Catch Me

32 Capítulo 32 - Broken


Notas iniciais
Hi ^^ Espero que gostem do capítulo :) Boa leitura

A tarde na mansão dos Aesir havia sido o contrário do que Loki imaginara. Havia sido ótima.

De fato Frigga não deixara que Thor se aproximasse dele fazendo com que o loiro passasse à tarde jogando tênis com Balder enquanto nos jardins Loki e Frigga se deliciaram com um chá inglês do jeito que Loki adorava. Frigga era uma mulher muito culta, o moreno aprendera coisas sobre a Inglaterra com ela que nem ele mesmo sabia. No fundo ele invejava Thor por ter uma mãe tão legal. Ele amava Isabella sim, mas não se importaria em ter mais uma mãe, de preferência Frigga.

– Tem certeza que não me acha chata? Nem mesmo Balder aguenta meus falatórios sobre as coisas que vivi.

– De jeito nenhum! — Disse Loki mostrando-se muito interessado — A senhora é maravilhosa.

Frigga sorriu com o jeito deslumbrado de Loki para consigo.

– Eu continuo se parar de me chamar de senhora — Disse a loira arqueando a sobrancelha.

Loki deu uma leve risada assentindo em concordância.

– Você é o casula que eu sempre quis ter — Admitiu Frigga — Sabe o quanto é estranho não entender absolutamente nada sobre os interesses de seus filhos? Os dois puxaram ao pai. Balder pelo menos é menos rude e tem o meu gênio, mas Thor...

– É um bruto — Completou Loki rindo enquanto se lembrava do dia em que se conheceram.

– Igual ao pai — Bufou a loira — O que vimos neles mesmo?

Antes que Loki pudesse responder, o moreno virou o rosto para a direção onde Thor jogava tênis vendo que o loiro vinha em direção deles, suado, sem camisa, com uma bermuda branca e os fios loiros grudados no pescoço.

– Não faço ideia — Respondeu Loki por fim tentando focar sua atenção em Frigga agora que Thor se aproximava.

– E aí — Disse Thor puxando assunto — Os dois estão se dando bem?

– Perfeitamente — Disse Frigga.

– Cuidado que ele ataca mãe — Provocou o loiro.

Loki fitou o loiro com ferocidade mostrando os dentes e fazendo um som com a língua como à um felino raivoso respondendo ao comentário infame de Thor.

O loiro fez uma careta para o moreno por birra fazendo Frigga o encarar séria. Era esse o seu mais velho. Um crianção.

– O que eu já disse sobre deixar o Loki em paz?

– Tá! Já estou entrando, mas vocês também deviam. Já está anoitecendo — Disse o loiro afastando-se dos dois e adentrando ao interior da mansão.

– É ele está certo. Está esfriando mais também — Disse Frigga levantando-se junto do moreno.

Os dois entraram na mansão com Balder logo atrás, também suado carregando uns equipamentos.

O jantar assim como a vinda de carro era silencioso. Bem, não tão silencioso assim, pois à cada mastigada de Thor valia por uma bomba nuclear.

Frigga, Balder e principalmente Loki comiam em silêncio com maneiras à mesa e sofisticação ao segurar os talheres para comer, já Thor pegava seu frango com as mãos devorando o alimento como se passasse por fome há dias.

– Está passando fome naquela universidade cara? — Zombou Balder segurando uma gargalhada.

– Thor tenha mais modos — Disse Frigga sentindo-se envergonhada.

– O quê? — Indagou o loiro de boca cheia não entendendo o problema.

– Tudo bem Frigga — Disse Loki — Não é nada que eu já não tenha visto. Não se culpe, tenho certeza que deu uma boa educação pra ele, acontece que nem todos nascem inteligentes o bastante pra entender.

Thor engoliu sua comida deixando sua boca livre para falar com mais clareza.

– Está me chamando de retardado?

– Se você diz quem sou eu pra discordar.

Balder riu achando divertida a forma como Loki zombava de seu irmão.

Thor aproveitou que havia terminado de comer para levantar e colocar seu prato na pia saindo enfurecido da cozinha.

– Sabe que um dia pode acabar levando uma surra né? — Indagou Balder — Eu por exemplo não saio ileso em minhas piadas sobre ele.

– Ele não consegue me bater — Disse Loki — Ontém saímos no tapa na universidade.

