Catch Me
29 Capítulo 29 - Love Is A Tragedy
Notas iniciais
– Eu não acredito que ele teve coragem de fazer isso comigo! — Gritou Loki furioso logo após adentrar ao Vórtex.
– Loki, deve haver uma explicação pra isso — Disse Bruce tentando acalmar o amigo.
– Que explicação? Ele estava atracado com a Amora na frente de todo mundo — Disse Tony arqueando a sobrancelha em desdém.
– Muito obrigado Tony, você ajuda muito — Ironizou Bruce.
– Ele está certo Bruce — Disse Loki pondo as mãos ao rosto num gesto de desespero.
– Loki me escuta. Thor ama você, eu não acho que depois daquele namoro que ele teve com a Amora ele ouse te trair...
– Então me explique aquela cena! — Exclamou Loki ofegante. Sentia os batimentos de seu coração tão acelerados que o aparentava ter corrido uma maratona.
– Não sou eu quem tem de explicar aqui, é Thor. E se você ao menos desse a chance dele se explicar...
– Ficou maluco Bruce? Desde quando defende aquele lá? — Indagou Tony cruzando os braços não gostando nada dos argumentos do moreno.
– Conhecemos o histórico amoroso dele, ele traiu Sif, largou Amora e agora me traiu. Só um tolo daria uma chance à ele Bruce — Disse Loki por fim.
– Então eu sou um tolo — Disse Bruce com um semblante sério no rosto.
– Achei que estivesse do meu lado — Disse Loki com decepção.
– Huh, nem me fale amigo, bem-vindo ao clube — Comentou Tony.
– E estou! Por isso estou tentando abrir seus olhos Loki. Já te expliquei sobre Amora, ela é capaz de tudo. Eu a conheço muito bem, vi ela destruir muitas coisas enquanto eu não podia fazer nada, pois ninguém acreditava em mim. E se digo que Thor é inocente, é por quê é!
– Eu gostaria de acreditar em você — Disse Loki melancolicamente virando de costas para os dois morenos e subindo às escadas. Não queria chorar da frente dos amigos.
– Aonde vai? — Indagou Tony vendo Bruce abrir a porta da república.
– Tomar um ar — Disse Bruce batendo a porta atrás de si.
oOo
Thor sentia seu corpo todo dolorido, sua mente vagava no mesmo instante repetidas vezes. Sua surpresa e horror ao ver que beijara Amora e o rosto de Loki. Sua expressão de raiva, de decepção, de angústia.
Sua cabeça encontrava-se encostada à parede fria do azulejo do banheiro e a água quente caía sob seu corpo enquanto Frandal lhe dava um banho. Os dois não haviam trocado uma palavra desde que voltaram da festa. Ele não queria falar sobre o assunto no momento e Frandal respeitou seu silêncio.
– Agora é com você. Eu não vou abaixar sua cueca e lavar seu amigo aí — Disse Frandal fazendo o loiro sorrir por fim. Saiu sem querer, espontaneamente, como Frandal sempre conseguia.
Frandal saiu do banheiro deixando Thor sozinho. O loiro desceu até a cozinha indo buscar um copo d'água e ao bebê-la ouviu a porta bater. Quem seria àquela hora? Steve já havia passado por ali há algum tempo e parecia ter ido embora com Bucky.
Frandal foi até a porta abrindo-a e encontrando Bruce com um semblante preocupado no rosto.
– Que bom que veio — Disse o loiro abraçando o moreno — Como ele está?
– Péssimo, não quer saber do Thor. Eu tentei argumentar, mas ele não me escuta.
– Tentou argumentar? Então você....?
– Eu acredito no Thor.
Frandal arqueou a sobrancelha completamente incrédulo.
– Ah qual é, tivemos nossas desavenças, mas não sou injusto. Sei muito bem do que Amora é capaz.
– Você é incrível — Disse Frandal sorrindo bobamente enquanto Bruce sentia-se envergonhado com o elogio.
