Casualty Of Love
16 Capítulo 16
Notas iniciais
A noite já começara a cair no forte dos ladroes, outra um lugar alegra e festivo, agora era regado de dor, sangue e perda.
Os soldados do imperador esforçavam para aprontar os cavalos, carruagens e levar seus feridos e mortos.
Em uma carruagem – que mais parecia uma prisão – fora aprontada para prender os irmãos gêmeos e lideres do clã de ladrões. Os demais tiveram suas liberdades para seguirem onde quisesse, ou ir para a cidade vizinha do castelo, ficar no forte ou ir para onde seus corações ditassem.
O príncipe resgatado parecia desolado, e não apresentava alegria ao ser salvo. Mu buscou manter distancia de seu primo, visto que poderia se alterar e briga com ele. Queria salvar Kanon e Saga, porém não via brecha para fazer isso sem expor ou arrumar a ira de Kamus e somente piorar a situação deles.
Seu coração doía. Hoje ele entendia a frase: Inteligentes escutam a mente, mas os estúpidos escutam o coração. Mas acima disso, em seu sua alma, tinha orgulho de ser um estúpido.
Estava sentado nos degraus do lugar que ficara tão pouco tempo, mas que significou o mundo para si. Ao seu lado encontrava Shiryu, o pobre encontrava mais perdido que tudo.
— Não quero perdê-lo, Mu! — Disse pronto para chorar. Sua vida toda nunca teve nada ou ninguém para chamar de seu, e quando finamente encontrou o amor, este era tirado de seus braços.
— Eu sei... Mas não sei o que fazer... — O príncipe disse. Compadecia do amigo, ambos partilhavam a mesma dor.
Tão logo, Saga veio em direção deles, enquanto Kanon preferiu manter a distância.
— Saga?! — Não podia ver, mas reconhecia o perfume do outro. Com cuidado levantou e seguiu até o loiro. Permitiu ser abraçado e aninhou sua cabeça contra o forte peito do ladrão.
— Shiii! Só fique comigo agora, é nosso adeus. — Saga falou apertando mais o jovem em seus braços.
— Não... Não precisa ser assim, podemos fugir! — Shiryu ditou trêmulo. As lágrimas surgiam em seus olhos sem a luz, mas ainda tão expressivos.
— Sim, mas tudo na vida tem um preço. Não vou colocar a vida dessas pessoas ou ainda a sua em risco. Cometi erros, não estou arrependido, mas não tenho como voltar atrás. — Saga igualmente estava emocionado. — Queria ficar e protege-lo para o resto da minha vida. Seriamos imensamente felizes juntos. Quero que faça algo por mim.
— O que?
— Quero que vá com o príncipe Mu. Confio nele e sei que cuidara bem de ti!
Saga havia falado um pouco antes que Mu, e claro que o príncipe aceitou prontamente em ter Shiryu consigo no castelo. Ele era seu precioso amigo.
Saga tinha o rosto afundado no pescoço de Shiryu. Queria falar tantas coisas para o menor, mas só o faria sofre mais naquele momento. Desejava ter feito mais coisas com o menor... Ou ter tipo oportunidade de tê-lo amado mais, ter experimentado o sublime prazer em seu corpo e o conhecido melhor... Mas morreria com a doce lembrança e sorriso de Shiryu.
— Saga, porque vai me abandonar? O que eu fiz? Me deixa fica contigo! Eu sei que para um ladrão sou um problema, no entanto não me mande embora. — Shiryu não aguentava o sentimento de abandono que apoderou de seu peito, segurou a camisa de Saga como o ar de seus pulmões.
— Shy! Já disse, saindo daqui vou para uma prisão, de onde posso não sair nunca mais. Não estou lhe abandonando estou sendo forçado a isso... — Saga tentou a todo custo acalmar o menor, vê-lo daquela forma era totalmente desesperador.
— Não! Eu fico lá com você! Posso não enxergar, então para que maravilhas do mundo? Não me deixe ficar longe de você
— Shiryu! — Saga segurou o rosto do mesmo.
