Casualty Of Love

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Olá! Somos gratas pelos cometários e imesamente felizes que estejam gostando. Oohoho. Mais um capítulo para vocês, esperando que curtam.
Boa leitura!!

— Com assim o deixaram escapar?! — Afrodite andava de um lado para o outro do quarto. Para o delicado homem, gritar com seu amante, era uma forma de aliviar a raiva a o estresse.


Como combinado. Logo era para ter o principezinho em suas garras, assim, o imperador de Tranaden comeria em suas mãos. Contudo o príncipe escorregou de suas mãos, culpa de imponentes. Um jovem amarrado a pé foi melhor que três guerreiros treinados a cavalo.


— Me diz! Do que adianta treinar esses merdas? Matheus você deveria ter estado lá! — Afrodite ainda gritava andando pelo seu amplo quarto. O jovem já começava a arrancar os fios sedosos da cabeça.


— Foi você que disse para eu não ir! — Matheus olhava para o amante querendo lhe dar umas palmadas por ser tão mimado.


Afrodite era um amante exemplar, e detinha o coração dos guerreiros, porém suas atitudes mimadas e sua falta de noção para algumas coisas faziam até uma bela puta parecer grotesca.


— Isso porque você disse que aquele bandidinho serviria para algo, que ele nos ia da o principezinho de bandeja que era melhor do que negociar com o rei dos bandidos...


Mascara da morte deu um suspiro longo, vendo o príncipe e seu amante continuar andando de um lado para o outro sem parar de falar. Até que foram interrompidos por uma batida na porta.


— Entre! — Afrodite sentou em uma cadeira branca, retomando a postura de um nobre.


— Senhor! Tem um homem querendo falar com vossa alteza! — O servo falou de cabeça baixa sem encarar seu rei.


— Sim! Mande entrar logo! — Afrodite falou com desdém. Estava cansado. Queria uma rodada de sexo, e era melhor se livrar de qualquer incomodo para ter Mascara só para si.


Um homem alto de pele bronzeada pelo sol, um olhar cheio de raiva e com os cabelos negros entrou, chamando sua atenção.


— Shura?! — Mascara o reconheceu assim que ele foi entrando pela porta. O homem não era comum. Seus olhos tinha uma beleza rara e assassina.


— Ele é o incompetente que perdeu o principezinho? — Afrodite tinha escárnio na voz, mas seu olhar carregava uma tremenda luxuria para cima do ladrão.


— Se pretende tê-lo vai ter que pegá-lo com suas próprias mãos.


— Isso está mais que óbvio para mim! — Afrodite continuava analisando o bandido.


— Shura o que faz aqui? — Matheus se meteu antes que Afrodite começasse mais um de seus monólogos.


— Se quiserem pegar o príncipe Mu, terão que saber como invadir aquele local, que por sorte eu sei. — Shura tinha um sorriso destorcido no rosto.


Seu coração havia sido esmagado com um punhal ao ver Mu e Kanon abraçados de uma forma que Shura nunca fora, mesmo depois de dar a vida pelo outro, e o olhar de Saga um olhar que nunca esperou ser direcionado a si, um olhar de pena, raiva e desaprovação.


— E porque esta nos ajudando? Dinheiro?


— Não! Só quero ver aquele local cair, e como o meu sonho e o desejo de muitos esmagados, apenas isso.


— Se você nos ensinar, prometo não deixar nada ou ninguém para contar história! — Afrodite voltava a ter seu sorriso vitorioso estampado em sua cara.


— Ótimo! Temos um acordo! — Shura sorriu como o ser mais delicado ali.


Os três por um momento se encararam. Sabiam que o desejo que havia ali e a cumplicidade eram fortes, e poderia ser o triunfou dos três.


–oo0oo-


— Então o dragão abriu sua boca exalando enxofre e faísca de fogo... Furioso com a maldade do coração humano soprou suas mortais chamas e matou todo ser maldoso... — A voz se empolgava contando a história. Não vira em livros, pois não sabia ler, mas era fruto de sua fértil imaginação.


Milo mostrava uma faceta infantil, mesmo que contradissesse a sua posição. Sua bronzeada pele encontrava totalmente exposta aos lascivos olhos verdes. Seu corpo de curvas belas, de proporções perfeitas eram um baquete para o imperador.


