Casualty Of Love
7 Capítulo 7
Notas iniciais
— Como assim eles se negaram! — A voz que já era aguda, agora podia quebrar qualquer vidro no local!
— Dite! Eles apenas disseram que iriam pensar na proposta, eles estavam sendo espertos, pensando nos riscos e se vale a pena, afinal o mesmo inimigo deles e o nosso. Sabemos como não e fácil derrotá-lo.
Máscara tentava acalmar o amante que andava de um lado para o outro de seu belo quarto, mas o delicado não se cansava de gritar de um lado para o outro.
— Mas não é justo! E só um garoto. Nós oferecemos a eles tudo que querem daquele demônio! Então porque não aceitam logo? — Afrodite agora batia o pé no mármore branco.
— Jogada! Sei que não entende! Então porque não deixa que resolva isso?! Sim! Farei o melhor para a gente, se não o que adianta oferecermos tudo e não lucrarmos com isso?
— E verdade! — O menor parou e cruzara os braços fazendo um grande bico.
— Vem cá! Vamos por um momento esquecer isso! Lembra-se de o que você mesmo disse, estresse envelhece! — Máscara esticou a sua mão calejada para a pequena e macia do menor.
— O que eu seria sem você? — Afrodite indagou sentando no colo do moreno.
— Nada! Apenas um rei!
— Convencido! — Afrodite empurrou o cavaleiro para trás. Os dois mais uma vez acabavam sua conversa na cama, como sempre.
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— Saga! — Kanon chamou o irmão seguindo até ele no campo de treinamento.
— Que cara é essa? — Saga indagou abaixando a espada parando sua lutar para dar atenção ao irmão, parecia sério.
— Vamos conversar em particular? Sim! — Kanon não tinha uma cara boa.
Os dois irmãos caminharam um do lado do outro, até um corredor pouco iluminado e onde não havia movimento, adequado para uma conversa.
— Diga! — Saga falou paciente, embora não tenha gostado nada de ser retirado do treinamento daquela forma.
— Não me diga que os boatos de você ter trago um desconhecido para cá e verdade! — Kanon agora tinha a voz mais controlada, mas ainda tinha um pouco de raiva ali.
Kanon não era o irmão mais calmo, e sim Saga, os dois já se conheciam desde a barriga da mãe, se completavam, mas havia momentos que eles brigavam feio, por discorda em alguns aspectos.
— É verdade! — Saga falou sombriamente. Já esperava por uma reação do irmão contraditória aos seus atos.
— Como você faz uma coisa dessas? Eh? — Kanon deu um soco na parede ao seu lado.
— Oi? Não desconta em mim por está frustrado por não poder dar uns amasso no príncipe! — Saga foi direto ao ponto, afinal se seu irmão poderia falar o que lhe incomodava, ele também diria.
— Não confunda! Você está nos pondo em risco. Quem é esse garoto?
— Não sei! Eu o encontrei na praia.
— Não disse! Nem sabe quem é ele! Se não for um plano de Kamus, Eh? O imperador é conhecido por seus planos bem executados e não pela força de seu exército. — Kanon mudava o assunto ao seu favor.
— Sei que estou errado, mas não consegui deixá-lo. Se o tivesse visto, nem você conseguiria deixá-lo parar morrer, Convenhamos essa gente esta aqui é por causa de nós. Então que tal se acalmar e tentar conquistar o príncipe em vez de sempre que estiver com ele, humilhá-lo? — Saga não era besta, como sempre, conhecia o irmão, e nos jogo de palavras era melhor, às vezes!
— Concordo que foi graças a isso que todas essas pessoas estão aqui, porém nenhum deles foi pego nesse momento delicado, afinal, todos colaboram. E não diga asneira Saga. Gostando dele? O que ele tem para eu querê-lo? Eh? Não preciso ser educado, preciso que ele me tema e não fugi, até decidimos o que faremos.
— Kanon! Pelo amor de deus, se engane tudo bem faça como quiser aqui ninguém lhe julgara, mas não ouse tocar em um fio nele para machucar. Não quero perder esse acordo por nada.
— Porque está cismado com isso? — Kanon já estava mais calmo, todavia não gostava da forma que o irmão estava tocando no assunto. Sabia que Saga era um analista de primeira e isso e que o outro temia.