— Não quero que você vá! Você prometeu cuidar de mim, não me deixe. — Shiryu não raciocinava mais, pensar em ficar longe do outro, ser abandonado, havia bloqueado sua mente a qualquer outra coisa que lhe tenha sido dita.
Com Saga, o jovem menino cego, se sentiu poderoso. Achou que havia algo mais para si, além de um mundo escuro. Foi o primeiro a lhe estender a mão, antes mesmo de saber de sua deficiência. Cuidou, e deu carinho, atenção, roupa limpa e um prato de comida.
Para quem era muito sozinho, ter Saga era uma benção. Agora falar que o mesmo estava seguindo caminhos diferentes, Shiryu não queria assimilar isso de maneira alguma.
— Shiryu! — Saga tentou falar com o menor, mas o mesmo não para de tremer e visivelmente não lhe escutava.
Sem opção Saga tomou os lábios do menor em um beijo afoito e muito desejado. No primeiro momento Shiryu tremera o mesmo de susto, porém depois a língua doce do mais velho lhe pediu passagem e prontamente fora cedida. As línguas brigavam em doces carinhos, de forma perfeita como se duas peças se encaixassem perfeitamente.
Se havia um último desejo de Saga, era ter o menor para si, mesmo que por breves momentos.
— Saga... — Shiryu falou sem ar. Seu coração estava em sua boca, e suas mãos nos braços do mais velho.
— Não, escuta! Você vai com Mu! Ele vai cuidar de você... Quero que realize seus sonhos. Vai encontrar alguém que possa lhe sustentar de uma maneira duradoura, e vai ser feliz.
— Não Saga! Você me disse, não importa se sou cego ou não, mas ser= quisesse algo iria conseguir. Eu quero você, não posso mais ser feliz sem ti!
— Você me faz o homem mais feliz do mundo ao escutar isso, mas nosso vínculo tem que acabar aqui, pois não poderia mais fica com você, e vê-lo sofrer, parte meu coração.
— Eu já estou sofrendo!
— Shiryu... — Saga tinha um olhar sofrido e as ameaçavam cair.
— Tudo bem! Mas só vou seguir outro caminho quando você não estiver mais nesse plano, por que se ainda respirar, você vai ser meu objetivo.
— Pequeno! — Saga tinha vontade de rir, se não fosse tão avassalador aquele momento.
— Minha última proposta!
— Tenho que ir! — Saga beijou o topo da cabeça do menor o soltando.
Quando Saga se afastou, os braços de Mu impediram que Shiryu caísse. Os dois compartilhavam a mesma dor, pois estavam sendo separados para sempre de seus amados, e nada que fizessem mudaria isso.
Não demorou em que os gêmeos fossem presos na carruagem e os soldados ganhassem estrada. Kamus seguiu em seu imponente cavalo, e ao seu lado, encontravam um cavalo manso que transportava seu primo e seu amigo cego.
Levariam algumas horas para chegarem ao castelo, mas por sorte seria antes do sol se pôr.
–oo0oo-
Estava agoniado. Mesmo que o imperador tivesse prometido volta em segurança, a insegurança de Milo não sumia. Era estranho pensar, a menos de dois meses atrás não suportava o ruivo, queria ficar o mais longe possível dele, agora, cada segundo longe dele era mais difícil do que ficar sem ar.
Tentava entreter lendo no quarto. Não sabia ler muito bem, mas por intermédio de Kamus, havia começado a ter aulas de escrita, leitura, etiqueta e historia. Não era fácil para si, pois não era mais criança – a fase ideia para inserir aprendizagem – mas Milo realmente se esforçava.
Tentou ler pela milésima vez o mesmo paragrafo, mas não encontrando sucesso, largou o livro sobre a cama. Fechou seus olhos ficando parado na cama, todavia não levou nem cinco minutos para abrir as pálpebras dando espaço a íris azul celeste.
