Casualty Of Love

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Perdõem a demora, mas é que ficamos sem capítulos prontos e tivermos que correr atrás para prepará-los, mas podem deixar, essa semana terão dois... Enfim, obrigada por lerem e curtam muito ele...
Boa leitura!!

Sutilmente ele retirou os braços que rodeavam seu corpo, e buscando ao máximo não fazer nenhum ruído, saiu da cama e do calor do corpo maior.


O local estava escuro, e era iluminado unicamente pelos raios lunares que adentravam pela janela, mas isso não o impediu de ser conhecedor do caminho.


Pegou suas roupas sobre uma poltrona que decorava o belo quarto. Vestiu o mais rápido, sua calça, a blusa e sobre tudo, colocou uma capa preta, a fim a de protegê-lo do frio e esconde sua presença. Após coloca as botas, Milo saiu do quarto, fechando a porta lentamente, a fim dela não fazer ruído. Sabia como Kamus era sensível a qualquer barulho, e acordaria fácil. Tinha que ser rápido, antes que ele descobrisse sua falta.


O silêncio pairava nos corredores. Ciente da ronda dos guardas, Milo tomou o caminho que tinha plena ciência que estaria livre. Ele andou o mais rápido que pode. Quando chegou à porta da prisão deu dois toques na porta e este foi aberta pelo soldado de ronda. Tinha convencido ele a ajudá-lo, após garantir que não sofreria nada.


— Seja rápido, se o imperador descobrir, serei um homem morto! — Disse dando margens para Milo entrar.


— Obrigado pela ajudar! — Agradeceu sendo guiado por este até a ala da prisão que os famosos ladroes estavam. Assim que chegaram à pomposa porta de madeira, o soldado segurou o loiro pelo braço.


— Seja rápido! Se for descoberto, está sozinho nessa.


— Tudo dará certo! — Disse maneando a cabeça. O soldado abriu a porta, e Milo entrou sozinho. O lugar era escuro e úmido. Havia pouco mais que quatros celas, aquela era uma área para os criminosos muito bem guardados, e ao que tudo indicava somente a dupla de ladrão estavam ali.


Milo aproximou da cela e olhou para as duas figuras ali, mas não dava para ver muito delas.


Algo o impulsou aproximar mais. Viu que os dois homens estavam sentados no chão bem próximo um do outro.


— O que foi Um nobre querendo ver o circo? — A voz soara grosseira, e causou arrepio em todo o corpo do menor.


— Eu... Quero saber se o que sentem por Shiryu e Mu é verdadeiro! — Milo foi direto. Sua face estava escondida pelo capuz.


— O que têm eles? O que fizeram com eles? — Um dos criminosos avançou até as barras da cela e agarrou o braço de Milo.


Os olhos do loiro menor arregalaram e seu coração disparou. Os azuis caíram sobre o criminoso. Ele não podia acreditar.


— Ka-Kanon? — Sussurrou ainda apregoado a irrealidade.


— Sabe meu nome! Quem é? Um soldado? Não! Sua estrutura não é para isso... Talvez um nobre... Vai embora daqui! — Kanon disse áspero.


Saga aproximou e apertou a mão do irmão idêntico a si, e o forçando a larga o outro. — O deixe ir Kanon, ele não fez nada!


— Saga! Dois ladroes idiotas e traidores. — Milo disse grunhindo de raiva. Assim que foi livre do agarre de Kanon deu alguns passos para trás.


— Quem é você para falar de nos?


— Eu sou... — Levou suas mãos ao seu capuz e o abaixou lentamente. — Milo, o noivo do imperador e seu irmão, seus grandes idiotas! — Milo disse revelando sua identidade.


— MILO? — Saga e Kanon gritaram junto. Seus olhos mostravam totalmente descrentes. — Como? O que faz aqui pirralho? Como assim noivo? Não vai me dizer que está dando para aquele imperador sem coração? Pirou? — Kanon continuou a falar, enquanto Saga parecia analisar a situação.


—Não fale assim dele! Kamus é mil vezes melhor que dois irmãos traidores. Ele me dar carinho, e gentil e me ama... Sou seu noivo, vamos nos casar... — Milo parecia atordoado. Eram seus irmãos ali, aqueles que tinham orgulho e que fora sua única família. Os irmãos que anos atrás foram embora, mas prometeram voltar por ele.


— Não devia está aqui! Pai jurou...


