Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Antes de mais nada, quero já me desculpar por possíveis palavras estranhas pelo capítulo. Acontece que eu estou sobre o efeito de antialérgico e o sono mexe bastante com a minha noção das coisas. Então, se encontrarem algum detalhe sem sentido, por favor, me avisem nos comentários. Muito obrigada AndreaNeves e Mari pelos comentários maravilhosos no capítulo passado. Espero que gostem desse. Boa leitura...

LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO

CAPÍTULO XXI — PEDIDO

As luzes psicodélicas giravam por toda a casa burlesca no ritmo da música agitada e alta que ecoava pelo local. Pessoas gritavam e dançavam na pista de dança, completamente envolvidos com a energia única do Hawkeye, enquanto Mon-El e sua equipe de bartenders impressionava a todos ao redor do bar com suas habilidades únicas de malabarismo com os drinks.

Usando minha fantasia de marinheira de vestido curto azul-marinho e detalhes branco com um pingente metálico de âncora no peito, saia de filó de armação, lenço branco com azul, quepe e sapato salto alto, eu desfilava pelo salão do Hawkeye, servindo os clientes na noite com um grande sorriso no rosto, animada com todos os elogios que recebia dos clientes após mais uma apresentação das Beauty Swans.

— Você estava incrível no palco, Vampira. – Comenta um dos clientes frequentes do Hawkeye, assim que eu deixo os copos de bebida em sua mesa. Sorrio com o elogio.

— Eu nunca me canso de assistir vocês dançarem. É sempre tão intenso e encantador. Vocês são mesmo talentosas. – Responde a mulher ao lado dele, pegando o drink de morango.

— Obrigada, Ted e Piper. – Respondo, sorrindo agradecia ao casal que frequentava o Hawkeye desde que comecei a trabalhar no lugar. – Espero que possam ficar para assistir a última apresentação da noite.

— Você sabe que eu nós nunca perdemos as apresentações das Beauty Swans. – Afirma Ted, erguendo o copo de whisky. A esposa do homem assente, concordando. – Estamos ansiosos para saber como as marinheiras irão fechar com chave de ouro essa noite.

— Faremos o melhor para não decepcionar. – Respondo, abraçando minha bandeja. Vejo Mon-El fazendo sinal do balcão do bar e volto a encarar o casal. – Se precisarem de mais alguma coisa, é só me chamar. Com licença.

— Bom trabalho. – Piper se despede, acenando em despedida. Sorrio agradecida e me dirijo ao gerente do Hawkeye.

Cumprimento alguns clientes conforme me aproximo do balcão do bar da casa burlesca. Era incrível o carinho com o qual eles sempre nos tratava. Lanço uma piscadela para Ally, que passava por mim, ajeitando a estranha peruca loira com marcas quadriculadas rosa de sua personagem. Ela sorri e acena em despedida.

— Qual o pedido? – Pergunto, assim que alcanço Mon-El. Nesse momento noto sua seriedade. – Algum problema?

— Lillian Graham está aqui. Pediu para conversar com você. – Mon-El aponta discretamente para uma das mesas mais isoladas do Hawkeye. Surpreendo-me com a presença da mulher. – Eu só a vi uma vez em uma foto que Clint me mostrou, mas aquela é a...

— Mãe do Damon? Sim. – Interrompo Mon-El, incomodada com a presença da mulher. – Depois de dezenove anos, ela resolveu voltar, afirmando estar arrependida de ter abandonado o filho.

— Cuidado com ela. – Aconselha o gerente do Hawkeye, apoiando os cotovelos sobre o balcão, encarando-a desconfiado.

— Por que diz isso? – Pergunto, curiosa com a reação do homem. Mon-El dificilmente ficava na defensiva com alguém.

— Meus instintos me dizem que ela não é de confiança. E eu raramente erro. – Respondo, incomodado. – Além disso, Clint também não gostava dela. Isso é motivo suficiente para não confiarmos em Lillian. Então mantenha os olhos bem abertos com ela.

