Casos e Acasos

4 Casos e Acasos - Capítulo 4


Notas iniciais
Galera, eu quero começar essas notas iniciais com um super, ultra, mega, power OBRIGADA. Vocês me deixaram imensamente feliz com esses comentários. As opiniões, as citações.. tudo! Então, eu postarei hoje e só voltarei a postar na terça, ok? Estou super feliz com o resultado positivo e por favor, por favor mesmo, continuem comentando, pois só assim saberei a opinião de vocês e poderei agradar a todos. Aproveitem o capítulo.

Resolveram por ficar bem perto da praia. Uma jogava água na outra. Quem passasse pela areia e olhasse aquela cena, pensaria que eram duas crianças irresponsáveis brincando na água. Quando Regina tentava sair da água, Emma a puxava de volta e assim elas ficaram por um bom tempo.

– Ok Emma, eu já estou com frio. – Regina falou com os dentes trincando um com o outro, por causa do frio.

– Eu também. Vamos embora.

As duas saíram do mar e foram em direção a casa pingando água.

– Todo mundo está olhando pra gente. – Regina comentou.

– Por que será, né? – Emma falou e ambas sorriram.

Assim que chegaram na esquina da casa de ambas, elas pararam de andar.

– Eu nem sei como te agradecer. – Emma falou se virando pra Regina.

– Me agradeça sendo feliz. – Regina sorriu.

Uma ideia passou pela cabeça de Emma e então ela falou:

– Em forma de agradecimento, tem um convite pra te fazer.

– Não sei por que, mas estou com medo do que vou ouvir. – Regina comentou e realmente fez cara de medo.

– Bom, não sei se você sabe, mas eu sou Flamenguista, então terá um jogo no Maracanã mês que vem e...

Emma não conseguiu terminar de falar porque Regina a interrompeu.

– Eu não irei ao Maracanã, Emma. Ficar no meio daquela multidão, um empurra, empurra. Nem pensar.

Emma viu que Regina começou a tremer os lábios novamente por causa do frio.

– Olha, eu só não irei usar meus argumentos persuasivos agora, porque você está com frio, mas eu te farei mudar de ideia.

– Veremos.

Regina começou a se encaminhar em direção a sua casa.

– VOCÊ ESTÁ DUVIDANDO?

Emma gritou, já que a morena já estava a uma certa distância.

Regina se virou e continuou andando de costas.

– ATÉ AMANHA, EMMA.

E assim as duas entraram sorrindo dentro de casa.

Emma realmente estava mais leve. Ter Regina ali, ao seu lado, foi como alguém ter enviado ela para tirar o peso que estava em seus ombros. A loira foi direto para o banheiro tomar banho. Pela primeira vez em muito tempo, Emma sentiu aquela fome. Então resolveu pedir uma pizza e logo depois ir dormir, mas a ligação de Ruby mudou todos os seus planos.

– Swan, ta fazendo o que?

– Oi pra você também. No momento comendo uma deliciosa pizza e depois irei dormir, por que?

– Por que duas amigas da minha Vó resolveram vir fazer companhia pra ela e ficar no meio de conversas de idosas não está nos meus planos. Posso ir pra sua casa?

Emma gargalhou.

– É claro que pode. Ah, trás mais uma pizza.

– Ta bom sua esfomiada.

Ambas encerraram a ligação e Emma ficou esperando por Ruby.

Assim que entrou em casa, Regina também foi direto para o banho.

– Se Henry souber que Emma está querendo me arrastar para o jogo do Flamengo, ele vai ficar louco. – Regina pensou.

Henry era torcedor do Vasco, que é como um ‘’Arque-rival’’ do Flamengo. O menino seguiu o pai, que também é torcedor do Vasco. Em jogos de um contra o outro, Henry ficava vermelho, gritava, chutava as coisas e quando o time perdia, ele se trancava no quarto o resto do dia. Foi um sacrifício pra Regina faze-lo entender que aquilo era apenas um esporte e que essas coisas acontecem. Claro que sobrou um esporro para Daniel. Regina falava com ele que não devia incentivar tanto Henry a torcer desse jeito e no fim das contas, o menino ficou menos intenso, porém, ainda fanático.

Depois que saiu do banho Regina estava mais relaxada. Ainda surpresa, por tudo que Emma contou, mas feliz pela loira ter confiado nela. O toque do telefone interrompeu os pensamentos de Regina.

– Alô.

– Mãe, sou eu, o homem mais lindo da face da terra. – Henry falou e ele mesmo começou a rir.

