Casos e Acasos

8 Casos e Acasos - Capítulo 8


Notas iniciais
Gente, eu to amando esses comentários de vocês. Eu me divirto demais e amo ainda mais quando vocês interagem comigo. Conosco! Oh, eu não sei o que vocês irão achar desse capítulo. Espero de verdade que gostem e só queria avisar que as coisas vão começar a andar a partir desse capítulo. Todos os comentários estão respondidos e amei cada um deles! Só queria fazer uma pergunta, alguém aqui viu se teve um capítulo de aviso? Aqui no Nyah disse que teve uma irregularidade e que postei um capítulo de aviso. Eu não entendi, então, me ajudem. Bom, espero que gostem e me digam o que acham. Obeijo!

Emma se permitiu ficar na banheira por um tempo relaxando. Depois de uns 30 minutos resolveu encerrar o banho.

Automaticamente Emma se apoiou nas laterais da banharia para se levantar e na mesma hora soltou um grito de dor. O tempo que ficou na banheira, Emma nem lembrou do seu ferimento, mas apoiar o peso de seu corpo nos braços e forçar o abdômen, fez ver Emma ver estrelas.

Regina que estava sentada na cama, deu um pulo ao ouvir o grito de Emma. A morena correu e entrou no banheiro, pensando ter acontecido algo de grave com a loira.

Assim que entrou no banheiro, Regina viu Emma sentada na banheira, com a mão em volta do local da cirurgia e a loira com os olhos fechados, respirando fundo.

– Emma, o que houve? – Regina perguntou preocupada.

– Eu fui me levantar e esqueci do ferimento. – Emma falava com os olhos fechados lutando para não chorar de dor.

Regina estalou a língua e andou em direção a uma toalha. A pegou e enrolou nas costas de Emma, ajudando a se levantar enrolada na toalha.

Depois de ajudar Emma a se vestir, Regina a ajudou sentar na cama. A loira já estava com o short do pijama e só de sutiã. Regina foi atrás das coisas para fazer o curativo em Emma.

– Se sente melhor? — Regina perguntou.

– Ainda dói. — Emma respondeu com a voz fraca.

– Daqui a pouco é hora do seu remédio. Eu vou te dar ele agora, pra ver se já começa a fazer efeito, tudo bem?

Emma apenas assentiu com a cabeça.

Regina saiu do quarto e voltou logo depois com o remédio e um copo d'água em mãos.

Emma tomou o remédio e voltou a se deitar.

– Eu vou tomar um banho e já volto pra ver se você precisa de algo, ok?

– Regina, pode ir se deitar. Daqui a pouco o remédio faz efeito. Você já fez muito por mim hoje.

– Se precisar de algo, me grita. Boa noite, Emma.

– Boa noite, Regina.

Na manhã seguinte, Henry acordou mais cedo que o normal e foi em direção ao quarto da mãe. Ele bateu na porta e não obteve resposta, então entrou e viu que Regina ainda estava dormindo.

– Mamãe. — Henry falou e sentou na cama.

– Mamãe, acorda.

Regina resmungou algo e abriu os olhos.

– Oi meu amor. O que houve, estou atrasada?

Regina virou para o lado e assim que olhou para o relógio, viu que ainda estava cedo.

– Eu perdi o sono. Posso ficar aqui com você? — Henry fez aquela cara de pidão que só ele sabia fazer.

– Claro que pode. — Regina o abraçou e ele deitou a cabeça no peito da mãe. — Olha, hoje eu tenho que ir na empresa resolver algo com sua avó. Vou te deixar cuidando da Emma, ok?

– Então eu não vou na escola? Ebaaaaa.

Regina sorriu da empolgação do filho.

– Mas não se acostume que é só hoje, hein.

– Tudo bem. Então vamos preparar o café pra ela.

Henry levantou e foi em direção a porta, mas Regina continuou deitada.

– Mamãe, vem.

– Ah não. Só mais 5 minutos. — Regina pôs o travesseiro no rosto e virou para o lado. Naquele momento, os papéis se inverteram completamente.