— Pois é o que eu vejo e seus olhos! Mas faça como queira. Só não toque no príncipe e nem no garoto que está nos meus aposentos, para a paz do local ele e minha responsabilidade, se algo ocorrer.
— Que encanto ele fez? Você sabe as regras e o risco de se comprometer por alguém! — Kanon agora tinha um sorriso pervertido nos lábios o que fez o irmão rir.
— Não sei, talvez seja só um Tristão perdido, mas que eu vou adorar não devolver para o mar, algo nele me encanta. Pelo menos sou capaz de admitir.
— Agora quero ver esse deus dos mares. — Kanon falou rindo e se pôs a correr com o irmão atrás de si.
Os dois ainda eram jovens apesar da responsabilidade que tinham nas costas, afinal em pouco tempo haviam conquistado muito.
Contudo de vez em quanto lembravam sua verdadeira idade, o que tornavam sempre as coisas mais calmas naquele cantinho do mundo onde todos eram iguais.
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— Onde estou? — A voz soou rouca, talvez por ter ingerido água do mar ou falta de uso.
— Oi! Está seguro aqui, acho! — Mu ditou. Não queria assustar o outro dizendo que achava no covil de bandidos. O jovem tinha vários ferimentos e parecia bem desorientado.
Achava ali algumas horas cuidando do moreno. Finalmente a febre dele tinha abaixado, e conseguiu tratar de algumas feridas. Em todo tempo, Mu ignorou seu estômago que roncava por alimento. Por seus cálculos estava há mais de um dia sem comer nada.
— Uhh... Meu corpo dói... — Murmurou o desconhecido.
O monge estranhou que o jovem deslizasse a mão pela cama, era como se tentasse reconhecer onde estava com o tato. O que mais estranhou era que mesmo de olhos abertos em momento algum ele olhou para si, seus olhos azuis quase cinzas se focavam no teto.
— Está um pouco ferido, e teve febre, mas ficará bem! Chamo-me Mu, e você? — Seu tom de voz era suave, a fim de transmitir segurança e confiança para o moreno para mostrava tão desorientado.
— Eu... — Havia certa insegurança na voz do moreno, como se avaliasse se realmente devia revelar quem era. — Shiryu...
— Prazer! Consegue sentar? — Sugeriu e ao receber um aceno de cabeça do outro, o ajudou a sentar na cama, com algumas almofadas de apoio. — Você... — Os olhos de Mu arregalaram quando ele finalmente entendeu a forma desinteressada que o outro olhava.
— Sou cego, mas tudo bem é desde criança, e me acostumei já. Saiu-me até bem! — O jovem moreno que se chamava Shiryu disse com simplicidade, o que revelava que ele lidava bem com sua deficiência, e não ligava para o que as pessoas considerariam. Tinha pessoas que detinham revoltas contra a vida, ou sentia pena de si mesmo, mas o moreno parecia adaptar bem sua ausência de visão. — Onde estamos?
— Eh... Um forte de alguns...
— Um vilarejo que ficava as margens do mar de Tranaden. — A voz de um dos gêmeos se fez presente, justo Saga, que aparentemente não queria que o jovem que ele salvará soubesse que achava em um covil de ladrões.
Mu estremeceu encolhendo toda na cama quando viu os dois gêmeos entrarem. O olhar penetrante que Kanon lhe fez, proporciono que a lembrança do último encontro dos dois viesse a sua mente, o fazendo temer, e desvia o olhar.
— Devia está no outro quarto! Não sabe seguir uma regra príncipe? — Kanon disse grosseiramente.
— Eu... Só vim aqui por curiosidade, e ele estava passando mal, só quis ajudar. — Disse sem encarar o outro. A vergonha de tido seu corpo tocado e visto ainda o cobria.
— Sei! Não estava tentando fugir.
— E se tivesse qual o problema? Sou um prisioneiro aqui, e normal que queira uma fuga para sair desse inferno. — Mu alterou a voz. Até tentará agir mansamente, mas aquele ladrão o tirava do sério. Sempre grosso e implicando consigo.
— Também sou prisioneiro aqui? — O moreno indagou com semblante penalizado.
— Kanon, que tal levar o príncipe de voltar para seu aposento? Creio que preciso investiga o jovem que salvei. — Saga disse ao sentir que as coisas esquentariam. Se seu irmão fosse discutir com o prisioneiro, que fosse longe.
