Casualty Of Love
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Boa leitura!!
Milo foi arrastado até a antes sala do quarto do rei, era um grande corredor onde foi deixado, jogado para ser mais franca, a grande porta de madeira com mais de dois metros foi fechada em suas costas causando um cala frio mortífero em Milo.
Não sabia muito do rei e ele temia justamente isso, sabia que aquilo não ia da certo, contudo não queria morrer antes de estar mais uma vez com os irmãos.
Milo ficou andando de um lado para o outro que nem uma barata tonta, hiperativa que sempre fora. Até que a segunda porta daquela sala de espera resolveu se abrir, Milo prendera a respiração, tinha que ter um plano B.
O loiro ficou parado de costas para a porta. Temia-se virar e encarar o tal “Rei”. Seu corpo ficou tenso e duro. Sua mente trabalhava rapidamente para arrumar uma solução. De maneira alguma estava indo se deitar com aquele homem.
Com os ouvidos atentos captou o deslizar do imperador sobre o piso do quarto.
Milo ficou tenso quando sentiu a aproximação. Seu coração pulsava tão forte que temia que ele fosse parar a qualquer momento. Fechou os olhos quando dedos tocaram as mexas loiras, tão sutil e leve. Mordeu os lábios para evitar o rugido de raiva quando a respiração chocou contra sua orelha.
— Um belo espécime que ganhei! Pele bronzeada, cabelos dourados... Um corpo esquio... Qual a cor de seus olhos? — A voz do imperador era profunda e calma, com uma borda fria que exigia respeito.
Milo enrijeceu quando os dedos longos tocaram em sua cintura, e a outra em seu outro. Foi forçado a virar, e temeroso suas pálpebras deram espaço as hipnotizantes safiras.
Prendeu a respiração! Não era mentira sobre os boatos. Parecia está diante de um deus. Os longos e lisos cabelos ruivos desciam acariciando os ombros e costas. Os olhos verdes tão gélidos que faria o mais forte guerreiro se ajoelhar, porém desvendar a alma.
Sem conseguir deter seus olhos foram descendo e captando cada detalhe daquele homem. A pele tão branca como porcelana, os ombros largos... Os braços fortes que sobressaiam como montes... O abdômen desnudo feito em quadrados delineados. Os quadris finos, e o entrada do baixo ventre que a calça de cós baixo não escondia... Até as pernas torneadas que o tecido leve moldava.
— Gostou? — O imperador indagou puxando Milo pela cintura permitindo que seus corpos se tocassem. Viu aquela face perfeita ir se aproximando de si, e por segundos ansiou descobrir todos os segredos dos amantes. Porém, breves segundos.
Milo fez menção de fechar os olhos e aceitar o convite daqueles lábios finos e sedutores, no entanto enquanto o imperador achava distraído no jogo de sedução, a perna de Milo moveu.
O que se seguiu em seguida foi o grande Imperador do reino de Tranaden inclinando para frente, e tentando segurar a faceta de dor. Até os mais fortes guerreiros se curvariam depois daquela bela ajoelhada nas partes íntimas, maior ponto fraco de um homem.
— O que pense que vai fazer? Se gostei? Não tem modéstia não? Achar que é o último copo de água em meio ao deserto? — Milo disse colocando-se uma boa distância do ruivo. — Vai chega e colocando essas mãos sujas!
— Seu...
O imperador de Tranaden Kamus era um dos homens mais temidos e poderosos. Os rumores era que seu temperamento era temível e mais frio que as eternas geleiras de Aleron. Sua arrogância e feios cruéis eram sempre divulgados.
Quando Kamus respirou fundo e ignorou a dor ele endireitou a coluna, voltando a sua postura superior e majestosa. Os olhos verdes caíram sobre o Uralain.
Os olhos mostrava claramente o demônio que aquele imperador era. Um ser feroz e calculista! Um gladiador nos campos de batalha, que regia seu povo com mãos de ferro, porém ainda era aclamado.
— Tem tal audácia! Um reles prostituto. — Disse em fúria, mas sem nunca alterar o volume de sua voz.
