Charlie é o Cara

34 O retorno de John Travolta.


Notas iniciais
Mais um capítulo sem demora e com muito Pharlie pra vocês!! Já que vocês tão curtindo tanto vamo continuar né? kkkkkk Obrigado a todo mundo que comentou no capítulo anterior!! E um obrigado especial para a linda da leitora Isa Visotty que recomendou a fic! Esse capítulo é pra vc

POV-Charlie

Olhei para o chão quando ele passou, tentando ficar numa boa. Assim que Pete entrou, fechei a porta sem fazer barulho. Esperei um momento antes de me virar e olhar para cima novamente, parecia que tudo era amplificado quando estávamos sozinhos e trancados aqui. Me virei rápido e olhei para ele, assim que me virei, Peter estava parado a poucos centímetros de mim e ainda deu um passo em minha direção quando me virei, me encurralando entre ele e a porta. Trombei com a porta, assustando a mim mesma e batendo a cabeça no mesmo lugar novamente.

― Oh Deus! ― Soltei sem perceber, engolindo em seco, olhando Peter tão perto. Completamente encurralada ali, com as costas contra a porta e apenas um centímetro nos separando. Apertei os punhos para não agarrá-lo.

― Nós deveríamos dormir, né? ― Ele perguntou, o tom da sua voz deixava bem claro que dormir não era a sua intenção e muito menos a minha.

― Sim. ― Foi o que eu respondi mas o meu corpo negou com um aceno negativo com a cabeça.

Nossos rostos estavam realmente próximos, Peter mantinha seus olhos fixos nos meus lábios e eu nos dele. Eu já sentia o seu hálito refrescante contra o meu rosto.

― Você quer dormir? ― Perguntei, mordendo meu lábio inferior. Esperando que ele tivesse o mesmo pensamento que eu.

― Quero fazer muitas coisas, Charlie. Dormir não é uma delas. ― Pete respondeu com sinceridade, passando a língua entre os lábios.

Acenei positivamente e ele entendeu o recado, dando um último passo na minha direção e acabando com o centímetro que nos separava, prendendo meu corpo entre a porta e o corpo dele. Meu busto sendo pressionado contra o seu peitoral.

― Tem certeza que é uma boa ideia ficarmos tão próximos assim vestido tão pouca roupa? ― Perguntei em tom baixo e com a voz rouca, os olhos fixos nos lábios de Pete. Pensando realmente sobre isso, porque com toda essa proximidade e ambos vestindo apenas pijamas, isso provavelmente ia nos levar para um caminho perigoso.

― É uma péssima ideia. ― Ele falou acenando positivamente concordando comigo e me apertou ainda mais contra ele. Levantei meus braços e os envolvi em torno do seu pescoço, as mãos de Pete bateram contra a porta, me cercando por inteira ali, agora eu não poderia fugir dele nem pelos lados. Mas quem disse que eu queria fugir? ― Mas eu não estou nem aí.

Peter me beijou, ai que desandou de vez. Qualquer que fossem os nossos planos de dormir, eles haviam acabado nesse momento. Ele me puxou pela cintura, afastando o meu quadril da porta e pressionando o meu quadril contra o dele. Sua boca se demorou sobre a minha e ele deslizou seus lábios pela linha da minha mandíbula, me fazendo fechar os olhos para aproveitar a sensação, enquanto passava meus dedos entre os fios do seu cabelo. Pete desceu a boca até o meio do meu pescoço, onde depositou um beijo molhado e chupou a mesma região de leve, o que me fez desabar de vez nos seus braços, me fazendo ficar mole e soltar um gemido baixinho. Peter soltou um risinho orgulhoso de si mesmo por me fazer ficar assim com tão pouco.

― Calma, potrinha. ― Ele disse debochado, roçando os lábios no meu pescoço e me arrancando outro gemido abafado.

― Peter? ― Falei com a voz abafada e a respiração já um pouco mais ofegante do que o comum. Levantando o queixo, dando mais liberdade para Pete beijar o meu pescoço.

― Hum? ― Ele falou sem parar de beijá-lo.

― Já falei para ocupar a sua boca com outra coisa além de falar. ― Soltei com um leve tom de irritação na voz por ele estar debochando de mim e isso o fez rir.