– Vocês dois? — Perguntou Frigga incrédula.

– Sim, mas foi leve levando em conta a força dele. Em nenhum momento me deu um soco de verdade.

– É um cara de sorte, porque dói muito — Disse Balder.

– Mais um motivo pra perceber o quanto ele te ama — Disse Frigga em mais uma tentativa de convencer o moreno.

Loki negou com a cabeça desacreditando.

Após o jantar Frigga levou Loki para o andar de cima mostrando o quarto de hóspedes onde ele ficaria. Os dois deram boa noite um para o outro e Frigga saiu deixando-o a só no local.

O quarto que Loki estava assim como o dos outros, possuíam um banheiro para cada um. Assim, o moreno adentrou ao banheiro para um relaxante banho quente.

Ele imaginara várias maneiras de conhecer a casa dos pais de Thor, mas nenhuma delas era num momento no qual ele e o loiro tivessem terminado. Enquanto a água caía pelo seu corpo ele lembrava-se do dia em que o enfrentara no banheiro do refeitório próximo à cantina. Do dia em que ele teve sua primeira vez. Do dia no qual Thor o levara para o paintball e ele dirigira desenfreado o civic do loiro e dos dias aconchegantes no apartamento de Thor. Tudo vinha como uma cena de um filme, e como todo filme havia também a cena triste na qual ele via Thor e Amora aos beijos.

Loki abriu os olhos retirando o excesso de água do rosto e suspirando melancólico. Após o banho desligara o chuveiro colocando uma toalha sob a cintura.

Ele voltou ao quarto abrindo o armário do qual Frigga havia lhe dito ter roupas de seu tamanho que eram de um primo distante deles e de fato tinham. Loki colocou uma bermuda preta, uma camiseta toda verde sem decoração alguma e uma blusa de frio cinza.

Ele se olhou no espelho percebendo uma expressão de angústia em seu rosto. Loki não conseguia tirar da cabeça que Thor estava no quarto em frente ao seu. Dormir na mesma casa que ele fazia com que seu estômago se revirasse.

O moreno resolveu ir dormir sendo interrompido pelo barulho da maçaneta do quarto girando. Loki olhou para porta sentido um frio na barriga de imediato. O que àquele energúmeno queria?

– O que faz aqui?! Ficou maluco? — Sussurrou o moreno numa mescla de raiva e nervosismo.

– Precisava te ver — Justificou o loiro como se aquilo respondesse à todas as perguntas que Loki poderia fazer.

O moreno suspirou levando à mão direita à testa massageando-a.

– Já me viu, agora volta pro seu quarto.

– Loki... — Dizia o loiro aproximando-se — Sei que me odeia tanto quanto eu venho te odiado ultimamente, mas não consigo mais.

– Do quê está falando? — Indagou o moreno fugindo da aproximação do loiro.

– Minha mãe me afastou de você o dia todo. Eu preciso de você.

Loki sentiu-se eufórico tomando um forte desespero em si.

– Se afasta de mim — Disse o moreno convicto. Uma coisa que ele adorava em si era sua atuação perfeita.

Thor ignorou as palavras de Loki encurralando-o até a parede ao lado da cama segurando com força os braços dele os prendendo de cada lado do moreno o deixando inerte à mexê-los.

– Thor... — Implorou o moreno.

O loiro aproximou seu rosto do de Loki vendo que ele havia o virado de lado numa tentativa de evitar àquilo, mas Thor acompanhou o movimento dele capturando com rapidez os lábios do moreno sugando-os e forçando a entrada de sua língua com volúpia.

Loki sentia seus pulsos adormecerem-se com o aperto forte do loiro e seus lábios quentes incharem-se com a força do beijo. Ele não conseguia impedí-lo, estava completamente submisso preso daquele jeito. Nem suas pernas se mexiam devendo-se ao corpo do loiro pressionado ao seu com tanta fricção paralisando-as. Os lábios de Thor estavam quentes e apressados, o batimento cardíaco do loiro estava acelerado assim como o seu e apesar da brutalidade seu corpo era aquecido pela intimidade dos dois.

Thor soltou os pulsos de Loki e afrouxou seu aperto contra o corpo dele o envolvendo pela cintura e o jogando na cama.

Loki mal teve tempo para tentar levantar, pois o loiro já se posicionara por cima dele buscando seus lábios novamente. Loki mordeu o lábio inferior de Thor com força o empurrando e fazendo o loiro gemer levantando-se bruscamente.