— Correção! Já me chamaram de muitas coisas, porém de prostituto não podem. Primeiro quem é prostituto receber por seu corpo, e não estávamos vendo nenhum acordo de pagamento aqui, e segundo... — Ficou meio corado em dizer. — O segundo ponto não é da sua conta! — Disse dando passo para trás. Sabia que estava praticamente se jogando na cova do leão, mas se ia morrer, faria isso com dignidade, pois era única coisa que tinha e que ninguém iria tomar de si.
— Tens razão! Não passa de escravo. O comprei por meras moedas, logo sua vida, suas emoções e até mesmo sua respiração pertence a mim. — Falou andando com graça em sentido ao loiro. A sensação de caçar sempre atiçava Kamus que muitas vezes no dever de suas obrigações se via entediado e sobrecarregado. — Vai deitar naquela cama, abrir suas pernas, e geme como puta de seu mestre que eis.
— Hã... Hã... Hã... Não me faça rir! Só se fosse para deitar é boceja de tédio. Aposto que eis mais frio que as geleiras de Aleron. Pinguim. O imperador Pinguim! Perfeito par você, não?
— Vou ensinar o que é respeito! — Disse tomando o chicote que encontrava em uma das mesas no quarto, que fazia parte do arsenal do Harém.
— Vamos ver quem vai ensinar quem! — Milo bradou. Nem em sonhos ele iria deixar alguém bater nele. Quando Kamus avançou sobre ele, o loiro pegou a primeira coisa que encontrou no caminho e jogou.
O ruivo tinha habilidades sem igual, e não foi difícil desviar do vaso que veio em sua direção, e espatifou contra a parede.
— Seu fedelho! — Falou entre os dentes. Sua longa paciência estava perto do limite. Não gostava de perde, e teria aquilo que desejasse. Contudo teve que ser rápido para desviar da enxurrada de objetos que voaram em sua direção. — Pare com isso!
— Então me de minha liberdade! Deixa-me ir embora!
— Só se for a um caixão, ou nem isso por que me forçaria gasta mais dinheiro contigo. — Kamus disse moveu o chicote para acertar o menor, mas esse foi mais rápido e colocou-se a uma distância que o imperador não poderia acertá-lo.
— Mula teimosa! — Gritou o loiro. Sua sorte que ali detinha muitas coisas, e todas foram pegas e jogadas contra o grande imperador de Tranaden. Desde bandejas, frutas, velas, cordas, vasos, espelhos... Kamus realmente estava tendo um mau momento para desviar.
— Como seu rei, ordeno que pare! — Kamus literalmente gritou exigindo rendição.
— Pode mandar em seu paizinho, mas não em mim! Sou dono do meu nariz. — Disse colocando a mão atrás até que pegou uma faca, no entanto sem reparar o que era jogou.
A mesma passou de raspão no rosto de Kamus, fazendo um filete de sangue brota da sua bochecha maculada.
O imperador levou a mão no rosto colhendo seu sangue. Para alguém – até mesmo o melhor guerreiro – fazer Kamus sangra tinha que ser muito bom.
— Seu inseto insignificante.
— Se eu fosse tão insignificante assim, não estaria tentando chegar às minhas calças! — Disse cantando a vitória.
— Eu...
— Majestade! — Um eunuco entrou apavorado na sala. E arregalou os olhos ao reparar na destruição do local. Tudo estava fora do lugar, o rei descabelado e arfando, assim como o loiro.
— Me de um motivo muito bom para não envia-lo a forca por me interrompe? — Kamus bradou em fúria. Ele já estava possesso devido a o sequestro de seu primo, depois tinha tido aquela batalha ridícula com um Uralain agora vinha alguém gritando como se tivesse em guerra.
— Desculpa-me alteza, mas é que chegou uma mensagem sobre o sequestro do príncipe Mu. O senhor disse para informar não importasse onde estivesse. — O pobre serviçal disse tremendo por sua vida.
— Uhh... Ok! Estou indo. E... — Olhou para o loiro que pegou o que tinha mais perto por reflexo. — Mande esse Uralain de voltar ao Harém, tratarei dele depois. Ordenou virando as costas para Milo e saindo dos aposentos.
O loiro largou o que segurava e suspirou. Não tinha ganhado a guerra, mas pelo menos a primeira batalha sim. Aquilo tinha sido desgastante, e acabou lhe dando fome e sono.
