Casualty Of Love
6 Capítulo 6
Notas iniciais
— Pare onde estamos indo? — A voz indagou com tom de risada. O sol ainda amanhecia no horizonte, e enquanto muitos dormiam ou faziam suas vigílias o casal corria pela areia.
— Eu só queria experimentar algo novo! A água parece tão convidativa. — O moreno disse ao que seus braços rodearam a cintura do outro, e sua face embrenhou no pescoço. Inspirou o perfume. Tão másculo e excitante.
— Na água? Só pode está brincando Shura! Não vou fazer isso no mar, a água deve está gelada. Não, horrendamente gelada. — O loiro disse fazendo dura expressão.
— Mas queria tanto! — Choramingou ao que suas mãos começaram a subir as costas por dentro da coluna, acariciando e arranhando a dourada pele. — Temos que transar nos mais diversos lugares.
— Não dar para sentir prazer enquanto tremo de frio! Se fosse sol forte ou verão até ai, mas não em pleno outono e com a lua praticamente no céu ainda. Sem chance!
— Saga...
Não era segredo no forte dos ladrões a relação dos dois, mesmo que eles jamais colocaram nome nela. Ambos gostavam de chamar em “diversão” ou “amizade colorida”. Sem compromisso de fidelidade, sem pressão... Eles apenas curtiam os momentos juntos ao máximo, e caso desejassem fica com outros (a), nada de escândalos ou ciúmes... Não havia espaço para tais atos sentimentais.
Quando os gêmeos caíram para o mundo do crime, pouco tempo depois, eles conheceram Shura, e assim dali em diante o grupo foi crescendo ao ponto que ser formou aquela sociedade.
No começo Shura tinha relação com ambos os gêmeos... Em ocasiões os três juntos, mas nos últimos três anos, Kanon se distanciou de tal envolvimento. Permaneceu mera amizade com Shura. Segundo o gêmeo mais novo ele queria um relacionamento sério, alguém que coubesse perfeitamente em seus braços, somente seu.
— Nem vem! Vamos voltar. No quarto podemos fazer na posição que quiser, usando o que desejar, aqui não... — O gêmeo mais responsável ditou. Saga sempre se preocupava muito com todos, com a imagem... E às vezes nem ele mesmo entendia como ainda permanecia naquela relação poligâmica.
— Chato! Se não quer, vou procurar quem desejar. — Dito isso Shura deu as costas para o loiro e saiu pisando duro na areia.
Logo de cara Saga pensou em seguir o outro, mas no final deixou estar. Estava se cansando de tal situação. Agora via o que seu irmão tinha falado. Chega um ponto da vida que crescer o anseio de ter mais que um buraco para se saciar... Que a adrenalina não é suficiente para o coração continua pulsando. Saga encontrava ultimamente sentindo um vazio no peito...
Virando-se, seguiu o caminho contrário do outro. Seus olhos pregaram na areia e no rumo que seus pés seguiam. Suas mãos entraram na capa que vestia, e sua mente ia longe.
Acabou pensando no trabalho recente deles sequestrar o príncipe de Tranaden. Muitos poderiam considerar tal trabalho uma loucura, quase assinar o decreto de morte.
Eram fora da lei, medo não devia está escrito em seus manuais, porém mesmo que os atos que cometessem fossem negros... Ainda tinham honrar e bondade em seus corações, ao menos com os seus.
Ele e Kanon tinham um desejo antigo, e com o pagamento desse sequestro poderia alcança, e claro, daria para dar uma vida mais decente para os aldeões do clã de ladrões, e até mesmo começar um negocio que diminuísse a vida do crime.
Eles não contavam que a população do forte cresceria muito, e mesmo com os roubos bem sucedidos, eles traziam certa exposição, perigo. Almejavam dar mais segurança para todos. Ia garantir que muitos parecessem com a vida de crime... Não extinguiriam, mas amenizariam. Um risco que compensava tal sequestro.
Contudo Saga sabia que tinha que manter seus instintos ativos... Sentia que Kanon estava entrando em território proibido. O irmão podia dizer que não, mas sentia que nas brigas, implicância e a forma que olhava para aquele príncipe monge algo movia dentro dele.
Tão perdido em pensamento Saga assustou quando deu conta que se tinha afastado muito do forte. O sol tocava todas as partes, e a lua e estrelas tinham recolhido para dormirem.