— Merda! — Gritou em fúria. Não suportando mais ficar ali, Milo levantou da cama, ajeitou suas roupas e saiu do recinto. Logo na porta do quarto encontrou dois guardas, que a mando de Kamus deveria proteger o loiro com suas vidas. O loirinho bufou para isso, e ignorando os dois cães de guarda que o seguiu, andou para seu destino.
Talvez passar um tempo com os amigos o ajudasse a esfriar a cabeça.
Tão logo chegou ao Harém, estranhou encontra o mesmo vazio. Sabia que Kamus iria dispensar os concubinos, e que somente manteria Marin e Shun, mas ao invés de prostitutos reais, seriam “damas de companhia” de Milo. Era engraçado o nome, mas com certeza melhor que “concubinos”.
— Uhh? Onde se meteram? — Indagou rondando o local em busca dos amigos, mas sem sucesso.
— Procurando algo?
Ao ouvir aquela voz soberba, virou sobre os pés, e encarou o jovem. Realmente tinha esquecido se daquele “concubino” e de seu ódio por si.
— Jabu!
— Quem mais achou que seria seu verme? Por sua culpa o imperador nos dispensou... Jogou-nos na rua! — Disse feroz. Seus olhos não escondia o ódio que sentia pelo loiro.
— Até onde sei, ele não jogou ninguém na rua, ao contrário... Os deu uma compensação em dinheiro, e aqueles que desejassem ficar no castelo com outro tipo de trabalho, ele dispôs... E os que queria voltar para suas cidades, providenciou condução. — Milo disse altivo. Não iria permitir que aquele o machucasse, nem fisicamente ou por palavras.
— Seu puto de merda... — Jabu gritou se aproximando perigosamente de Milo. Quando estava alguns passos, sacou uma adaga de suas costas, e sem pestanejar jogou se para Milo.
O loiro tentou fugir, mas tudo que conseguiu foi cair de costas no chão com o outro sobre si. Suas mãos agarraram as do outro, e a todo custo tentava impedir o vil ataque da adaga.
— Pare Jabu... Eu nunca fiz nada contra você... Pare... — Milo gritou usando toda a sua força para livra-se do outro, mas o ódio de Jabu parecia munisse de uma força animalesca.
— Vou matá-lo... Por que assim que você não existir, o imperador olhara para mim novamente... — A face dele era totalmente transtornada.
Milo moveu a cabeça batendo contra a de Jabu, garantindo que ele perdesse o foco, e assim distraísse o suficiente para o loiro empurrá-lo e coloca distância.
— Seu louco! — Milo gritou correndo pra a porta, mas antes que chegasse foi empurrado, e trincou os dedos de dor, quando a adaga ficou em seu ombro.
Moveu empurrando o outro para longe de si e afastou cambaleando.
De maneira retardatária os guardas entraram no recinto, e antes que Jabu atacasse Milo novamente o deterão.
Como planejado, Shun, Marin e Hyoga entraram no recinto, e o sobrinho de Kamus pegou Milo antes que ele caísse no chão.
— Mi? Milo... — Shun gritou pelo amigo ajoelhando do lado dele, enquanto ele mostrava inconsciente nos braços de Hyoga.
— Meu deus!
— Calma, ele ficara bem, apenas temos que levá-lo logo para o quarto e chamar o curandeiro! — Hyoga disse objetivo. Eles agiram rápido, pois mesmo que a adaga não atingira nenhum órgão vital, a perda de sangue era perigosa.
–oo0oo-
— Milo?! — Uma voz chamava o loiro ao longe.
— Shun? — Chamou pelo amigo com a voz rouca. Ao que tudo indicava se encontravam de volta ao quarto de Milo interligado aos aposentos do imperador.
— Milo! Que bom! — Shun tinha lágrimas em seus olhos verdes.
O loiro estava confuso, nada encaixava em sua mente. Seu corpo estava dolorido, principalmente em seu ombro. Encontrava com a boca seca e fora a dor de cabeça.