– Ele te disse alguma coisa?
– Nada — Suspirou o loiro — Ele ficou em silêncio o tempo todo. Agora deve estar no banho, ou se trocando.
– Bruce...? — Disse uma voz no andar de cima — Bruce!
Thor desceu às escadas com certa pressa e desespero.
– Precisa acreditar em mim! — Dizia o loiro aflito — Amora. Ela me deu um whisky batizado, ha-havia alguma coisa lá, alguma droga. Eu nunca pude pensar que ela chegaria tão baixo... Eu tive uma alucinação, achei que ela fosse Loki. Os dois tem olhos verdes, e-eu me enganei... Eu...
– Thor, calma — Disse Frandal pegando no ombro do amigo que à essa altura já escontrava-se segurando os braços de Bruce num gesto suplicante — Ele acredita em você.
Thor olhou de Frandal para Bruce não crendo muito no que o amigo havia dito. Quer dizer, depois de todas às vezes em que ele já mexera com Stark e Banner era compreensível e aceitável que Bruce não acreditasse nele, ou não quisesse acreditar.
– Vou tentar te ajudar — Disse Bruce por fim.
Thor deixou os ombros caírem aliviado puxando o moreno para um abraço de urso.
Bruce congelou um pouco amedrontado. Nunca havia chegado tão perto de Thor sem levar no mínimo uma surra ou uma ofensa pesada.
– Desculpe — Lamentou o loiro enquanto apertava Bruce contra si com mais força — Por tudo que já te fiz.
– Ãhn... Claro — Dizia Bruce enfim retribuindo o abraço — Tudo bem — Dizia dando leves tapinhas receosos nas costas no loiro.
– Ta bom, chega, isso está estranho — Disse Frandal separado os dois um pouco ciumento.
– Ciúmes? — Indagou Bruce sorrindo divertido.
– Claro — Resmungou Frandal cruzando os braços numa atitude infantil fazendo Thor e Bruce rirem.
Thor, Frandal e Bruce sentaram-se no sofá e o loiro contou ao casal como havia sido os acontecimentos da noite. Pelos menos o que ele se lembrava no momento, pois ainda sentia breves náuseas e dores de cabeça pela droga ingerida.
– Cretina! — Exclamou Frandal ao término do conto.
– Se ela continuar nesse ritmo cometerá um crime um dia desses — Comentou Bruce sério — Mas acho que por hoje o jeito é tentar dormir e amanhã quem sabe se o Loki estiver mais calmo eu o convenço a te ouvir.
– Queria conversar com ele agora — Suspirou Thor.
– Vai ter de ter paciência Thor. Se quiser que isso funcione — Disse Bruce.
Thor assentiu derrotado e levantou-se dando boa noite para os rapazes e subindo para seu quarto.
– Você podia ficar — Disse Frandal aproximando-se do moreno e depositando beijos pelo pescoço dele.
– Não posso... Preciso voltar e ver se o Loki está bem — Dizia Bruce sendo deitado no sofá e calado por um beijo de Frandal que segurou suas mãos depositando parte do peso dele nelas o prendendo.
Frandal voltou a atacar o pescoço do moreno tentando ajeitar-se no sofá direito. Era um sofá muito pequeno para duas pessoas, ainda que estivessem uma em cima da outra como estavam. E assim, numa tentativa de arrumar-se o loiro caiu do sofá batendo suas costas no chão frio e levando Bruce consigo que caíra em cima dele.
– Ai... Essa doeu — Ria Frandal sendo acompanhado por uma gargalhada de Bruce.
– Você e suas ideias geniais Aesir — Disse Bruce levantando-se e oferecendo ajuda para o loiro levantar-se também.
Frandal aceitou segurando a mão de Bruce e levantando-se sentindo a dor em suas costas começar a aparecer.