Suspirando ele virou para refazer o caminho quando seus olhos caíram sobre um ponto. Olhou melhor, e pode identifica alguém caído perto das ondas. Os longos cabelos negros esvoaçando conforme as espumas, e as roupas rasgadas.
Preocupado que poderia se alguém do clã de ladrão que fora nada e afogou, saga correu até a pessoa.
— Ei! Está bem? Ow... — Chamou querendo retirar alguma reação da pessoa, mas nada veio. Sem excita a pegou nos braços, tirando da água até coloca sobre o manto de areia, e tirou os cabelos da face.
Primeira coisa que reparou que era um homem, na verdade, uma criança. Não devia ter mais que 16 ou 18 anos. A pele era pálida, e achava bem magro. Suas roupas não passavam de trapos, seus braços e pernas se encontravam bastante feridos, e o pior, não parecia respirar.
Saga agiu rápido. Jogou a cabeça para trás, tampou o nariz e abriu a boca. Deixou que seus lábios cobrissem ao do inconsciente e passou a soprar ar para seus pulmões.
Após alguns sopros o jovem começou a tossi água jorrava de sua boca. Saga deu um suspiro de alivio, e o virou de lado para que não se engasgasse com a água.
— Está bem? — Indagou, todavia nenhuma resposta veio de volta.
O jovem olhou estranho para o loiro, e tal logo seus olhos voltaram a fecharem, sendo tomado para a escuridão.
Um pouco mais aliviado que ele estivesse vivo, o rei dos ladrões pegou o jovem nos braços e levantou com ele. Com passos rápidos, mas garantido que não fosse causar danos ao moreno, rumou para o forte.
Ao chegar ao mesmo os guarda do turno estranharam e quiseram saber quem era a criança nos braços do líder, mas este os dispensou mandando trabalharem, e seguiu para seus próprios aposentos.
— Cuidarei de você! Ficará bem. — E assim Saga fez. Sem nem ao menos entender seu empenho em cuida de um total estranho, ele tirou os trapos de roupa do menor, limpou seu corpo e tratou cada ferida, e após vestir nele uma blusa sua, o colocou debaixo dos lençóis. De alguma forma sentia que devia cuidar daquele pobre rapaz, que sua vida mudaria a partir dele.
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— Para onde estamos indo? — Milo indagou não gostando nem um pouco de ser arrastado pelo imperador daquela forma.
Kamus nada respondeu apenas continuou puxando Milo pelos corredores, em pouco tempo já se encontravam nos aposentos do mesmo, mas nem por isso parou.
Milo reparou que entravam por uma porta que nunca tivera acesso antes. Reparou que ali era o banheiro real. A banheira era gigantesca, uma piscina olímpica. A água mostrava tão quente que dava até uma leve neblina, um cheiro agradável enchia o local.
— Saiam! — Kamus ordenou com a voz como um trovão, logo os três empregados que estavam ali, correram para fora do ambiente.
— Mas o que?
Milo não sabia o que falar. Não estava entendendo mais nada. Quando percebeu foi jogado na água. Ficou tonto. Submergindo da água encarava o imperador que ainda não havia se dirigido a si uma palavra.
Kamus rapidamente se livrou das roupas e sem se importar com as joias ou o tecido de boa qualidade, deixou tudo no chão, assim calmamente andou até a banheira.
Milo vendo o maior despido afundou novamente, não queria encarar o corpo nu.
— Deixe de ser bobo. — Kamus falou andando pela água, que chegava ao início de seu dorso. Ao que caminhou até onde Milo estava de costa para si.
Vendo o pescoço do menor descoberto, Kamus não resistiu rapidamente envolveu o menor pela cintura, e antes que o mesmo pudesse ter alguma reação, Kamus deu um forte chupão, seguido por uma mordida.
— Ai! — Milo gemeu se soltando dos braços, e pondo a mão encima do machucado, encarando feio o imperador.
— Vejo que está calado! Menos arisco! Talvez tenha aprendido alguma coisa com ontem, não? — A cada palavra que Kamus falava dava passos para mais perto do menor, e o mesmo se afastava dele, até chegou à borda e ser viu encurralado.
— Não toque em mim! — Milo não encarava Kamus.