– Regina Mills, levante agora ou ficará sem as panquecas. — Henry falou em um tom autoritário que fez Regina se virar e olhar pra ele com a cara divertida e as sobrancelhas franzidas.

– Mamãe, é brincadeira. – O menino falou assustado.

Regina levantou da cama e parou de frente ao Henry. Ela levantou a mão direita e a fechou, como se fosse uma garra. Henry conhecia essa garra. Era a garra da...

– Cosquinhaaaaaa. — Henry gritou e saiu correndo pela casa, com Regina correndo atrás dele para fazer a famosa "Cosquinha com a garra Mills."

Emma acordou com o barulho de risadas.

– Henry. — Pensou a loira.

Ela se sentou na cama com facilidade. A dor que sentia no dia anterior já não existia e Emma agradeceu por isso. Assim que pensou em se levantar, Henry apareceu na porta de seu quarto.

– Emma, viemos trazer seu café.

Henry falou e entrou no quarto seguido por Regina, que vinha com a bandeja nas mãos.

– Bom dia. – Regina fala e coloca a bandeja sobre a cama.

– Bom dia. Hummm, café na cama? Que delícia.

– Se sente melhor? — Regina perguntou apoiando a bandeja na cama.

– Muito melhor. A dor já é quase nula.

– Emma, hoje eu vou cuidar de você. — Henry interrompeu a conversa das duas e se sentou ao lado de Emma.

– Aé? E a escola?

– Mamãe me deixou ficar em casa hoje. Vamos jogar muito video-game e eu vou te fazer mudar de time.

Emma deu língua para o garoto olhou pra Regina.

– É verdade. Eu vou precisar ir na empresa e Henry vai cuidar de você.

– Regina, Henry não pode perder aula por minha causa. Vai tranquila. Eu vou ficar bem.

– Emma, já está decidido. — Henry falou fazendo as duas rirem.

Acabaram que os três tomaram café ali mesmo. Regina perguntou se Emma precisava de ajuda no banho, mas ela negou. Só precisou de ajuda para tirar a roupa e repetiram o mesmo processo do dia anterior.

– Henry, Emma, eu já estou indo. Qualquer coisa liguem pro meu celular.

– Regina, hoje Zelena, Ruby e Mary vão vir aqui. Você se lembra?

– Ah é, claro. Henry, acomode bem nossos convidados. Eu vou tentar não demorar.

– Pode deixar, mamãe. Serei o homem da casa.

Ambos riram e Regina saiu.

– Ah Emma, isso não vale. — Henry reclamou pela loira usar os ''macetes'' no jogo.

– Claro que vale.

– Então me ensina.

– Ah não, se eu te ensinar, como vou te ganhar?

– Isso mesmo, não vai.

Emma começou a rir e logo em seguida, a campainha tocou.

– Deixa que eu atendo. — Henry levantou e abriu a porta.

– Henry, quanto tempo. Swan, como está? — Zelena perguntou assim que Henry foi abrir a porta pra elas.

– Estou bem melhor. Cadê a Mary?

– Mary teve que ficar na faculdade com o gostoso do David.

– Ruby. — Emma a repreendeu pelo jeito de falar, pois Henry estava perto.

Ficaram os quatro conversando por um tempo. Emma lembrou de falar pra Ruby que ela tinha conseguido os ingressos para o tal filme que Ruby estava louca pra ver. Nesse momento, Ruby ficou tão feliz, que pulou no colo de Emma, esquecendo a cirurgia.

Assim que Regina entrou dentro de casa, ouviu o grito de Emma e Ruby em cima da loira.

– AAAAI. — Emma gritou e Ruby saiu de cima dela assustada.

– Emma, me desculpe. Eu não queria...

Ruby foi interrompida por Regina.

– Garota, você é maluca?

Regina falou pra Ruby e foi em direção a Emma, que estava com os olhos cheios de lágrimas, por causa da dor que estava sentindo.

– Ta tudo bem, Ruby. — Emma falou tentando passar confiança na sua voz, mas sem sucesso.

A blusa branca que Emma estava, deu lugar ao vermelho por causa do sangue no local da cirurgia.

– Olha só o que você fez. — Regina falava pra Ruby, mas sua atenção estava voltada pra Emma.