— Tudo bem. Eu tomarei cuidado. Obrigada pelo aviso. – Digo, encarando Lilly, que parecia deslumbrada com a decoração do salão cheio de adornos que remetiam ao estilo extravaganza, semelhante ao apresentado na Era Vitoriana da casa burlesca. Entrego minha bandeja a Mon-El. – Eu vou descobrir o que ela quer comigo. Poderia pedir para Cait me substituir?

— Claro. – Concorda o gerente, fazendo sinal para que Cait se aproximasse.

— Obrigada. – Agradeço, respirando fundo para ir em direção a Lilly, que continuava a observar tudo em volta, enquanto bebia um drink azul. Em algum momento, seus olhos recaem sobre mim e aquele mesmo arrepio subir minha espinha em um sinal de alerta. Engulo em seco e forço um sorriso, assim que chego em sua mesa. Aproximo-me mais para que ela fosse capaz de me ouvir em meio ao barulho que se fazia no local. – Tia Lilly! Que surpresa te encontrar por aqui.

— Elena! Uau! Eu jamais imaginei que você sabia dançar tão bem. Sua apresentação foi incrível! – Elogia a mulher, sorrindo largamente.

— Obrigada, tia Lilly. – Agradeço a mulher, sem saber bem como reagir. Por algum motivo, eu estava nervosa. – Mas o que veio fazer aqui? Quer dizer, não que seja ruim você estar aqui. Eu apenas estou um pouco surpresa com a sua presença repentina. Como sabia que eu trabalhava aqui?

— O que você disse? – Grita a mulher, fazendo uma expressão confusa. No mesmo instante, o DJ coloca uma das músicas que mais tem feito sucesso nos últimos meses, fazendo todos clientes já alterados pela bebida gritarem em comemoração.

— Vem comigo. – Digo, puxando levemente o pulso dela. Faço sinal com a cabeça para que ela me seguisse. Lilly assente e termina de beber seu drink, antes de se levantar e colocar a pequena bolsa que estava sob a mesa em seu ombro.

Conduzo Lilly pelo agitado salão de dança do Hawkeye, cumprimentado alguns conhecidos que estavam na pista de dança. A ruiva vinha logo atrás, balançando a cabeça no ritmo da música que passava, parecendo se divertir ao ver as pessoas dançarem.

E quando chegamos a porta quando chegamos a porta que ficava escondida do público, uso minha digital sobre o leitor biométrico para abrir. Preocupada e ansiosa para saber o que Lilly queria comigo, eu a conduzo pela escada até a sala de descanso, sempre atenta as reações intensas da ruiva.

Assim como todos que visitavam a sala pela primeira vez, Lilly parecia impressionada com o segundo andar do Hawkeye, que combinava muito bem a tecnologia com o visual divertido da sala de descanso. Ela observa os dois sofás pretos grandes no centro com inúmeras almofadas coloridas espalhada em um deles, enquanto no outro, Black dormia tranquilamente com um dos braços sobre os olhos.

— Vamos para o escritório de tio Clint. – Aviso, não querendo atrapalhar o sono de Black com a nossa conversa.

— Certo. – Concorda, enquanto deixávamos a sala de descanso e íamos para o escritório que poucas pessoas possuem acesso.

Assim como o restante do Hawkeye, uso minha digital no leitor biométrico para que a porta do escritório se abrisse. Cautelosa, Lilly entra na sala e observa a sala com curiosidade. A porta faz um barulho desnecessariamente alto quando se fecha – uma brincadeira típica do humor ácido de tio Clint -, assustando a ruiva que tinha os olhos presos na enorme foto da família Barton reunida na parede principal.

— Esse lugar é realmente a cara de Clint. – Resmunga Lilly, com o tom amargurado. Ao notar que eu a observava, ela dá um sorriso forçado. – A excentricidade sempre foi uma característica marcante dele.

