Casos e Acasos

12 Casos e Acasos - Capítulo 12


Notas iniciais
Eaí? Como vocês estão? Acho que consegui vir dentro do prazo, né? Então, mais uma vez um ENORME obrigada pelos comentários. Sim, eu sei que ainda não respondi os comentários, mas assim que minhas férias da faculdade chegarem, eu respondo todos. ( Pois é, ainda não to de férias. :/ ) É, sobre o capítulo, eu adorei escreve-lo e creio que vocês irão gostar também. Gente, eu queria pedir uma coisa. Eu não coloco dias certo para postar, porque eu realmente não sei se conseguirei cumprir, devido a falta de tempo. Não quero ficar em falta com vocês, por isso, eu não estipulo um prazo certo, então, por favor, tentem entender. Para todas que tem meu twitter, não é legal rolar cobranças, sabe? Várias pessoas chegaram até mim, sendo que não estipulei prazo para exatamente esse tipo de coisa não ocorrer. Não estou reclamando, ok? Fiquem a vontade para tirarem dúvidas e conversarem sobre qualquer coisa comigo, mas sem cobranças, beleza? Biscoito? Biscoito! haha Ah, sobre minha outra fic, ela será atualizada em breve. Acho que não estou esquecendo nada. Então, ótima leitura e olhem os comentários hein. Obeijo!

Assim que chegaram a cantina, Gustavo puxou a cadeira para Zelena se sentar e ela sorriu em agradecimento.

– Desculpa te trazer na cantina do hospital para um café, mas é que estou de plantão e qualquer emergência, eu tenho que estar por aqui. — O médico explicou.

– Tudo bem. Pra mim está perfeito, mas você está de plantão todos os dias? Porque essa semana Regina comentou que você também estava de plantão. — Zelena perguntou confusa.

Gustavo sorriu.

– Bom, eu tenho plantão 2 vezes na semana, mas como eu também trabalho aqui como voluntário, eu praticamente moro no hospital. — Ele falou sorrindo.

– Então quer dizer que além de médico, você é voluntário? — Zelena estava mais que surpresa.

– Exato. Hoje em dia, ainda mais no Brasil, a falta de médicos tomou proporções absurdas. Em postos de saúde e até mesmo clínicas particulares, a situação se agrava cada vez mais.

– Eu leio sobre isso e até vejo em noticiários, mas não sabia que a situação era tão grave.

Gustavo colocou a cabeça de lado e franziu as sobrancelhas para Zelena, como se estivesse a analisando.

– Vem, eu quero te levar em um lugar. — Ele se levantou.

– Mas que lugar? E o café? — Zelena perguntou sorrindo.

– Fica pra próxima. — Gustavo pegou a mão de Zelena e então saíram da cantina.

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Já no quarto de Emma, Neal. killian e Regina se divertiam.

– Bom, eu tenho que ir agora. — Regina comentou.

– Aaah não. Por que?

– Porque senhorita Swan, alguém tem que trabalhar por aqui, né?

– Também não precisa ofender. — Todos sorriram. — Poxa, mas a essa hora?

– Sim. Você esqueceu que estamos em fim de semestre e eu tenho varias provas para preparar? Killian e Neal, se eu fosse vocês, eu iria para casa estudar.

Os meninos arregalaram os olhos.

Regina se virou e andou em direção a Emma.

– Amanha você sai do hospital e eu quero deixar tudo preparado pra você. — Regina falou bem baixo, que era somente para Emma ouvir.

– Regina, eu vou pra casa. Já estou praticamente boa. — Emma falou no mesmo tom.

– Amanha a gente resolve isso. — Regina deu um beijo na testa de Emma, virou e se despediu dos meninos, saindo do quarto logo em seguida.

Emma que ainda estava sorrindo abobada, parou imediatamente ao ver o olhar de divertimento dos amigos.

– Tão olhando o que?

– Loira, loira. Olha onde você está se metendo, mas enfim, vamos ao que interessa. Que historia é essa de uma festa surpresa pra Regina?

E então Emma explicou todos os detalhes para os amigos.

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Onde estamos? — Zelena perguntou curiosa.

– Estamos na ala dos pacientes com câncer.

Ao ver a cara de confusa da ruiva, Gustavo já foi logo se explicar.