— Mandões! — Mu bradou saindo da cama e virou para o outro menor. — Shiryu se precisa me chame, e não deixe se levar por eles... São ladrões e assassinos. Cuidado! — Falou vendo o peso do que falara para o outro, e virou sobre os pés rumando para o quarto de Kanon, sendo seguido por esse.
— Sou mesmo prisioneiro aqui? Não tenho nada de valor, por favor... — Shiryu pediu em mansa voz, mas o abalo da informação estava lá.
Saga manteve o silêncio por um tempo. Sentou na borda da cama, e tocou gentilmente a face do moreno.
— Não vou mentir, estamos em um forte que é considerado o lar de muitos ladrões e falsários. Não somos assassinos sem coração, apenas lutamos para sobreviver. — Saga dizia com a voz branda.
— Sou prisioneiro aqui?
— Não! Eis meu convidado. Eu estava hoje de madrugada andando na praia, e o encontrei inconsciente. Tinha ingerido muita água salgada, e vários hematomas. Só não pude deixá-lo lá.
As bochechas de Shiryu tomaram um tom carmesim. Sua face estava virada para a parede, e suas mãos sobre o colo.
— Obrigado!
— Meu prazer. Como se chama pequenino? — Indagou. Saga tentava ser superior e frio, mas em sua voz percebia o efeito daquele desconhecido.
— Shiryu...
— Saga! Pode olhar para mim, não vou ter machucar. — Disse incomodado pelo fato do moreno olhar para qualquer outro ponto, menos para si.
Shiryu moveu à cabeça em sentido a voz do seu salvador. — Mesmo que fosse a medusa não me faria mal. Sou cego, não vejo a luz do dia ou a forma das coisas. Sinto muito! — Disse em baixa voz.
Os olhos de Saga arregalaram-se. Seu coração pesou pelo outro. Não devia ser fácil ser privado da luz e as cores. Ele acabou segurando as mãos do moreno entre as suas e olhou para ele ternamente agora.
— Está com fome? — Desviou o assunto. Não sabia se para Shiryu era fácil falar sobre sua invalidez.
— Sim! — Afirmou envergonhado. — Vou pode falar com Mu de novo? Ele ficará bem? — Ele mostrou preocupado com o outro. Mu o transmitiu confiança, e pensar que ele seria ferido pareciam errado.
— Ele ficará bem! Não somos maus, mas o pagamento do sequestro dele garantirá o sustento de muitas pessoas. O devolveremos sem um arranhão. — Disse Saga. Ele não entendia. Tivera muitos em sua cama, mas nenhum o puxou como aquele moreno.
— Obrigado por me salva.
— Meu prazer! Vou só pedir para trazerem algo para você comer, e falar com meu irmão para ele deixar Mu lhe fazer companhia. — Disse dando um beijo no topo da cabeça de Shiryu, e em seguida retirou-se do recinto, mas com previsão de voltar rapidamente.
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Milo não acreditava que estava de novo naquele quarto. O imperador ainda não estava lá, mas mesmo assim ele não gostava, na certa quando visse o mesmo começaria a rir, e levaria pelo menos mais alguns tapas.
Sentado em uma cadeira perto da porta, Milo se sentia bem perturbado. O loirinho não soube por quanto tempo esperou, contudo fora o bastante para deixá-lo mais inquieto e nervoso. Quando escutou o barulho da grande porta sendo aberta, levantou da cadeira, cruzara os braços e não havia uma expressão boa em seu rosto.
— Espero que não esteja em pé por muito tempo! — Kamus falou com um sorriso no rosto, provavelmente atrasara-se de propósito.
Milo por sua vez, deu um sorriso de lado sarcástico e ignorou o que o outro havia falado.
— Milo... Milo... Milo! Acho que os deuses ouviram suas preces. Talvez possa te livrar! Caso essa seja sua opção, claro. — Kamus tirava suas joias pomposas a pondo em um recipiente propício.
— E claro que quero.
— Calma! Ainda nem falei suas escolhas. – Kamus virou para Milo com um olhar predador e um sorriso sarcástico.
Milo não sabia o porquê, contudo, algo de bom não vinha dali, mas só de imaginar estar livre do Harém já era um sonho.
