Casualty Of Love

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Essa semana realmente foi cansativa para mim (Hannah)... A cada dia escrever um volume grande de fics tem tornado pesado... Mas tenha certeza que continuarei elas, mesmo que um pouco mais lento!
Espero que curtam o capítulo!
Boa leitura!

A noite já caia, e Milo caminhava pelo castelo do grande imperador pinguim, estava cansado daquelas paredes do quarto de Kamus, quando fora no Harém com tudo depois de ficar um tempo lá não se sentia mais a vontade e se colocou a andar!


— Milo! — Shun correra para abraçar o amigo assim que o vira no corredor. — Não te vejo há dias.


— E que tenho estado muito ocupado! — Milo falou totalmente constrangido daquele pequeno fato, pois memorias vinham em sua mente, memorias nem um pouco castas.


— Não me diga que você se tornou um daqueles...


— Não! — Milo cortou o amigo antes de qualquer palavra mais absurda. — Eu não sei, mas gosto de estar com ele, e pelo que falam, sou o único a ter esse tratamento. No meio do sexo ele disse que se casava comigo, mas não tenho tanta certeza se e verdade, pois nunca mais tive coragem de tocar no assunto.


— Hum... Entendo! Espero que de tudo certo, afinal. — Shun sorria para o amigo.


Os dois eram cumplicies de desgraça familiar, mais que ninguém Shun entendia a confusão que estava passando em sua cabeça. A mesma corria na do jovem, só que não por um ruivo e sim por um loiro, um príncipe loiro para dizer melhor.


— Ahaha... Shun! Estou com saudade daqueles dias brincando na rua! — Milo virou para a janela.


— Eu também, mas temos que crescer. — Shun abraçou Milo, era um clima bom não passar mais fome, ou algo assim, contudo as horas de serem crianças haviam acabado ou se anulado naquele momento.


— Mas não em tudo! — Milo sorriu e retribuía o abraço.


— MILO! — Uma voz forte chamou ao longe, contudo um arrepio correu pela coluna do menor.


— Ka... Mus! — Milo se desfez do abraço, não gostava daquele olhar de Kamus, não via o mesmo a um bom tempo, e estava pretendendo continuar assim.


— Vamos! — O imperador apontou para sua frente, seu olhar continuava frio como o de sempre, contudo não era o costumeiro para Milo.


— Mais tarde nos falamos! — Milo sorriu para Shun tentando tranquilizá-lo, pois sabia que o mesmo via a fúria nos olhos de Kamus.


O loiro olhou para o outro. Não entendia o porquê do ruivo está agindo assim, contudo de nada lhe agradava. Calado seguiu o outro até seus aposentos.


Kamus olhou analisando o loiro que havia um olhar em dúvida para si. O ruivo estava possesso, pois quando chegara a seus aposentos encontrara os mesmos vazios. Em passos fulminantes seguira para o Harém, contudo Milo também não estava e quando o encontrou abraçado a outro homem... Aquilo foi um pouco de mais para sua pessoa acostumada a monopolizar tudo, suportaria.


O imperador Kamus sabia que podia estar sendo estúpido, mas estava enciumado. Aquele pequeno empregado sempre teve a atenção de Milo, por causa do mesmo que tivera o viciante corpo do menor e acabou se apaixonando por ele.


Apaixonado! Kamus sabia que estava, contudo não iria arriscar a dar seu coração em uma bandeja, o faria seu, mas dizer aquelas preciosas palavras já gravadas em seu peito, levaria tempo.


— Ok! Eu tentei, mas não consigo ler mentes, que tal me falar o que estar o deixando assim! Onde foi que errei dessa vez? — Milo indagou impaciente. Odiava ter o outro daquela maneira. O imperador frio de sempre.


— Porque saiu desse quarto? Não consigo entender seu relacionamento com aquele menino. — Kamus falou de uma vez encarando a face de Milo.


— Não sabia que era prisioneiro nessas paredes, para mim poderia andar livremente. E Shun é um irmão para mim, alguém que sempre protegerei, então não tenha ciúmes dele, pois não vou mudar meus atos com ele só porque desagradou a vossa majestade.


Milo não podia acreditar que Kamus estava sendo tão infantil, o mesmo sabia de sua vida com Shun, pois o próprio comprou o pequeno para chantageá-lo.


— Não lhe proíbo de andar por ai, contudo não conheces o castelo e arriscado. Não estou disposto a algum engraçadinho por a mão em ti! E se queres se tornar meu consorte tem que ter certa postura e não sair abraçando empregados.