Ele então envolveu seus braços na minha cintura com certa habilidade e experiência, me prendendo a ele, então foi me guiando até a cama, onde bati a parte de trás dos joelhos e cai deitada primeiro, enquanto eu ia me arrastando para trás com os pés e os cotovelos, ele vinha por cima de mim, enquanto brincávamos de gato e rato. Colocando uma das suas mãos sobre o meu calcanhar e subindo a mesma pela minha perna ao subir junto comigo, deslizando os dedos pela a minha panturrilha e até uma das minhas cochas, eu disse que as suas mãos grandes teriam uma serventia no futuro. Agarrei ele pela gola da camisa, apertando o tecido nas mãos, puxando-o para mais perto de mim e pressionando meus lábios contra os dele.

Me concentrei nos seus lábios, o beijando com um pouco mais de firmeza do que antes, com mais vontade e ele parecia retribuir com mais vontade ainda. Soltei o seu colarinho e deslizei minhas mãos pelas suas costas, arranhando toda a extensão da mesma por cima da sua camiseta de tecido fino. Peter percorria toda a extensão das minhas cochas expostas com as mãos, lentamente e com uma leve pressão. As quais eu já havia envolvido na sua cintura, abraçando-o com as pernas, roçava os meus pés nas suas panturrilhas. Minhas mãos foram para a bainha da sua camiseta e eu comecei a puxá-la para cima, mas parei no meio do caminho.

O que eu estava fazendo? Você só conhece ele a um fim de semana, por mais que se esqueça disso, falei para mim mesma, sem parar de beijar Peter. Enquanto eu travava uma luta entre a razão e o desejo, Peter deslizou uma das alças da minha regata branca, junto com a do meu sutiã pelo meu ombro para baixo e depois depositou um beijo no mesmo lugar onde elas costumavam ficar, em seguida roçou os lábios pela a minha clavícula. Voltou para o meu pescoço, roçando o seu nariz e respirando ofegante com seu rosto escondido ali.

― Pete? ― Chamei seu nome baixinho, mas saiu mais como um gemido.

― Oi, amor? ― Ele respondeu próxima a minha orelha e eu não aguentei.

― Não me chame assim. ― Choraminguei, apertando os seus ombros com a ponta com força.

― Não é? Porque?

Fiquei sem resposta quando senti suas mãos na minha cintura sem nada entre elas, ele lentamente levantou a minha regata até pouco acima da altura do meu umbigo, apenas o suficiente para sentir a pele da minha cintura nas suas mãos.

― Porque... ― A minha voz falhou. Respirei fundo e tentei novamente. ― Porque não confio em mim quando me chama assim.

― Ótimo, confie em mim então, amor. ― Ele levantou o seu rosto na altura do meu apenas o suficiente para exibir um sorriso diabolicamente sexy.

Ah, foda-se! Comecei a puxar a sua camisa para cima com pressa e ansiedade, Peter pareceu se divertir com isso e então decidiu facilitar para mim, ele se ajoelhou entre as minhas pernas e tirou a camisa por si próprio, a jogando no chão. Sorri maliciosa com o que vi e passei a língua pelo lábio superior, chamei Peter com o indicador e ele fez um sinal negativo com a cabeça e se manteve de olhos.

― Tá esperando o quê? ― Perguntei irritada e impaciente.

― Direitos iguais. ― Pete deu de ombros. ― Ou você não vai encostar essa sua linguinha pervertida nesse corpinho aqui. ― Ele falou passando as mãos pelo peitoral e o abdômen.

― Fica cada vez mais evidente que eu sou o macho da relação, né? ― Revirei os olhos e puxei minha blusa para cima, tirando-a ainda deitada. Assim que tirei a joguei contra o rosto de Pete.

― Obrigado. ― Pete disse com um sorriso satisfeito e jogando a minha blusa longe, então baixou os olhos para os meus seios, que surpresa vindo dele. Revirei os olhos e soltei um suspiro impaciente. ― Eu gosto desses, eles sempre fazem os peitos parecerem maiores. ― Ele disse, acenando positivamente e apontando para o meu sutiã push up como se realmente entendesse do assunto.

― Cala a boca. ― Falei rindo da cara que ele fez quando apontou para o meu sutiã.

― É, vamos voltar para aquilo. ― Ele sorriu.

Dito isso, Peter se abaixou sobre mim novamente, curvando seu corpo sobre o meu, apoiando um braço de cada lado da cama. Apertei a parte de trás dos seus bíceps com as mãos e levei meu quadril de encontro ao seu quando ele se deitou entre as minhas pernas novamente. Me contorci quando o senti pressionando sua pélvis contra a minha, enquanto ele alternava o braço de apoio para colocar as minhas pernas em torno da sua cintura novamente.

― Isso aqui tá ficando bom, hein? ― Peter comentou bem humorado, enquanto deslizava uma mão pela lateral do meu corpo, indo do meu joelho até a altura das minhas costelas.

