Celestes, da queda á ascensão.
6 Capitulo 5: Éden parte 2
Já no céu ou como Deus renomeou, a cidade reluzente, Miguel voltava pensativo e indo em direção a sala de armas contempla sua armadura, coloca suas braçadeiras, veste suas botas e por fim pega sua espada, desembainha ela por alguns centímetros e olha para sua lâmina, pensa no quanto aquela arma viu de guerras e mortes, pensativo ele se pergunta se algum dia essa guerra teria um fim, então ele a fecha e coloca na cintura, se preparando para voar, olhando para longe ele vê algumas criaturas das trevas, mais determinado que antes ele alça voo indo em direção a elas.
Caindo em um rasante dando um ataque forte Miguel começa a atacar os seres que ali estavam, mesmo sem saber quem estava ali e desnorteados, os monstros sabiam quem era aquela presença na sua frente, desde que ele surgiu todos tinham medo de o enfrentar, nunca ouve alguém que o viu e saiu vivo de um campo de batalha, Miguel visivelmente mais rígido que o normal começa com um ataque onde a pressão do seu punho esquerdo limpava quase metade do campo de batalha, corpos sendo fatiados, vidas sendo ceifadas por um bem maior.
Saindo do jardim Lúcifer e os outros anjos vão em direção ao portal quando sentem um impacto, temendo um ataque correm para onde o seu criador estava. — Pai! — Lúcifer voa em direção aflito pelo tremor que sentira outrora. — O que foi aquilo pai. — Uriel pergunta em um tom esperando que Deus lhe desse uma resposta negativa. — Deus que estava calmo ainda mexia nas terminações nervosas de Adão e Lilith só apontava o dedo para seu lado esquerdo, longe da li um brilho intenso podia ser visto, mesmo em um escuro assustador um brilho continuava a resistir e se intensificava cada vez mais. — Você só pode estar brincando com nossa cara? Aquele tremor foi ele? — Uziel que era conhecido por ter uma força descomunal estava abismado que em um plano diferente do normal ainda sim foi afetado com aquilo. — Não ele não está, eu o vi lutando a sério para nos defender na nossa primeira vez contra os leviatãs, isso não seria nem metade dele. — Gabriel assim como os outros que voltaram pelo perigo inerente ficou mais calmo, ele e Lúcifer viram algo naquele tempo que ainda não conseguiram atingir.
Brandindo sua espada Miguel pensa em quanto peso carrega nos ombros desde que foi criado. — Pela paz que Deus criou, por tudo que ele fez eu vou corresponder a expectativa dele, encontrei seres que podem viver entre outros sem se matarem como esses aqui, aquilo não pode ser destruído por eles, vou cumprir meu papel aqui e erradicar eles.
Um pequeno ser das trevas com um metro e cinco centímetros que estava sobe vários outros os usando como trono estava caindo na gargalhada começa a se afastar, logo mais atrás pode se ver inúmeros leviatãs chegando de encontro ao celeste loiro, já teria enfrentado centenas antes, mas o número se perdia agora. — Antes foram centenas, agora mandam tudo que tem? Eu não tenho tempo para isso. — Caminhando para os enfrentar Miguel começa a desferir golpes, os cortando e usando esquivas um a um ele vai enfrentando, leviatãs são perigosos o suficiente para aprender e depois criar copias como eles, por isso Miguel não queria deixá-los aprenderem o suficiente quando lutaram contra os outros celestes. Enquanto ele lutava aos poucos seu corpo começava a irradiar um certo brilho, similar ao ataque que usara no passado.
Enquanto os celestes iam para a sala de armas Lúcifer ficava olhando seu irmão enfrentar aquela batalha, vendo cada passo, cada defesa.
Pegando espada, arcos, e suas armaduras azazel olha para trás e com um tom serio de preocupação indaga para Lúcifer se ele iria ficar ali postado como uma arvore e voltou a correr para a sala de armas. — Não será preciso a minha presença, olhe pra ele, belo em tudo que faz, essa luta não vai precisar de mais ninguém. — Todos pararam por alguns segundos, confusos pensaram que seria poderia ser medo, Miguel sozinho enfrentando vários leviatãs poderia ter ativado lembranças da última vez que enfrentou um. Deus que estava fazendo o cérebro dos humanos parou por uns segundos e olhou levemente para trás, pensou em responder algo, mas logo voltou sua atenção para sua criação.