– Você já vai entender.

Eles andaram mais um pouco até que chegaram à porta de um quarto. Gustavo apenas a abriu. Assim que entraram, Gustavo sorriu.

– Sophia. — O médico andou até ela.

– Doutor G. — A menina sorriu.

– Sophia, eu quero te apresentar uma pessoa muito importante. — Ele chamou por Zelena, que ainda estava parada na porta. — Sophi, essa é a Zelena. Zelena, essa é a Sophia.

Naquele momento a ruiva não sabia o que fazer. A criança que encontrou ali na frente, a deixou totalmente sem palavras. Sophia é uma criança de sete anos com leucemia. A menina estava com um lenço branco, com algumas flores rosa na cabeça, um casaquinho cinza, e com uma coisa que mais chamou a atenção de Zelena. O lindo sorriso da menina de pele branca e olhos azuis. Um sorriso inocente, puro.

A menina estendeu a mão para a ruiva, que saiu do transe e devolveu o cumprimento.

– É um prazer Sophia. — Zelena falou.

– Gostei do seu nome. — Sophia respondeu.

– É mesmo? Muito diferente né?

Os três ficaram conversando por algum tempo até a enfermeira levar Sophia para a quimioterapia. Assim que Gustavo e Zelena saíram do quarto, Gustavo começou a falar.

– É por crianças como a Sophia que eu tenho o prazer de ficar aqui no hospital durante minhas folgas. — O médico falou e Zelena pôde ver o quanto ele amava a profissão.

– Você gosta mesmo dela, né?

– Muito. Sophia está aqui desde os 4 anos. A estimativa era que ela só sobreviveria até os 6, mas ela é guerreira e está prestes a completar 8 anos. Eu acompanho o caso dela desde o início e uma das coisas que me fizeram acreditar que ela conseguiria, era a esperança. Essa menina tem uma luz tão grande, que às vezes eu venho aqui só para conversar com ela. Só pra ver aquele sorrisinho, que me transmite uma força inigualável.

Gustavo viu que Zelena permanecia em silêncio.

– Zelena, me desculpe. Eu simplesmente trouxe você aqui e nem avisei antes. É que isso é tão importante pra mim, que eu fiquei empolgado em poder dividir com você. – Ele falava meio encabulado.

Zelena nada disse. Apenas se aproximou, segurou o rosto dele e deu um selinho. Apenas um roçar de lábios, que demonstrava tudo que a ruiva estava sentindo.

– Obrigada. – A mulher falou o olhando intensamente. – Obrigada por partilhar esse momento único comigo.

Gustavo sorria abobado com a atitude de Zelena.

– Vai, me conte mais sobre a Sophia.

Eles saíram dali conversando sobre a criança.

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Na manhã seguinte, Emma acordou cedo. Finalmente iria pra casa, porém não iria ser tão fácil convencer Regina que ela queria ficar em casa. Não só pela sua independência, mas também por ter que organizar as coisas da festa, já que ficaria impossível fazer isso na casa de Regina.

– Bom dia, Emma. – A enfermeira que aparentava uns 50 anos entrou no quarto.

– Bom dia. Cadê o Gustavo? – A loira perguntou.

– O Doutor Gustavo teve uma cirurgia de emergência pela madrugada e saiu agora pouco, mas antes, ele assinou sua alta.

– Então tudo bem. Eu só vou me trocar.

– Eu te ajudo.

– Não precisa.

– Menina, você vai querer discutir comigo? – A enfermeira falou de forma séria e Emma não teve como negar.

Algum tempo depois, Emma já estava vestida e só aguardava por Ruby, que falou que iria busca-la junto com Zelena, mas para a sua surpresa, Regina apareceu no quarto.

– Regina? O que está fazendo aqui?

– Ué, vim te buscar.

– Mas a Ze e a Ruby que viriam.

– Emma, você queria que a Zelena viesse só para convencê-la de que você ficaria na sua casa.

– Mas Regina, é sério, eu já estou bem. Ótima na verdade.

– Vamos fazer assim. Se quando chegarmos, eu ver que você tem condições de ficar sozinha, você fica na sua casa. Se não, já sabe.

Emma sorriu. Era impressionante todo esse carinho que Regina tinha com ela. Essa preocupação. Emma ‘’reclamava’’, mas no fundo, ela amava.

