Celestes, da queda á ascensão.

7 Capitulo 5: Éden parte 3.


Os celestiais adentrando o Éden junto de seu criador sentiam a mesma sensação de outrora, a beleza do lugar era algo vasto e jamais visto em todo o universo, já tendo visitado outras vezes e passarem longos anos naquele paraíso, o sentimento de preenchimento e calmaria deixava os seres divinos extasiados.

— Venham, não se preocupem com Miguel e Lúcifer, logo que acabarem virão de encontro para nos acompanhar. Dizia Deus, caminhando calma e lentamente indo em direção a uma arvore grande de tronco escuro como a terra e folhas amarelas quase que douradas. — Senhor, se me permite a ousadia, o que eles têm de tão especial? Vimos raças que se desenvolveram em pouco tempo, vimos também uma que seu poder para colonizar o mundo deles era alto, planetas onde os seres são maiores que nós, o que esses têm que merecem morar aqui?

Deus que repousava os pequenos seres do tamanho de suas mãos olha para cima, reflete um pouco e olhando para Azazel diz. — Eles irão ter alma, uma ligação direta conosco, onde haverá bondade para o seu próximo também lhe terá maldade, muitos irão ajudar os mais necessitados, com aflições que destruiriam seus corações, que abateriam suas mentes, por sua coragem a prova, mas outros irão fortalecer eles, capacitar para que lutem mais um dia, que enfrentem suas aflições, onde existir a maldade, uma mão será estendida para lhes dar bondade.

Olhando para o celeste Deus com um sorriso acanhado pressiona levemente suas mãos, criando um pequeno brilho que as ilumina e assoprando para os pequenos corpos inanimados começam a dar sinais de vida, Adão e Lilith antes do tamanho das mãos do criador começam a crescer, ele ficando com um metro e oitenta, corpo delgado porem saudável, olhos da cor da terra escura, cabelo e pele da cor do barro indo de contraste sua parceira que tinha olhos verdes cor das folhas, seu cabelo com cachos vermelhos pôr do sol, volumoso que ganhava destaque devido sua pele clara e leves sardas, sua altura não diferia de Adão.

Olá Adão e Lilith, sou o criador e esses atrás de mim são os celestes, ou celestiais se preferirem. — Os dois olharam um para o outro, sem entender bem a situação esticaram a mão um para o outro, tocando e logo em seguida olhando ao redor, tendo a mesma experiencia que antes tiveram os celestes. — Me diga Lilith, o que acha desse lugar? — indaga Deus para a sua recém e mais bela criação.

E um lugar quente, me sinto bem e achei aconchegante – dizia enquanto olhava para o criador e ao redor.

Adão e você, o que vê? — eu ouço cantos de pássaros vários deles, animais de todos os tipos correndo. — Isso e ótimo, coloquei informações básicas em vocês, como a fala por exemplo, algumas coisas eu quero que vocês descubram por conta própria.

Apontando para a direita com a mão levemente inclinada Deus opina. — Existe água cristalina de um rio que não muito longe da li está uma cachoeira. Impressionada com o lugar Adão balbucia para Lilith. — O gramado está bem verde e macio de se pisar, e as arvores balançando ao vento trazem com ela um cheiro doce. Lillith fazendo um aceno com a cabeça parecia também ter notado e completando diz. — Acredito que possa ser devido as flores que estavam mais ao alto na direta, enchendo o lugar de um perfume agradável.

Quando criei os celestiais pensava neles como seus guardiões, seus protetores divinos, para que sempre tivessem uma ajuda e auxilio. — Deus caminhando lentamente em direção aos dois se podia notar uma leve felicidade em sua face, os olhos pareciam brilharem devida sua criação. — São vocês quem vão nos defender? — indaga um curioso Adão que chegando perto notou a diferença de altura.

Vocês são incríveis, parecem preparados, seus corpos são duros, mesmo como os nossos dois, os seus são mais rígidos, quentes e emanam um leve brilho estranho. — Adão não parava de tocar e analisar os celestes, seu olhar de fascinado com eles os deixavam levemente acuados, a curiosidade era algo que não tinham visto antes, outros lugares que visitaram não acharam vida lhes prestassem tanta atenção assim ou se quer, seja por passarem em demasiada velocidade ou por preferirem ficarem invisível aos olhos.

Vocês parecem fortes, já viram muitos lugares diferentes desse? — Lilith olhando para os divinos estava mostrando uma leve curiosidade sobre o que tinha além daquele belo jardim. — O Uziel e enorme assim, mas você precisa ver os outros que não estão aqui, Miguel e Lúcifer, um está lutando contra hordas e o outro está no domo. — Na verdade os dois estão lutando Gabriel, Lúcifer foi de encontro ao seu irmão para lhe ajudar devido os números terem amentado demasiadamente. — Deus que afagava um pequeno animal corrige o celeste que não sabia da mudança no campo de batalha. — Espera, eles estão sozinhos enfrentando vários seres das trevas? — Uriel que antes tinha se preparado para ir, mas desistido parecia preocupada, com um rosto levemente irritado ela abre suas asas, voando e partindo em direção ao portal. — Não precisa ir Uriel, os eles irão ficar bem. — O criador a acalmava mas com um tom serio enquanto pegava uma fruta alaranjada e entregava para o cervo.