Colocando o resto das suas armaduras os celestes ficam assistindo, mas de prontidão para caso algo de errado na luta caso Lúcifer estivesse enganado.
— Olhem pra ele, esquivando sem fazer esforço, os golpes dele com o mínimo de movimento causam danos maiores que do Uziel, como ele pensa, como contra ataca e mais afinado que o meu e o seu Uriel, e como se fosse uma linha extremamente fina de tão perfeito que é o seu pensamento. — Gabriel retruca Lúcifer perguntando se isso era para os irritar, sem falar ou olhar para seu irmão ele não esboça uma reação física Lúcifer só ri.
Miguel que estava lutando acerta um golpe com o joelho em um dos inimigos e já ferindo outro com a ponta da espada, tirando do peito do leviatã ele logo libera sua energia acumulada com a onda de energia foi obliterando tudo que estava perto e longe dele, no reflexo um dos leviatãs notando isso começa a correr, mas ainda é pego pelo ataque reluzente. — Vocês viram? Os leviatãs não eram estavam no mesmo nível dele, ninguém está. — Lúcifer diz com voz de desdém olhando para trás levemente. — Ainda não acabou. — diz Deus que continuava sua obra. — Como não? Olhe para o lugar, nem uma fração de inimigos em pé. — Rafael consternado estava surpreso com a fala do criador. — Ele vai precisar usar aquilo mais algumas vezes. — Mais? Usar uma já e algo difícil Deus, quem garante que ele conseguirá, já chega, não vou ficar esperando aqui, eu vou ajudar o Miguel. — Uriel começa a se preparar.
Isso não acabou, sei que você não morreu de verdade, conseguiu de alguma maneira criar variações sua e por isso tinha tantos me enfrentando. Não é comum existirem mais de um leviatã no mesmo espaço então ou aqueles foram controlados por você ou são duplicatas suas. — Miguel coloca sua espada na bainha e espera que o leviatã escondido apareça. Caminhando da escuridão vindo de longe um ser de pequena estatura vem gargalhando num tom baixo e batendo palmas. — Senhor Miguel, esse e o nome do senhor, não é? Pronunciei certo? Vi eles te chamando assim antes. falando de um jeito quase com tom de escarnio — Então você estava lá também, estava tão perto assim da sua criação, estava criando mais leviatãs? — indaga Miguel sobre a demora para os seres das trevas estarem sumido por tanto tempo. — Sim senhor, aqueles três demorei muito pra conseguir controlar eles, foi preciso muita tortura e sadismo sabia? e você os matou, de início eu fiquei bravo, mas me afastei e o vi lutar, assim como hoje eu fiz o mesmo antes, naquela época parecia que aquele era seu limite, então criei milhões para que você morresse, porém ainda não consegui lhe dar um fim digno, é isso que você quer certo? Morrer em batalha? Mor... — eu quero paz. — Abruptamente o celeste em um tom sério corta a fala que o pequeno leviatã iria falar. — Isso foi chato, achei que fosse como nós. o ser esboça uma pequena risada cansada e desafinada — Miguel caminha em direção ao leviatã e o pergunta. — Eu conheci uma raça que era igual a vocês, porem eles entenderam que ficar naquela situação iria ser prejudicial para eles, eles mudaram e vocês podem também, não quero ter que continuar essa guerra, podemos entrar em um acordo e evitar mais mortes?. — Miguel então olhando para ele espera uma resposta. — Senhor Miguel, não existe nada pra mudar em nós, isso que viramos é nossa evolução, somos o que somos e matar nos dar prazer, você tem duas opções, lutar contra nós ou morrer, e aí iremos para os mundos que seu criador fez e mataremos tudo que a vida por lá, essas são as duas que você tem, paz nunca foi uma opção senhor Miguel. um sorriso maquiavélico poderia ser visto junto daquele rosto redondo com olhos fundos. — Entendendo, queria não ter que fazer isso, meu criador me fez para garantir que suas obras sobrevivam, deixar vocês fazerem isso não é uma opção.
