Catch Me

31 Capítulo 31 - The Guest


Notas iniciais
Olha a eficiência da garota, já voltei com outro capítulo :D aheuahsua E o próximo tbm está quase pronto ;) Boa leitura ^^

No dia seguinte Tony acordou com um peso do outro lado da cama. O moreno abriu seus olhos vagarosamente encontrando a imagem de Ryan ressonando tranquilamente. Tony olhou para seu quarto bagunçado recordando-se da noite anterior na qual ele e Ryan passaram construindo seu projeto — que estava visivelmente avançado com a ajuda de Ryan. — Depois de horas trabalhando naquilo os dois já estavam exaustos e sem fazer barulho para não acordar os outros membros da república, os dois foram um de cada vez ao banheiro para um banho e logo após jogaram-se na cama num sono pesado.

Tony sentou-se meio zonzo e coçou os olhos levantando-se da cama preguiçosamente.

– Certo Jarvis, tem um homem gostoso na minha cama e eu não transei com ele. O que me diz disso?

– De acordo com o tom de voz do senhor presumo que tenha sido rejeitado, senhor — Disse a voz robótica de Jarvis fazendo Stark bufar contrariado.

Ryan começara a se remexer na cama preguiçosamente até abrir seus olhos e ver um teto que com certeza não era do seu quarto em sua república.

– Eu tenho uma dúvida — Disse Tony fazendo Ryan focar nele recordando-se de que havia dormido ali — Por quê veio aqui mesmo?

– Ah é... — Dizia Ryan sentando-se na cama — O reitor pediu que eu dissesse que seus serviços estão dispensados. Já me adaptei à Columbia e não preciso mais de orientações.

– Ah... — Disse Stark com certa decepção.

– Eu senti uma pontada de tristeza aí? — Indagou Ryan sorrindo debochado.

– Não me venha com palhaçadas à essa hora da manhã — Resmungou Tony — Estou mais do que satisfeito em me livrar de você.

– Em primeiro lugar já é meio-dia caso não saiba — Disse Ryan levantando-se e mostrando o visor de seu celular para o moreno — E em segundo — Ryan encurralou Tony na parede mais próxima aos dois — Não se preocupe, eu não pretendo te deixar em paz tão cedo — Sorriu.

Tony sentiu uma estranha sensação de nervosismo aflorar-se sobre si. A mesma maldita sensação que sentia quando Steve havia entrado para o Vórtex. Droga, ele estava se apaixonando pelo desgraçado.

– Vamos descer? — Indagou Tony mudando completamente de assunto esquivando-se de Ryan e abrindo a porta de seu quarto.

Ryan segurou uma risada percebendo o nervosismo de Tony. Ele adorava esse jeito como Stark reprimia o que sentia. Não era muito diferente dele, aliás.

Os dois fizeram ambos a higiene pessoal e logo após desceram às escadas encontrando todos na mesa começando a almoçar.

– Parece que alguém dormiu com o Tony ontém — Comentou Clint sorrindo zombeteiro.

– Não fizemos nada demais — Disse Tony arqueando a sobrancelha num tom sério.

Ian se engasgou com seu suco, Clint e Bruce largaram seus talheres chocados e Loki esboçou uma expressão de dúvida no rosto.

– Está brincando né? — Perguntou Ian.

– Sua reputação é mesmo forte, hein — Comentou Ryan.

– Não estou brincando — Disse Tony pegando dois pratos no armário — Vem Ryan, vamos comer rápido por que eu quero continuar o meu projeto.

– Projeto? — Indagou Bruce curioso.

– Uma coisinha minha que o Ryan está me ajudando.

– Está bem, deixa eu ver se entendi — Começou Bruce — Você e Ryan estão no seu quarto desde ontém construindo sabe-se lá o quê, sem beijos, sem toques, sem sexo ou qualquer tipo de contato físico? — Sorriu.

– Basicamente — Concordou Tony franzindo o cenho se sentindo estranho. Com Bruce explicando a situação daquele jeito realmente era algo estranho de se ouvir vindo dele.

– Eles vão acabar juntos — Cochichou Clint rindo junto de Bruce que assentiu concordando.

oOo

Thor passava aquele domingo na casa dos pais. Ficar sozinho na república Aesir e em seu apartamento apenas lhe traziam melancolia, então resolvera ir para a casa dos pais para visitar principalmente sua mãe Frigga, mas para seu azar ela havia saído aquele dia e agora na sala da grande mansão de seus pais encontravam-se ele, seu irmão Balder e seu pai Odin.

– Parece abatido Thor — Comentou Balder preocupado.