– Seu... Imbecil... — Dizia o moreno ofegante pelo beijo.

Thor passou a língua pelo lábio sentindo o gosto metálico do sangue presente, mas isso não o impediu de investir mais uma vez em Loki que levantou-se desviando-se dele.

– Qual parte do "está tudo acabado entre nós" você não entendeu?!

– Você me dá raiva Loki, muita raiva — Disse o loiro num tom sombrio — Mas também não sai da minha cabeça. No dia em que você fizer o favor de sair dela talvez eu entenda — Finalizou enlaçando-o pela cintura e o jogando contra a parede novamente paralisando-o, dessa vez com mais leveza, pois Loki parecia não resistir mais.

Thor atacou o pescoço do moreno enquanto abaixava sua mão direita até o membro do menor por cima das calças fazendo-o gemer involuntariamente.

– Você gosta assim? — Sussurrou o loiro no ouvido do moreno enquanto atrevia-se à pôr sua mão por dentro do moletom de Loki massageando o membro agora por cima da cueca.

– Oh...

Thor sorriu maliciosamente mordendo o lóbulo da orelha de Loki enquanto ultrapassava mais uma vez passando a mão por dentro da cueca tocando no membro de Loki que estremeceu com o toque da mão gelada do loiro.

– Pare... — Gemeu o moreno suplicante.

– Nunca.

– Ah...!

– Onde está sua língua de prata agora, hein? — Sussurrou o loiro acelerando os movimentos de sua mão fazendo Loki gemer alto em agonia e prazer.

O fato de estar preso contra o corpo do loiro e totalmente submisso à seus caprichos o deixava irado, cheio de vergonha e ódio, vergonha por demonstrar-se tão esperto com as palavras e acabar sendo calado com aqueles gestos; e ódio pela traição de seu membro que se excitava com aquela situação toda. Thor apertava seu membro às vezes circulando seus dedos sob a glande que já escontrava-se molhada com o pré-gozo. O moreno arfava com a expectativa da sensação sentindo um frio na barriga. Enfim, Loki sentiu um espasmo junto de um forte prazer gemendo ainda mais alto derramando-se na mão de Thor.

O loiro sorriu retirando sua mão dali e lambendo seus dedos provando do prazer do menor que o encarava ofegante.

– Até amanhã — Disse Thor saindo do quarto dando um sorriso vitorioso antes de fechar a porta por completo.

Loki levou suas mãos até os cabelos num gesto de desespero os puxando enfurecido. Havia sido fraco.

– Seu idiota! — Gritou frustrado chutando o pé da cama com ódio machucando seu dedo no processo.

Não podendo mudar mais o que havia acontecido ali, Loki tentou se acalmar um pouco deitando-se na cama, apagando às luzes e tentando dormir.

No dia seguinte o moreno acordou cedo fazendo sua higiene pessoal e vestindo suas roupas. Tinha de voltar o mais rápido possível para o Vórtex pegar seu material para ir à aula.

– Obrigado pela estadia Frigga, mas eu preciso voltar para a faculdade — Dizia Loki descendo às escadas enquanto Frigga o esperava.

– Hã-hã. O senhor precisa comer primeiro — Disse Frigga o levando para a cozinha.

– Mas à essa hora os táxis devem estar disputadíssimos, preciso ir mesmo.

– Táxi? Não querido, pra quê se o Thor também vai voltar para Columbia? Você volta com ele.

– Não acho uma boa ideia...

– Ora Loki, não se preocupe, não é como se ele fosse te estuprar no carro — Riu a loira numa brincadeira.

– É disso que eu tenho medo mesmo — Sussurou o moreno entredentes enquanto sorria falsamente fingindo rir da brincadeira.

No café haviam só ele e Frigga. Thor sendo muito preguiçoso sacrificava seu café por mais alguns minutos de sono e Loki achou melhor assim.

Ao término do café Loki e Frigga saíram da mansão esperando por Thor e logo o loiro aparecera vindo na direção dos dois dando um beijo de despedida na mãe e depois um olhar significativo para Loki que tentava parecer o mais indiferente possível.

– Foi tudo ótimo Frigga, muito obrigado.

– Espero que venha mais vezes Loki, já o considero como à um filho — Sorriu a loira amavelmente despedindo-se.

