Casualty Of Love
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês. curtam ele.
BOa leitura!!
Kiki ficou lá por muito tempo fazendo companhia a Mu, os dois falavam mais sobre banalidades do que algo realmente importante.
Mu por um momento esquecera que estava preso e se sentiu “em casa” com o menor ao seu lado.
Os dois estavam tão distraídos que não repararam que estavam sendo observados.
— Você tem uma bela voz. Eu o ouvir cantando! — Kiki disse. O pequeno encontrava sentando em frente à cela com as pernas cruzadas. — Cantava no castelo? — Indagou na sua inocência.
Mu riu um pouquinho. — Não vivia no castelo! Eu cresci em um monastério. Vou me torna sacerdote.
— Que dizer que não vai casar e ter filhos? — Ele perguntou virando a cabeça se mostrando bastante interessado.
— Não! Quando você se torna Sacerdote abdicar dessas coisas, pois passa a viver para reza e ajudar os outros. Coisas como casamentos e filhos, abrimos mãos. — Explicou para o pequeno que ouvia tudo atentamente.
— Tio conta histórias para a gente! — Uma terceira voz se fez presente. E ao aproximar mais Mu pode identifica sendo uma menina, apenas um pouco maior que Kiki.
Não demorou e ele tinha o número de sete crianças sentadas na sua frente. Ficou abismado. Ela não deveria está ali, mas pelo visto os adultos estão tão ocupados na tal festa, que não cuidaram delas.
Mu sentou ereto e umedeceu a voz e começou a conta um das muitas histórias que aprendeu no templo quando criança, e que costumava conta para as crianças de lá.
Não soube dizer se passou horas ou minutos, mas entre as historias o numero de criança foi crescendo e de várias idades, no final devia ter cerca de vinte pirralhos ali.
— E assim, o guerreiro salvou a princesa, e eles viveram felizes para sempre! — Falou chegando ao final de mais uma história.
— Eca! Ele beijou-a. — Um dos meninos fez cara de nojo.
— Foi tão lindo! — Uma menina de seus doze anos disse com olhar sonhado.
— Conta outra! — Pediu alguém, e os demais começaram afirmar o pedido por mais, porém antes que Mu dissesse algo uma voz soou.
— Por hoje chegar crianças! Passou a hora de vocês dormirem.
O jovem de fios lilases encolheu guiando seus olhos para um ponto qualquer de sua cela. Na estrada teve audácia de enfrentar aquele ser, mas agora se sentia tão vulnerável.
As crianças começaram a reclama:
— Mas estão tão legal! — Kiki disse se colocando como líder de todos.
— Outro dia podem vim e ele contará mais, afinal ficará uns dias aqui até o pagamento do resgate. — Kanon disse tranquilizando os pequenos que um a um foram saindo e desejando boa noite para os dois homens. Quando todos saíram e somente o ladrão e o prisioneiro se achavam presentes, Kanon saiu das sombras e parou em frente à prisão do príncipe sacerdote. — Belas histórias. Contos que existe somente na imaginação de tolos e crianças. E creio que sabe em qual patamar está. — Em seus lábios tinha um sorriso de escárnio.
— Se veio aqui me insulta pode ir embora. Sou seu prisioneiro, não quer dizer que tenho quer tolera sua cara feia e presença constante. — Disse fechando os punhos de raiva.
— Tem a língua afiada principezinho, mas vamos ver até quando. Vou quebrá-lo para que aprenda ter humildade. — O rei dos ladrões disse segurando as barras da cela, e inclinando em sentido ao menor.
— Um criminoso sem escrúpulo ou alma me ensina alguma coisa? Duvido! — Mu rebateu, contudo com o olhar que viu no outro se arrependeu.
Kanon lambeu os lábios e olhou ferozmente. — Esse monstro vai ensiná-lo o que o monastério não faz. — Disse apontando para o príncipe antes de dar as costas e sair dali.
Mu ficou calado encarando o lugar que o outro estava antes. Um aperto em seu coração anunciou que sua vida estava para mudar. Suspirou profundamente. Espera que pudesse sair logo dali.
Sem muita opção de mínimo conforto ele deitou no chão de pedra, e encolheu em posição fetal. Seus braços finos rodearam seu corpo, na vã tentativa de se aquecer.
–oo0oo-
— Qual posição Donko? — O imperador Kamus indagou ao entrar no salão de reunião. Encontrava-se com seus generais, capitães, conselheiros reunidos, todo no empenho de localizar seu primo.
Tinha sido por sua insistência que o Monge Shion deu a liberação de Mu volta ao reino de Tranaden. Sabia que o primo não tivera opção nem escolhe de seu próprio destino. Uma promessa de sua mãe e desprezo de seu pai levou a ser isolado do mundo.
— Os soldados foram achados, todos estão vivos. Segundo eles foram atacados pouco tempo depois que saíram do monastério. Era mais de sete homens, e todos bem armados. E um deles deixou isso! — Donko o general e conselheiro de Kamus disseram entregando a carta.