A cada dia que passava as coisas pareciam toma um rumo diferente para aqueles dois que no começo praticamente estavam em uma árdua batalha. O jovem escravo parou de lutar contra o sentimento estranho que apossava dentro de si e inclinou-se a confiar naquele soberano.


Seu corpo viciara nos toques do ruivo e sua alma de uma maneira incompreensível desejava estar a cada dia mais perto dele.


Kamus não procurava mais nenhum concubino do seu harém, o único que passara a esquentar seus lençóis, fora aquele loiro sapeca e incontrolável. Milo não o divertia somente na cama, de alguma forma os dias ao lado daquele loiro se tornaram mais leves.


Eles tendiam a fazer as refeições juntos, sempre regadas a risadas e conversas. Milo com seu espirito livro sempre falava algo, desde piada, história ou feitos que divertia Kamus. Acabava induzindo o rei conta como foi seu dia e suas preocupações, tornando o fardo de ser um imperador mais leve.


— Contudo quando a fera foi jorra sua lava quente contra um grupo de jovens, seus olhos cresceram diante de uma beleza que o fascinou...


— Por que estou achando que esse dragão sou eu? — Kamus indagou arqueando uma de suas sobrancelhas.


— Abaixa a bola reizinho... Deixar-me terminar de conta a história. — Milo disse fazendo um bico. Seus cabelos dourados caiam graciosamente em suas costas nua. Suas roliças coxas rodeavam o quadril de Kamus, visto que estava justamente sentado sobre eles.


Sua beleza era gloriosamente exposta ao imperador, e este alisava suas mãos nas belas pernas enquanto ouvia a história contada pelo menor.


Eles tinham feito amor mais uma vez, ao entardece do sol, e agora, com seus corpos saciados, entreviam em uma das histórias de Milo. O loiro realmente amava contá-las.


— E quem o fascinou? Por acaso era loira? Ou ele? — Kamus provocou com um sorriso faceiro. Milo descobrira que aquele frio imperador sabia rir, e que belo sorriso, todavia era para poucos que Kamus agraciava com tal feito.


— Não! — Milo disse fazendo uma careta. — Era ruiva de olhos verdes. — Provocou. — Quando a fera aproximou-se dela... — Algumas batidas soaram na porta o que fez Milo bufar e sair de cima de Kamus deitando na cama. — Desisto!


— Fiquei calmo... Juro que ouvirei a história até o final! — Kamus disse rindo. Ele levantou da cama e tomou um roupão de seda preto cobrindo sua nudez, e enquanto seguiu para atender a porta. Em outra ocasião mandaria a pessoa entrar, porém não queria que ninguém visse a nudez do loiro, pois isso era somente para seus olhos.


Ele abriu a porta minimamente e garantiu que o intruso não visualizasse o menor em seu leito.


— Dohko! — Exclamou o nome de seu general. Como passe de magica todo sorriso e suavidade sumiu de sua face, dando lugar à frieza tão característica.


— Perdoe-me atrapalha vossa alteza, mas acredito que tenho informações nada agradáveis! — O general disse de maneira respeitosa.


— Me espera no escritório, irei me arrumar e logo o encontrarei. — Kamus disse. E sem esperar pela resposta do homem que confiava cegamente, fechou a porta, virando-se.


— Algum problema meu senhor? — Milo indagou apreensivo sentando-se na cama, e cobrindo sua nudez.

— Espero que não! Terei que me ausenta. Em outro momento terminara de me conta a história. — Kamus disse inclinando para Milo. Tomou o queixo dele entre os dedos e sua boca saboreou o doce sabor dos lábios de Milo. Milo ficou sobre os joelhos e seus braços rodearam os ombros de Kamus. Ele suspirou em meio ao beijo. E quando Kamus se afastou suas mãos tentaram pega-lo na fuga. — Depois anjo... Tenho que ir!


— Uhh... Não quer dizer que tenho de gostar! — Milo disse com um bico cruzando os braços.


— Que loirinho manhoso! Tentarei ser rápido para volta aos seus braços. Por que não aproveita a piscina para um banho e comer algo? — Falou dando uma piscadela para Milo e indo se arrumar.


Milo deitou-se com tudo sobre a cama e bufou. Aos poucos seu rosto foi suavizando e um medo o aterrorizou. Tudo que não podia acontecia sucedia. Não podia se apaixonar por aquele imperador, pois no final ele era apenas um pobre escravo... Quando Kamus enjoasse de si, o venderia para outro mestre.


