Betty alisava seu braço, desenhando-o com os dedos, enquanto estavam encostados no lago que ficava na caverna. Haviam cavalgado depois da escola e com a desculpa de levá-la para casa a havia acompanhado. Dali resolveram dar um passeio a cavalo até a caverna. Betty já conhecia as artimanhas dele e não iria se negar. Havia sonhado com isso. Estar encostada em seu corpo másculo sentada em seu colo acariciando seus músculos, enquanto beijava sua boca. Armando não entendia porque estava se deixando, mas era quase irresistível ter aquela menina em seus braços, como se fossem namoradinhos adolescentes, O jeito que ela lhe olhava admirada era como se fosse o melhor da Terra. Ninguém havia lhe olhado com tanto amor e ternura. Estava totalmente envolvido na sua doçura. Aparte sabia como ela atraía as atenções daqueles homens da fazenda e não queria que ela ficasse dando sopa por aí. Sempre a protegeria.

—Beatriz, está tarde! –dizia beijando-a.

—Ah, Armandinho é que está tão bom aqui.

—Também gosto, mas seu pai pode ter passado em casa e ficado preocupado.

—Ele sabe que demoro na escola. Ou não quer mais ficar comigo?

—Sabe que adoro estar contigo.

—Eu também. Ah! Você é tão lindo. Parece um caubói daqueles de cinema.

—Exagero seu. Sou um tipo comum.

—Não é não. -o beijou.

—Você que é linda, Betty.

—Agora, pois antes era Betty a feia!

Ele tornou a beijá-la.

—Melhor irmos, Betty.

Iam passeando como um casal de namorados, ele a pegou no colo e a colocou no cavalo.

—Que cena comovente!

—Karina! O que faz aqui?

—O que faço aqui? Devo perguntar o mesmo. O que faz aqui com esta pirralha sonsa?- disse Karina segurando o braço de Beatriz

—Largue o braço dela ou...

—Ou o quê? Armando Mendoza? Pensa que sou idiota que me largou para ficar de passeio com esta ninfeta? Ou não é mais tão ninfeta assim? Pois um homem como Armando não iria ficar só de beijos com uma mulher! Já deve ter se aberto toda!

Betty lhe dá um tapa. Revoltada, Karina lhe puxa os cabelos e as duas rolam no chão.

—Calma! -diz Armando separando-as.

—Viu o que esta ninfeta vagabunda fez?

—Ouvi o que falou para ela! Betty fez muito bem. Não tenho nada de mal com Betty, ela é minha amiga!

Claro que Armando estava defendendo a honra de Betty, mas ela se sentiu ofendida. Queria que ele a assumisse.

—Sei que andam de rolo, E se ainda é virgem é por sorte!

—Cala a boca, Karina!

—Não sei se isto é sorte, pois não hesitaria se quisesse.

Armando arregalou os olhos.

—Eu sei que não. Quem resistiria? Ainda mais uma vagabunda da cidade!

Armando teve que fazer uma força descomunal para controlá-las e não machucá-las.

Por fim, colocou cada uma em seu ombro e andou com elas.

—Me largue, seu selvagem!

—Se comporte, Karina!

Armando deixou Karina em uma casa perto dali.

—Isto não vai ficar assim. Você vai ver!

Karina jurou vingança.

Depois deixou Betty em casa e voltou ao trabalho no estábulo até a noite. Já estava cansado quando Marcela apareceu por seu quarto.

—Oi.

—O que faz aqui, Marcela?

—Estamos há muitos dias sem nos ver. E estou com saudades.

—Ando trabalhando muito.

—Isto nunca foi desculpa.

—O que faz aqui?

—Sabe muito bem.

E conversa vai conversa vem, Armando cumpriu seu “trabalho de noivo” por conta das provocações de Marcela. A mulher já dormia em sua cama e o peão ficou a olhar o teto. Não estava satisfeito. Há tempos que aquilo era uma obrigação.

—Imagina casado. Humpf!

De seu quarto, Betty havia visto Marcela chegar e o barulho que vinha do quarto de Armando, chorou como nunca havia chorado. Sentia que o homem às vezes ficava excitado com seus beijos, mas não sabia como fazer. Nunca havia estado com um homem, perderia terreno facilmente para Marcela, Karina ou qualquer outra.


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Para Armando, estar com Marcela foi bom para aliviar a tensão, pois quase não tinha tempo para desfrutar de sua vida sexual como antes, o homem além de trabalhar na roça, no estábulo e na escolinha, ainda tinha que dar conta de passear e ser o namoradinho de Betty pela fazenda. Não queria deixá-la sozinha, sabia que estavam de olho nela e para ele mais que nunca era preciosa, pura e inocente. Não queria que ninguém se aproveitasse de seu fogo de garota que estava descobrindo a vida.

