Catarse.
16 Finalmente!
Notas iniciais
Não sabia dizer há quanto tempo estavam fazendo aquilo, e já havia perdido as contas de quantas vezes tinha atingido o ápice. Na verdade, absolutamente nada importava naquele momento além do som dos gemidos que saiam da boca de seu Bello, enquanto ele arremetia com impressionante vigor e carinho de encontro ao seu corpo. Mordeu o lábio ao ver Shura jogar o corpo levemente para trás ao atingir o orgasmo, abraçando-o no minuto seguinte. Sorriu afagando os fios escuros e sentiu um arrepio na espinha ao ver o sorriso lascivo que o Espanhol lhe dedicou enquanto descia uma trilha de beijos pelo seu corpo em direção ao seu pau que permanecia rijo.
Foi a vez de Ângelo gemer alto, ao sentir a textura dos lábios que deslizavam por sua rola, sugando-o com vivacidade, sem desgrudar, nem por um minuto, os olhos dos seus.
Levantou o corpo apoiando-se no cotovelo para apreciar melhor o espetáculo que era ver seu pau sumindo e reaparecendo entre os lábios carnudos daquele malledeto Espanhol.
Shura sentiu uma das mãos do Italiano fechando-se ao redor de seu cabelo e aumentou a intensidade dos movimentos. Ouviu a voz entrecortada avisando que estava prestes a gozar e terminou de enterrar aquela rola em sua boca, recebendo a semente do outro e se deliciando com o gemido alto e despudorado tão característico de seu Cabrón.
Jogou-se na cama e colocou o braço em cima da testa regularizando a respiração, olhou Shura que permanecia sentado entre suas pernas lambendo os dedos no qual havia recolhido parte do seu gozo que havia escapado. Respirou fundo.
— Você é fodidamente gostoso, Shura. — Sorriu estendendo a mão.
— Sou? — Aceitou a mão estendida e deitou ao lado dele.
— Você sabe que é. — Suspirou. — Acho que preciso de um tempo.
— Eu disse que ia devorar você. — Sorriu enviesado.
— Você disse. E não estou reclamando, muito pelo contrário. Só preciso de alguns minutos. Dar o cu cansa.
Shura gargalhou alto chamando a atenção de Máscara da Morte que o acompanhou no riso.
— Eu adoro esse seu jeito desbocado. Adoro mesmo. — Riu. — Vou pegar um pouco de água e já volto.
Ângelo acompanhou a saída dele, analisando o corpo do outro em meio a penumbra do quarto, e soltou um longo suspiro, sorrindo em seguida.
Finalmente! Pensou alargando o sorriso.
Estava ridiculamente feliz. Nem mesmo em seus prognósticos mais otimistas acreditava que as coisas terminariam daquela forma. No fundo, remoía a possibilidade de que seu Bello desistisse daquela história, e resolvesse continuar com o loiro stronzo.
Não é impossível, pensava enquanto se martirizava acreditando que seria descartado. Porém, no momento em que nutria esses pensamentos, ainda não sabia que Shura gostava dele. Ao menos não tinha ouvido isso do próprio.
Ah sim, era um tanto dramático, sua Nonna dizia isso com alguma frequência, e como tal, criou uma série de cenários e em apenas um deles o Espanhol optava por ficar com ele, mas nem mesmo nesse cenário imaginava enxergar o que via refletido nos gestos daquele homem. E pelos Deuses, não era sua imaginação. Era correspondido, e como era.
O pensamento fez com que soltasse um riso que tentou abafar colocando o rosto no travesseiro.
— Não me diga que está com sono? — Shura perguntou entrando no quarto.
— Impossível sentir sono vendo você sem roupa.
— Sei… — Riu, apoiando uma bandeja na mesinha de canto. Nela havia uma garrafa de água, dois copos e um bowl pequeno. — Trouxe água e alguns morangos. Lembro que você me falou que era sua fruta preferida. — Sentou ao lado dele.
— Você lembra disso! — Exclamou animado. — Não achei que estivesse ouvindo…
— Sempre estou ouvindo tudo que você diz. — Entregou a ele um copo com água. — Às vezes eu só demoro um pouco para assimilar…
Máscara o olhou com curiosidade, notando ali um discreto pedido de desculpas. Sorriu, definitivamente era correspondido.
— Um pequeno delay. — Pegou um dos morangos mordendo metade da fruta. — Ainda assim vale muito a pena. — Comeu a outra parte. — Está uma delícia.
Shura o observava com nítido interesse. Terminou de beber o copo de água, enquanto Ângelo se deliciava com mais um morango.