― Você não viu nada, cowboy. ― Falei segurando seu rosto com uma mão e beijando-o por um momento, antes de empurrá-lo pelos ombros e fazendo ele sair de cima de mim e cair deitado ao meu lado.

Ele me olhou surpreso com a rápida mudança, rolei na cama para cima dele, me sentando sobre o seu quadril novamente como mais cedo, descansando as minhas mãos no seu peitoral que subia e descia ofegante. Deslizei minhas mãos por toda a extensão do seu largo peitoral até os seus braços, o qual eu o segurei pelos pulsos sobre a sua cabeça. Peter sorriu debochado com a forma com que eu o dominei, joguei o cabelo para um lado só e fui me abaixando lentamente sobre ele, garantindo que cada parte do meu corpo tocasse a mesma do dele e fui empinando o meu quadril sobre o seu. Dei um beijo no seu peitoral e continuei olhando para Pete, que estava me olhando de boca aberta sem acreditar que eu estava fazendo aquilo com ele.

― Não me maltrata desse jeito. ― Ele reclamou me olhando.

Tentando soltar as suas mãos mas eu apertei seus pulsos com força para manter suas mãos presas sobre a sua cabeça, é claro que ele era mais forte do que eu, mas bastou eu apertar seus pulsos com um pouco mais de força que ele pensou novamente antes de se soltar e continuou parado.

― Então me obedece, amor. ― Tentei imitar o mesmo tom que ele usava comigo quando me chamava de amor. Abrindo um sorriso debochado para ele. ― Fica quietinho aí.

Dei a ordem e fui soltando os seus pulsos lentamente, voltei com as minhas mãos deslizando pelos braços dele e parei com elas no seu ombro, enquanto isso intercalava beijos no seu pescoço, mandíbula e queixo.

― Peter... ― Falei seu nome em tom baixo e segui dando-lhe um beijo, sugando o seu lábio inferior levemente para a minha boca.

Apertei minhas cochas em volta do seu corpo com um pouco mais de força, me prendendo mais a ele, Peter sentiu e retribuiu empurrando seu quadril contra o meu. Permaneci esfregando os meus lábios nos dele mas me afastando toda vez que ele tentava me beijar. Fechei meus olhos, fingindo não me importar com aqueles olhos cor de mel, me olhando daquela forma de cachorro pidão. Movimentei meu quadril bem devagar de um lado para o outro em cima do dele e Peter soltou um gemido abafado e agoniado que me fez rir.

― Calma, cowboy. ― Dei uns tapinhas de leve no seu peitoral enquanto ria da cara que ele fez, continuei movimentando meu quadril no seu colo, rebolando bem devagar.

Peter foi levantar as mãos para me tocar mas eu o impedir, segurando suas mãos novamente. Fiz um sinal negativo com a cabeça e a expressão do rosto séria.

― Mandei me obedecer! ― Disse com um leve tom de irritação na voz. ― Já disse para você o quanto odeio quando as pessoas não fazem o que eu mando?

Pete respondeu fazendo que não com a cabeça, então abaixou as mãos novamente mas eu permaneci segurando-as, entrelaçando meus dedos nos dele. Esfreguei meus lábios nos seus e Pete sugou meu lábio inferior para dentro da sua boca, me beijando em seguida. A sua língua na minha boca, a barba rala do seu queixo raspando contra o meu e meu nariz contra o dele. Fechei meus olhos e apertei meus dedos nos dele enquanto fui aumentando os movimentos do meu quadril contra o seu, subindo e descendo no seu colo agora, indo para a frente e para trás, esfregando a minha virilha no volume evidente na sua calça que parecia crescer a cada investida minha contra ele. Peter apertou meus dedos de volta e começou me beijar com mais intensidade, as nossas respirações já ofegantes e descompassadas, intercalando os beijos entre as nossas bocas, mandíbulas e queixos. Meu cabelo havia se espalhado pelo tronco dele e Peter empurrou sua pélvis para cima contra a minha virilha, mostrando o quão excitado ele estava, soltei um gemido baixinho contra os seus lábios quando o senti, sabendo que apenas finas camadas de roupas nos separavam.

Peter desceu a boca até o meu pescoço, começou a beijá-lo e chupar com um pouco de força, o que me fez baixar a guarda de vez e eu nem me importar com o fato de que aquilo ia deixar belas marcas amanhã. Ele soltou seus dedos dos meus com um movimento rápido e colocou as duas mãos na minha cintura, me segurando para me nos virar mais rápido do que eu pude perceber. Peter estava deitado sobre mim agora, entre as minhas pernas. Ele manteve suas mãos na minha cintura e seu corpo colado ao meu. Coloquei minhas mãos nas suas costas pelos seus ombros e o olhei brava, o que fez ele abrir um sorriso cafajeste.