Thor destrancou as portas sentando-se no banco do motorista enquanto Loki ia no banco ao lado. O loiro deu a partida e enfim saíram da mansão.

No rádio do carro tocava uma baixa música da banda thirty seconds to mars, the kill era o nome e a letra era bem oportuna na opinião de Loki.

Thor olhou para o lado ouvindo o moreno cantarolar a música sem abrir a boca encolhido com os pés em cima do banco e os braços em volta do joelho com a cabeça encostada à janela.

– O que achou da minha mãe? — Indagou o loiro puxando assunto.

– Ela é bem legal, inteligente. Te invejo em relação à ela.

– Ela parece ter gostado muito de você também.

– Somos parecidos — Disse o moreno dando de ombros.

– E... O que achou de ontém? — Indagou Thor em expectativa.

– Aconteceram muitas coisas ontém Thor.

– Sem rodeios, está bem? Estou falando do que aconteceu ontém à noite entre nós.

– Nada demais — Respondeu o moreno ainda com os olhos na estrada.

– Nada demais — Repetiu o loiro parecendo não entender — Não significou nada?

– Está surdo por acaso? — Perguntou grosseiramente.

– Então é assim? Só consigo calar essa sua língua afiada enquanto eu estiver entre as suas pernas? — Indagou no mesmo tom de grosseiria.

Loki olhou para Thor enfurecido pela insinuação ofensiva.

– Para o carro — Disse num tom sério.

– Não. Estamos quase chegando e não começa com os seus chiliques agora! — Exclamou Thor já estressado.

O loiro adentrou ao estacionamento da universidade estacionando o carro e vendo o moreno sair do mesmo com pressa. Ele bateu a porta com força andando sem nem ao menos olhar para trás. Thor suspirou fechando a porta e ativando a segurança andando à passos lentos enquanto o moreno desaparecia de sua vista virando apenas um ponto negro no horizonte.

oOo

Duas semanas haviam se passado depois daquele dia na mansão Aesir e Loki não via mais Thor. Quando via era apenas na cantina e o loiro sempre parecia focado em algum livro ou estudando enquanto comia. Aqueles dias sem nem ao menos uma aproximação do loiro estavam o enlouquecendo.

– Por quê não vai falar com ele? — Indagou Bruce percebendo que Loki olhava na direção da mesa onde Thor estava sentado comendo distraído.

– Talvez por que eu tenha causado tudo isso e não faria o menor sentido ir até lá depois de tanto tempo dizendo para ele me deixar em paz.

– Mas sente falta dele — Afirmou Bruce.

Loki suspirou não respondendo. Bruce não fazia ideia do quanto. Às noites que se seguiram depois daquela cena no quarto de hóspedes o deixaram em abstinência. Loki sonhava todas as noites com Thor o tomando para si e ele acordava todos os dias com uma senhora ereção no meio das pernas.

Ao terminar sua refeição, Loki levantou-se para jogar o lixo fora. Nem percebeu quando Jane chegara de mancinho ao seu lado.

– Oi Loki — Cumprimentou a castanha.

– Oi — Disse o moreno estranhando. Antes Jane nunca o cumprimentava.

– Como estão as coisas? Você sabe... Depois do término.

– Ah, estão indo bem eu acho, não nasci grudado ao Thor, logo, posso viver sem ele — Disse o moreno fazendo Jane dar um sorriso à ele.

– Que bom. Fico feliz em ouvir isso, me sinto um pouco culpada em saber que minha festa causou tanto transtorno.

– Não se preocupe Jane — Disse o moreno pousando suas mãos no ombro dela — Não é culpa sua.

A castanha assentiu meio elétrica. Loki tinha a impressão de que ela queria alguma coisa.

– Loki eu preciso fazer uma pergunta — Disse Jane em expectativa — Você só se interessa por homens?

Loki agora compreendeu as intenções de Jane sentindo uma vontade estranha de rir, mas não o fez, pois ela acharia que ele estivesse zombando dela.

– Bem Jane, eu não sinto atração alguma por mulheres então eu acredito que sim.

– Mas não poderia dar uma chance à alguma caso se interessasse?

– Talvez — Respondeu o moreno estranhando o rumo da conversa — Por quê? Conhece alguma que seja afim de mim?

– Na verdade sim — Disse a castanha aproximando-se perigosamente do moreno.