— Aqueles bastardos de pais me venderam como escravo. Tiver sorte por ter sido comprado para o imperador. Apesar de nosso começo difícil, Kamus cuidou de mim... — Milo disse. Ele esfregou os olhos. Não queria chorar, mas era quase impossível de impedir. — Vocês juraram. Prometeram que iriam me buscar, porém nunca cumpriram...


— Mi... Nós... Queríamos que não envolvesse com o crime. Fizemos pai e mãe jurar que cuidariam de ti... — Saga disse sério analisando o irmão menor. — Mas pelo visto não cumpriram.


— Lamentamos! Devíamos tê-lo buscado. Mas não queríamos uma vida de perigo e crime para você. — Quem disse foi Kanon, agora mais controlado.


— Asnos! Pensam demais... Deviam simplesmente cumprir o que prometeram. Porém o que passou, não pode ser mais concertado. Pelo visto, se meteram em uma bela confusão. — Milo disse chegando mais perto da cela.


— Sim! — Kanon disse. — Conheceu o príncipe? Ele está bem? — Perguntou.


— Conheci Shiryu e Mu. São pessoas incríveis... Estão bem tristes pela situação dos dois! — Milo disse. Ele ergueu as duas mãos e tocou a face dos gêmeos com carinho. — Pelo visto ambos foram fisgados.


— Não somos os únicos! — Saga disse. Tanto ele e Kanon puxaram Milo e o abraçaram, mesmo com as barras da cela. Os três realmente tinham muito que conversar e matar a saudade.


— Tenho que tirá-los daqui! — Milo falou no fim do braço.


— Não vai se meter em confusão! — Kanon disse repreendendo.


— Se falar com o imperador, acha que...


— Não! Kamus pode ser bom para mim, mas precisa pensar em seu reino. Não cederá liberdade para aqueles que sequestraram seu primo, e vem causando problemas. Temos que ajeitar a fuga.


— Isso vai ser meio difícil! — Saga disse.


— Darei meu jeito, apenas estejam preparador. — Milo disse dando as costas aos irmãos para sair dali. — Já volto! Não podemos esperar mais, tem que ser agora. — Ele saiu em buscar do soldado. Não sabia se estava fazendo a coisa certa, mas não podia deixar seus irmãos presos ali. Somente não queria perder Kamus. O amava.


–oo00oo-


— Mu e Shiryu levantam! — Milo falou entrando com tudo no quarto do príncipe.


— O que está acontecendo?! — Shiryu despertou assustado.


— Sou eu, Milo! Vamos libertar os meus irmãos! — Milo disse afobado. Não havia tempo para muitas explicações, precisavam ser rápidos.


— Oi? Quem? — Shiryu indagou confuso, e o estado do príncipe não era muito diferente.


— Ah! Kanon e Saga são meus irmãos, e uma longa história, mas Kamus não vai ceder e eu não vou deixá-los lá mais nem uma noite! — Milo falou correndo pelos corredores, com os dois amigos atrás de si.


— Então qual e o plano? — Mu perguntou.


— Aqui estão ás chaves! Levem eles ate o estabulo! Vou arrumar os cavalos, temos que ser rápidos. — Milo falou apontando para a descida onde ficavam as celas, onde havia dois guardas apagados na porta.


Milo mal terminou de falar e pós a correr novamente. Se caso alguém o visse fazendo isso com certeza tudo acabaria entre si e Kamus, contudo nunca abandonaria os irmãos.


Mu e Shiryu desceram as escadas olhando sempre para os lados, afinal poderiam está parecendo fácil, mas não era. Mu rezava para que não ocorresse à troca de guardas, do contrário seria o fim.


— Quem está ai?! — A voz de Saga ecoou pelas celas.


— Quietos! — Mu falou aparecendo na frente de ambos já destrancando cela. — Vamos temos que ser rápidos.


— Mu? Mais o que está acontecendo aqui? — Kanon perguntou segurando os ombros de Mu, e olhando sério para o menor.


— Milo tem o mesmo sangue de vocês ele está os ajudando, mas tem que sermos rápido, se não vão descobrir. — Mu falou tudo sem folego.


— Mas isso não seria bom? — Kanon se colocou a correr ao lado de Mu, logo atrás vinha Saga e Shiryu.


— Olha, Kamus é um bom homem, os errados aqui são vocês, e Milo o ama, então que tal ficar agradecido e não falar mal da minha única família, e do seu irmão. — Mu estava com os nervos à flor da pele, e as palavras de Kanon não ajudavam.