― Trapaceiro, isso foi golpe baixo. ― Falei, arranhando suas costas bem de leve.

― Olha só quem fala. ― Ele deu de ombros e arqueou as sobrancelhas.

Manteve seu rosto bem próximo ao meu, próximo o suficiente para as nossas respirações se encontrarem. O corpo dele deitado sobre o meu, enquanto seu peito subia e descia com a respiração ofegante. Uma mão sua que estava na minha cintura começou a subir lenta e decidida pela lateral do meu corpo, Peter manteve seus olhos no meu rosto como se estivesse pedindo permissão para me tocar, usei uma das minhas mãos que estava nas suas costas e subi até seus cabelos, empurrando seu rosto para mais perto do meu, rocei a ponta do meu nariz contra a sua bochecha e ele sorriu. Sua mão fez uma pequena pausa nas minhas costelas e então continuou subindo até um dos meus seios. Chupei, beijei e mordi o seu pescoço enquanto ele massageava lentamente o meu seio por cima do meu sutiã.

Parei com a boca no ombro de Pete quando ouvi um barulho esquisito e conhecido, não era Pete e nem eu que estávamos fazendo esse barulho. Abri meus olhos e olhei ao redor do quarto e fiquei parada com a boca aberta no seu ombro.

― Peter? ― Falei com a voz abafada com a boca contra o seu ombro.

― O quê? Rápido demais? Desculpa! ― Ele disse subindo a alça do meu sutiã que ele havia abaixado.

― Não faça nenhum movimento brusco. ― Sussurrei paralisada.

Olhando fixamente para o guaxinim parado no canto do quarto, segurando naquelas mãozinhas pequenas o pote de sorvete de Kit Kat que havíamos deixado ali mais cedo. Ele estavam diretamente nos meus olhos daquela forma assustadora. Apertei as costas de Peter com o braço, caso o guaxinim atacasse ia pegar ele primeiro.

― O quê foi? ― Peter perguntou parado também. ― O quê tem aí? É um leão? É um tigre? Um elefante? Um dinossauro? É o Mike?

― É o guaxinim. ― Sussurrei, amedrontada.

John Travolta exibiu os dentes e soltou um grunhido que mais pareceu uma risada debochado.

― Peter! Peter! Peter, ele tá mostrando os dentes! ― Falei cutucando as costas de Peter.

― Ele não faz nada, Charlie. É só o John. ― Peter deu de ombros e se levantou de cima de mim. ― Ele está sorrindo!

― Peter, não toca nele! Vamos sair do quarto, trancar a porta e ligar para o controle de animais! ― Me arrastei até a cabeceira da cama, ajeitando o meu sutiã e shorts, me encolhi enquanto Peter se levantou da cama.

― Charlie, relaxa. Olha só, ele tá tomando sorvete, que bonitinho! ― Peter sorriu e apontou para ele como se ele fosse um daqueles filhotinhos em vitrines de loja de animais. ― Hei amiguinho! ― Ele começou a caminhar lentamente na direção do guaxinim.

― Peter, se afasta dele, é um animal selvagem! ― Eu falei irritada e em tom baixo para não assustar o bicho. ― Peter! Seu idiota!

― Oi amiguinho, vem cá! ― Peter se abaixou na altura do animal, ficando bem vulnerável a ele caso ele quisesse atacar. ― Senti saudades.

Por um momento eu realmente achei que ele não fosse fazer nada, porque ele parecia até tranquilo. Foi então que ele rosnou de novo (Guaxinins rosnam? Posso chamar assim o barulho que eles fazem?), soltou o pote de sorvete e pulou em Peter. Voando com aquelas mãozinhas direto para o pescoço dele e exibindo os dentes. Peter e eu gritamos, ele caiu para trás, usando as duas mãos para tentar afastar o guaxinim dele.

― Charlie, socorro! ― Ele gritou.

― Eu disse para você ficar longe dele, idiota! ― Gritei furiosa, pulando na cama e correndo para a porta. ― O que eu faço? O que eu faço? Eu bato na cabeça dele com um bastão de baseball?

― Eu não sei, droga! Ele mordeu o meu mamilo! ― Peter gritou.

― Merda! Ele realmente mordeu o seu mamilo! ― Abri a porta e sai correndo gritando pelo corredor. ― Eu vou chamar Mike.

Gritei alto com a dor e me agachei por um momento para não cair ou desmaiar com a dor, vocês sabem o quanto isso dói, né? Pois é, aposto que meu coração parou de bater por um momento.