— Ok vosso rei! Contudo esse cara aqui que quer ser consorte real não tem noção de etiqueta, acho que o imperador deveria pensar isso afinal até dias atrás eu era uma propriedade... — Milo estava começando a se irritar profundamente. — Ahhh! Vou tomar um banho para relaxar, que tal fazer algo para se calmar, depois nos falamos!


O pequeno loiro em passos rápidos correu para o banheiro trancando a porta sem sequer olhar para a cara do imperador. Estava furioso com a forma que Kamus falava consigo, sabia que não era um nobre, mas não precisava jogar na cara.


Já o imperador furioso jogou-se deitado na cama. Sabia que seu temperamento não era fácil, todavia foram anos se fechando para se proteger. Como rei precisava se firme, do contrário os outros o via como fraco e fácil de elimina-lo. Tinha muito inimigos.


Tinha plena ciência que com Milo as coisas eram diferentes. O loiro não baixava a cabeça para si, ou cediam suas vontades. Talvez por isso caíssem tão fácil por ele, pois este o tratava de igual para igual.


O ruivo ficou olhando para o decorado teto do quarto perdido em seus pensamentos. A raiva foi passando e a preocupação surgiu com força. O que tinha ouvido de Dohko o deixou apreensivo. Precisava resgata o mais rápido possível seu primo... A segurança e bem estar de Mu era primordial.


Tão perdido em pensamentos não deu conta que o outro saiu do banheiro agora vestido unicamente um roupão de seda vermelho, e com os cabelos úmidos.


Milo estranhando a distração do imperador seguiu até a cama e se colocou deitado ao lado de Kamus. Gentilmente tocou a face dele.


— Tudo bem, meu senhor? — Indagou incerto. Mesmo que não fosse dotado de vasta educação, era ciente do peso que o imperador carregava sobre os ombros. Kamus era um excelente governante, amado por boa parte de seu povo, mas isso o tornava em parte solitário.


Virou a face encarando o menor. — Só preocupado...


— Com seu primo? — Milo arriscou dizer. As palavras soavam pelo castelo, e de alguma forma eles tomavam ciência dos acontecimentos.


Os olhos de Kamus escureceram, não por indignação em relação à ousadia do menor, mas por tristeza. Ele voltou encarar o teto e suspirou.


— Por sangue, Mu deveria ser o rei, mas seus pais fizeram uma promessa quando ele nasceu e assim o enviaram para ser torna um Acolito. Acima disso, ele sempre teve uma saúde frágil e sem perfil para rei... Então, enquanto ele apreendia os caminhos dos deuses eu fui treinado para guiar o povo...


— Uma dura responsabilidade que faz muito bem! Posso ter minhas represarias por algumas atitudes suas, porém sei que eis um bom rei e amado. — Disse colocando-se de lado e encarando o outro.


— Se rei é meio solitário! Não da para saber quando as pessoas se aproximaram de si por sua coroa ou por si... Quase sempre é a coroa, de maneira boa ou má... Muitos não ver o homem, apenas o soberano. — Kamus disse abrindo seu coração. Ele colocou-se na mesma posição que o outro. Suas mãos tocaram os dourados fios, e passaram a brincar com eles.


— Mas se seu primo ia se torna Acolito, por que foi sequestrado? Não tem segurança no monastério?


— A culpa é minha! — Kamus disse suspirando. — Queria que ele tivesse suas chances. Mu nunca pode escolhe nada sobre sua vida, eu apenas desejava que ele escolhesse seu próprio caminho. Ser seria aqui ou monastério ou em outro lugar. Contudo fui egoísta mais uma vez, por que não perguntei se era isso que ele queria... — Era raro o imponente imperador se abrir verdadeiramente na frente de qualquer um, e isso tornava seu fardo mais pesado.


— Não se julgue assim... Todos erraram, e não e sua culpa se esses bandidos o sequestraram... Sei que o trará de volta em segurança. — Milo sentia seu coração apertado pela dor do outro.


— Assim espero... — Kamus disse movendo-se. Suas mãos abriram o fino roupão e seus olhos brilharam diante da beleza única. Seus dedos frios percorreram toda pele bronzearam, traçando cada curva e gloriando no arfa pesado de Milo.


— Ka... Kamus... — Milo choramingou. Se antes negava, agora seu corpo implorava pelo toque daquele soberano. Seu corpo contorceu buscando mais dos sublimes toques.


Os longos dedos do ruivo brincaram com os mamilos até que eles se tornaram belos seixos. O imperador moveu deixando que sua boca experimentasse o divino sabor, mamando naqueles pontinhos lindos.