O menor ainda lembrava-se da noite passada, suas bochechas ainda doíam de tudo que ocorrera, mas não iria deixar o maior fazer o que quisesse não seria um boneco.
— Hã?! Desculpa, não escuto frases direcionadas a mim que não comecem com: “Vossa excelência”; “Imperador” ou no mínimo “Senhor”! — Kamus puxou o rosto de Milo, os olhos verdes e os azuis se encontraram. — Fale com respeito!
—Vossa Excelência poderia tirar suas mãos imundas de cima de mim? — Milo temia o mesmo, entretanto tinha mais raiva dele do que medo.
Assim que as palavras saíram da boca de Milo, novamente um tapa fora em seu rosto.
— Vamos voltar ao que estávamos ontem? Você não aprendeu? Eh?! Responda-me. Ou vai querer apanhar a noite toda. Posso chamar uns dos guardas para aliviarem a tensão, o que acha? Gostou da minha ideia? Acho que você não andaria por dias.
— Não! — Milo temeu com a ideia. Lembrava-se dos olhares dos guardas do castelo para seu corpo todas as vezes que usava aquelas roupas minúsculas para ir ao quarto de Kamus.
— Desculpa, não entendi a frase.
— Não, senhor! — Milo falou abaixando os olhos, e não vira o sorriso no rosto de Kamus.
— Muito bem! Vejo que aos poucos vai se domesticando! — Kamus falou começando a se afastar de Milo. — Hoje você me dará banho, pegue um frasco e lave meus cabelos.
Milo estava parado. Um pensamento que corria em sua cabeça era que o imperador poderia ter duas personalidades, afinal uma hora sua voz era fria na outra era serena como o canto de uma sereia.
— Ei?! Está esperando que eu mande de novo? — Kamus indagou estalando os dedos que tiraram Milo de seu transe.
— Desculpe senhor! — Milo falou rapidamente saindo da água com as vestes molhadas, mas não pensava em se desfazer delas.
Pegando os dois vidros, virou o imperador se encostar-se a uma das bordas, pondo o cabelo para fora da água.
Milo deixou um pouco de óleo cair em sua mão — um cheiro doce divino veio com o líquido — com calma começou a lavar os cabelos ruivos, com uma leve massagem no coro cabeludo, algo que escutara o outro suspirar.
O loirinho manteve a massagem por um tempo ali, assim era bom o outro não falava nada. Quando Milo reparou o ruivo estava dormindo, um sorriso apareceu em seu rosto pelo canto dos lábios.
Na ponta do pé o mesmo fora se encaminhado para fora do banheiro, e quando fechou a porta sairá batido dali.
Sabia que estava ferrado ao fazer isso, porém o mais velho também tinha que aprender uma sutil lição.
O loirinho tinha vontade de gargalhar só de imaginar a cara do outro quando visse que havia ido embora, queria muito ver a cara, mas não era louco de voltar para lá.
Assim que chegou ao Harém, seguiu para o banheiro, precisava tirar aquelas roupas molhadas. Em todo momento não deixara de rir abertamente. Poderia acabar espancado ou morte, mas adorará quebrar a banca daquele imperador pinguim.
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Sua cabeça latejava e seu coração achava aos pedaços. Moveu sutilmente sentido a maceis do colchão abaixo de si, e ao abrir os olhos tentou localizar onde se encontrava.
Aos poucos sua mente trouxe de volta tudo que acontecerá nos últimos dias consigo... Até o momento que quase fora estuprado...
As lágrimas voltaram aos olhos verdes e o corpo delicado encolheu sobre o leito. Ficou tremendo diante do choro, deixando que toda a dor transpasse seu coração, até que aos poucos foi se acalmando.
Quando Mu conseguiu controla seu próprio corpo, ele levantou lentamente da cama. Reparou aos trapos de roupa que trajava. O que um dia tinha sido um belo Sari não passava de retalhos de panos.
Com passos cautelosos ele andou pelo quarto, reparando os detalhes dele, e se poderia conseguir algum sinal de fuga, todavia isso mostrou impossível. O quarto ficava a quatro andares acima do chão, se tentasse fugi por ali, seria morte na certa.
A porta encontrava-se muito bem fechada, ao menos a que dava para o corredor, por onde entrará.