Assim que Kamus se arrumou, deu mais um beijo em Milo, e saiu do recinto. O loiro ficou um tempo na cama perdido em seus pensamentos. Quando cansou de fica queimando miolos, ele deu um pulo da cama. Tomou um banho rápido, vestiu roupas limpas e rumou para o Harém. Estava com saudades de Shun e Marin, não tinha visto eles há dois dias, justo por que ficara trancado no quarto com o imperador.


Em passos largos Milo chegou ao local. Abriu a porta sentiu os olhares hostis para si, mas ignorou todos.


— Marin! — Milo foi em direção à amiga.


Ela pegou sua mão e o puxou correndo para o banheiro trancando a porta.


— Milo! — Marin abraçou bem forte o pequeno. — Está louco de aparecer aqui?!


— Oi?! Por quê? — Milo realmente não entendia o que Marin falava.


— O imperador Kamus nunca ficou com ninguém em seu quarto por mais de uma noite. Existem boatos que ele vai dispensar todos nos e ficar só contigo, e por isso que todos estão te encarando. — Marin tinha um tom preocupado na voz.


— Bem... — Milo contou tudo que ocorreu com ele e Kamus e a confusão que estava seus sentimentos. Os dois por um longo tempo interditaram o banheiro com conversas animadas e muitas preocupações sentimentais.


Com Marin, Milo se sentia livre para ser sincero. Livre para refletir em tudo que estava acontecendo, e a ruiva era de muita ajuda como ouvinte.


–oo0oo-


— Dohko qual é o problema? — Kamus não queria ter abandonado Milo, contudo a cara do outro não era das melhores.


— Um informa-te acabou de me contar que Afrodite está atrás do príncipe Mu.


— Era só o que me faltava! Até um mês atrás Mu estava na paz, ninguém o incomodava e nada lhe faltava agora... Eu não acredito sinceramente, como pude me levar pelas palavras daquele monge!


— Shion não errou! Não era justo com o príncipe não ter chance a vida que tens direito.


— Dohko, sei que somos amigos, assim como você é daquele monge, no entanto Mu não liga para essas coisas. Antes de assumir o governo quis trazê-lo para cá, e meu primo disse que não queria que seu desejo era ser um sacerdote. Mu não queria isso! Não mesmo!


— Majestade...


— Mas nada general. Quero que resolva logo esse problema com os bandidos. Se for ouro que eles querem, daremos. Quero o meu primo, nem que tenha que declarar guerra a esses malditos criminosos.


Kamus já estava saturado daquilo. Os conselheiros não achavam certo ceder, contudo se a notícia que algo ocorreu com príncipe Mu vasou no reino.


Que se danem protocolos ou ceder para bandidos, pagaria uma fortuna desde que tivesse Mu em segurança.


— Alteza não me de por idiota, não é assim tão fácil. Ninguém até hoje descobriu aonde aqueles bandidos se escondem.


— Ninguém até hoje fez esse pais prosperar tanto quanto eu. Nada que me falaram anteriormente me fez desistir. Ache uma forma de encontrar o esconderijo deles... Mova o mundo se necessário.


Kamus deu o assunto por encerrado e partiu para a porta da sala.


— Kamus... O escravo loiro e de supremo valor para você? E verdade que vai se casar com ele? — Dohko falou com um tom mais ameno, contudo seu tom era imponente e sério.


— Sim, desde que Shaka morreu nunca me senti tão feliz, tão completo. Milo e um desafio.


— Sim... Sim parabéns Alteza!


— Obrigado! — Sem mais palavras Kamus saiu sem ver o sorriso na boca de Dohko.


O general ainda ficou um tempo sorrindo com sigo mesmo. Dohko não havia dado para Kamus um simples escravo ou um simples amante, mas sim algo maior e mais valioso, e para sua sorte o imperador sem saber, estava sabendo cuidar. No momento certo Milo ainda seria de muita ajuda para deixar aquele grande rei mais poderoso ainda.


–oo0oo-

O manear da estrada era como uma canção de minar e juntando com o cansaço que tomava seu corpo, não custou para adormece. De uma maneira inexplicável, sentia-se seguro naqueles fortes braços.


Naquele momento toda dor e incerteza deixaram de existe e pela primeira vez – em muitos anos – sentiu paz de espirito.


Quando Mu foi abrir seus olhos novamente reparou que estava cavalgando na areia da praia. Olhou encantando para o cenário diante de si. O sol se punha no horizonte, e seus raios tocavam gentilmente a agua do mar, formando um dança de cores.