Sua mão desceu pelo torso, abdômen até alcança a virilha do loiro e esfrega-la. Brincou com os pelos pubianos dourados, até que seus dedos encheram-se com a base da pulsante carne.


— Preciso... — Milo jogou a cabeça para trás gemendo em agonia quando a boca de Kamus encheu-se com seu membro gotejante. Suas pernas abriram dando mais espaço ao imperador, e suas mãos procuraram por um porto seguro. Uma delas agarrou-se no lençol da cama, e a outro nos rubros fios do mais velho.


A garganta de Kamus fazia maravilhas, e de alguma forma Milo sabia que era para poucos. Pelo que descobriu nunca antes o imperador importou-se em saciar dessa maneira seus amantes... Sempre era ao contrário, e saber que era o único em muitas coisas diante daquele poderoso homem, fazia sentia-se especial.


Gemia sem freio deixando se levar pelos toques recebidos. Uma labareda de fogo tomava conta de cada parte de seu corpo, e um ardor sublime parecia vim de suas bolas direcionadas ao seu falo.


Não precisou de muito para que desmanchasse em seu avassalador prazer e sua mente fosse levada ao paraíso. Arfando pesadamente ficou jogando de qualquer forma na cama, deixando que os dedos ágeis de Kamus percorresse seu corpo.


Kamus ainda vibrava pelo sabor do loiro em sua boca. Milo tinha um gosto sublime, melhor que muitos cálices... Tinha plena ciência, jamais se cansaria dele. Suas mãos afastaram mais as pernas do outro, as dobrando para cima. Seus olhos captaram o doce casulo que parecia piscar para si, mas de repente outra coisa o chamou atenção, algo não atentado antes.


Na parte interna da coxa do menor tinha três marcas, elas eram semelhares a três arranhões de garras de um felino, vermelhas, mas não eram propriamente cicatrizes ou feridas. Nunca tinha visto elas antes, mas sabia o que significava.


— Kamus, tudo bem? Senhor... — Diante da paralisação do outro, Milo ficou receoso, com medo que tivesse feito algo errado.


O imperador moveu até fica sentado sobre os joelhos em meio às pernas do loiro. As colocou em volta de sua cintura, e sua mão alisava a coxa interna dele.


— Onde conseguiu isso? — Indagou altivo.


— O que? — O loiro realmente não tinha ideia ao que ele referia.


Kamus apertou sobre a marca tal peculiar. — A marca em sua coxa... As três garras... Onde as conseguiu?


— Ah... Isso... Sempre tiver! São marcas de nascença... O que tem demais? Nunca tece nenhuma marca de nascença? Ok! Elas são estranhas... Mas não são nada demais. — Milo parecia bastante calmo, e por suas reações Kamus deduziu que ele não mentia.


— Claro... — Kamus disse tentando não dar mais atenção do que necessário, mas aquilo não ficaria no esquecimento. Precisava comprova se as marcas eram verdadeiras, por que se fosse, tinha a arma perfeita para fazer ninguém se contra sua união com o simples escravo.


— Você ficou estranho! Tudo bem? — Milo indagou inclinando a cabeça para o lado.


— Sim! Tudo bem... — Disse ao que saiu em meio às pernas do menor e o arrastou para o dentro da cama, deitando ao seu lado. — Apenas cansado, vamos dormir um pouquinho. — Seus braços rodearam a cintura de Milo como ganchos.


O loiro deixou para lá a reação do imperador por causa de suas marcas e deixou-se ir para a terra dos sonhos. Estava cansado, e um sono cairia bem.


Assim, aos poucos os dias foram se passando. Kamus empenhado em resgata seu primo e alegar se as marcas de Milo eram verídicas. Finalmente tinha marcado a troca com os bandidos dali a dois dias. Levaria o ouro pessoalmente e tomaria Mu em segurança. Claro, em seu intimo queria matar aqueles criminosos, porém antes a preocupação era garantir a segurando do primo.

–oo0oo-

Logo... As coisas no forte dos bandidos transcorreram. Kanon mudara sua atitude com Mu, tornando-se mais gentil e carinhoso. E ambos os coração começava a pulsar de maneira diferente. Shiryu e Mu havia-se tornado verdadeiros amigos, e agora eles tinham autorização para explorarem o castelo de pedra dos bandidos. As crianças os amavam, e até mesmo alguns adultos os viam com bons olhos.


— Dia cheio?! — Mu sorriu ao ver Kanon entrando em seu quarto.