Loki olhou por cima de Jane vendo que Thor levantava-se com o lixo. A castanha pousou às mãos em seu rosto prestes a beijá-lo e Loki não moveu um dedo para impedí-la. Se fosse para aquilo acontecer ele queria ao menos que Thor visse. Assim como ele o viu aos beijos com Amora.

Thor que até agora andava de cabeça baixa negando-se a pousar seu olhar para a mesa do Vórtex olhou para cima vendo uma cena na qual ele nunca esperou ver na vida.

Loki e Jane estavam aos beijos perto do lixo com aos mãos do moreno sob a cintura dela enquanto as dela passeavam pelos fios negros e pela nuca dele.

– Thor... — Disse uma voz conhecida segurando seu ombro — Vamos embora.

– Me deixa Frandal — Disse o loiro num tom sério — Não vou fazer nada.

Frandal o largou por fim deixando que Thor fosse até o lixo.

Ao redor deles todos os estudantes assobiavam e aplaudiam o beijo enquanto que com um aperto no peito Thor jogara seu lixo virando-se de costas saindo do refeitório magoado.

oOo

– Enfim pronto! — Exclamou Tony satisfeito.

– Ficou ótimo — Disse Ryan com sorriso orgulhoso.

– Já liguei para eles virem, estão quase chegando — Disse Tony — Aliás, devia ir comer, não? Já abusei muito do seu tempo essas duas semanas.

– E perder a reação dos dois? Nem pensar. Não os conheço, mas quero ver como vai ser.

A campainha do Vórtex tocou anunciando a visita esperada.

– Agora verá — Disse Tony saindo do quarto e indo até o andar de baixo.

Stark abriu a porta deixando os dois visitantes entrarem e fechou-a logo em seguida.

– Ainda não entendi por quê me trouxe aqui — Disse Bucky cobrindo parte de seu braço com a mão. Ele não se sentia à vontade mostrando aquilo para Tony.

– É um presente do Steve pra você, não preocupe, não vou roubar seu namorado — Disse Stark dando uma piscadela para Bucky que revirou os olhos.

– Isso é mentira, deixo todo o mérito pro Tony — Dizia Steve enquanto subiam às escadas — O presente foi feito por ele.

Bucky não entendeu a conversa dos dois até Tony os levar para o quarto dele. Bucky arregalou os olhos ao ver ao lado de um rapaz loiro um braço mecanizado. Mas não um protótipo esquelético como o seu, era de fato o desenho de um braço com músculos, dedos normais e tudo apesar do metal.

– Isso é incrível! — Exclamou Bucky indo até o braço maravilhado com os detalhes realistas. Só achou um tanto estranho uma estrela vermelha desenhada nele.

– Ah, isso aí foi quando eu estava no tédio — Disse Tony meio sem graça — Mas programei o braço à receber os comando do seu protótipo. É só colocar por cima do esqueleto que está certo.

– Obrigado Tony — Disse Bucky sincero — Nunca pensei que um dia fosse te agradecer por alguma coisa, mas obrigado.

– De nada... Eu acho — Disse Stark um tanto confuso fazendo Steve rir.

– Obrigado pelo favor Tony, acho que estou te devendo essa — Disse Steve feliz com o jeito infantil que Bucky olhava para o braço como se fosse um de seus carrinhos de corrida na infância.

– Olha que eu cobro — Disse Tony — Aliás gente, esse é Ryan. Ele me ajudou à construir o braço.

Steve e Bucky o cumprimentaram logo percebendo que Ryan não podia ser apenas um ajudante.

– Vocês namoram? — Indagou Bucky curioso.

– O quê? — Disseram em uníssono — Não.

Steve segurou uma risada logo percebendo que era questão de tempo para que acontecesse.

Tony ajudou Bucky à colocar o braço e logo os dedos do moreno se mexeram ao comando dele.

– Isso é demais. Eu conseguiria bater em alguém muito fácil com ele — Comentou Bucky.

– Nem pense nisso — Repreendeu Steve.

– Ele será muito útil no sexo também — Comentou Tony deixando o casal envergonhado no mesmo instante.

Ryan riu da cara de pau de Stark.

– O quê? Até parece que não fazem isso — Resmungou Tony dando de ombros.

Todos riram levando na brincadeira. Tony Stark não tinha jeito.

Notas finais
Não me matem xD