Descendo meio consternada Uriel prefere ficar afastada observando os outros celestes tirar dúvidas e passando um pouco de conhecimento para seus novos amigos do jardim.

Eu não entendo como os dois podem estar lutando, mas ele não parece se importar, sei que estamos vendo sua nova criação, mas não acho certo se divertir aqui quando se tem trabalho para fazer. — Uriel que estava sentada e com a cabeça apoiada no cabo da sua espada parecia distante, nada ali no jardim parecia prender sua atenção.

É bem simples minha filha, não e que não me importe, só que os dois vão conseguir se sair bem, os dois estão bem treinados e sabem lutar em conjunto, de todos vocês o Lúcifer foi quem mais se adaptou a ele, foi quase que instantâneo, eles vão ficar bem. — Com grande surpresa Uriel escuta a voz do criador na mente dela, nunca tendo visto e sentido algo como essa sensação. Olhando para os lados a procura dele podia se ver Deus no fundo perto de uma pequena lagoa dando uns pedaços de frutas para os peixes.

— Me diz, como é ser uma guerreira? Lilith que chegava perto de Uriel olhava para sua armadura, sua espada, olhando meticulosamente os braços e pernas torneadas da celeste.

— Hãn, o que? — A arcanjo virando-se ainda desnorteada pela experiencia com Deus estava perdida em pensamentos e não notou a chegada da ruiva.

— Eu perguntei como é ser uma guerreira, você está bem? Estresse da batalha? — a humana se senta para conversar com ela já que dos celestes ali era a única que estava longe e mantendo distância. — E algo diferente, você sente o vazio do mundo lá fora, ficamos em um outro nível, Deus criou algumas dimensões, o universo que estamos está o jardim e a cidade reluzente, só existe essas duas criações.

Lilith parecia demasiadamente interessada, seus olhos brilhavam pelo desconhecido. — Logo abaixo temos um nível com as galáxias mortais, nela temos tudo que o criador fez, inclusive tem uns seres que se parecem com vocês, com mais pelos porém desprovido de muita inteligência, eles parecem ter suas limitações.

Não podemos entrar nela de uma vez, a galaxia tem um tecido muito fino e romper o tecido daquele lugar assim sempre causa estragos, então deixamos uma aura ao nosso redor para servir de contenção, no começo era difícil, mas hoje ela se forma automaticamente, eu nem preciso me lembrar que ela existe. — Uriel que estava a contar os detalhes olhava para o céu do paraíso vendo o quão calmo ali era. — E o que mais? — Lilith ficava cada vez mais ansiosa com o que tinham lá fora.

Nessa dimensão temos de tudo, todo tipo de planeta e seres que você pensar, lá existe. foi algo incrível que o criador fez em tão pouco tempo.

Mas nem tudo são boas notícias, existe uma dimensão que não sabemos até onde ela vai, ela parece com aqui, tem elevações, montanhas, porém lá e sombrio, rodeado por trevas, com criaturas horrendas, dos piores tipos, só conhecem o mal e só fazem o mal, toda vez que vou lá sinto calafrios, e tenho dois irmãos lá, lutando sozinhos enquanto estamos aqui. — O rosto que parecia levemente feliz começa a desfalecer e mostrar uma certa preocupação. — E como esses outros são? Lilith parecia se interessar nos dois celestes que sozinhos enfrentará legiões de inimigos.

Miguel é o mais velho, ele e alto, forte, lutou por milênios sozinhos e o mais intrigante, nunca perdeu nenhuma luta, nunca teve medo de morrer, sua pericia em armas e algo incrível pra mim, ele sabe se virar sem sua espada, a fé dele pelo criador chega ser tão forte que ele emana sua energia, seu brilho. Nós também fazemos isso como você pode ver, só que o mais incrível dele é que sempre busca maneiras de ajudar os outros, no começo não sabíamos nada e ele não se importou com nossos erros, ficou feliz com nossos acertos, ele sempre sai para a galáxia dos mortais para ver a criação divina, nunca se achou superior e sempre ajuda eles, seja com algo mortal ou coisas rotineiras.

Ele parece ser uma pessoa incrível, vocês parecem estarem seguros com ele. — Lilith parecia ter encontrado alguém para se inspirar futuramente. — E o outro? Não me falastes dele. — e verdade, Lúcifer também é incrível, na verdade todos nós temos algo único, Uziel ali tem uma força descomunal e um alto nível para danos que pode sofrer, o ruivo ali Gabriel, já fui em planetas com ele onde o diálogo foi a chave, uma guerra iminente estava pra começar. Temos o Azazel, ele dominou a escuridão e anda por ela igual os seres das trevas, isso nos ajuda na batalha.

Mas você me perguntou sobre o Lúcifer, ele se assemelha ao Miguel, mas com menos empenho que o mesmo para o mundo, ele prefere ajudar o Miguel que sair pelo vasto universo, mas é um lutador nato, guerreiro da mais alta qualidade, sua pericia com a espada me assusta, os movimentos na grande maioria afligem o inimigo sem manchar sua espada, algo que vez e outra tento também mas sem sucesso.