Catarse.
2 Parabéns!
Notas iniciais
Gemia alto, rebolando com cada vez mais força e sentindo as mãos grandes e calejadas em seu quadril.
Pronunciava palavras desconexas em um sotaque italiano tão sujo e descarado, que faria Dante almejar a troca de nacionalidade, para não macular sua Divina Comédia com aquele linguajar.
Sentiu um tapa estalado em suas nádegas. Aquilo ficaria vermelho e dolorido! Rebolou mais.
Poucas coisas na vida eram tão prazerosas quando se sentir empalado por Shura.
A bebida, o cigarro, o sexo, tudo só fazia sentido se fosse para sentir cada centímetro daquela rola enterrada dentro de si. Sentiu um toque em sua perna, aquela era a deixa.
Nada precisava ser dito, se entendiam pelo olhar e pelos toques decorados.
Máscara da Morte ficou de quatro na cama. Olhando para o espelho que servia de cabeceira, viu Shura começar a se masturbar com uma mão e puxar uma de suas nádegas com a outra, observando o que se escondia entre aquelas carnes. Ficou impaciente!
O Espanhol gostava de contemplar seu corpo naquela posição, mas ele queria mesmo era ter o pau dele enfiado dentro de si. E não servir de objeto de adoração.
— Enfia logo esse pau, porra. Vai ficar me olhando até quando? — Mexeu o quadril tentando se encaixar.
Um brilho indefinido passou pelos olhos de Shura antes dele arremeter de uma única vez no corpo do Italiano, retirando um gemido dolorido do mesmo.
— Satisfeito?
— Sim, muito! Agora continua…
Obedeceu o comando, acompanhando as feições do Italiano desbocado, e se deliciando com cada uma delas. Retirou mais uma vez o membro e sentou na cama. Máscara já estava de saco cheio daquela brincadeira. Shura havia tirado o dia para lhe torturar, então podia dar o troco.
Puxou o Espanhol pelo quadril e começou a chupá-lo. Imprimia tanta força na sucção que o som ecoava pelo quarto. Saliva escorria pelo canto de sua boca, assim como pelo membro de Shura que de olhos fechados puxava os cabelos grisalhos de Máscara e tentava enterrar seu membro todo dentro daquela boca.
Ele sentia que poderia engasgar e lágrimas já se formavam em seus olhos, mas o maledetto iria aprender a não brincar com ele. Não era porque estava se deixando foder, que isso dava a Shura o direito de tentar jogar com ele.
Empurrou o Espanhol pelo peito aproveitando que ele estava entretido com as sensações e escalando aquele corpo forte e torneado voltou a sentar em seu membro. Shura cerrou os dentes para conter o gemido e a risada alta e debochada de Máscara da Morte foi ouvida.
Aquele homem era mesmo fascinante!
Estava em uma posição que poderia ser vista como de submissão, mas em momento algum era submisso. Executava sua dança, sendo o responsável por todos os passos ali realizados.
Shura vivenciava o arremesso em um turbilhão de prazer e luxúria através daquele corpo.
Sentiu o rosto arder e olhou aturdido para um insano Máscara que tinha uma das mãos levantadas em virtude do tapa. Mais uma vez não precisava da ordem, mas gostava de ouvi-la.
— Brinca com ele... — Apontou para o próprio membro.
Shura sentiu sua boca salivar e pegou o pênis duro que batia em si cada vez que o Italiano quicava em seu colo e começou a manipulá-lo. Sentiu o corpo do dele se arrepiar e espasmos gostosos se espalharem. Imprimia o mesmo ritmo que o da cavalgava e tentava simular o mesmo aperto que aquele corpo fazia em seu membro.
Gemidos, tapas, urros e xingamentos eram os sons que saiam daquele quarto, no qual a temperatura esquentava a cada minuto. O cheiro de suor e fluídos. A cadência ritmada dos quadris se chocando. Um grito sôfrego. O orgasmo. Primeiro do homem que almejava ser preenchido, depois daquele que preenchia.
Desabaram sobre a cama, acalmando as respirações, cada um de um lado olhando para o teto. Máscara virou a cabeça na direção de Shura:
— Parabéns pelo casamento. Espero que tenha gostado do chá de casa. — Riu irônico.
Shura o encarava, o rosto contorcido em completa culpa.
Continua.
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