

― Você não deveria fazer exercícios a noite, Charlie. É perigoso, amanhã vou com você na academia durante o dia, então não tem perigo de se machucar. ― Mike falou, olhando para ela um tanto preocupado.

― Eu disse a ela, Mike. Malditos pilates. ― Acenei positivamente ao falar.

Olhei para o rosto de Charlie que estava apertando os lábios para não rir de mim.

― Malditos pilates. ― Ela concordou. ― Voltou cedo da festa, Mike. Porque? Poderia ter ficado lá por mais um tempo. ― Charlie disse, me fazendo rir com a forma sútil com que ela disse que não gostou dele ter nos interrompido. ― Porque não volta lá? A festa parecia estar incrível.

― Eu cheguei a conclusão de que não sei mais como falar com garotas. ― Ele disse, cruzando os braços sobre o peito. ― E vocês jogaram a minha aliança fora. ― Mike passou o polegar no seu dedo onde costumava ficar a sua aliança.

Olhei para Charlie em dúvida, esperando ela explicar.

― Eu e Joe te fizemos um favor, você só está meio enferrujado, Mike. Daqui a pouco você está de volta, não é mesmo, Pete?

― É, claro! Claro! ― Concordei rapidamente quando senti Charlie me cutucar com o pé.

― Espero que sim. ― Mike falou, sem muita confiança. Mike era um dos caras mais confiantes que eu conhecia e agora parecia que ela tinha sido jogada fora junto com a sua aliança. ― Vocês escutaram sobre o que houve com Angel?

― O que houve com Angel? ― Perguntei e olhei para Charlie, que estalou dois olhos como se tivesse visto um fantasma.

― Ela foi atacada por uma gangue, pelo menos é o que estão dizendo por ai. Jogaram balões de sêmen de cavalo nela. ― Mike falou fazendo uma cara de nojo e foi inevitável não fazer também, olhei para Charlie que continuava com a mesma cara de desespero.

― Você está bem, Charlie? ― Perguntei, um pouco preocupado, talvez ela tivesse batido a cabeça com muita força.

― Claro! Claro! Estou ótima! Sêmen de cavalo? Que tipo de monstro faria isso, né? ― Charlie disse indignada. ― E aí, vocês acham que vai chover hoje? ― Ela desceu da mesa de brilhar, segurando o saco de gelo sozinha na cabeça agora. ― Que tal se nos assistirmos um filme? Eu vou estourar pipoca e pegar a cerveja. ― Charlie disse e saiu andando em direção a cozinha.

Olhei para Mike, esperando que não fosse só que estivesse achando aquilo meio esquisito.

― Comer, rezar e amar! ― Ele disse levantando as mãos. ― Falei primeiro! Falei primeiro! Já estou indo colocar o filme! ― Mike saiu correndo em direção a sala.

Fui até a cozinha e encontrei Charlie colocando um saco de pipoca amanteigada dentro do microondas.

― Tem certeza que está bem? ― Perguntei, indo até a geladeira e pegando três long necks.

― Ótima. ― Ela apertou o botão de pipoca no microondas e se virou para mim, sorrindo. O saco de gelo estava sobre a pia e acenei positivamente, com as garrafas na mão.

Coloquei as três sobre a pia e abri elas com a mão, Charlie se aproximou e pegou uma, dando um longo gole.

― Pensei que não gostasse de cerveja. ― A olhei confuso.

― Pois é, eu também! ― Ela soltou uma risada nervosa.

O microondas apitou, avisando que a pipoca estava pronta. Peguei uma vasilha em um armário no alto e Charlie pegou o saco de pipoca pela ponta e se aproximou com ele. Puxei um lado do saco e ela puxou o outro, para abrirmos, o vapor quente e o cheiro de pipoca vindo direto para o nosso rosto. Despejei tudo dentro da vasilha, enquanto Charlie saiu na frente carregando as cervejas.

Cheguei na sala e parei ao lado de Charlie na porta quando vi Mike sentado bem no meio do sofá com o controle na mão. Olhei para Charlie e ela olhou para mim segurando o riso, não haviam muitas opções.

― Me dá essa pipoca aqui! ― Mike falou empolgado e sorrindo.

Entreguei a vasilha de pipoca para Mike que estava sentado no meio, me sentei do seu lado direito e Charlie do seu esquerdo, ela nos entregou as outras garrafas e Mike deu play no filme. Dei um gole na minha cerveja e tombei a cabeça para trás, olhando para Charlie por trás da cabeça de Mike. Ela se virou para me olhar e sorriu. Então fez um sinal com a cabeça na direção da televisão, me mandando olhar para lá.

Acho que eu nunca odiei tanto a Julia Roberts ou o Mike, por quase duas horas e meia, eu fiquei esperando que Mike caísse no sono ou decidisse simplesmente ir se deitar. Eu mal conseguia manter meus olhos longe de Charlie e se Mike não estivesse tão concentrado no filme, ele teria notado com facilidade. Eu estava ansioso, nervoso e minhas mãos suavam com a ideia de quando eu ia estar sozinho no meu quarto com Charlie de novo.