De fato, o escritório que raramente era ocupado por seu dono, que passa a maior parte do ano viajando em suas expedições, possuía a excentricidade única de tio Clint. Além da grandiosa foto da família Barton, a sala possuía diversos objetos africanos e asiáticos que remetiam as inúmeras viagens do homem.

Em uma outra parede, as grandiosas telas de computador avançadas que se assemelhavam a portas de vidro de uma espécie de armário embutido na parede. As telas exibiam digitalmente as capas de incontáveis livros em diversos idiomas e gêneros na biblioteca de tio Clint guardada no Hawkeye. Bastava um clique no livro selecionado e não demorava muito para que a porta do armário se abrisse e entregasse o livro solicitado.

— Sente-se. – Aponto para a poltrona acinzentada com uma gravata estampada. Sento-me de frente para ela e a observo se acomodar na poltrona, parecendo ainda incomodada com o local. – E então? Por que está aqui, tia Lilly? Como descobriu que eu trabalho aqui?

— Internet. – Responde, dando de ombros. – Você sabe como é possível encontrar qualquer informação nela. Não foi fácil, mas depois de muito procurar, eu finalmente encontrei o local onde você trabalha.

— Entendi. – Sussurro, ainda estranhando a presença da mulher. Eu não sabia explicar o que acontecia comigo. Eu simplesmente não conseguia confiar nas palavras de tia Lilly.

— Bom, eu odeio enrolação, então irei direto ao ponto. – Afirma, após um longo silêncio presente entre nós. – Eu estou aqui para te fazer um comunicado e um pedido.

— Comunicado e pedido? – Repito, confusa. – Sobre o que você está falando?

— Eu vou pedir para que Damon venha morar comigo em Londres. – Responde tia Lilly e me lembro imediatamente das palavras de Stefan. – Assim que ele terminar a faculdade no fim de ano, eu quero revelá-lo a mídia e aos meus fãs. Então, eu quero a sua ajuda para convencê-lo a ir comigo para Londres.

Observo a mulher de cabelos vermelhos escuro, olhos tão brilhantes e expressivos quanto os do filho, o rosto cheio de sardas e o sorriso que me causava calafrios. Lillian Graham possui uma beleza descomunal e intimidante. A voz baixa e controlada ao falar de Damon me incomodava. Eu simplesmente não conseguia ver nenhum traço de sinceridade em suas palavras ou afeição por Damon.

— Eu sinto muito, tia Lilly, mas esse assunto não é algo que eu deva interferir. É uma decisão que Damon deve tomar por conta própria, já que se trata do futuro dele. – Respondo com cautela. Seu sorriso some do rosto e seus olhos expressão uma seriedade que me deixava nervosa, mas não me deixo intimidar. – Eu sinto muito.

— Não seja assim, Elena. Você é a namorada dele. É a única pessoa capaz de convencê-lo a ir para Londres. – Responde Lilly, sorrindo simpática até demais.

— Talvez eu não queira que ele vá. – Sussurro para mim mesma, mas parece que ela consegue ouvir a minha fala, pois me encara de maneira intimidante. Ao notar que eu estava assustada, ela suaviza a expressão e sorri compreensiva.

— Você sabe que será muito melhor para todos se ele for embora comigo. – Argumenta a mulher, observando-me com aquele ar de superioridade. Cada vez mais eu me sentia incomodada por estar sozinha com tia Lilly.

— Você acha que será o melhor para todos, mas isso não é verdade. A família toda dele está aqui. A vida de Damon é em Hawkins. Além disso, você tem razão. Ele é o meu namorado e não o meu bicho de pelúcia que eu posso controlar. Não irei interferir nas escolhas de Damon, não importa o que você diga.

— Mas tente entender, Elena. Eu...

— Se era só isso que tinha para falar comigo, já pode ir embora. – Digo, levantando-me da poltrona para abrir a porta e indicar a saída.

— Elena...

— Tchau, tia Lilly. – Interrompo a mulher mais uma vez, fazendo gestos para que ela entendesse que não haveria discussão e que eu não voltaria atrás de minhas palavras.

