Casos e Acasos

11 Casos e Acasos - Capítulo 11


Notas iniciais
Vocês foram TÃO maravilhosas, que não resisti e acabei escrevendo outro capítulo hoje mesmo e resolvendo postar hoje mesmo. Amei demais ver gente que nunca havia comentado aqui antes, aparecer. O que uma ameaça não faz, não é? Rum. Então, como eu passei a tarde escrevendo, eu acabei atrasando no estudo, como eu entro em semana de prova na segunda, provavelmente só volto aqui semana que vem, ok? Gente, eu só queria mostrar como é importante os comentários de vocês. Tanto que acabei postando hoje mesmo. Não quero obrigar ninguém a fazer nada, só queria mostrar o quão importante é. Das sugestões que vieram, eu tentei ao máximo incluir, então, espero que fique ao agrado de vocês. Eu não vou poder responder os comentários hoje, porque realmente eu preciso estudar, então quando eu for postar o próximo capítulo eu respondo a todos os comentários. Então, sobre o personagem Gustavo, ele permanecerá na fic e quanto ao rosto, eu imaginei exatamente assim: http://www.cinemadetalhado.com.br/wp-content/uploads/christian-bale-shot.jpg Sim, imaginei o Christian Bale. Ignorem qualquer outra foto dele, porque ele é exatamente assim na minha fic. Esse cabelo, essa barba e essa carinha da foto, ok? Vamos continuar com o acordo do capítulo passado. Vocês vão sugerindo e eu faço o máximo para incluir, beleza? Então ótima leitura e até semana que vem. Beijo grande.

Na manha que se sucedeu, mãe e filho seguiram a rotina na casa dos Mills, porém como Regina não daria aula na parte da manha, já havia decidido ir ao hospital para ver como Emma estava. Assim que deixou Henry na escola, Regina seguiu direto para o hospital.

Assim que chegou, Regina foi na recepção.

– Bom dia. Onde eu posso achar o Doutor Gustavo?

– O plantão dele se encerra agora pela manha. Creio que ele ainda não foi embora. Se a senhora aguardar aqui, deve encontra-lo.

– Ta bem, obrigada.

Regina então resolveu esperar. Iria falar com Gustavo pra saber como estava o estado de Emma, antes de entrar no quarto, mas não demorou muito tempo para o médico aparecer.

– Regina, que surpresa. – Gustavo parou ao lado dela.

– Gustavo, bom dia. – A morena se levantou. – Eu não quero tomar muito seu tempo, só gostaria de saber como está a situação da Emma. Quando ela vai poder voltar pra casa.

– Emma vai se recuperando bem. Ela só continua aqui por precaução mesmo. Como ela já está no quarto a um tempo, alguns amigos vieram visita-la.

– Hoje? Que amigos?

– Parece que são uns amigos que chegaram de viajem, mas vai lá, ela vai adorar ver você.

– Vou sim. Você já está indo pra casa?

– Sim. Acho que nem lembro quando foi a última vez que dormi.

Ambos sorriram.

– Então não tomarei mais seu tempo. Eu vou lá.

– Tudo bem, qualquer coisa estou no celular.

Regina assentiu com a cabeça e já estava se dirigindo ao corredor, quando Gustavo a chamou.

– Ah, Regina.

A morena se virou.

– Sim.

– É.. – O médico coçou a cabeça. – Você tem notícias da Zelena?

Regina deu um largo sorriso. – Bom, a Zelena deve vir aqui mais tarde, já que hoje ela não da aula a noite. Caso um certo médico quiser vê-la, eu sugiro que ele durma agora e volte ao hospital por volta das oito horas. Assim, só uma dica.

Regina se divertia com o constrangimento de Gustavo. Não era normal ver um homem tão centrado e maduro como ele, assim, corando.

– Eu entendi.

– Vai descansar.

Eles se despediram novamente e cada um foi para um lado. Conforme Regina foi se aproximando do quarto, ouvia várias vozes vindas de lá. Chegou a porta, bateu e não esperou uma resposta, apenas entrou. Regina viu Neal e Killian sentados na cama e rindo sobre alguma coisa. Na hora que a porta se abriu, olharam pra ela.

– Regina. – Emma foi a primeira a se manifestar. A loira abriu um sorriso tão grande, que Regina acreditava nunca ter visto um sorriso daqueles em Emma.

– Oi. – A morena também sorriu. – Neal. Killian. Não sabia que voltavam hoje.

– Professora Mills. – Killian falou.

– Oi professora. – Foi a vez de Neal. – Nós viemos alguns dias antes do esperado e assim que Ruby nos falou sobre o que aconteceu com a loira, nós viemos direto.

– Sempre nos dando sustos, né, Swan?

– Deixem de ser exagerados. Foi só uma coisinha de nada. Vocês que ficam fazendo tempestade num copo d’água. Regina, vem cá. – A loira a chamou.

Regina se aproximou pelo lado esquerdo.