Gargalhando o leviatã pergunta. — E agora senhor Miguel, o que faremos a partir de agora. enquanto pergunta ele começa a flutuar. — Miguel segura sua espada e puxando o cabo para desembainhar ela, se preparando para lutar em um tom sério diz. — Infelizmente terei que erradicar vocês. — gargalhando com falhas ele grita enquanto se podia ver quatro tipos de vozes saindo. — E isso que gostamos senhor Miguel. Dando um pulo para traz rindo ele estica sua mão criando um buraco negro que sai milhares de leviatãs para enfrentar o celeste reluzente.
Parece que algo aconteceu, o leviatã se moveu. — Azazel que observava estava curioso sobre o que falavam e estranhou os dois ali parados por um tempo sem se atacarem. — Pai, o senhor sabe o que eles falavam? — Gabriel se vira curioso para perguntar a Deus o motivo daqueles dois estarem fazendo aquela discussão. — Paz. — Sério isso? Paz com o inimigo? — Gabriel surpreso não acreditava nas palavras que sai da boca de Deus. — Eu estou saindo, mas alguém quer ir comigo de encontro com ele? Ninguém vai ajudar? — Uriel consternada com o que acabará de ouvir pegou a espada dela e seu arco olhando para trás ela esboça um leve descontentamento com a cabeça e começando a bater suas asas quando um brilho intenso e visto de onde Miguel lutava. — Cuidado Uriel. — Avisa Deus em um tom brando. Uriel sem entender olhando para o brilho logo em seguida olha para Deus.
Uma pressão se instaura no lugar fazendo ela cair do espaço que estava e ficar de joelhos, juntando forças para se levantar, os outros celestes perceberam que o brilho estava mais intenso que o comum. — Por Deus o que é isso, é mais forte que o primeiro ataque. — Esse foi o segundo, se preparem para mais. — Deus olhando para onde ocorre a batalha deu um leve suspiro, colocou seu trabalho de lado e se levanta, esticando sua mão direita para cima ele criou uma película transparente e ao fechar sua mão, se formou um domo para eles. — pronto, isso deve bastar para proteger vocês dos próximos.
Como pode conseguir fazer um desses? Ele não deveria ter ficado sem energia? — Uriel visivelmente abalada com aquela onda de choque não sabia como um celeste podia produzir tamanha energia e impacto com sua presença. — Eu acho que ele falou algo sobre a fé dele no criador, aquilo que lhe dá todo esse poder, é verdade Pai? — Lúcifer indaga Deus. — Sim Lúcifer, eu sou uma fonte de energia inesgotável para vocês, acreditando em mim igual ele vocês terão a mesma força dele. Enquanto falavam mais uma vez um intenso brilho e uma enorme pressão aparece novamente fazendo o domo tremer. — E incrível o quanto ele consegue extrair, tanto poder assim, parece que ele já nasceu para fazer tudo que pensar. — Rafael que estava impressionado não parecia acreditar também.
Vamos senhor Miguel, nos aniquile como disse que faria. — O celeste que desviava dos ataques via no fundo o leviatã indo cada vez para mais longe, com gargalhadas o monstro voltava para a escuridão. Dando um pulo para trás Miguel toca no chão fazendo ele inteiro brilhar, o ataque faz um intenso ataque de energia se iniciar que explode os monstros que o enfrentava, mas não era suficiente para acabar com aquela luta. — Assim vai demorar muito, preciso acabar com eles para pegar aquele, não adianta ficar enfrentando esses se o criador ficar se escondendo nas sombras. — Miguel não parecia estar com paciência para vencer cada um ali, entre golpes da espada que os cortavam de maneira eficiente até golpes com chutes e socos o celeste traçava uma maneira de matar o líder deles que não mostrava sua cara no combate.