Os créditos finas do filme estavam sendo exibidos e Mike tinha caído no sono entre nós no sofá. Charlie se levantou primeiro e pegou a vasilha de pipoca do seu colo e as garrafas da mesinha de dentro, levando-as para a cozinha. Empurrei Mike para se deitar no sofá e tirei seus tênis, então o cobri com uma manta que havia ali. Ele nos disse que Pablo ia dormir na Amy já que ela estava sozinha e havia levado um certo Alpha para a casa. Bruce, Bobby e os gêmeos quase não gostavam de uma festa, então eles não chegaram tão cedo, o que nos dava mais um tempo sozinhos.

Ela voltou da cozinha e parou encostada no batente da porta, usando apenas aquele vestido que a deixava incrivelmente sexy e sorriu ao me ver cobrir Mike.

― Cuidado dos filhotes, papai urso? ― Ela falou cruzando as pernas e me fazendo rir.

― Eu não sei, se você quiser ser a mamãe urso. ― Disse me aproximando dela com as mãos para trás, para não agarrá-la ali mesmo.

Ela sorriu surpresa e acenou positivamente, quando cheguei a sua frente, coloquei minhas mãos na sua cintura e a empurrei pela porta para o corredor, onde ficávamos fora do campo de visão de Mike, mesmo com ele dormindo. Charlie colocou suas mãos nos meus ombros e levantou o rosto para me olhar.

― Nem pense em me beijar com gosto de pipoca e cerveja. ― Ela falou fazendo que não com a cabeça.

― Tem certeza? Porque é uma combinação deliciosa. ― Falei em tom baixo, envolveu meus braços em torno dela e prendendo seu corpo contra o meu. Rocei a ponta do meu nariz na sua bochecha e ela soltou uma risadinha abafada.

― Absoluta! ― Charlie disse entre sorrisos, ficando na ponta dos pés descalços e envolvendo seus braços em torno do meu pescoço.

― É uma potrinha mesmo, viu! ― Falei, fazendo Charlie rir e fui caminhando com ela até o banheiro.

Charlie abriu a porta com o pé e apertou o interruptor da luz ainda sem me soltar.

― Vai ter que me soltar agora se quiser que eu te beije. ― Ela falou com a boca próxima ao meu ouvido.

― Você só me oferece escolhas difíceis, mas vou te soltar dessa vez. ― Falei a soltando, mas ainda não me afastando dela.

Charlie sorriu e pegou nossas escovas de dentes no armário, me entregando a minha. Peguei a pasta de dente e coloquei na minha escova e na dela. Nós escovamos os dentes olhando um para o outro e fazendo caretas um para o outro. Charlie sempre fazia o comum parece extraordinário.

Nós subimos para o quarto, peguei uma camiseta e as calça xadrez do meu pijama, sai do quarto para Charlie se trocar e fui para o de Pablo me trocar.

POV-Charlie

Assim que Pete saiu do quarto, fechei a porta para me trocar. Tirei o vestido pela cabeça e o joguei junto com a minha jaqueta no canto onde havia a jogado mais cedo, fui até minha gaveta de pijamas e peguei um shortinho curto de seda, pink com bolinhas em branco, em cima coloquei uma regata branca com tecido fino e leve. Passei a mão pelos cabelos, ajeitando e abaixando o volume. Olhei para as pernas para conferir que se elas estavam realmente raspadas, ok, pernas confere. Corri para a porta por um impulso para abri-lá mas me segurei pouco antes de tocar a maçaneta. Relaxa Charlie, ou vai parecer desesperada e ele vai surtar, estamos falando de Peter, tudo é possível. Respirei fundo por um momento antes de colocar a mão na maçaneta e girá-la devagar para abrir a porta.

Naquele instante enquanto eu abria a porta, pensei em todas as perguntas sem respostas e todas as perguntas ainda não feitas que estavam planando em uma nuvem carregada sobre nós dois, só aumentava pouco a pouco, mas eu simplesmente não queria estragar isso, não agora. E Deus, o beijo dele era tão bom.

A porta se abriu e dei de cara com um Pete parado ali, vestindo apenas uma calça de pijama de flanela e uma camisa preta grafite (ele fica muito bem nessa cor, por sinal). Pete me olhou dos pés a cabeça e sugou seu lábio inferior para dentro da boca ao me olhar, me deixando envergonhada.

― Bonito pijama. ― Ele falou, antes de pigarrear. ― Pernas também. ― Eu ri ao ouvi-lo falar isso.

― Obrigado. ― Agradeci um pouco envergonhada, dando espaço para ele passar pela porta e entrar no quarto.

Notas finais
Gostaram? Bastaaaaaaaaante Pharlie, daqui a pouco vocês vão até enjoar. Gostaram? Acham que Pharlie continua ou não? E aí, Pete e Charlie vão conseguir realmente dormir ou não? Tem mais no próximo também, que se der eu ainda posto ele hoje mais tarde! Não esqueçam de comentar, beijos!