– Sai daqui, Jones. – Emma falou com Killian, que estava sentado do lado esquerdo da cama. Os dois tinham mania de se tratar pelo sobrenome.

– Isso é porque sentiu saudades né, Swan.

Todos da sala riram.

– Killian, vamos indo. Preciso de um banho.

– Vamos sim.

– Mas já? Não foi só porque eu cheguei não, né? – Regina perguntou sorrindo.

– Não Regina. É que nem passamos em casa ainda. Precisamos deixar as malas. Mais tarde nós voltamos. – Neal falava enquanto pegava suas coisas.

– Professora Mills, eu ficaria na sua presença pelo resto da vida. – Killian falou dando aquele sorriso de lado, característico de Killian Jones.

– Killian, tchau. – Emma tacou um travesseiro nele, então sorrindo os amigos deixaram o quarto.

– E você? – Regina ainda permanecia de pé e olhava para Emma.

– Eu estou indo. Achei que você nunca mais olharia pra minha cara. – Emma abaixou a cabeça.

– Eu jamais faria isso. – Regina pegou o queixo dela e o segurou, fazendo Emma levantar a cabeça e encara-la. – Eu só queria te fazer entender que as palavras magoam, mesmo a gente não tendo intenção de ferir as pessoas.

Emma segurou a mão de Regina que estava em seu queixo, a retirou de onde estava e levou a parte superior aos lábios, selando em um gesto de carinho.

– Eu sei que pedir desculpas não vai retirar o que eu disse, mas eu realmente sinto muito. Você é muito importante pra mim e te perder por um erro besta, não está nos meus planos.

Emma sorriu de forma carinhosa e Regina viu que ela estava arrependida.

– Você não vai me perder. – Regina levou sua outra mão aos cabelos de Emma, fazendo um tímido carinho.

– Deita aqui. – Emma falou de olhos fechados, aproveitando o carinho de Regina.

– Deitar? Não, eu vou te machucar.

– Não vai. Confia em mim.

Regina então parou de fazer o carinho em Emma e foi até a poltrona deixar sua bolsa e seu celular. Voltou para o lado da cama e Emma chegou para o lado, dando espaço para Regina deitar.

Regina se ajeitou na cama e ficou cara a cara com Emma.

– Continua o que você estava fazendo. – Emma pediu. Ela se sentia estranha por ficar tão confortável ao lado de Regina. Quando viu a morena na porta, seu coração se ascendeu e realmente Emma não sabia o que estava acontecendo, mas uma coisa ela tinha certeza, queria ficar ao lado de Regina.

A morena sorriu e novamente levou sua mão aos cabelos de Emma, fazendo um tímido cafuné. A loira chegou mais perto de Regina e colocou seu rosto na curva do pescoço dela. Regina apoiou sua cabeça em seu braço esquerdo e seu braço esquerdo continuava a acariciar os cabelos loiros de Emma.

– Tem certeza que está melhor? – Regina perguntou.

– Uhum. – Foi só o que Emma respondeu.

– Se está melhor, porque dessas olheiras?

– Desde que você saiu daqui daquele jeito, eu não tenho conseguido pregar os olhos. Eu imaginei todas as maneiras possíveis de ir atrás de você. Pensei até em pular a janela, mas queria te dar espaço. – Emma sussurrava e como estava com o rosto enterrado no pescoço de Regina, sua boca estava colada no pescoço da morena, fazendo com que cada palavra que Emma falasse, um arrepio surgisse no corpo de Regina. – Agora eu posso dormir tranquila.

Emma já estava com a voz rouca, o que indicava que o sono chegara.

Regina nada disse, apenas sorriu. Sentia que a respiração de Emma se manteve no ritmo, o que indicava que a loira pegara no sono.

Regina ficou um tempo fazendo carinho em Emma, mas seu braço que mantinha a cabeça apoiada, começara a ficar dormente, o que começou a ficar desconfortável. Quando Regina tentou se levantar, Emma passou o braço pela sua cintura, a deixando presa no corpo de Emma.

O braço de Regina estava incomodando bastante, então Regina tentou se levantar novamente, mas dessa vez acabou acordando Emma.

– Meu braço está dormente. – Regina falou timidamente e quando Emma se deu conta, seu braço estava preso na cintura dela.

– Oh, desculpa.

Regina se levantou.

– Você já vai embora? – Como Emma ainda estava com sono e acabou tirando um cochilo, sua cara ficou mais fofa ainda, quando falou com Regina.

– Eu tenho que ir. Tenho que passar na empresa e depois buscar o Henry.

– Mas eu estava num sono tão gostoso. – Emma continuava fazendo bico.

– Eu fico até você dormir, pode ser?

– Com direito a cafuné?

Regina sorriu.

– Está ficando mal acostumada, Swan.

Dessa vez Regina só se sentou na cama e subiu as pernas. Emma se encolheu e apoiou a cabeça nas pernas da morena.