– Deve ser por que deve estar sofrendo naquela universidade sendo quem é — Resmungou Odin. Ele ainda não aceitava a opção sexual do filho.

– Todos me respeitam lá pai, até porque se alguém ousasse zombar de mim não sairia vivo — Afirmou Thor com convicção.

– Bom saber que pelo menos afeminado não ficou — Retrucou Odin.

– Pai para com isso. Não sei o mau que vê nisso, Thor continua sendo o mesmo — Disse Balder defendendo o irmão.

– O seu problema Balder é que você puxou à sua mãe — Resmungou Odin — Não estaria na presidência da empresa se Thor não fosse... Argh, nem me atrevo à dizer.

– Gay — Completou o loiro arqueando a sobrancelha — Não tem problema pai, existem muitas empresas em Nova York que me aceitariam como sou.

Odin fitava o filho com muita seriedade e uma pontada de raiva. Via Thor como o filho perfeito, seu favorito. Tinha seu gênio e sua ganância em administrar empresas, porém se assumira gay o que estragara por completo seu sonho, não só do filho perfeito, mas como de ser avô. Ele adoraria ter um neto vindo de Thor.

– Mas não me respondeu ainda irmão — Disse Balder curioso.

Thor suspirou sabendo que a notícia que daria deixaria seu pai satisfeito. Não queria dar esse gosto à ele, mas resolveu responder por fim.

– Loki e eu... Nós brigamos.

Odin observou a expressão frustrada no rosto do filho vendo a crua realidade estampada nele. Não pôde deixar de suspirar em alívio ao ouvir àquela notícia.

– E Loki era seu namorado, certo? — Perguntou Balder.

Thor assentiu de cabeça abaixada.

– Até que enfim uma notícia boa vinda de você — Pronunciou Odin — Posso saber o motivo da briga?

– A vadia da Amora me drogou — Disse Thor duramente levantando-se do sofá bruscamente — Não vou ficar perto do senhor pra ouvir desaforos pai, não importa se Loki terminou comigo, eu continuo amando ele e isso não vai mudar!

Odin levantou-se também devolvendo um olhar cheio de fúria para o filho, mas ele nada disse. Apenas saiu da sala indo até os jardins da mansão tomar ar fresco.

Thor sentou-se no sofá dando um suspiro cansado. Seu pai nunca o entenderia.

oOo

As ruas de Nova York nunca lhe pareceram tão frias e úmidas. Aquele domingo fazia frio. Frio como ele se sentia por dentro.

Loki caminhava sem rumo algum pelas calçadas. Tudo o que ele queria era um lugar para se sentir confortável e ele o achou. Havia uma aconchegante cafeteria em frente à uma rua na qual ele achou familiar.

Ele havia parado bem ali quando havia dirigido o carro de Thor. Quando os dois trocaram de lado e ele havia furado o pneu do motorista grosseiro atrás deles.

O moreno balançou a cabeça procurando esquecer daquelas lembranças e finalmente entrou à cafeteria sentando-se numa mesa bem ao fundo com apenas dois lugares disponíveis, no espaço mais escuro do lugar.

Loki pediu um cappuccino à moça que havia o atendido e esperou por seu pedido observando as pessoas apressadas andando pela calçada sob o vidro escuro da cafeteria.

– Aqui está senhor — Disse a moça tirando Loki de seus devaneios.

Loki pegou a bebida quente agradecendo à moça e bebericando um pouco do líquido meio amargo.

Ele não entendia como depois de tudo o que havia acontecido Thor não o enfrentara direito. Quer dizer, ele era conhecido como o maior valentão da universidade. Já bateu em todos os seus amigos no passado e Loki nunca pôde dizer de fato que já levara um soco dele. Aquilo que ele havia feito no dia anterior era pouco. Pouco ao tanto que já havia ouvido falar do loiro e pouco depois de dizer tantas coisas horríveis à ele. Não que fosse um masoquista, mas Loki achava estranho.

"Ele não te ama." Disse sua consciência.

– Eu sei — Suspirou o moreno tristemente.

– Com licença — Disse uma mulher colocando suas sacolas ao lado da cadeira à frente de Loki — Posso?

O moreno assentiu não se importando com a companhia desconhecida.

– Obrigada. É que essa é a minha mesa favorita — Justificou-se a mulher amavelmente.

Loki não pôde deixar de sorrir para a mulher. Ela era bela, muito bela, provavelmente casada considerando a aliança em seu dedo. Era loira com uma longa trança envolvendo os fios loiros chegando até a barriga. Seu vestido era de seda aparentando elegância e seus olhos eram azuis. Uma mulher encantadora julgando fisicamente.

