Casos e Acasos

5 Casos e Acasos - Capítulo 5


Notas iniciais
Gente, deixa eu falar uma coisa. Os comentários de vocês estão me deixando tão, tão, mas tão feliz, que eu fico sem saber o que dizer. Rs Sério, me perdoem se eu respondo de modo curto, mas vocês me tiram as palavras, mas eu amo isso. haha. Um ENORME, OBRIGADA! Bom, deixa eu falar uma coisa, algumas pessoas estão me cobrando mais ação entre as duas. Então, eu queria dizer que numa fic, eu gosto de construir a relação, sabe? Construir uma base sólida, indo pouco a pouco pra deixar as coisas mais reais. Não se preocupem que tudo está no tempo certo. Ainda estamos no 5º capítulo e muitas águas irão rolar. Eu pensei muito sobre esse capítulo. Muito mesmo, e decidi por deixar vocês com vontade de me matar, mas optei por isso, por querer a opinião de todas. PS: Me desculpem pela demora, mas cheguei em casa mais tarde do que previa. Ok, sem mais delongas, vamos ao capítulo. Vou tentar vir aqui na quinta, mas se não conseguir, na sexta eu to aqui, ok? Mwah ;)

E no dia seguinte, ao ouvir o celular despertar, Emma não acordou com aquele fardo nas costas que sempre a acompanhava. Não era mais aquela coisa maçante e Emma deu graças a Deus e graças a Regina por isso. Ainda deitada na cama, porém com os olhos abertos, a loira pensava nesses pequenos e grandes detalhes de sua vida e em meio a esses pensamentos lembrou-se de algo que sua mãe sempre falava.

’Emma, entenda que se algo aconteceu hoje, é porque já estava planejado para acontecer. Lembre-se que em meio a esses tais casos e acasos da vida, você pode encontrar o que você sempre procurou ou não. Basta ter a sabedoria para diferenciar o bom do ruim e ter coragem para enfrentar aquilo de frente. Eu não estarei aqui a vida toda para tentar te proteger de tudo, mas se você se sentir perdida, apenas olhe para o céu. Ele te dirá o caminho certo a seguir. ’’

Emma levantou da cama sorrindo. Essa era sua mãe. A mulher das palavras certas. A que sempre sabia o que dizer. A loira foi tomar seu banho. Ficou um tempo em baixo do chuveiro, tentando deixar na sua mente, apenas coisas boas. Depois de um tempo assim, Emma se arrumou e saiu para o trabalho. Decidiu por tomar café lá mesmo.

A caminho do trabalho, ela começou a ver as coisas que ignorou por muito tempo. Um casal sorrindo. Uma criança correndo atrás da sua bola. Um cachorro brincando com o outro. Era isso que estava faltando. Viver os pequenos detalhes que a vida oferecia, mas que fazia toda a diferença na vida de alguém. Emma se permitiu sorrir. Seu mundo não foi o mais fácil de se viver nos últimos meses, muito pelo contrário. Parecia que tudo que entrava se colidia com Emma, fazendo com que isso contribuísse para o grande caos, mas como dizia a velha frase: ‘’Você precisa chorar, para sorrir. Você precisa sentir a dor, para valorizar a felicidade. ’’ Era isso que ela faria daqui pra frente. Valorizaria as pequenas coisas que a vida lhe proporcionava.

Depois de muitos pensamentos, Emma já estava de frente ao trabalho. Pediu um café e foi trabalhar, mas diferente das outras vezes, ela foi trabalhar sorrindo.

Regina acordou no seu horário normal. Diferente das outras vezes, a primeira coisa que fez ao abrir os olhos, foi sorrir. Sorrir porque era isso que ela precisava fazer. Sorrir pra vida. Espreguiçou-se na cama e foi direto para o banheiro tomar seu banho e fazer sua higiene. Como Henry havia chegado tarde ontem, não o mandaria para a escola hoje. Passou no quarto do filho e sorriu ao ver o menino dormindo agarrado ao travesseiro do Scooby-Doo. Ele botava toda aquela banca de que já era um homem, mas certos hábitos nunca mudariam. Deu um beijo na cabeça do garoto e saiu do quarto. Ligou para Adriana e pediu para vir mais cedo, já que Henry não iria para a escola. Terminou de se arrumar, esperou Adriana chegar e saiu para dar aula.