– É melhor eu ir — Disse o moreno dando um selinho no loiro que dessa vez o deixou partir.
oOo
Bucky sonhou que havia perdido algo muito importante. Ele não sabia o que era, mas era de extrema importância que ele encontrasse no sonho. Em seu sonho ele havia passado por uma série de obstáculos para chegar onde queria e achar o que perdera, como a jovem Dorothy em O Mágico de Oz, porém quando ele finalmente chegara ao final de sua jornada tudo ficou branco e um cheiro de hospital impregnava suas narinas, o bip da máquina se fazia presente e vozes ao longe falavam ao mesmo mesmo como se estivesse num lugar cheio. Ele estava num hospital, mas dessa vez ele era o paciente.
– Ei... — Dizia uma voz serena e masculina — Consegue me ouvir?
Bucky fez sinal que sim e finalmente resolveu abrir seus olhos observando um par de olhos verdes lhe devolverem o olhar e cabelos ruivos destacarem-se sob a sala branca. Aquele não era...?
– Peter...? — Indagou Bucky confuso.
– Esse sou eu — Respondeu o ruivo com um prontuário em mãos. Foi quando Bucky observou o jaleco que o ruivo vestia.
– Você é formado? — Perguntou num sussurro. Sua voz ainda estava rouca por ter acabado de acordar.
– Sou. Sei que tinham na maioria estudantes naquela festa, mas tenho amigos lá que me convidaram. Me formei ano passado. Agora trabalho aqui. Então Bucky... — Olhou mais uma vez no prontuário para conferir — Barnes. Sofreu um grave acidente, tem noção de que poderia estar morto? Deveria olhar mais por onde anda.
– Estava nervoso na hora.
– Eu sei, seu amigo Steve me contou.
– Steve... — Suspirou o moreno fechando os olhos com pesar — Ele viu tudo. Deve estar preocupado.
– E muito. Ele quase derrubou quatro enfermeiros que tentavam o acalmar. Ele teve de tomar alguns comprimidos para relaxar.
– Não sinto meu corpo — Disse o moreno tentando mexer-se, mas era difícil. Além de imobilizado seu corpo estava inteiramente coberto por um lençol branco.
– Faz parte do procedimento.
– Que horas são?
– Oito da manhã de um dia de sábado.
– Steve ainda está aqui?
– Está. Ele não sai por nada — Sorriu Peter — Muito bem, terá de tomar isso aqui.
Bucky viu um potinho com um líquido transparente nas mãos de Peter que aproximou-se dele erguendo sua cabeça para que tomasse todo o conteúdo do pote.
– Está me dopando? — Indagou o moreno após reconhecer o gosto e principalmente o cheiro.
– Sinto muito Bucky, é necessário.
E assim tudo escureceu-se. Novamente.
oOo
Loki acordou com terríveis olheiras cobrindo-lhe os olhos. Havia chorado muito assim que percebera que Bruce não havia o seguido quando subira para o quarto. Descarregou tudo o que sentia naquela noite e agora o vazio se espalhava em si.
Olhou para o lado vendo que Bruce já havia levantado e após fazer a higiene pessoal desceu até a cozinha.
Tony, Bruce, Clint e Ian já encontravam-se à mesa comendo e conversando sobre alguma coisa que ele não entendera, mas assim que o viram adentrar à cozinha e se sentar à mesa ficaram em silêncio.
– Atrapalho? — Indagou Loki observando à todos que o encaravam preocupados.
– Claro que não Loki — Disse Clint — Só estamos...
– Preocupados? — Completou o moreno com uma carranca séria — Não é necessário, estou ótimo — Disse por fim — Melhor impossível.
Bruce ficou preocupado com o comportamento de Loki. Ele parecia fechado para tudo, um morto-vivo.
– Onde estava ontém à noite Bruce? Não o vi voltar ao quarto — Comentou Loki.
– Fui para a Aesir.
Ian engasgou-se com a comida e Clint largou o garfo por descuido fazendo um barulho para logo o silêncio dominar o local.
– Está se saindo um belo de um traíra — Comentou Tony.
– O namorado dele vive lá Tony. É compreensível — Disse Loki.