– Me chamo Frigga — Disse a mulher sentando-se.

Loki sorriu já acostumado com a quantidade de nórdicos por aquela cidade.

– Loki.

– Oh, belo nome — Sorriu a mulher — Sabe que eu tenho um filho chamado... — Frigga fora interrompida com o toque de seu celular, e com um gesto pedindo que Loki a desculpasse, ela atendeu.

"Alô?"

"Mãe? Onde a senhora está? Eu vim te ver."

"Oh, desculpe filho, não avisou que viria. Estou na cafeteria."

"Quer que eu vá aí?"

"Está dizendo isso porque não aguenta mais seu pai, estou certa?"

"Está" Bufou Thor.

"Tudo bem, mas venha de táxi, depois voltamos no meu carro."

"Ok, até logo."

Frigga desligou o celular sorrindo para o moreno.

– Era meu filho. Ele virá até aqui. Faz tanto tempo que não o vejo... Estou louca para conhecer o namorado dele.

– Seu filho é gay? — Indagou Loki um pouco impressionado com as semelhanças. Ele não sabia o nome da mãe de Thor, mas considerando que o pai se chamava Odin e o irmão Balder...

– Sim. Descobri recentemente na verdade e não foi nem por ele, foi pelo pai.

Não poderia ser. Loki resolveu ignorar as coincidências.

– Você parece triste rapaz — Comentou Frigga.

– Só uns problemas amorosos — Suspirou o moreno.

– Quer conversar?

– E por quê a senhora se importaria em ouvir? — Disse Loki com um tom de zombaria.

– Por que eu não tenho nada melhor pra fazer — Respondeu Frigga dando de ombros.

Loki sorriu gostando do jeito da mulher.

– E então, vai dizer ou não?

Loki olhou para Frigga pensando se era certo desabafar com uma desconhecida. Era o fundo do poço na realidade, devia era estar escutando conselhos de Bruce, mas nem ele estava do seu lado dessa vez.

– Terminei com meu namorado — Suspirou o moreno — Aquele cretino me traiu com uma mulher desprezível.

Frigga pôs sua mão em cima da de Loki num gesto de solidariedade.

– Vocês dois se amavam, querido?

Loki assentiu reconhecendo que antes não tinha dúvidas sobre o amor de Thor por ele.

– Então deve haver algum engano nessa história — Disse Frigga — É um belo rapaz Loki, e parece ser um bom companheiro também. Às vezes o amor dos outros despertam inveja, ainda mais um amor gay. Acredito que essa mulher tenha algo haver com isso, não culpe apenas seu namorado.

– Não seria a primeira vez que ele trai alguém.

– E quanto à essa moça?

– Huh, é a mulher mais mau caráter que já conheci. Sempre quis reatar com ele, eles já namoraram uma vez.

– Viu? Já é um bom motivo para que tenha vindo tanto dela quanto dele essa traição. Ele foi atrás de você?

– Foi — Admitiu Loki — Mas eu não quero escutá-lo.

Frigga suspirou.

– Loki, como pode culpá-lo se nem ao menos sabe da história?

– Mas eu sei. Ele inventou que havia sido drogado por ela, mas eu não consigo acreditar.

– Não consegue ou não quer?

Fora o veredito final. Loki não sabia responder àquela pergunta.

– Não está preparado para lidar com esse tipo de situação não é? — Indagou Frigga.

– A senhora é psicóloga? — Indagou Loki suspeito.

– Não — Riu a loira — Mas está evidente o seu medo de sofrer de novo, e também está evidente o seu amor por ele.

– Eu me sinto...

– Inseguro — Completou Frigga — Mas tem de reconhecer que no fundo embora não queira, acredita nele.

– Nele não. Só acredito que ela seja capaz de drogá-lo, não necessariamente acredito que isso tenha acontecido.

– Você é mesmo um teimoso — Riu Frigga fazendo Loki rir junto — Mas eu gostei de você Loki. É um bom rapaz.

Frigga olhou para a parede de vidro do local observando um táxi estacionar ali em frente e logo viu seu filho sair do mesmo vindo em direção à cafeteria.

– Meu filho chegou. Quero apresentá-los.

Loki assentiu olhando para a porta em expectativa, mas o que viu o fez estremecer surpreso e nervoso. Era Thor.

– Loki...? — Indagou o loiro aproximando-se dos dois intrigado. O quê ele fazia com sua mãe ali?

– Thor — Disse o moreno desconfortável. Devia ter pergutado o nome dele à Frigga quando teve suas suspeitas — Eu deveria saber.