Regina dava aula três vezes por semana, e nos outros dias trabalhava na empresa que tinha junto com os pais. Regina dirigiu até a faculdade e assim que chegou, deu de cara com Mary.

– Ei Regina, como foi o fim de semana?

– Foi... diferente. – A morena sorriu.

– Hum, diferente, é?

– Sim, um diferente muito bom e você?

– Eu vou bem, mas estou aqui por outra coisa. Bom, eu só estou esperando Zelena chegar, para entrarmos num acordo sobre esses projetos. Como está chegando a festa de fim de ano, nós temos que organizar os alunos entre os projetos e as atividades da festa.

– Bem lembrado. Eu tenho que ir dar aula agora, mas assim que Zelena chegar, vocês me chamam. Ok?

– Ok. Até daqui a pouco.

Todo fim de ano, a faculdade promovia uma festa para os alunos e professores. Era um modo de incentivo e todos os anos, os alunos organizavam tudo sobre essa tal festa. Decoração, DJ, temas. Tudo. Claro que existiam as regras, mas fora isso, tudo ficava por conta deles. Eles se candidatavam e os professores e coordenadores se juntavam para ver quem seria os alunos responsáveis por essas coisas.

Depois que Zelena chegou, as três começaram a conversar e entraram num acordo. Pediriam para nenhum de seus alunos envolvidos no projeto, entrarem na parte da organização da festa, afinal, ficariam sobrecarregados demais. Ou dariam a opção de escolher entre o projeto e a organização da festa. Nada ali era obrigatório. Esse era o grande feito. A função dos coordenadores era deixar os alunos se envolverem por opção própria. Depois disso cada uma foi para sua sala e assim ficaram até a noite.

Depois que saiu do prédio que trabalhava, Emma foi para o clube infantil. Outro lugar que trabalhava. Adorava se envolver com as crianças. Eram divertidas e a faziam se esquecer de tudo de ruim que existia no mundo. Quando deu seu horário, Emma saiu de lá, pegou seu inseparável café e foi rumo à faculdade. A sim que chegou, deu de cara com Zelena.

– Emma, cadê seu grupo?

– Killian e Neal só voltam em algumas semanas e Ruby já deve estar chegando. Por que?

– Eu, Regina e Mary precisamos falar com vocês. No fim da aula você e Ruby me esperem e nós iremos até a sala dos professores, tudo bem?

– Pode deixar, mas aconteceu alguma coisa?

– Não se preocupa. Apenas detalhes dos projetos.

– Ah sim. Pode deixar.

– Ok. Agora vá pra sala que daqui a pouco estarei lá.

Assim Emma fez. Foi pra sala e ficou esperando Zelena. Ruby chegou minutos depois e todos os alunos já estavam em sala e logo depois Zelena entrou.

– Boa noite queridos. Hoje a aula será um pouquinho diferente.

– Se for igual a de sexta, eu estou indo trancar minha matrícula. – Um aluno falou e todos os alunos caíram na gargalhada.

– Não se preocupe. Hoje não teremos aula prática. Hoje eu só preciso de um voluntário. Alguém se candidata?

Quase todos os alunos levantaram as mãos, menos Emma. Sabia que essas novidades vindas de Zelena eram no mínimo estranhas. Zelena viu que Emma não levantou a mão e então escolher a loira.

– Vem Emma.

– Ah, por que? Eu não levantei minha mão. – Emma reclamou.

– Por isso mesmo. Pare de reclamar e venha.

A loira levantou e Zelena a mandou abrir os braços. Ficar tipo Cristo Redentor. Feito isso, Zelana pegou uma caneta verde, uma azul e outra vermelha e começou a pintar várias partes do corpo de Emma. Claro que os alunos começaram a rir, inclusive a loira. Era sempre assim. Cada aula, uma novidade. Esse era o diferencial das aulas de Zelena. Por mais que parecia que estivessem no ensino fundamental e não na faculdade, os alunos mostravam mais resultados com esses métodos malucos.

Regina passava pelo corredor e assim que passou pela sala em que Emma estava, olhou lá pra dentro e viu o andamento da aula. Emma estava com os braços abertos e boa parte do seu rosto e braços estavam pintados das cores de verde, vermelho e azul. Regina encostou-se à porta pelo lado de fora e ficou observando tudo. A cada coisa que Zelena falava ou fazia em Emma, a loira abria um sorriso. Regina ficou um tempo observando e cada sorriso de Emma, ela dava dois. Depois de mais alguns minutos, ela saiu dali e foi em direção a sua sala de aula.