— Shun... Não chore, por favor! — Milo falou visivelmente fraco, mas sua mão tocou a do menor passando lhe força. — Esta tudo bem!
— Não! Tudo está errado. Achei que ficaria sozinho de novo. — Shun chorava cupidamente.
Shun era um menino doce e que já tinha sofrido muito. Para ele perder alguém que amava era muito doloroso.
Milo sabia disso, e por isso não queria ver o menor chorar, pois não o deixaria...
—Hyoga?
Milo viu o loiro no canto do quarto.
— Sim! — O loiro se aproximou da cama.
— Leve Shun para comer algo e se acalmar, por favor! — Milo tinha preocupação clara na voz.
O loiro sabia que Hyoga poderia ser contra, afinal Shun podia ser seu amigo, mas era um empregado e Hyoga uma pessoa com um posto a zelar, mas não via outra pessoa para pedir isso.
— Não! Não quero ir! Vou ficar aqui com você. — Shun tinha a voz embaçada pelo choro. Fungava baixo e seus olhos já se encontravam vermelhos.
— Hyoga! — Milo não precisava repetir o pedido para o loiro entender.
— Pode contar comigo, mandarei lhe trazerem a janta! — Hyoga sorriu para Milo. — Vamos Shun! — O loiro lhe estendeu a mão.
— Não! Milo...
— Shun sem birrar! Não vou brigar com você. Vá comer algo com Hyoga, mas calmo me faz companhia, sabe que me faz sofrer te vendo assim.
— Está... Bem! Volto logo. — Shun aceitou a mão do outro.
— Pode deixar que cuidarei dele. Apenas descanse. Pelo que fui informado, as tropas de Kamus já estão voltando, e trás consigo o príncipe Mu!
Hyoga gostava de Milo. Algo nele lhe cativou. Tinha tudo para sentir raiva, ciúmes e outros sentimentos ruins, no entanto não gostava dele. Sua simplicidade e atitudes lhe encantavam. Era a pessoa certa para Kamus.
— Pode deixar!
Milo sorriu para o outro. Assim que Hyoga e Shun saíram do quarto, respirou tranquilo. Seu ombro doía muito, porém pelo menos não via sangue na cama.
Apoiou com o braço bom e levantou da cama e com passos lentos e tortos andou pelo quarto.
Seu estado estava deplorado. Suas roupas de tecidos finos estavam todas manchadas. Seus cabelos desgranados e sua cara pálida.
Um suspiro pesado saiu de sua boca. Com dificuldade retirou as roupas. Reparou em seu ombro. O local estava enfaixando, indicando que havia sido tratado.
Sentou com cuidado na borda da banheira... E ligou a água... Quando ela estava com metade da agua, passou a se banhar.
Foi demorado, dolorido e sacrificante, mas Milo não queria estar naquele estado ou ia preocupar Kamus por pouca coisa, se já estava bem!
Conforme o pano tirava as manchas vermelhas de seu corpo Milo se sentia revigorado. Alguns cremes para retirar qualquer cheiro vestem com mangas para não ficar evidente o curativo, assim Milo se preparava para receber Kamus.
Ao longe Milo escutou gritos, vindo da cidade. Era a volta do imperador e do príncipe. O povo os saudava mesmo no meio da noite.
Milo ligou a inconsciência para seu estado debilitado e com tudo sairá a correr pelo castelo. Perdera-se um pouco, mas conseguira achar o grande portão que levava para o jardim da entrada do castelo.
Ao longe o loiro viu os guerreiros se aproximando, naquele momento não lembrava mais do que havia ocorrido naquele dia. Um sorriso dominava seu rosto. Kamus estava de voltar. Era só o que importava.
Ele ficou longe do alvoroço, apenas observando tudo de longe. Desde os empregados, os soldados, anciões, conselheiros e o povo, foram cumprimentar o imperador e o príncipe... Eles não escondiam suas felicidades ao tê-los de volta. Isso fazia perceber o quanto eram amados.