— Então? — Milo perguntou diante do silêncio do imperador.
— Eu estava precisando de novos empregados no castelo, achei um empregado muito interessante e belo, e acho que vou por ele no meu Harém, assim ele pode substituir sua vaga, caso queira.
— Espera! Você comprou um empregado? Vou trocar com ele? E isso?
— Vejo que é pobre mais não ignorante! — Kamus sorriu e se aproximou felinamente de Milo. — Contudo ainda paguei por você, e quero meu dinheiro de volta, se aceitar, o jovem vai para o Harém e você trabalhara sete anos para pagar sua dívida.
— Sete anos?! — Milo achava aquilo um absurdo.
— Sim! Sete anos ou nunca ouviu falar em juros? Mas vai viver bem no castelo, e terá o direito de ir e vir no meu reino tem que saudar a dívida.
Kamus analisava cada expressão que Milo dava, estava amando aquilo.
— Então o que falta para poder aceitar?
— Vou trazer o jovem aqui, e você vai olhar para ele e vai ver se deve fazer a troca ou não.
Milo não havia gostado disso, não queria ser um deus que decidia a vida dos outros, porém não queria aquilo para si, e sabia que a vida não era justa.
— Então posso mandar trazer o jovem? — Kamus tinha um sorriso no rosto, que Milo atordoado não havia reparado!
— Sim! — Milo engoliu a seco.
Kamus com passos calmos seguiu até a porta abrindo-a com certa calma, que só dera mais nervos em Milo.
Quando um soldado entrou com um corpo desacordado, com a face serena. Milo entrara em choque. Não acreditava que aquilo estava ocorrendo. Certamente à vida não era justa, nem um pouco.
— Você está brincando?! — Milo falou alterando a voz e o sorriso de Kamus ficara bem maior.
— Você o conhece? — Kamus fingiu descaradamente uma voz de surpresa.
— Mais que porra! O que você quer com isso; Eu nunca aceitarei dar essa vida a ele, nunca, Shun. — Milo falou pegando o amigo nos braços do soldado.
Shun era seu único amigo. O jovem de cabelos morenos e olhos esmeraldas era muito mais delicado e tímido. Os dois viviam o mesmo inferno, porém quando estavam juntos se divertiam bastante.
Milo nutria pelo menor um amor de irmão. Nunca o entregaria a Kamus ou a um Harém. Nunca. Não faria o que seus pais fizeram com ele e provavelmente os pais de Shun também.
— Pelo visto acertei no seu ponto fraco. — Kamus sorria para cena, de Milo no chão com Shun nos braços.
— O que você quer com isso? — Milo abraçou o outro contra o peito.
— Te domesticar! Você é o único nesse reino que se nega a mim e me faz de bobo, punições físicas não adiantara, porém uma fada me contou que você era movido ao sentimento, depois disso foi fácil, era só ir ao buraco onde você nasceu e por algumas moedas consegui respostas melhores do que estava imaginando. — Kamus sorria abertamente. Havia vencido e sabia disso. — Agora a proposta não foi uma falsa. Pode mudar de destino com esse menino. Ou pode começar a respeitar as regras, se não vão os dois para meu Harém, você é quem sabe.
— Por favor, não toque em Shun. Ele é puro! — Milo tinha lágrimas nos olhos. Havia perdido tudo, mas não deixaria isso ocorrer com Shun, não deixaria mesmo.
— Hum... Já vejo os efeitos. Uma educação maior, isso me agrada. Sim! Não tocarei em nada dele, se você começar a me obedecer! Será que estou claro?
— Sim senhor. — Milo se sentia derrotado, e com medo do que estava por vir.
— Ótimo! Acho que nunca tivemos uma conversa tão civilizada. — Kamus estava feliz. Havia ganhado, e sempre amava ganhar. — Agora se retire com ele quero descansar, quando ele acordar vou mandá-lo para seus afazeres, já você quero amanhã à noite aqui de voltar. Compreendeu!
— Sim senhor!
— Então suma da minha frente! — Kamus tinha um olhar lascivo para Milo, enquanto este tinha um olhar de ódio puro para o imperador, enquanto pegava o pequeno no colo.
Talvez suas maiores diversões só estivessem começando. Kamus pensava consigo.
Continua...
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