– Não fui por causa de Frandal.
Loki fitou Bruce por uns segundos, breves segundos que pareciam eternidade para todos presentes à mesa.
– Eu não quero saber — Levantou-se o moreno.
– Loki me escuta — Levantou-se Bruce seguindo-o.
– Bruce me deixa! — Exclamou o moreno fazendo Bruce dar um passo para trás.
Loki suspirou cansado e saiu da república para tomar um ar. Eram muitas pessoas no mesmo espaço para que ele escutasse apenas seus pensamentos.
O moreno jogou-se no gramado em frente ao Vórtex fechando seus olhos para que o sol não o cegasse, porém ouviu passos aproximando-se dele. Como não vinha da direção do Vórtex resolveu ignorar acreditando ser um universitário que passava por ali, mas uma sombra formou-se por cima de si o obrigando a abrir seus olhos para ver quem era.
– Loki, está bem?
– Jane — Disse o moreno como à um cumprimento — Estou ótimo — Fechou os olhos mais uma vez suspirando logo em seguida.
– Quer companhia? — Indagou a castanha prestes à sentar-se.
– Não — Disse Loki quase grosseiramente — Desculpe Jane, mas quero ficar sozinho. Por isso saí de lá dentro.
– Mas depois de tudo o que aconteceu...
– Jane. Por favor.
Jane assentiu frustrada e deu meia volta retornando para sua república.
Loki passou um bom tempo ali naquela posição. Deitado de barriga para cima com seu rosto recebendo a vitamina C, estava tão tranquilizante que o moreno se deu ao luxo de adormecer por uns minutos. Não havia nem notado que alguém se aproximava dele à passos cautelosos e que a mesma pessoa abaixou-se aproximando-se de seu rosto. O moreno sentiu lábios pressionarem-se aos seus. Macios lábios e uma barba rala que roçara sua pele quente do sol. O moreno deixou-se ser beijado achando estar sonhando, mas confuso pela estranha sensação realista ele abriu seus olhos encontrando um par de olhos azuis o encarando de volta.
Loki sentou-se de imediato afastando-se do homem à sua frente.
– Não ouse fazer de novo — Disse duramente.
– Desculpe — Disse o loiro num tom suplicante.
Loki reparou em como Thor estava péssimo. As olheiras iguais às suas, profundas e escuras. A roupa larga e meio surrada, provavelmente necessária apenas para dormir, e os cabelos meio desgrenhados sem pentear.
– Não vai! — Disse Thor levantando-se assim que Loki o fez pronto para dar meia volta e entrar no Vórtex.
– Vai embora.
– Não — Disse o loiro segurando o braço do moreno.
Loki livrou-se das mãos do loiro com um puxão brusco e violento.
– Eu a beijei Loki! — Exclamou o Thor transtornado — Mas foi por quê ela me drogou!
– Tem provas disso? — Indagou o moreno.
– Não confia em mim?
– Não — Disse Loki friamente.
– Aceitou namorar comigo sem confiança então?
– Pra você ver a farça que era nossa relação — Sorriu o moreno cinicamente.
– Como tem coragem de sorrir desse jeito? — Indagou o loiro incrédulo. Loki estava fora de si.
– Do mesmo jeito que você teve coragem de beijar aquela maldita. Mas de qualquer modo foi bom que tenha acontecido. Nosso namoro era ridículo.
– O quê?
– Nunca daríamos certo. Você não passa de um galinha metido à valentão, um estúpido troglodita e eu...? Eu sou uma vítima sua, uma presa. Não mais.
– Loki... — Dizia o loiro ainda surpreso com a frieza do moreno.
– Eu te odeio mais do que antes. Mais do que tudo! Não queriam um deus das trapaças? Agora tem! — Disse Loki dando um forte tapa na cara de Thor que sentiu uma forte ardência sob seu rosto.
O loiro enfurecido segurou os dois braços do menor lançando-lhe um olhar raivoso.
– Se fizer isso de novo... — Ameaçou.