– Você vai voltar mais tarde? – Emma já estava quase pegando no sono.

– Você quer que eu volte?

– Eu preciso que você volte. – Emma falou e pegou no sono, deixando Regina sorrindo. A morena ficou mais um tempo ali, até que deu sua hora e ela teve que ir embora, deixando Emma dormindo.

Assim que saiu do hospital, Regina ligou pra Zelena.

– Oi Regina.

– Ze, você vai ver a Emma hoje?

– Não sei, por que?

– Ah, porque eu queria ir junto com você.

– Então você ainda não foi ver a Emma? Até quando, Regina?

– Ze, então, eu irei com você. – Regina decidiu mentir. Se Zelena soubesse que ela esteve lá, ela não iria para o hospital visitar Emma, consequentemente não encontraria Gustavo.

– Tudo bem. Daqui a pouco eu estarei no hospital.

– Não. Daqui a pouco não. Umas sete e meia, pode ser?

– Tudo bem. Sete e meia.

Ambas desligaram e Regina seguiu para a empresa.

Assim que a noite chegou, Regina foi novamente ao hospital. Resolveu ir mais cedo para falar para Emma não contar nada para Zelena que ela já havia estado lá. Henry até queria ir, mas Regina achou melhor deixar na casa da avó. Pelo telefone Cora o convenceu a ir pra casa dela, para ajuda-la a organizar a festa de Regina. Como o menino estava empolgado, não pensou duas vezes.

Já no hospital, Regina encontrou Gustavo na recepção.

– Vejo que você se acertou com Emma. – Gustavo veio em direção a Regina.

– Sim, ela está arrependida. Você me acompanha até lá?

– Claro. Preciso ver como ela está.

Eles foram conversando e assim que chegaram, viram que Emma ainda estava dormindo.

– Nossa, ela ainda está dormindo? – Regina perguntou mais para si mesma, do que para o Gustavo.

– Eu passei aqui a uma hora, e ela havia resmungado, mais voltou a dormir.

– Isso é normal? – Regina perguntou.

– Ela só estava cansada.

Emma começou a se mexer na cama, o que era um sinal de que estava despertando. Ao abrir os olhos, viu que Regina estava na sala.

– Hey. – A loira falou sorrindo e esfregando os olhos. – Você voltou.

– Eu falei que voltaria. – Regina foi em direção a cama.

Uma sorriu para a outra, até Gustavo pigarrear e chamar a atenção delas.

– Emma, como está se sentindo?

– Bem. Muito bem. – Emma apenas olhou para Regina.

Nesse momento Zelena entrou pela porta.

– Olá. – Zelena sorriu ao ver Gustavo sorrindo pra ela.

A ruiva foi se aproximando até parar de frente ao médico.

– Como vai, Zelena? – Gustavo perguntou.

– Muito bem. Como essa cabeça dura está? – Zelana agora voltou a atenção a Emma, que assistia a tudo.

– Se você se refere a mim, eu estou ótima, Ze.

– Regina chegou primeiro que eu? Já conversaram?

– Regina veio aqui pela man... – Emma não terminou de falar, pois sentiu o beliscão de Regina em seu braço. — AAAAAAI. O que foi? – Emma olhou assustada para Regina.

– Então quer dizer que você já tinha vindo e essa historinha de querer vir comigo foi papo furado, Regina? – Zelena cruzou os braços.

– Não, é que, eu... – Regina gaguejava e como Gustavo já havia entendido tudo, resolveu interver.

– Zelena, aceita tomar um café comigo? – O médico perguntou e todas da sala olharam pra ele.

Zelena sorriu e esqueceu totalmente de Regina. – Claro.

Os dois se dirigiram a porta e foram até a lanchonete.

– Regina, o que foi isso?

– Ai Emma, você é tão lenta as vezes.

– Poxa, como eu ia saber que Zelena não sabia? Ta doendo, tá? – Emma fez bico.

– Ah, meu Deus, tadinha. Vem cá. – Regina pegou o braço de Emma e deu um beijo no local do beliscão.

– Ta melhor? – Regina perguntou divertida.

Emma fez uma cara de pensativa e ponderou mais algum tempo.

–Humm, ainda dói. Terá que fazer melhor do que isso.

Regina se aproximou do rosto de Emma e beijou sua testa. – E agora? – O divertimento que havia antes, deu lugar a certa apreensão.

– Continua doendo.

Emma que havia fechado os olhos e respirava com dificuldade. Regina então beijou a ponta do nariz de Emma, fazendo a loira sorrir.

– To de olho em você, Swan. – Regina falou sorrindo.

– Sabe que eu prefiro quando você me chama daquele jeito que me chamou na sua casa, daquela vez.

– Minha menina. – Regina se baixou novamente e beijou a testa de Emma.

A loira deu um lindo sorriso. As duas começaram a conversar até Neal e Killian chegarem.

Notas finais
E então?