Curioso, mas cauteloso, ele seguiu para testa as outras portas. A segunda que tocou abriu, e revelou um belo banheiro. Em uma das paredes tinha um imenso espelho e em sua frente uma bancada de mármore.
Ao se olhar no espelho Mu pode contempla como seu estado era lamentável. Seus cabelos se encontravam sujos, bagunçados... Não tinha mais o brilho anterior. Não que no monastério ele tinha luxo ou algo assim, mas era ensinado ter higiene e cuidado, consigo mesmo.
Sua alva pele, na altura dos joelhos, braços e rosto encontrava com arranhões, e seus olhos inchados e vermelhos.
Não querendo ver mais a figura, Mu desviou o olhar para o resto do recinto. Viu toalhas limpas, uma banheira feita em pedra de jade lapidada, com vários vidros nas bancadas.
Era ousado, porém se fosse morrer naquele lugar, ao menos faria com o mínimo de decência, e aproveitaria algo que lhe fora negado antes.
Sem presa o aprendiz de sacerdócio encheu a banheira com água morna, e despejou dentro dele um sabonete líquido com cheiro de lavanda, e algumas pétalas de rosas vermelha e sais.
Desfez-se do resto de sua roupa, e se deixou afunda dentro daquela água. De seus lábios suspiros brotaram de contentamento. Aquilo realmente era tão bom. Com cuidado ele limpou todo seu corpo.
Eliminou toda sujeira de dias sem tomar um banho ou daquela cela imunda. Seus cabelos foram lavados com um creme que tinha perfume de sândalo... Mu deixou-se levar o tempo necessário para ser ver todo limpo, e agraciado pelo banho requintado.
Ao sair – quando a água esfriou – ele enxugou com uma das toalhas no gancho do banheiro, e enrolou-se nela saindo do recinto.
Como suas roupas estavam inutilizadas, ele buscou no quarto algo que pudesse vestir. Ao abrir o que deduziu se o guarda-roupa encontrou algumas peças de roupas. Todas eram simples, mas de ótimo tecido e bem cuidadas.
Deduziu que era do ladrão, e devido à diferença de tamanhos, era grande demais para si. Mas não desejando fica isento de roupa, optou por uma blusa branca estilo vitoriano.
Descartou a toalha e vestiu a peça de roupa limpa e perfumada. A mesma ficou o dobro de seu tamanho, em si parecia mais um vestido ou quem sabe um Sari curto. A blusa chegou até o meio de suas coxas, e a manga escondia seus dedos. A gola caiu deixando um de seus ombros descoberto.
— Por hora servi! — Murmurou para si mesmo fechando a porta do guarda-roupa.
Sempre prendado Mu foi arrumar o banheiro, e jogou suas roupas em um cesto que deduziu se lixeira. Quando voltou para o quarto sentou na beirada da cama. Primeiro pensou em volta a dormir, mas isso seria tedioso, no final voltou explorar o quarto. Viu que ali tinha outra porta que não testará.
Foi até a mesma, e ao virá à maçaneta viu que não estava trancada, e a girou. Seus olhos arregalaram ao deparar que aquela porta dava para outro quarto semelha ao que encontrava apenas com a decoração um pouco diferente.
Indeciso se entrava ou não, ao ver um movimento na cama dossel no recinto, a curiosidade falou mais alto. Lentamente ele aproximou da cama, e seus olhos ao encontrar sobre o leito um jovem... Este parecia ter sua altura e a pele igualmente alva. Seus cabelos eram longos como seu, contudo eram negros.
O jovem tinha várias ataduras pelo corpo, e sua nudez era escondida por um grosso lençol.
Levando pelo instinto protetor, Mu subiu na cama, e tocou a testa do jovem, vendo que ele estava com febre. Com leve noção de cuidados médicos – devido ensinamento no monastério – Mu foi pegar uma bacia com água limpa e fresca no banheiro, junto com uma toalhinha pequena. Passo a fazer compressas na testa do jovem.
— Você ficará bem! Aposto que esses monstros também o sequestraram. — Disse como se esperasse resposta do outro que não veio, mas nem por isso deixou os cuidados.
Ignorando que ele mesmo se encontrava em uma situação difícil, que devia procurar sua fuga, o jovem príncipe ficou ali cuidando daquele estranho com esforço. Torcendo por sua melhora.
Continua...
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