– Vai fazer o quê? — Sorriu o moreno instigado à dar mais uma bofetada no loiro.
– Eu não respondo por mim — Largou os braços de Loki bruscamente o desequilibrando.
– Energúmeno — Resmungou o moreno.
– Maluco — Retrucou o loiro.
Loki voltou para o Vórtex enquanto Thor voltava para a Aesir à passos pesados. Ambos estressados, um querendo matar o outro. Aquilo ainda não havia acabado. Nunca acabaria. Até que um deles caísse perante o outro.
oOo
"Como contaremos isso à ele?!" Exclamou uma voz que o moreno reconhecia.
"Ele precisa saber Steve, não posso dopá-lo toda vez que o senhor não sentir-se preparado em dar à notícia"
"Está bem"
– Steve...?
– Bucky! — Disse o loiro correndo para a cabeceira do moreno — Como se sente?
– Melhor — Disse o moreno mexendo seus pés e suas mãos. Fechou os olhos dando um suspiro aliviado agora que podia mexer seu corpo — Por quê me dopou?
Steve suspirou olhando para Peter enquanto guardava forças para aquilo.
– Não gosto de suas caras — Disse o moreno observando os dois com preocupação — O que aconteceu?
– Bucky você... — Começou Steve parando por uns segundos — Você precisa entender que foi um golpe muito fatal, foi uma moto à toda velocidade contra você. Isso deixa marcas profundas.
– O quê? Eu fiquei com cicatrizes? — Indagou o moreno sem preocupações. Já era um milagre ele não ficar paraplégico.
– É melhor que veja você mesmo — Disse Steve.
Bucky franziu o cenho enquanto observava o loiro pegar no lençol que o cobria abaixando-o aos poucos e revelando uma coisa que ele com certeza não esperava nem em um milhão de anos.
– Eu... — Bucky não conseguia falar direito. Seu coração estava acelerado e sua respiração descompassada. Seu mundo havia caído.
– Eu sinto muito — Disse Peter — Fizemos o máximo que pudemos.
Steve estampava uma expressão de tristeza observando a incredulidade do moreno.
Bucky estendeu seu braço esquerdo, ou melhor, a prótese mecânica de seu braço esquerdo com cuidado. Ela respondia seus comandos como à um braço normal, mas era apenas uma prótese, uma fina prótese que aparentava o osso esquelético do corpo humano. Ele havia perdido todo o braço esquerdo.
– Seu braço havia ficado completamente deformado, tivemos de amputar — Disse Peter.
– Eu paguei pela prótese. Não permitiria que ficasse sem ele — Disse Steve.
– Deve ter sido caríssimo — Disse Bucky ainda perplexo.
– O preço não importa. O importante é que está vivo e que se sinta bem.
Bucky sentiu lágrimas escorrerem incessantes pelo seu rosto. Era inevitável não chorar.
– Eu sinto muito Bucky — Disse Steve com uma voz chorosa. Não conseguia ver Bucky chorar.
– Pareço um monstro...
– Não. É claro que não! — Disse o loiro.
– Não minta pra mim! — Gritou Bucky descontrolando-se.
– Bucky se acalme — Disse Peter aproximando-se dos dois.
– Como posso me acalmar depois disso?! Eu vou passar o resto da minha vida preso à isso!
– Eu vou enfrentar isso com você — Disse Steve.
– Por quê? Não somos namorados, não se sinta na obrigação de me amparar.
– Bucky somos amigos. Melhores amigos, você sabe. Não precisamos de um namoro pra cuidar um do outro, você fez isso por mim nossa infância e adolescência toda e eu estou disposto à fazer o mesmo por você. Lembra-se de quando meus pais morreram? Estamos juntos, até o fim da linha.
Bucky suspirou deixando-se chorar por mais um tempo. Até que sua garganta ficasse dolorida pelo aperto da amargura, até que seus olhos se inchassem e até que o sono o pegasse. Era isso que ele havia perdido afinal.
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