A suave brisa balançava seus cabelos, mas não sentia frio, pois os fortes braços o mantinham aquecido.


Olhou para cima reparando nas feições daquele que era seu carrasco e salvador. Ainda não entendia perfeitamente aquele momento, e a maneira que ele mexia consigo, realmente o assustava.


— O-obrigado! — O príncipe disse em baixa voz quando desviou a face e a afundou no largo peito do ladrão.


— A culpa foi minha... Sinto muito! Devia ter cuidado melhor de você. Juro, não voltara acontecer. — Kanon disse apertando seu braço em volta do menor, e sua outra mão conduzia o cavalo.


Tal logo eles adentraram nos muros da fortaleza, Kanon desceu do cavalo, e depois tomou Mu em seus braços. Negou-se a coloca-lo no chão, e sem ligar para os olhares seguiu com o príncipe para seu aposento.


Deixou que Saga cuidasse de tudo, desde as ordens que Shura não era mais bem-vindo, que quem ousasse tocar no príncipe e no seu protegido morreriam, ou para fortalecerem a segurança do local.


Quando entrou em seu quarto com cuidado Kanon colocou o menor sobre o leito. Seus dedos acariciaram a face pálida. Seu coração pesou por vê-lo tão ferido e claro sinais de esgotamento.


— Fiquei aqui, vou preparar um banho para você e algo para comer! — Disse indo se afastar, mas Mu segurou seu braço o impedindo.


— Por quê?


— Como pequeno?


— Por que somente agora mudou... Não me trata mais com arrogância e crueldade... Por que precisei passar por isso tudo para que fosse gentil comigo? — Os olhos verdes de Mu ficaram úmidos pelas lágrimas contidas.


Respirando pesadamente o loiro sentou na beirada da cama, e seus braços puxaram o príncipe para que ele ficasse em seu colo. Parecia tão certo tê-lo ali.


— Todo ser humano comete erros... Cresci na pobreza e desde cedo aprendi a não confiar nas pessoas. Os nobres ou reis nunca trouxeram nada de bom para a rele do povo... Para nós, eles sempre representavam perigo, ganancia e crueldade... — Kanon dizia lentamente. Ele estava expondo sua verdadeira face, e isso não era fácil.


— Mas assim como existe nobres maus, tem plebeus ruins... Como pode ter pessoas ricas boas e ao contrário também. Não pode julgar as pessoas por aparência... — O príncipe disse. — Eu mesmo, cresci na simplicidade entre os monges... Meu primo, ele pode ser frio, mas é o melhor rei que esse pais já viu...


— O Imperador até pode ser um governante bom, mas estar cercado de outras pessoas que não são iguais... Ele acaba não vendo a total necessidade das pessoas. Existem muitas pessoas pobres tão miseráveis que morrem de fome... Outras que precisam rouba para sobreviver. Disse bem, existem dois lados da mesma moeda. — Falou acariciando os exóticos fios lilases de Mu.


— Por que não conversam? Talvez um possa ajudar o outro?


— Acha mesmo que nunca tentamos? O coração de seu rei é frio e implacável... Para aqueles que consideram lixos da humanidade não dará ouvido. Diante dele somos meros ladroes sem escrúpulos.


— Mas não é verdade... Eu vi... E como um vilarejo... Famílias e crianças vivem aqui... São unidos e sempre ajudam um ao outro... Nunca vi antes uma comunidade tão organizada e solidaria. — Disse o príncipe com veemência.


— Sim! Fico feliz que considere. Vamos resolver não se preocupe. Dou a minha palavra, você voltará para sua família em segurança. — Jurou firmemente. — Mas agora chegar de conversa, vamos ao banho e alimentar essa barriga.


— E... Posso ver Shiryu depois? Ele está bem?


— Sim! Depois que você tomar banho, comer e descansar poderá vê-lo... Tudo em seu tempo.

— Ah... — Resmungou fazendo beicinho, mas no final cederam as ordens do loiro.


Kanon voltou colocar Mu na cama e tratou de enche a banheira, separar os utensílios de limpeza, toalha e roupas para o príncipe, e enquanto esse se banhava, foi providencia alimento saudável para ele.


Daquele momento em diante um marco era firmado... Uma amizade que poderia florescer e dar seus valorosos frutos, que poderia decidir o destino de muitos. Dois jovens corações que começavam a serem preenchidos.


Continua...