― O quê? Terremoto? Tsunami? Invasão extraterrestre? Apocalipse zumbi? ― Mike gritou se sentando no sofá com os punhos já preparados para socar alguém, sorte a minha que eu estava abaixada. ― A mãe do Pablo?

― Jesus... ― Falei quase sem voz ainda com a dor. ― O guaxinim voltou e está atacando Pete, o que eu faço?

― Sério? Tá zoando comigo? ― Mike disse indignado. ― Aquele puto nunca morre? ― Ele pulou do sofá, afastando a manta que Peter havia jogado sobre ele para longe.

― Vamos matar alguns guaxinins!

Nós ouvimos um grito aterrorizado de Peter vindo lá de cima, me apoiei no sofá para levantar ainda sentindo dor no dedo.

― É, é melhor nós nos apresarmos antes que ele mate Pete primeiro. ― Falei, acenando positivamente e concordando com ele.

― Charlie, porque tá sem blusa? ― Mike perguntou confuso, me olhando só se sutiã.

Merda, dei um tapa na minha própria testa sem acreditar que eu havia me esquecido disso, na hora do desespero eu sai correndo do quarto de qualquer jeito. Olhei para Mike e apertei os lábios, pensando na melhor resposta rápida e mais convincente.

― Bom... ― Gaguejei e ele arqueou as sobrancelhas, me esperando responder. ― Eu e Pete estávamos depilando os pelos do peito um do outro.

― Quê?! ― Mike soltou, me olhando sem acreditar. ― Vocês fazem uma festinha de depilação e nem me chamam? ― Quase desmaiei de alívio quando ele disse isso.

― Bom, você estava dormindo tão bonitinho aí que achamos melhor nem dizer nada. ― Falei e outro grito de Peter veio lá de cima pedindo socorro.

― Oh, droga! Nós estamos chegando Pete, aguente firme! Vamos lá, fique longe da luz! ― Mike gritou, saindo correndo da sala e eu o segui de perto.

Mike pegou um bastão de alumínio, enquanto eu vesti o capacete de apanhador de Bobby. Subimos as escadas correndo e eu puxei a camisa de Mike antes de chegarmos na porta do quarto.

― Qual é o plano? ― Perguntei por trás do capacete.

― Eu não sei, eu não bolei nenhum. Eu só pensei em nós chegarmos lá e bang! ― Ao dizer bang ele fingiu atingir algo invisível com o taco.

― Socorro! ― Peter gritou novamente.

― Ok, ok, então o plano é bang! ― Acenei positivamente para Mike e ele foi na frente.

Nós paramos na porta do quarto quando vimos Peter rolando pelo chão com o guaxinim em cima dele, parecia que o guaxinim estava tentando estrangulá-lo.

― Faz o bang! ― Gritei para Mike, apontando para Peter no chão.

― Mike, droga! ― Peter gritou impaciente.

― Ok. Ok. Lá vou eu! ― Mike se preparou para rebater, deu algumas rebatidas no ar antes para praticar.

― Mike, nós não temos tempo! ― Falei impaciente.

― Ok! Não me faz pressão! Não faz pressão que me deixa nervoso!

Dito isso, ele bateu com o bastão no guaxinim, fazendo ele voar pelo ar no quarto até a janela, bater na mesma e então cair do lado de fora. Eu gritei com o barulho assustador.

― Você matou ele! ― Apontei para a janela aberta por onde o guaxinim tinha voado.

― Ele não morre nunca, nunca. É o guaxinim de sete vidas. ― Mike disse soltando o bastão e olhando para Peter deitado no chão, que estava respirando ofegante e cansado. ― Hei Pete, o que é isso aí no seu mamilo? Isso... isso... é vermelho, tá esquisito. Isso é sangue?

Dito isso, Mike revirou os olhos e caiu duro para trás, desmaiando.

― E ele fez de novo. ― Falei sem acreditar e acenando negativamente com a cabeça.

Notas finais
Gostaram? O que acharam da sessão de pegação Pharlie? kkkkkkkk Vamos ter mais delas a caminho e não, o guaxinim não morreu, ele é imortal. kkkkkkk Até o próximo, não esqueçam de comentar, hein!! Amy está de volta no próximo capítulo com muito a acrescenta viu? kkkkk Bjsss Obs: Não fiquem bravas comigo porque ainda não teve Pharlie sex, pode deixar que vai acontecer, ok? E prometo que não vai ter enrolação igual o beijo, está mais perto do que vocês imaginam, mas não queria que eles já fossem assim de cara né kkkkk