– Oi homem mais modesto da face da terra. Tudo bem?

– Tudo sim. Como amanha é sábado, eu posso convidar a Emma pra jogar vídeo-game comigo?

– Se ela não tiver compromisso, pode sim.

– Obrigada mãe, tchau.

Quando o menino tirou o telefone do ouvido para desligar, escutou sua mãe chamando.

– É assim? ‘’Obrigada mãe, tchau’’? Cadê o ‘’Obrigada melhor mãe do mundo’’?

– Obrigada mãe mais modesta do mundo.

Ambos riram. A relação de Regina e Henry era sempre assim, muito saudável. Claro que existia a hora das broncas, mas na maior parte do tempo era um implicando com o outro. Daniel costumava falar que às vezes Regina parecia mais uma tia que estragava o sobrinho, do que uma mãe, pois nunca tinha visto uma relação dessas antes. Henry era muito inteligente e muito bem educado, e isso facilitava as coisas.

– É assim? – Regina se fingiu magoada.

– Obrigada melhor mãe que existe no mundo.

– Agora sim eu estou feliz. Tenha bons sonhos amor da minha vida.

– Boa noite, mamãe.

Encerraram a ligação e Regina foi se deitar.

Depois de pouco mais de uma hora, Ruby já estava na casa de Emma e a pizza estava na mão. As duas foram para o quarto da loira e ficaram conversando, até Ruby tocar num assunto bem interessante.

– Emma, você já ficou com mulheres?

A loira acabou se engasgando com a pergunta da amiga.

– Que pergunta é essa Ruby?

– Ué, simples, você já ficou com mulheres?

– Não, você sabe que não. Por que?

– Por nada. É que tenho curiosidade. Deve ser interessante.

– Dispenso o convite. – Emma falou e acabou rindo da própria fala e acabou recebendo um travesseiro na cara.

– Pelo amor de Deus né, Emma. Não com você.

– Ah sim. Bom, eu já pensei no assunto, mas nada além de pensamentos. Agora vamos dormir.

– Como assim você me diz que já pensou no assunto e depois vem com essa de dormir. Pode começar a falar.

– Ah Ruby, que saco. Começou há um tempo.

– Um tempo? Tipo quase dois meses?

Assim que Ruby falou, Emma arregalou os olhos. Como ela sabia?

– Mais ou menos isso. Vem cá, você anda lendo pensamentos?

– Bom, só liguei os pontos. Agora faz as contas e vê quem entrou na sua vida nesse tempo.

Emma fez o que a amiga falou. Parou, olhou pra cima e depois se deu conta de quem Ruby se referia. Regina.

– NÃO. Ruby, você é louca?

– Ah Emma, não vem com essa. Você acabou de se entregar.

– O que? Ah, quer saber? Vamos dormir.

– Nada disso. Qual é, Emma. Não confia em mim?

– Não é questão de confiar, Ruby. Eu só não sei o que estou sentindo. Como eu disse, só alguns pensamentos.

– Será que tem haver com Regina?

– Ruby, para de ser maluca. Regina não tem nada haver com a história. Agora por favor, vamos dormir?

E depois de muito custo, ambas pegaram no sono. Emma só depois de pensar muito sobre o que Ruby havia falado.

Na manhã seguinte Regina acordou com alguém dando vários beijinhos no seu rosto.

– Hum, como é bom acordar assim. – Regina abriu os olhos e deu de cara com o sorriso mais lindo do mundo. O do seu pequeno grande homem.

– Bom dia mamãe. Papai ta lá em baixo. Disse que quer falar com você,

– Bom dia meu amor. Vai indo lá e diz pra ele que já vou.

Quando Henry se encaminhou para a porta, Regina o chamou.

– Henry, por que vocês chegaram cedo hoje?

– Mamãe, já são 11:00hs.

Dito isso o menino desceu. Regina não se lembrara de quando foi a última vez que dormiu tanto assim.

Ela tomou um banho rápido, colocou um short jeans e uma camisa de manga e se dirigiu até Daniel.

– Dormindo até essa hora? Milagres acontecem. – Daniel falou sorrindo.

– Nem eu sei o que aconteceu. Então, o que houve.

Daniel explicava a Regina que teria que viajar a negócio e que ele não ficaria com Henry nesse tempo, mas pegaria o garoto para jantar no dia seguinte, já que sua viagem estava marcada para segunda feira. Não era uma grande coisa, mas como ambos tinham a guarda do menino, tudo que acontecesse e alterasse a rotina de Henry, teria que ser comunicado ao outro. Lógico que Regina entendeu. Eles ficaram conversando por mais um tempo, até Daniel se despedir do filho e da ex mulher.