Podia perceber pelos beijos de Betty e como tremia a seu toque que a menina, apesar de pura, era foguenta. E por isso tinha medo que algum tipo da fazenda se aproveitasse de sua inocência. Ainda mais porque havia visto Daniel Valência rodeando a fazenda e muitas vezes conversando com seu Hermes e tinha mau pressentimento, aquilo tipo nunca trazia boas notícias.

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No dia seguinte, Betty mal olhava para Armando no café da manhã. E ele estava preocupado, desconfiava que ela havia ouvido o que ele havia feito.

—Preciso falar contigo.

—Não tenho nada pra falar com você!

—Sim, temos muito o que conversar.

—Por que está assim comigo?

—Assim, como?

—Fria!

—De repente é porque sou muito criança para estará quente.

—Você sabe que Marcela me visitou ontem não é?

—Não quero falar sobre isso.

—Betty, preciso lhe explicar.

—Tampouco, estou pedindo explicações.

—Mas as quero dar. Querendo ou não, Marcela é minha noiva.

—É eu sei.

—Sabe que temos uma relação e há muito tempo.

Armando explica de seu jeito.

—Quer dizer que é como um alívio ou pior uma obrigação?

—Mais ou menos isso. Por que acha que tinha as outras por aí? Para me sentir livre para fazer o que quero.

—Tinha? Quer dizer que não tem mais?

—Acha que ainda tenho tempo de tanta coisa para fazer nesta fazenda? Ainda teria tempo para fazer sexo por aí? Fiz com Marcela porque sabe é minha noiva ee veio até meu quarto como te disse, não a fui procurar. –disse em tom de juramento.

Betty sorriu e lhe deu um beijo. Realmente, não o tinha visto com mulheres desde que estavam juntos, tirando a noite anterior em que ele fez coisas com Marcela.

-Um dia quero saber como é fazer amor!

—Está louca? Já disse que é muito menina.

—Disse que eu era para beijar e agora me beija com vontade.

—É diferente!

—Não crê que posso aprender?

—Não comece com isso!

—Armando.

—Por favor, Betty...

—Está bem. -beijo -Talvez ainda não esteja preparada. Mas quando eu estiver, não farei com nenhum outro. Só me entregaria para ser de um único homem-disse abraçando-o -Para mim, o amor é sagrado, o qual entregarei em um ato de amor.

—Não sou este homem que sonha.

—Você é! Sabe que é! Serei só deste homem, para sempre.

Armando a abraçou. Era tão sonhadora e pura. Qualquer estaria lisonjeado de possui-la e tê-la para sempre.

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—Espero que não esteja mais tão chateada comigo.

—Um pouco, mas te entendo. Um homem como você, deve ter seus desejos...

—Betty, eu...

—Shiu, não quero mais ouvir sobre isso. Pouco me interessa marcela Valência! –disse beijando-o, ele a apertou e correspondeu.

—Vamos cavalgando para a escola?

—Se assim prefere.

—Podemos caminhar.

Foram caminhando.

—Terei de coordenar o transporte do algodão para a empresa.

—Empresa?

—Sim, a Ecomoda. Não sabe que temos uma fábrica de tecidos?

—Sério?

—Sim. Lá é onde eu queria trabalhar.

—Como assim?

—Sabe não queria passar a vida toda no campo!

—Não?

—Não. Eu sonhava em ser executivo de uma grande empresa, viajar pelo mundo.

—Ainda pode fazer isso!

—Não. Estou velho para isso!

—Imagina!

—Estou! Queria trabalhar na fábrica de tecidos ou quem sabe na parceria Ecomoda.

—A Ecomoda tem ligação com a fazenda?

—Sim, faz parte do grupo.

—Nunca poderia imaginar.

—Pois creia! Lá que eu queria trabalhar, ser executivo de uma grande empresa.

—Pensei que gostava da fazenda.

—Amo a fazenda, mas se estou aqui a vida toda é porque tenho que cuidar da fazenda, mas não era o que queria. Veja Mário e Camila eles trabalham em Ecomoda.

—E quando pretende ir para a cidade.

—Em breve. Assim que a produção estiver pronta.

—Estava pensando se poderia ir contigo.

—Comigo?

—Isto é se não for atrapalhá-la.

—Imagina.

Os dois chegam na escola sob os olhares raivosos de Karina.

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