— Não ouviu o imperador? Siga-me. — Disse o eunuco.
“Só tem gente com ego enorme nesse lugar!” — Pensou consigo mesmo seguindo o cara baixinho com vestes estranhas.
–oo0oo-
Mu ainda sentia o balançar do cavalo. Sua mente começou a ficar menos nebulosa. Quando foi ver, seu corpo e sua cabeça estavam encostados no corpo atrás de si.
Assim que sua mente estava lúcida o suficiente para perceber isso, Mu tratou de se endireitar. Suas bochechas ficaram mais coradas do que já estavam, pois com aquela amordaça era difícil de respirar, e seu Sari naquela tarde quente só lhe deixava ainda mais com calor!
— Vejo que a princesa acordou. — A voz do Rei dos ladrões soou nos ouvidos de Mu.
Mu se remexeu onde estava sentado. Não queria o outro mais perto de si do que já estava, fazendo isso, não acostumado, quase caiu do cavalo, porém como os braços de Kanon estavam segurando as rédeas manteve seu corpo ali.
— Não estar acordado nem há cinco minutos e já esta fazendo merda Princesa! — Kanon falou mais alto dessa vez e rira consigo mesmo.
Mu por outro lado, balbuciou algo totalmente incompreensível, mas demonstrava toda sua raiva.
Alguns dos ladrões sorriam com a cena do menor revoltado, realmente eles eram feras não domesticáveis.
Em poucos minutos os cavalos se encaminham para uma trilha invisível na qual eles mesmos traçaram. Mu não entendia nada, só via os cavalos seguirem mais e mais para o meio do nada.
Aos poucos o cheiro do mar foi se fazendo mais e mais presente, e um grande barulho de movimento também.
— Bem vindo ao meu lar! — Kanon falou e os cavalos começaram a cavalgar mais rápido.
Aquilo tudo era muito impressionante aos olhos de Mu.
Havia uma espécie de antigo feudo, uma grande casa, com muros altos, contudo o mais absurdo era o número de pessoas que ali continha. Aquele grande número não cabia na grande casa, porém as duas montanhas que ajudavam a esconder a casa junto com a floresta era regada de cavernas que bem cuidadas haviam se transformado em bons cômodos.
Ali era um local perfeito. As duas altas montanhas para refúgio. A floresta que ligava a trilha, para as estradas e também garantia animais, comida, e também havia o mar, uma última rota de fuga, mas também um belo local para treinamento e pesca.
Mu estava totalmente admirado com o local, se não estivesse naquela situação teria parabenizado quem pensou naquilo, pós o local estava definitivamente fora do mapa.
Os cavalos iam passando e todos que estavam no caminho abriam passagem, talvez uma forma de respeito ou para não serem pisoteados.
Assim que estavam dentro do muro os cavalos foram diminuindo a velocidade, até que pararam.
Mu sentiu um gelo, ao ver todas aquelas pessoas armadas, musculosas e altas, realmente até ele se achava uma princesa perto daquilo.
Agora definitivamente sabia que estava na merda, não deveria ter aqueles pensamentos, mas tinha acabado de olhar para uma mulher que era mais alta que si e tinha o dobro de músculos que os seus.
Assim que Kanon desceu de seu cavalo, puxou consigo Mu, no rompante o mesmo quase cairá no chão, no entanto seus joelhos lhe mantiveram em pé.
— Pelo visto conseguiram! -— Uma voz idêntica a que Mu já havia ouvido ditou entre a multidão, aos poucos o clone exato de seu algo parecera na sua frente.
“Só posso estar ficando louco” — Mu pensou consigo, afinal se falasse não iria ser entendido.
— Sim Saga! Agora me faça o favor e o leve para o calabouço. Estou com dor de cabeça. — Kanon falou para o irmão gêmeo.
Todos os que estavam ali presente subjugavam Um. Muitos olhares não eram amigáveis, não se importava, cada um tinha o modo de ver o mundo, Mu não iria julgá-los.
Empurrado de forma bruta, Mu fora em direção a o tal Saga, naquele momento o jovem príncipe só pensava que o outro tivera mais sorte no nome, queria poder falar aquilo para o homem desprezível, porém com mão e bocas amarrados não conseguiria.