– Se conhecem? — Perguntou Frigga confusa.

– Sim mãe, é claro. Loki é meu... Bem, era o meu namorado.

Frigga olhou para Loki surpresa. Então toda a história era sobre ele e seu filho.

– Mundo pequeno, não? — Disse o moreno fazendo uma careta infeliz.

Frigga fechou os olhos começando a entender a situação toda. Ela não permitira que a história se repetisse.

– Depois de tudo o que eu ouvi presumo que essa mulher no qual os sabotou é Amora, certo?

– Mãe...

– Se voltar com ela pode esquecer do apoio que te darei caso seu pai te deserde de vez — Disse a loira cruzando os braços.

– Eu não pretendo voltar com ela. Nunca — Afirmou Thor dizendo àquelas palavras mais para Loki do que para a mãe.

– Ótimo — Disse Frigga por fim.

– E o que fazem aqui juntos? — Indagou Thor confuso.

– Nos conhecemos à pouco tempo, e já digo que adorei esse rapaz, embora ele seja um tanto complicado — Disse Frigga fazendo Loki sorrir.

– Complicado é pouco — Resmungou Thor.

– Eu ouvi isso aí! — Disse Loki em desaprovação.

– Melhor irmos antes que comecem uma guerra nesse estabelecimento — Disse Frigga — Venha Loki, quero que seja nosso hóspede por hoje.

– O quê? — Indagou o moreno implorando com os olhos para que Frigga não fizesse aquilo — Eu não acho que...

– Bobagem. Não se preocupe com Thor, finja que ele nem existe se quiser, será meu convidado.

– Ei! — Advertiu Thor.

– Eu agradeço muito Frigga, mas não é só ele, seu marido...

– Oh, Odin? Não se preocupe, ele passa mais tempo na empresa do que em casa. Hoje inclusive ele tem uma reunião para daqui a pouco.

Loki não sabia mais que desculpas dar à loira e o silêncio dele fora a deixa para que ela segurasse em seu braço e saíssem da cafeteria até o carro com Thor logo atrás segurando uma risada e imaginando o quão Loki devia estar desconfortável com a situação.

A viagem de carro havia sido silenciosa e desconfortável para o moreno que ainda não acreditava estar indo para a casa dos pais de Thor. O destino estava de brincadeira com a sua cara.

O carro de Frigga adentrava numa parte sofisticada da cidade onde perto dali havia uma linda mansão branca com os portões de metal muito bem desenhados com decorações florais. Loki estava maravilhado com a arquitetura do lugar.

Os portões se abriram automaticamente e Frigga adentrou com o carro estacionando-o perto dos jardins.

Os três saíram do automóvel com Frigga e Thor na frente enquanto Loki se encontrava atrás deles olhando para trás pensando na possibilidade de sair correndo dali o mais rápido que pudesse, mas quando menos notou já estava dentro da mansão e a porta se fechava.

– Até que enfim chegaram. Papai disse que terá uma festa à ir em homenagem à algum acionista e só voltará amanhã — Disse Balder estranhando uma terceira pessoa ali.

– Não disse? — Frigga piscou para Loki que sorriu mais aliviado.

– Não devia estar com ele Balder? Achei que fosse o presidente — Comentou Thor.

– São só palavras vazias Thor. Ele faz isso para te irritar, mas ele sempre acaba indo no meu lugar representar a empresa — Disse Balder — E quem é esse?

– Esse é o Loki — Disse Thor — Loki, este é meu irmão Balder.

– Muito prazer — Disse Loki apertando a mão de Balder. Ao contrário de Thor ele tinha os cabelos castanhos, mas os olhos eram do mesmo azul elétrico.

– Achei que haviam terminado — Comentou o moreno.

– E terminamos — Confirmou Loki.

Balder arqueou a sobrancelha confuso.

– Ele virou amiguinho da nossa mãe — Disse Thor revirando os olhos.

– Você não vale nem metade do que sua mãe é — Disse Loki indiferente — Aliás onde ela está?

– Aqui! — Gritou uma voz feminina da cozinha — Pode vir aqui querido, sinta-se em casa.

Loki foi até a cozinha deixando para trás um Thor com cara de poucos amigos.

Balder assobiou dando uma risada logo em seguida.

– Gênio forte o dele, não?

– Você não viu nem metade — Disse Thor.

– Boa sorte — Disse Balder dando leves tapinhas no ombro do irmão — Vai precisar.

Thor suspirou lembrando-se da briga ridícula que havia tido com Loki no dia anterior. O que viria dessa vez?