– Mãe, posso ir chamar a Emma?

–Pelo visto você gostou mesmo dela, né?

– Sim. Ela é muito legal. Então, posso ir?

– Não sei, estou pensando. Terá que fazer melhor pra me convencer.

O menino sorriu.

– Melhor mãe do mundo, posso ir chamar a Emma?

– Agora sim. Pode ir, mas volta rápido, está ouvindo?

– Sim senhora.

O menino saiu de lá correndo e foi pra casa da loira.

Henry batia insistentemente na porta e nada. Como não obteve nenhuma resposta, Henry decidiu ir embora. Quando estava saindo de lá, Emma abriu a porta, fazendo o menino se virar. A imagem que Henry viu o fez gargalhar alto.

– Um caminhão te atropelou? – Henry perguntou.

Emma estava com o cabelo pro alto, o rosto com marca do travesseiro, os olhos inchados e um pijama de sapo todo amarrotado.

– Garoto, ainda é de madrugada. O que houve? – Emma ainda falou com a voz rouca por causa do sono.

– Emma, já é hora do almoço. Vim aqui te chamar pra jogar vídeo-game.

– Ih garoto, hoje eu não vou poder. Podemos deixar para amanha.

Nesse momento Ruby passou pela sala chamando por Emma.

– Emma, vem fazer meu café.

– Já vou. – A loira gritou. – Garoto, amanha a gente joga, pode ser?

– Claro. Até amanha então.

Henry saiu correndo de lá e Emma fechou a porta.

– E então? Ela vem? – Regina perguntou assim que viu o filho entrando em casa.

– Não. Ela só vem amanha. Parece que tem alguém na casa dela.

– Alguém? Quem? – Regina ficou curiosa.

– Ah mãe, eu não perguntei né. Mas era uma mulher chamando ela pra ir fazer café.

– Uma mulher?

Regina ficou ali pensando e quando voltou a si, viu que Henry não estava mais ali.

O sábado passou sem mais novidades. Emma e Ruby ficaram mais um tempo na casa da loira e Regina ficou curtindo o filho.

No dia seguinte, domingo, Emma foi até a casa de Regina chamar Henry, afinal, tinham combinado de jogar vídeo-game.

– Hey garoto, vamos jogar? – Emma perguntou a sim que Henry apareceu na porta.

– Ih Emma, eu vou ter que sair com meu pai hoje, porque ele viaja amanha.

– Ah, tudo bem então. Deixa pra outro dia.

Emma já estava se virando pra ir embora, quando Regina a chamou.

– Emma, como Henry vai sair, me faz companhia para o jantar?

Regina estava parada a porta com um short jeans, uma blusa folgada branca e descalço.

– Éer, claro.

Nesse momento Daniel chega para buscar Henry. O garoto se despediu das mulheres e saiu de lá com o pai.

– E então, tudo bem?

Regina perguntou fechando a porta atrás de si.

– Tudo ótimo, mas vai ficar melhor quando você aceitar meu convite de ir ao Maracanã.

– Lá vem você com essa história de novo.

Regina foi em direção a cozinha e Emma a seguiu.

– Regina, o Maracanã é um templo. Por favor, vamos.

– Eu já disse que não vou.

– Bom, eu já comprei nossos ingressos.

– Gastou seu dinheiro a toa, porque eu não vou.

As duas ficaram nessa de ir e não ir até o jantar ficar pronto. Conversaram durante o jantar e depois Emma ajudou Regina a tirar a mesa e lavar a louça.

– Bom, eu já vou indo. Amanha começa tuuuuudo de novo. – Emma falou com uma cara de tédio.

– É. Tudo de novo. Obrigada pela companhia. – Regina sorriu.

– Eu que tenho que agradecer. Depois que você apareceu parece que tudo clareou pra mim.

Emma e Regina sorriram lindamente e ficaram se encarando.

– Você não tem que agradecer nada. Você já é muito importante pra mim menina.

– Sabe que eu acho fofo quando você me chama assim?

– O que? De menina?

– Sim.

– Bom menina, conte sempre comigo.

– E você comigo. Bom, agora eu vou indo mesmo.

Emma se aproximou de Regina e deu um beijo na sua bochecha e saiu de lá, deixando Regina sem saber o que vinha sentindo nesses últimos tempos.

Notas finais
Me façam feliz mais uma vez e me contem o que acharam. Beijos e até o próximo!