Assim que a aula de Emma terminou, a loira parecia um palhaço. Saiu da sala atraindo muitos olhares e foi junto com Ruby em direção ao banheiro se limpar.

– Zelena é louca. Olha só o que ela fez. – Emma falava e ria, fazendo Ruby rir também.

– Pelo menos entendemos a matéria com facilidade. Na hora de fazer a prova, todo mundo lembrara do seu corpinho.

– Sua besta. Todo mundo deve estar achando que eu vim do circo.

– Ah, mais uma pessoa deu lindos sorrisos ao te ver assim.

– Quem foi a maluca? – Emma falou em tom de brincadeira fazendo Ruby sorrir.

– Regina.

Emma franziu as sobrancelhas.

– Ta maluca Ruby. Regina nem me viu assim.

– Engano seu. Ela ficou maior tempão do outro lado da porta olhando você. Um sorriso maior que o outro.

Emma só balançou a cabeça e não falou nada. Terminou de se lavar e foi em direção a sala dos professores com Ruby. Durante a ida até lá, Emma ficou com isso na cabeça. Regina?

Assim que Emma e Ruby entraram na sala dos professores, viram que Regina, Mary e Zelena esperavam por elas.

Depois de conversarem, chegaram num acordo. Ruby, Killian e Neal ficariam disposição da organização da festa de fim de ano e só Emma ficaria com os projetos sociais. No início as coordenadoras acharam um pouco injusto, mas Emma as convenceu de que assim seria melhor.

Assim que estavam saindo da sala, Regina chamou por Emma.

– Ei, vai pra casa?

– Vou sim. Por que?

– Porque eu também já estou indo. Quer carona?

– Não, obrigada. Só irei falar com você quando você aceitar meu convite de ir ao Maracanã.

Regina gargalhou da cara que Emma fazia.

– Então deixa eu ver se entendi. Você vai dispensar uma carona, num carro confortável, com direito a ar condicionado, só porque eu não quero ir ao Maracanã?

– Exatamente.

Emma falava com a cabeça erguida, parecendo um ser supremo. O nariz empinado e as sobrancelhas também erguidas tentando passar uma imagem séria.

– Emma, para de bobeira, vem vamos logo.

– Essa é sua última palavra? — Regina afirmou com a cabeça. — Então tchau.

Emma foi em direção a Ruby, Mary e Zelena e se despediu. Olhou pra Regina com uma cara séria e saiu da faculdade, deixando Regina gargalhando de sua atitude.

A loira foi para o seu ponto de ônibus e Regina foi pra casa.

Depois de falar com o filho, dispensar Adriana, tomar seu banho e jantar, Regina pode finalmente deitar para dormir.

1:00h AM o celular de Regina começa a tocar.

– Alô. — A morena responde com a voz embargada pelo sono.

– Regina, é Zelena.

A morena abriu os olhos e sentou na cama.

– Zelena, tudo bem?

– Ainda não sei. Desculpa por ligar a essa hora, mas Ruby me ligou dizendo que está tentando falar com Emma a horas e não consegue. Ela acha que aconteceu alguma coisa. Como você mora perto dela, teria como você verificar?

Regina estranhou.

– Claro, Ze. Eu vou até lá e daqui a pouco ligo pra te informar.

– Tudo bem, Regina. Obrigada.

A morena trocou de roupa na mesma hora e saiu em direção a casa de Emma. Como era madrugada e inicio de semana, as ruas que ligavam a casa de Regina e Emma estavam bem desertas.

– Ah Emma, se acontecer alguma coisa comigo, eu corto todos os seus lindos fios dourados. — Regina falou sozinha, enquanto ia em direção a casa de Emma.

Assim que chegou, bateu na porta, tocou a campainha e nada. Nenhuma resposta. Regina já estava começando a se preocupar. Continuou a bater na porta, até receber uma ligação de seu celular.

– Alô.

– Boa noite, a senhora por acaso conhece a senhorita Emma Swan?

Regina franziu as sobrancelhas.

– Conheço sim. Qual é o motivo da ligação?

– Olha, eu peço para que a senhora venha até o hospital, pois a senhorita Swan sofreu um acidente.

Notas finais
Essa é a hora que vocês me fuzilam, né?