Acha que ele iria nos pedir ajuda caso precisasse? — Uziel em um tom meio preocupado lança no ar uma pergunta que os fazem questionar sobre os métodos do seu irmão em sair sozinho enfrentar seres das trevas. — Não acho que ele faria algo estupido como isso, ele é forte, mas não pedir ajuda não e algo dele, ele ensina e ensinou tudo que sabemos, foi aluno e mestre ao mesmo tempo, a nossa integridade e algo que ele preza muito porém ele nos ensinou que deveríamos sempre contar um com o outro. — Rafael por alguns segundos parecia se mostrar a escolha certa de Deus para diplomacia e acalmar com diálogos sucintos em um pé na razão. — é, isso faz sentido, ele tem tudo sobre controle. — Uziel relaxou levemente suas mãos e ombros que demonstravam estar preocupado com seu irmão mais velho. — Terminei! — Deus se levanta da sua cadeira pequena marrom visivelmente feliz com os dois seres que colocaria no éden e caminhando para o portal olha para trás perguntando para os celestiais que estavam no recinto. — Vocês querem ver o próximo passo? Vai ser algo único para eles.
Olhando para os lados os celestes ficaram em dúvida se viam a luta do Miguel e ficavam de prontidão caso o primogênito celeste precisasse ou se iriam testemunhar algo novo para eles. — O que tem de tão especial nessa nova criação pai? — indagou Lúcifer que estava postado com os braços cruzados porem levemente curioso sem mudar seu foco que estava na luta.
Um novo brilho pode se ver de longe, mais um como Deus dissera. — Esse foi o terceiro, mais contido e menos abrangente que o anterior, parece que ele começou a sofrer cansaço. — O criador acertava mais uma. — Como o senhor sabe quantos serão? — Azazel parecia intrigado em como Deus fazia aquilo.
— E bem simples meu filho, eu vejo probabilidades, vivo o passado, presente e o futuro tudo isso ao mesmo tempo, mas vejo milhões de probabilidades e umas aparecem e desaparecem ao mesmo tempo enquanto outras criam incontáveis caminhos para o futuro. — Meio estarrecido Azazel não entende como algo que não existe pode ser visto se o tempo daquilo nem chegou ainda para eles. — Querem um exemplo? Planetas, animais, e algumas coisas que vocês falam só serão criadas daqui milhões de anos pelos humanos que estou segurando e acabei de criar, alguns são nomes que eles criaram para certas coisas, outras serão nomeadas ainda como os planetas por exemplo, mas isso só daqui a milhões de anos. — Os celestes ali presentes se mostram surpresos em pensar que aprenderam algo sendo que seu criador acabara de fazer nem tinham os dado nome.
Deus então dando meia volta começa a caminhar para o portal onde ficava o éden, olhando para trás chama os celestes com entusiasmo para sua nova criação.
Você vem Lúcifer? — nosso criador o chamou também. — Eu ficarei aqui para caso ele precise da minha ajuda, podem ir. — Num tom mais sério ele levanta sua mão esquerda fazendo sinal pra irem sem ele. — Você quem sabe, esse tipo de coisa só se pode ver uma vez, sabe como são únicas as coisas que o criador nos mostra. — Batendo as asas Rafael começa a levitar e partindo em direção ao portal.
Continuando sua batalha Miguel ainda está enfrentando leviatãs que parecem não acabar, mesmo aparentando cansaço e ofegante pelas ondas de energias criadas ele ainda consegue ser superior aos inimigos. retalhando, atacando, defendendo e golpeando, o celeste se mostra incrivelmente um guerreiro, seus golpes pesam nos inimigos, cada ataque se vai vários inimigos.
Uma nuvem preta aparece no campo de batalha, os leviatãs se reúnem e o celestial de armadura dourada percebendo o perigo recua, com um ataque rápido na sua direção devido seu reflexo rápido o celeste usa sua espada no peito para defender de um ataque direto que o joga para longe, caindo em pé como a guarda armada Miguel vê algo sair das sombras, uma cópia exata dele mesmo. — Um leviatã com minha aparência? Eu demorei tanto para acabar com eles que chegaram nesse ponto? — Miguel parecia surpreso com o ocorrido, em milênios nunca tinha visto aquilo. — Será que tem só minha aparência ou seria uma cópia exata minha em força também? Isso começou a ficar preocupante, preciso acabar com ele ou posso ser surpreendido no final.
Longe dali Lúcifer estava surpreso com aquilo, seus olhos pareciam querer o enganar, mas estendendo sua mão sua espada saiu da sala de armas e veio de encontro a ele que a segurou firme. — isso não ira ficar assim, não quero deixar todo esse peso nos ombros dele. com uma força o celeste de cabelos longos voa com toda sua força fazendo o domo se estilhaçar.
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