–Não esta mais aqui quem falou – Kanon sorriu ao lado de Mu mesmo o outro não vendo.


O quarteto era rápido em poucos minutos já estavam atravessando o jardim que dava para o estabulo, contudo ao mesmo tempo em que a trajetória era acabada as luzes do castelo começara a se acender.


— Mudança de turno? — Saga perguntou chegando ao estabulo.


— Penso que e coisa pior! — Milo falou trazendo os dois cavalos prontos consigo. — Kamus acordou.


Uma sirene ao longe fora ouvida. O que provava que o imperador estava acordado, e que todos do castelo estavam à procura dos gêmeos.


— Andem logo vão! — Milo gritou para os irmãos.


— Não vamos te deixar aqui! — Saga falou segurando o braço de Milo, sorte que não era o machucado.


— Não vou abandonar Kamus! — Milo falou sério para o irmão.


— O imperador não é besta, Milo! Ele vai saber que foi você! Como nesse caos vai voltar para o castelo?! — Kanon falou com seriedade.


— Milo, vá com eles, assim fica a imagem de prisioneiro, depois você pega um dos cavalos e voltar. Por hora vá! E o melhor para você! — Mu falou ajudando o loiro a subir no cavalo.


— Sem contar que assim passaremos por qualquer guardar que venha. — Saga continuou a linha de pensamento do menor.


— Mu! — Milo olhou preocupado para o príncipe.


— Kanon me amarre, eu sou bom em fingir desmaio. — Mu estendeu a corda para o ladrão agora fugitivo.


— Saga, leve Shiryu com você! — Mu continuou ditando tudo.


— Mu, não quero te deixar aqui! — Kanon falou, mas amarrava o menor como o mesmo havia pedido.


— Mas vai! Pense nos seus irmãos, mas, por favor, devolva Milo a Kamus, logo mais, acho que meu primo vai até o inferno por ele.


— E eu por você, e eu por você! — Kanon se aproveitou que o menor já estava preso e lhe roubou um beijo de saudade e adrenalina pelo momento. — Eu te amo!


— Eu também! — Mu sorriu.


Kanon puxou o príncipe pela cintura e tomou de maneira sôfrega os lábios dele. Um beijo afoito e saudoso. Suas mãos apoiaram nas costas de Mu e sua língua vasculhou cada canto da boca dele. Quando terminaram, eles se olharam ternamente, e Kanon terminou de amarrar o amado. — Eu volto...


— Estarei esperando!


— Mu, cuide de Kamus... — Milo pediu ao príncipe, que acenou. Assim, os gêmeos montaram nos cavalos. Saga tomou Shiryu junto consigo, e Kanon o irmão menor. Não seria fácil eles saírem do castelo, e sabiam que o imperador colocaria uma patrulha atrás deles, mas essa era a única chance de viver livres.


O príncipe ficou ali, ajoelhado no chão, e com uma corda em volta de seu corpo, vendo seu amado ir embora. Não pode evitar que as lágrimas viessem, mas sabia que era a coisa certa a ser fazer.


Restava rezar para que eles conseguissem fugir.


No que referia aos ladroes, eles usavam todas as suas habilidades para ganha velocidade. Precisavam coloca uma boa distancia antes que Kamus ordenasse que fossem caçados.


— Segure firme, Mi! — Kanon disse ao irmão. Milo apertou os braços em volta do irmão. Achava na garupa do cavalo. Seu coração sangrava por dentro. Não se arrependia de está ajudando seus irmãos... Apesar de eles terem quebrado a promessa, eram seus irmãos, e eles sempre o amaram e cuidou dele, diferente de seus pais.


— Vamos pelo portão leste, ele é menos vigiado! — Sugeriu Milo.


Os gêmeos seguiram seu conselho. Assim que chegaram ao portão, tiveram a sorte dele estar aberto, assim, passaram pelo menos. Os guardas estavam desarmados, e não tiveram como impedi-los de passar.


— Saga... — Shiryu murmurou aflito. Era desconfortável não ver o que sucedia. Sua cegueira nunca foi problema, mas parecia que agora era.


— Ei! Tudo ficará bem, pequeno. Estou aqui! — Saga disse apertando seus braços em volta do outro Diferente de Milo, Shiryu não ia à traseira do cavalo, e sim entre os braços de Saga. O loiro queria evitar que seu amado caísse, ou algo parecido.


Eles cavalgavam freneticamente. Não olharam para trás para verem se eram seguidos, apenas seguiram em frente. Por sorte, os gêmeos conheciam a região.