— Sim, mas como todos os outros. — Kanon tinha um pesar em seu peito, contudo não falaria daquilo para com o menor. — Vinho?


— Não devo! No monastério álcool não é muito recomendado. — O menor falou um tanto nervoso, não queria estressar Kanon com suas manias.


— Tem que experimentar coisas novas! Anda! Não está lá, e apenas um vinho, proves se não gostar não precisa tomar mais. — Kanon abriu com facilidade a garrafa e em duas taças simples e despejou o líquido.


— Por que vinho? Estamos comemorando algo? — Mu perguntava-se estava esquecendo alguma data importante.


— Nada! Apenas é bom sair da rotina, ninguém vive sempre de pão e água.


— Mas poderia! — O menor dos dois sorriu.


Naqueles últimos dias havia visto que o mundo era como um livro, você pode julgar pela capa, contudo só os corajosos se atreverão a ler as preciosas páginas.


Kanon em sua mente lamentava, em poucos dias Mu provavelmente não estaria mais ali, por mais que tivessem se tornado amigos. Sabia que as negociações continuavam, embora desejasse que o menor ficasse para sempre ao seu lado, ali não era seu lugar.


— Sabe uma coisa que aprendi nessa vida? — Kanon falava enchendo a taça de ambos novamente.


— Hum?


— Todos nos morremos, mas nem todos vivemos! E por isso que faço o que faço. Apenas quero viver meus dias ao máximo.


— Vivendo aqui e escutando a história de muitos, entendo o que ocorre aqui, e uma pequena comunidade e uma grande família. E divertido viver aqui. Mas não é fácil! Aahahha... — Mu começou a rir do nada.


Kanon olhou sério para o menor, que não parava de rir, soluçava de tanto da risada, realmente aquilo estava engraçado.


Do nada um clima de seriedade se tornou um de comédia e nenhum dos dois se importou.


Mu tinha as bochechas coradas, Kanon não sabia se era do vinho ou de tanto rir.


— Aaaa... Eu odeio essa sensação! — Mu falou se jogando com tudo na cama.


Realmente o menor com um pouco mais de duas taças de vinho já estava totalmente alterado.


— Que sensação? — Kanon estava se divertindo com as medidas feitas por Mu, o mesmo sempre era polido e educado, raramente se deixava levar daquela forma.


— Não saber como falar ou ter medo de como agir! — Mu ria conforme falava. — Realmente um palhaço.


— Não fale assim, confuso todos nos somos. Cabe a nos tomar uma decisão!


— Não a mim! Não me olhe com esses olhos azuis como a mais bela noite, não posso cair no seu charme, minha mãe fez a promessa e tenho que cumpri-la.


— Como? — Kanon sabia que era errado se aproveitar da bebedeira dos outro, mas poderia nunca mais ter aquele momento.


— Eu tive um irmão mais velho, ele morreu ainda bebê, então quando minha mãe ficou grávida novamente, prometeu se vivesse até a maior idade iria ser um servente de deus. Contudo... Um servente de deus pode se entregar a um homem?


Mu sentou na cama do nada. Seus olhos verdes foram de encontro com os azuis de Kanon. Era estranho o poder e a vontade do álcool lhe dava. Naquele momento a boca de Kanon tão convidativa.


O jovem principezinho mordeu os lábios inferiores tentando conter o desejo, se tornando uma imagem apetitosa, com suas vestes bagunçadas, bochechas coradas e cabelos bagunçados.


Kanon não podia resistir ao outro e nem queria vendo que o mesmo só faltava gritar por si. Incapaz de se conter por mais tempo, ele inclinou para frente. Suas mãos tomou a terna face em mãos, e sua boca cobriu a rosada e apetitosa boca menor.


Mu gemeu em meio ao beijo em surpresa e descrença, porém não resistiu. Talvez culpa do álcool ou que realmente fosse sua vontade. Sem medo se entregou.


Quando a língua ousada do outro lambeu a costura de sua boca acabou entreabrindo permitindo que o beijo fosse aprofundado. Seu primeiro beijo.


— Sentia-se como o céu. — Kanon resmungou saboreado o doce sabor de ambrosia. Seus lábios massagearam os do menor e sua língua vasculhou toda úmida cavidade.


— Eu quero... Me de... — Não sabia ao certo o que carência, só tinha ciência que seu corpo ardia por algo nunca experimentado antes.


— O que deseja príncipe? — Kanon indagou à medida que impôs seu peso sobre Mu, e assim o forçou sutilmente a deita-se na cama, e cobriu o corpo dele.


— O que é ser amado!


Continua...