– Tudo bem, patroa, vamos.

Regina riu do termo que Emma usou e então elas deixaram o hospital.

Durante o trajeto Regina realmente viu que Emma estava bem. As duas foram conversando e depois de 30 minutos, chegaram a casa de Emma.

– Eu te disse que eu estava bem. – Ema falou.

– É falou, mas.. – Regina parou de falar assim que viu a porta da casa da loira se abrir. Regina franziu a testa e assim que Emma olhou pra trás, seu coração deu um pulo.

A loira saiu do carro, mas não conseguiu andar. Ver seu pai ali, tão perto e tão longe ao mesmo tempo, bagunçou a cabeça de Emma.

Regina, que reconheceu o homem pelas fotos, também saiu do carro e andou até o lado de Emma.

– Filha. – O homem andou até Emma e a abraçou, porém Emma continuou sem mexer um músculo. – Que saudade que eu estava de você. Eu fiquei sabendo do seu acidente agora. Como você está?

Emma ainda estava em choque. Ver seu pai mais forte, sem a barba, o cabelo cortado e sem aquela aparência de bêbado, fizeram Emma ficar impressionada.

– O que você está fazendo aqui? – Foi só o que a loira conseguiu falar.

Regina só observava tudo e viu que a expressão do homem que antes era de alegria e preocupação, agora era de estranhamento.

– Como assim, o que eu estou fazendo aqui? Que pergunta é essa, filha?

– Então agora você lembrou que tem filha? Quando decidiu encher a cara todos os dias, me deixando com um enterro para organizar, você não se lembrou de que tinha filha. Quando me abandonou quando eu mais precisei de você, você não lembrou que tinha filha. Agora que eu estou conseguindo seguir com a minha vida, você aparece como se nada tivesse acontecido?

– Emma. – O pai da loira deu um passo para trás, tamanho o susto que tinha levado com as palavras da filha. Ele a olhava com dor. Sabia que Emma sofreu e ainda estava sofrendo, mas imaginou uma reação diferente, para o reencontro dos dois.

– Emma, vem aqui um pouquinho. – Regina a chamou e ambas deram a volta no carro.

– O que foi? – A loira perguntou.

– Eu sei que você deve estar mais confusa do que tudo, mas será que ele não merece uma chance de se explicar? Lembra que todo mundo merece uma segunda chance? – Regina falou e Emma sabia que a morena falava dela.

– Não sei se consigo. – Emma abaixou a cabeça, pois era assim que fazia todas as vezes que sentia vontade de chorar.

– Olha pra mim. – Regina pediu e Emma levantou a cabeça. – Seu pai está sofrendo tanto quanto você. Ele perdeu a mulher e uma filha prestes a nascer, naquela noite. Tudo o que ele queria, era poder tentar amenizar tamanha dor. Você perder sua mãe e sua irmã, e tudo que você queria, era o colo do seu pai. Ambos estão quebrados, Emma, e só vocês dois vão poder reconstruir o que tem de quebrado em vocês.

Algumas lágrimas já escorriam pelo rosto da loira e Regina levou a mão até as bochechas dela, as secando.

– Qualquer coisa, eu estarei naquela casa ali. – Regina apontou para sua casa. – É só você me gritar, que eu venho correndo. – Ela sorriu, fazendo Emma sorrir.

– Tudo bem. – Emma respirou fundo.

Elas deram a volta no carro de novo e Emma viu seu pai sentado na porta de casa, com a cabeça baixa, chorando. Ela pôde notar, pelo modo que seu corpo reagia aos soluços do próprio choro.

Regina fez um movimento com a cabeça, sinalizando para Emma ir até ele e foi o que a loira fez.

– Pai. – Emma se abaixou, colocando a mão em seu ombro.

– Me perdoa.- Ele falava em meio aos soluços.

– Pai. – Foi só o que Emma conseguiu falar, já que as lágrimas já se faziam presente novamente. – Me perdoa também.

O homem a olhou com os olhos inchados e viu que a filha estava no mesmo estado. Os dois se aproximaram mais e se abraçaram, chorando juntos.

Regina que observava de longe secou a lágrima solitária que escorreu de sua face.

Notas finais
Ta bem, essa é a hora que vocês comentam.