— O que diz? — Indagou superior.
— São bem claros e diretos! Querem a quantia estipulada daqui a três dias do contrário começaremos a receber o príncipe em pedaços! — Outro general ditou.
O imperador olhou para todos. — O que estão esperando, responda a carta perguntando o local de encontro!
— Mas majestade! Não podemos ceder a tais criminosos. Vão achar que podem fazer o que quiserem.
— O que sugerem? Quer que eu deixe eles mandarem meu primo em pedaços? Por que não estou vendo nenhum de vocês fazerem nada ou sugerir. — O imperador ditou em fúria. Seus olhos ardiam em raiva.
Todos na sala estremeceram, e muitos engoliram em seco.
— Acho que devemos ir ao encontro marcamos e tentamos negociar, não por preço, mas uma garantia que o príncipe está bem e o devolveram conforme trato. — Donko disse sabiamente.
— Certo! Tome a frente disso Donko, e me mantenha informado. E descubra quem é o traidor.
— Como alteza? Não entendemos. — O conselheiro Tatsumi, um homem de meia idade e careta. Não era segredo que ele era um grande bajulador e covarde, para se salvar venderia a própria mãe.
— Não tinha como os ladrões descobrirem sobre a vida de Mu sem alguém tê-los informado.
— Farei o que solicita majestade. — Donko disse suscitou. — Perdoe não está presente para protegê-lo.
— Peça Aiorio ir ao meu cabinete! — Pediu em meia voz para seu conselheiro e amigo de longa data. — E os demais, vão trabalhar! — Disse aos outros. Com graciosidade e leveza retirou-se do local.
— Alteza! Sobre o presente que trouxe!
— Uma fera a ser domada! Um desafio é tanto! — Falou sem virar-se para o moreno e seguiu seu percurso.
–oo0oo-
Os dias foram se passando. Mu não fora mais visitado por Kanon, apenas as crianças que passavam o dia escutando histórias, para alguns bandidos isso era bom, pelo menos as crianças não perturbavam, para outros não queriam perto do prisioneiro, mas no final as crianças sempre passavam o dia lá!
Mu gostava da presença dos mesmos. Não o fazia senti-se solitário.
Era início da tarde. Vários cavalos do imperador estavam no meio da estrada, lá se encontrava Donko, conselheiro do mesmo.
Aos poucos alguns cavalos com homens encapuzados começaram a se aproximar.
— Cadê nossa encomenda? — O bandido que estava na dianteira falou imponente.
— Vejo que não trouxeram consigo o príncipe! — Donko rebateu Não estava surpreso.
— Vocês não cumpriram com o trato!
— Muito menos vocês! Nós queremos o príncipe de volta, contudo queremos essas informações. Entregue ao seu líder. Uma semana para um novo acordo. Não achem que não podemos invadir e matar todos os seus para recuperá-lo, mas vamos evitar derramar sangue, sim! — Donko se aproximou, dando o pergaminho na mão daquele que estava na dianteira.
Sem falar mais nada o grupo do imperador virou as costas e tomou seu rumo, diferente dos ladrões que ficaram abismados com a audácia do governante, em fazer aquilo.
Mais a verdade seja dita, tanto os ladrões quanto o imperador sabiam com quem estavam lidando, aquilo ali era um jogo de cartas marcas, iria depender de quem desse o primeiro deslize.
–oo0oo-
Já Milo passara os dois dias planejando sua fuga, e naquele momento havia conseguido, pelo que pareceu, o imperador não queria estresse naqueles dias o que ajudava o loiro monitorar tudo.
— Droga! — Os pés descalços corriam rápidos pelo grande corredor.
Onde estava mesmo?
Milo havia conseguido sair daquele maldito quarto na troca de guardas, contudo não pensou direito o que faria depois. O castelo parecia maior, bem maior, do que antes.
Mesmo perdido o menor não queria e nem podia ficar parado, afinal já tinha sido avisado que naquela noite o imperador queria vê-lo, e sabia que não teria a mesma sorte como tivera da outra vez.
Sua pisada fazia eco enquanto corria. Quando reparou que estava no primeiro andar, pulou por uma nas janelas, imaginando que do lado de fora seria mais fácil achar a saída de seu cárcere.
Doce sonho encantado de Milo, afinal a proteção de fora era muito maior que a interna, o lema era. “Tudo entra, mas nem tudo sai!”
Milo se encontrava no jardim de inverno, justamente as costas do grande castelo, ali havia um bosque que levava diretamente para a grande cidade do império.
Sem pensar duas vezes o loirinho entrou na mesma, contudo, não foi muito longe, afinal, aquela era uma das áreas mais vigiadas, para evitar justamente que alguém entrasse por ela.
Naquele dia, ironicamente impedisse que saísse.