– Acho que os pontos abriram, vamos pro hospital. — Foi a vez de Zelena falar.

– Me desculpa. Eu não queria te machucar. — Ruby já estava chorando, com medo do que estava acontecendo.

– Desculpa? Você acha que desculpa vai ajeitar a burrada que você fez? Você é cega? O que deu na sua cabeça pra fazer isso? — Regina estava fora de controle e agora sua atenção estava voltada pra Ruby. A cada palavra que Regina dizia, era um passo na direção de Ruby.

– Mamãe, a Emma está sangrando.

Regina foi tirada do transe pela voz de Henry.

– Regina, ela não teve culpa. Foi sem querer. — Agora foi a vez de Emma falar.

– Agora não adianta discutir. Vamos levar logo Emma pro hospital. — Zelena falou colocando um braço de Emma no seu pescoço, tentando ajudar a loira se levantar.

– Ze, você se importa de ficar com Henry, enquanto eu levo a Emma? No caminho eu ligo para Adriana e assim que ela chegar, você me encontra lá. Pode ser?

– Claro. Eu só vou te ajudar a pôr ela no carro.

Acomodaram Emma no banco do carona. A loira estava fazendo o máximo para não demostrar que estava sentindo dor, mas estava difícil.

– Mamãe, a Emma vai ficar boa?

Regina se abaixou um pouco e ficou na mesma altura que Henry.

– Vai sim, meu amor. A tia Zelena vai ficar com você até a Adriana chegar. Daqui a pouco estou de volta, tudo bem?

Henry assentiu com a cabeça.

– Eu vou também. — Ruby falou e Regina a fuzilou com o olhar na mesma hora.

– A Ruby fica comigo. Pode ir Regina. — Zelena falou segurando o braço de Ruby.

Regina deu partida no carro e foi em direção ao hospital.

Assim que chegaram, Emma foi logo atendida pelo médico que a operou. Ele deu os pontos novamente e um leve esporro falando que poderia ter acontecido algo mais grave.

– Foi uma garota louca que pulou em cima dela. — Regina falou para o médico.

– Regina, não fala assim da Ruby. Foi um pequeno acidente, doutor. Ela não teve intenção. — Foi a vez de Emma falar. A dor já tinha sido amenizada por causa da anestesia.

– Um pequeno acidente que quase te custou muito caro. — Regina ainda estava muito revoltada.

– Emma, Regina tem razão. Os pontos já estavam quase secos. Agora o risco de você pegar uma infecção é 3 vezes maior. Por isso terá que ficar aqui no hospital.

– O que? Eu não vou ficar aqui.

– Vai sim senhora. Vamos ver se com isso você aprende a escolher melhor os seus amigos. — Regina falou olhando no olho de Emma.

– Regina, eu já falei que ela não teve culpa.

– Ah, então agora você vai defender ela? — Regina estava com uma expressão de incredulidade.

– Vou, porque ela não teve culpa.

– Então fala pra ela vir ficar aqui com você.

– Eu vou mesmo. Se você quiser ir embora, fique a vontade. Em nenhum momento eu te pedi nada.

Emma se arrependeu do que falou no milésimo de segundo seguinte, ao ver o rosto de Regina se transformar.

– Regina, me desculpe. Eu não queria dizer isso. Eu...

Emma foi interrompida por Regina.

– Não queria, mas falou, Emma. — A voz da morena já era branda e sua expressão de decepção se fez mais presente. — Tem razão. Você não me pediu nada. Eu fiz porque gosto de você. Porque você merece que as pessoas te tratem da melhor maneira possível. Você merece o que tem de melhor nesse mundo. Você não sabe o quão especial já se tornou pra mim e eu sei que você orgulhosa. Mesmo que precisasse, não pediria ajuda, mas mesmo sem pedir, eu faria tudo de novo por você.

Regina se levantou.

– Eu vou ligar pra Zelena e falar pra ela vir pra cá. — Regina falou e saiu do quarto.

– Regina... — Foi só o que Emma conseguiu falar.

Notas finais
Ok, essa é a hora que vocês vem gritando...