Seguindo o outro a bom gosto, Mu tentava gravar cada curva que fazia afinal, não pretendia ficar parado.
A casa parecia ter três andares para baixo, para desespero de Mu, quanto mais descia mais escuro ficava, aquilo não lhe agradava em nada.
Até que chegaram a um tipo de masmorra, onde Mu fora jogado. Saga prendera o pé do menor em uma algema que havia na própria cela, limitando até o outro podia andar naquele cubículo, e depois soltara sua mão.
— Tenha uma estadia agradável. — Saga deu um sorriso sarcástico para Mu e sumira.
O local era má incolumidade, cheirava a mar. Via que nas paredes escorria algumas gotas de água. Mu logo presumiu que deveria estar perto do mar, ou dentro do mesmo.
As mãos finalmente livres libertar sua boca, seus lábios já estavam secos e machucados. Estava com raiva, raiva de tudo.
Se pelo menos alguma vez na vida fizesse o que queria, nunca estaria ali.
Mu não sabia quanto tempo estava ali, havia alguma rachadura no local, pois sempre tinha uma gota pingando.
Não podia fazer nada, ninguém para falar, horas já haviam se passado, mas Mu não conseguia se da conta disso, afinal ali estava tudo escuro.
Aos poucos procurou uma distração fazendo o que mais gostava quando estava sozinho, cantava para si, aliviava seu coração.
Eu poderia voltar para todas as risadas;
Mas eu não quero mais voltar lá;
E eu sei todos os passos até a sua porta;
Mas eu não quero mais voltar lá.
Fale com o vento;
Fale com o céu;
Fale com o homem com os por que;
E me avise sobre o que você descobriu.
Eu deixarei minha janela aberta;
Porque eu estou muito cansada de chamar o seu nome;
Apenas saiba que eu estou aqui esperando
Que você venha com a chuva.
Mu se calou. Escutou passos, não era maluco sabia que havia alguém ali.
— Apareça! — Mu odiava ser vigiado e era aquilo que estava sentido naquele momento.
— O... Olá! — Uma criança apareceu no campo de visão de Mu.
Ele era pequeno e tinha os cabelos espetados em um tom vermelho, era bem fofo, e Mu acabara sorrindo para ele.
— Aqui não e um bom local para crianças! — Mu falou bem calmo.
Estava feliz pelo menos não estava mais sozinho.
— Não sou criança! Está havendo uma festa lá encima, não quero ficar lá? — A pequena criança sentou bem de frente a sela de Mu, e o jovem de cabelos lilás se aproximara também.
— Hum... Acho que essa festa e culpa minha! — Mu sorria para o menor, sentia coisas boas vindo dele, apenas intuição.
— Certamente, sempre quis conhecer um príncipe. — O pequeno falou com os olhos crescendo.
— Não a nada de diferente entre você e eu! Olha! — Mu estendeu o braço para ele. — Se olhar bem o seu braço e igual o meu só muda o tamanho isso porque você ainda e pequeno! — Mu sorria para o menor e falou manso.
A criança olhava de seu braço para o de Mu e sorria com aquilo.
— E igual!
— Sim é! Chamo-me Mu e você?
— Kiki! — O pequeno falou seu nome com um sorriso no rosto e um orgulho na voz, de forma tão adorável, que Mu não resistiu e riu.
— Você é muito fofo! — Mu ria, porém sua barriga roncou aquele momento, mas foi tão alto que tanto ele quanto Kiki começaram a rir da situação.
— Há! Eu trouxe isso para você. — Kiki falou abrindo uma sacola que levava preso na cintura e dela tiraram algumas uvas, uma maça, e uma banana. — Sei que não e um banquete real, mais acho que vai diminuir sua fome.
— Sabe Kiki, você foi a melhor coisa que me aconteceu hoje! — Mu falou agradecido, pegando o saco da mão do menor e começando a comer. — Obrigado.
Kiki ficou lá por muito tempo fazendo companhia a Mu, os dois falavam mais sobre banalidades do que algo realmente importante.
Mu por um momento esquecera que estava preso e se sentiu “em casa” com o menor ao seu lado.
Os dois estavam tão distraídos que não repararam que estavam sendo observados.
Continua...
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