— Para onde vamos? — Milo indagou.


— Precisamos coloca empecilho entre eles... — Kanon disse.


— A floresta negra é a melhor opção! — Saga completou.


— Mas ela é perigosa... Ninguém sai vivo dela! — Milo disse temeroso. Ok! Ele poderia está parecendo um covarde, mas não tinha como evitar. Seu desejo era está nos braços de Kamus, e temia amargamente que nunca mais teria esse privilegio. Apenas esperava que um dia o ruivo o perdoasse.


— Não se preocupe! A conhecemos como a palma de nossas mãos! A fama é justo levado por ladrões, a fim de manter os curiosos longe. — Saga disse pelejando para conforta o irmão e amado.


Eles viajaram por horas. Os cavalos sentiam o efeito da velocidade, e se não parassem logo, possivelmente os perderiam. O sol raiava no horizonte quando eles chegaram às margens da entrada da floresta negra.


Eles pararam os cavalos.


— O que foi? — Milo indagou receoso.


— Vamos andando... Assim darmos descanso aos cavalos. — Kanon disse ajudando o irmão descer, e depois o seguiu. Saga fez o mesmo, porém ele desceu primeiro e depois ajudou Shiryu. Eles tomaram as rédeas dos cavalos, e o pequeno grupo seguiram juntos para a floresta adentro.


–oo0oo-


Se muitos consideravam antes que o imperador era frio e duro, agora veriam o demônio em pessoa. Kamus estava mais frio do que antes, e em suas veias percorriam fúria e raiva.


Ele tinha tido uma noite perfeita, e dormiu tendo o dono de seu coração em seus braços. Contudo, quando acordou assustado sem Milo ao seu lado, não sabia que caminharia para total caos.


Procurou Milo por todos os lugares, mas quando foi procurar no quarto do primo, e não encontrou nenhum dos três começou a se alarmar. Para seu desespero, um dos guardas veio avisar que os prisioneiros tinham fugido. Não demorou a descobrir que eram os gêmeos...


Ao pressionar o guarda da prisão, descobriu que Milo tinha ido ver os gêmeos... E que nocauteou o mesmo ajudando Saga e Kanon. Restava descobrir como seu “noivo” entrava nisso, o motivo em ajudar os criminosos.


Após tudo, estava prestes a desmoronar. Os gêmeos tinham fugido e levado Shiryu e Milo com eles. Seu Milo! Ficou aliviado que não tinham levado Mu... Todavia seu coração sangrava pelo loiro. Temia descobrir o motivo real de Milo ter ajudado os ladrões.


Enviou um esquadrão de soldados atrás deles, e indicou que levassem Mu ao seu aposento, justo para onde ia agora. Entrou no quarto localizando o primo sentando no peitoral da janela, com o olhar pedido.


Kamus suspirou profundamente e aproximou-se.


— Mu, me explique o que aconteceu? Eles não poderiam ter fugido sem ajuda! — Falou buscando calma.


— O que quer que eu diga? Que não os ajudei? Que Milo foi forçado?


— Quero a verdade!


Mu encarou o ruivo. — Você ama Milo? — Rebateu com uma pergunta.


— Não é essa a questão! — Kamus disse trincando os dentes.


— Sim, é! Se ama Milo vai deixar seu ego de fora e tentar entende! Eu amo Kanon... Pode parece estranho... Ele e o criminoso e me sequestrou... Porém o amo de verdade. — Mu disse com lagrimas nos olhos.


— Isso é ridículo! Ele não prestar. — Kamus bradou em fúria.


— Então direi que Milo não serve para você. Ele é um garoto belo, mas pobre, sem educação e irmãos de ladrões... Não serve para ser um imperador. — Mu disse levantando de sua posição.


— O que disse? — Kamus parecia atordoado.


— Saga e Kanon são os irmãos mais velhos de Milo! Como acha que ele o veria se tivesse matado seus irmãos?


A tensão pairava no ar.


Kamus apertou a mandíbula. Olhou fixamente para seu primo por longos minutos. Incapaz de reagir a aquilo, ele virou sobre seus pés e saiu do quarto.


Mu desabou no chão. Poderia se loucura, mas ele acreditava que o melhor caminho para soluciona o impasse deles, era a verdade. Para que Kamus lutasse por seu amado, ele precisava abrir mãos de algumas coisas... E Mu esperava que nisso houvesse perdão, para que ele pudesse ficar com quem amava.


Continua...