Milo ouvia os cavalos atrás de si, mas nem por isso havia parado, e nem iria, queria sua liberdade e teria, nem que sua vida dependesse disso. Contudo a perseguição não durou muito, Milo achava a pé e os cavaleiros treinados em seus grandes cavalos.
Rapidamente foi apanhado, claro que Milo não era fácil, acabara sendo cortado ao tentar passar pela barreira, erro seu!
Agora o loiro podia ver o pôr do sol da garupa de um cavalo qualquer, estava com as mãos amarradas e sendo carregado como um saco de batatas. Aquilo não era agradável.
Em poucos segundos Milo estava de volta para o castelo. Era incrível que ele demorou minutos para chegar àquela floresta, agora em segundos estava de volta. Aquilo tudo era revoltante.
O jovem loiro estava tão concentrado em ver onde havia errado ou de como os cavalos eram mais rápido que as pernas humanas que nem reparara onde já estava.
— Saiam! — Kamus ordenou sério encarando o loirinho.
Milo despertou com o timbre alto do outro. E fora olhando novamente para aqueles olhos verdes e que reparara o quanto estava ferrado naquele dia.
— O que pensas que esta fazendo? — Kamus o puxou pela corda que prendia a mão de Milo com uma força descomunal, que no rompante o menor cairá no chão de joelhos.
— Ai! Eu estou saindo daqui! Ou pelo menos estava! — Milo falou vendo agora os joelhos ralados, e provavelmente roxos, mas tarde, como se já não bastasse seu braço.
— Está-me fazendo de palhaço garoto? Acha que havia esquecido o nosso outro encontro? Eh? — Kamus indagou puxando mais a corda, fazendo cada vez mais ele e Milo ficarem próximos.
— Eu só quero sair daqui. Porque me queres tanto?! Afinal só vou te dar trabalho. Deixe-me ir embora, não volto mais, e melhor para nos dois, afinal para que me quer tens um Harém cheio de pessoas que gostam disso, eu não!
Mesmo Milo estando no chão encarava de igual para igual o imperador. Os dois ficaram se olhando por um bom tempo, nenhum disse uma palavra sequer, até o imperador dar um grande suspiro.
— Gosta de fazer os outros de palhaço? — Kamus falou se ajoelhando ficando no mesma altura que Milo. — Sei da dívida da sua família, não tens para onde voltar. Aqui está protegido do mundo, lá fora você corre grandes perigos. Porque não aceita a oportunidade que tens e para de reclamar. — Cada uma de suas palavras era dita enquanto segurava o rosto de Milo em sua mão, e não era de uma forma suave.
— Isso não é oportunidade. — Milo falou cuspindo em direção a Kamus, mas o mesmo havia saído da reta.
O efeito daquilo foi rápido, no momento seguinte à mão do imperado fora contra a face de Milo.
O corpo do menor foi de encontro ao chão, tamanha à força que o imperador havia usado.
— Peça desculpas e agradeça! — Kamus falou levantando o rosto de Milo novamente pelos cabelos.
— Não! — Milo falou sério. Não ira abaixar o olhar para aquele homem sem coração.
Mais um tapa, seguido de outro soou contra no rosto de Milo, o mesmo só não tombava mais uma vez ao chão, pós o imperador segurava com firmeza nos fios loiros.
— Anda! Peça desculpas... Ou melhor, implore meu perdão! — Kamus deu outro tapa no menor. — Estou esperando!
A boca de Milo já sangrava pela mordida que deu para impedir o grito de dor. Seus cabelos estavam agarrados de uma forma, que tinha certeza que perderia alguns fios.
Não demorara e mais dois tapas serem direcionados ao rosto de Milo. Aquilo doía, a mão do mais velho era pesada, ainda mais com aqueles anéis, que tinha certeza que havia ferido seu rosto.
— Des... Culpa! — Milo havia falado, já estava tonto e sabia que o outro não iria parar.
— Não escutei repita, e mais alto. — Kamus falou sacudindo a cabeça de Milo pelos cabelos.
— Desculpa! Desculpa! Não devia ter jogado as coisas, não deveria ter fugido! Imploro seu perdão! — Milo falou deixando o sangue escorrer de sua boca, seus olhos já estava escorrendo lágrimas, de humilhação e dor.
— Ótimo! — Kamus encarou bem aquelas esferas azul. — Saiba que eu poderia ter lhe matado? Fico feliz que estamos começando a nos entender.
O imperador soltou os cabelos do mesmo, o corpo de Milo tombou para o lado se vendo livre da mão do mesmo.
— Guardas! — Kamus chamou já sentado em sua cama king.
Logo um grupo de três homens estava ali, a disposição do ruivo.
— Leve-o a cozinha, onde limpara a louça do jantar de todos e secara. Fique um de vigia e depois o leve para o Harém, mas somente quando acabar. E tragam Jabu para mim! — Kamus ditou.
Assim Milo foi levado dali, direcionando um último olhar de raiva e ódio para o ruivo.
Continua...
Fale com o autor