— Aqui Bello, coma um. — Entregou um morango a Shura. Assim que ele terminou de comer, Máscara o puxou para um beijo, arrancando suspiros do Espanhol. — Minha teoria estava certa. — Sorriu triunfante ao ver o olhar luxurioso que Shura lhe dedicava. — Tudo fica mais gostoso quando vem acompanhado de você.
— Mesmo? Pois tenho uma ideia então… — Shura falou sentando no colo dele, esfregando o membro já desperto na barriga de ambos. — Que tal você descansar um pouco e ser servido.
— Ótima ideia… — Sorriu empurrando-o fazendo com que deitasse na cama. — Mas a possibilidade de te comer levou todo meu cansaço embora. Então… — Alargou o sorriso malicioso. — Vira essa bunda gostosa pra mim que estou há uns dias querendo beijar esse seu cuzinho.
Shura sorriu virando de costas e assumiu a posição exigida pelo Italiano. Sentiu as mãos passeando por suas costas de forma quase possessiva, uma delas se alojou em uma de suas nádegas e a apertou, enquanto com a outra ele deslizava um dos dedos pela fenda a sua frente.
— Devia ser proibido ser tão gostoso… E lindo! — Shura intencionou argumentar, contudo sua fala foi interrompida ao sentir-se beijado de forma tão íntima.
A língua quente e úmida desbravava aquela parte de seu corpo e arrancava sons até pouco desconhecidos de seus lábios. Não era a primeira vez que faziam aquilo, mas de alguma forma seu corpo parecia mais sensível, receptivo, desejoso. Estava irremediavelmente apaixonado por aquele Italiano desbocado, e o carinho que ele lhe dedicava deixava claro que agora era sua vez de ser prazerosamente devorado.
— Ângelo… — Murmurou.
— Eu sei Bello… — Passou a língua pelos próprios lábios. — Ainda não foi o suficiente para matar a minha vontade, mas… também tô doido pra meter em você. Senta aqui…
Shura mordeu os próprios lábios, enquanto se ajeitava da melhor forma para ainda de costas, ir aos poucos sendo preenchido pela rola de Máscara da Morte. Sentiu o Italiano beijando sua nuca e mordendo-a em seguida, fazendo com que soltasse um gemido abafado, que aumentou de tom quando a mão de Ângelo se apossou de seu pau e começou a masturbá-lo.
— Se estiver doendo podemos parar Bello… Eu quero muito te fuder… Ãããh… — Gemeu ao sentir Shura descer mais. — Mas não quero te machucar. Nunca…
Shura suspirou longamente, sentindo o corpo relaxar mediante as palavras do Italiano, e o júbilo da completude ao ser totalmente preenchido.
De corpo e alma.
Gemeram juntos e Ângelo aguardou que ele iniciasse os movimentos, primeiro devagar, aos poucos, acostumando-se, depois com mais força, intensidade, retirando-o por inteiro para mais uma vez acolhê-lo dentro de si.
O som dos quadris se chocando, intercalado com palavrões entoados por Máscara e os gemidos melodiosos de Shura deixavam claro que o orgasmo se aproximava.
— Shura… — Ângelo chamou sussurrando em seu ouvido — Vira pra mim… Eu preciso te ver, meu Bello.
O Espanhol mais uma vez conteve o som que brigava para sair de sua garganta ao ouvir aquelas palavras e girou o corpo, ficando de frente para Máscara da Morte, sentando em seu colo. Ficaram por alguns minutos parados, em um encaixe perfeito. Registrando o rosto suado, os olhos com aquele brilho lascivo, os lábios inchados e acima de tudo o palpável amor. Não era a primeira vez que seus corpos se encontravam, mas a primeira em que se entregavam sem culpa, medo ou receio. Essa nova realidade os acometeu ao mesmo tempo e Ângelo puxou Shura, beijando-o com sofreguidão, abafando os sons que desejavam se espalhar pelo quarto. Apartaram o beijo, mas não conseguiram parar de se olhar, como se pela primeira vez se reconhecessem. Os movimentos se intensificaram, o retumbar dos corações em uníssono. Shura fechou os olhos brevemente, e assim que os abriu as orbes terracota estavam ali, como ele tanto queria e precisava. Respirou fundo, já não podia mais segurar…
— Ti quiero… — Falou ao mesmo tempo em que sentiu seu corpo sendo acometido pelo orgasmo.
— Ah Bello… — Ângelo o abraçou sentindo também a intensidade do próprio prazer. — Ti voglio tanto bene…
Continua.
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