Os empregados correram para preparar um banquete para a festa da noite, uma ocasião para comemorar.
Quando finalmente a algazarra findou, e somente a família real, o general e conselheiro ficara presentes, Milo saiu de seu esconderijo e seguiu até Kamus, sem importar com que os demais achariam.
Ele jogou-se no colo do ruivo e com o abraçou, porem somente um dos braços, visto que o outro estava imobilizado devido o ombro.
— Finalmente! Quase morri sem você. — Disse baixinho. Queria ficar o máximo perto de Kamus, que por pouco não subia nele... Se pudesse, fundiria a ele para nunca mais o deixá-lo.
— Também sentir sua falta, anjo! — Kamus ditou. Ele puxou a face de Milo pelo queixo, e sem importar com os demais, tomou os lábios do loiro em um beijo sôfrego e carregado de saudade.
Milo ficou impressionado com o choque que percorreu seu corpo quando experimentou o beijo com seu imperador. Seus dedos cerrados e seus quadris empurrando para frente, esfregando o pênis duro com a ereção igualmente difícil que estava preso atrás das calças.
Kamus puxando sua cabeça para baixo olhou para o loiro tentador e viu os lábios inchados, de seus beijos, a pele tão vermelha como uma maçã, sua fruta favorita e incapaz de ajudar a si mesmo, agarrou o lábio inferior de Milo com os dentes e puxou.
— Isso que é forma de ser recebido! — O imperador disse apartando o beijo, mas nunca saindo de perto do loiro. Contudo, quando seus olhos pousaram sobre o ombro de Milo, e viu que achava imobilizado o braço, ergueu uma sobrancelha. — O que aconteceu?
— Ah... — Milo ficou desconcertado. — Depois te conto, me apresenta seu primo! — Desconversou mudando o foco das coisas. Não queria Kamus bravo agora, não quando morria de saudades.
O ruivo queria protestar, mas controlou-se. Sabia que seu primo não estava bem, assim precisava se focar nele e não no peculiar novo problema. Mas aquilo não seria esquecido.
Assim, virou-se para Mu e o amigo dele.
— Esse é Mu, o príncipe de Tranaden e meu primo! E ao seu lado um amigo, Shiryu. — Falou apresentando. — E este e Milo, meu noivo.
Milo sentiu seu coração aquecer ao ser apresentado dessa forma. Ele saiu do agarro do imperador e seguiu até os outros dois jovens, que pareciam aterrorizados. Sem cerimonia puxou um a um para um abraço.
— Prazer em conhecê-los! Podem contar comigo para o que precisarem. Depois vou apresentá-los a Shun e Marin! — Falou com um sorriso radiante que pareceu servir excelente efeito sobre os amedrontados e tristes Mu e Shiryu.
— Igualmente! Obrigado por cuidar de meu primo! — Mu disse tímido. Não negava que sentira um pouco de inveja ao ver Kamus com o loiro, pois isso fez seu peito doer ao lembrar-se de Kanon, de que nunca mais ficariam juntos.
Claro que Milo percebeu que o moreno era cego, mas preferiu trata-lo normalmente, pois sabia como era horrível ser tratado diferente por ter limitações ou ser diferente.
— Milo, por que não os acompanham até o quarto que mandei preparar para eles e os faz companhia? Irei tratar de alguns assuntos, e logo estarei com vocês. — Kamus disse suave. Mesmo com a batalha vencida ainda tinha uma guerra. Afrodite era um inimigo em potencial, e precisava preparar seu reino contra ele... E ainda tinha que lidar com os dois irmãos ladrões.
— Ok! — Milo disse alegre, e realmente encaminhou os outros dois consigo. De alguma forma ele considerava que precisava ajudar os dois, que sofriam por algo, e iria com toda certeza ajuda-los.
Após despedisse com um beijo caloroso do imperador, seguiu com Mu e Shiryu para a ala dos quartos reais. E Kamus junto com Dohko.
Continua...
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