— Tudo bem. Eu irei embora. Mas não vou desistir de Damon. – Responde a mulher, ajeitando a bolsa em seu ombro. Ela se aproxima e me encara com seriedade. – Espero que possa manter nossa conversa e vinda ao Hawkeye em segredo.

— Não se preocupe. Eu não direi nada. – Resmungo e ela finalmente vai embora, deixando-me sozinha com meus pensamentos e os inúmeros clientes que eu precisava atender.

O restante da noite passou sem que eu tivesse qualquer consciência do que acontecia ao meu redor. Quando enfim conseguimos fechar o Hawkeye, troco de roupa sem nem mesmo prestar atenção nas conversas das garotas, como eu normalmente faço. Eu estava preocupada demais para conseguir pensar em outra coisa que não fosse a proposta de tia Lilly para levar Damon para Londres.

— Oi. – Cumprimento Damon, entrando no carro. Deixo um selinho em seus lábios e coloco o cinto de segurança.

— Oi. Saiu mais cedo hoje? – Questiona e eu assinto, concordando.

— Sim. Os clientes forem embora mais cedo e acabamos conseguindo fechar antes do horário normal. – Conto e ele assente.

O silêncio se instada entre nós, enquanto seguíamos para casa, mas nenhum de nós parecia se importar. Ambos estavam perdidos demais em seus pensamentos para pensar em como conversar. Desvio o olhar para Damon e pondero se devo falar sobre a visita de Lilly ao restaurante, mas decido permanecer calada e cumprir com minhas palavras.

Observo a paisagem pela janela do carro e suspiro, incomodada. Ao desviar o olhar para Damon, percebo o semblante pensativo de Damon. Seu olhar parecia distante e um pouco perdido.

— Está tudo bem? – Pergunto e ele me encara brevemente. – Aconteceu alguma coisa?

— Não. Eu só estava pensando em minha... em Lilly. – Responde Damon, dando um fraco sorriso. Ele me encara por alguns instantes e volta sua atenção para pista. – Por mais que eu tente esquecer, ela continua a vir em minha mente.

— Você vai atrás dela? – Questiono, preocupada. Aquele sentimento de desconfiança continuava a agitar meu peito. Assim como Mon-El, eu realmente não conseguia acreditar em tia Lilly. Eu sentia que ela estava escondendo alguma coisa.

— Eu não sei. – Confessa Damon, apertando o volante com intensidade. Seus olhos continuavam fixos na pista. — Eu sempre sonhei com o dia que a minha... minha mãe voltaria e pediria desculpas por tudo o que fez. E agora que eu aconteceu, eu não sei como agir. É como se eu estivesse dentro de um sonho muito longo e realista.

— Damon... – Suspiro, colocado a minha mão sobre a dele que estava no câmbio de marchas do carro. – Eu realmente não sei o que dizer para te ajudar nesse momento e sinto muito por isso. Mas não importa o que aconteça, nada vai mudar meus sentimentos por você e nem a promessa que eu te fiz. Eu vou estar sempre do seu lado.

— Obrigado. Ter você comigo já é o suficiente para me deixar mais calmo. – Responde Damon, entrelaçando nossos dedos. Ele me encara com um lindo sorriso e suspira em seguida. – Eu só... eu sempre vi as crianças com suas mães sempre cuidando delas, brigando com elas por terem sido desobedientes, sendo amorosas... enfim, eu via todas aquelas mães na saída da escola, vindo buscá-las e eu sempre me questionei se um dia isso aconteceria comigo. Se eu era bom o bastante para ter uma mãe.

“Com um pai ausente e minhas madrastas perversas, eu me sentia um estranho em casa, um incômodo. Meu pai sempre trabalhou muito para conseguir colocar comida em casa. E isso, por mais idiota que fosse, fazia eu me sentir um estorvo para meu pai. Um peso problemático que ele teve que aprender a cuidar sozinho depois que a esposa foi embora com outro homem.” – Conta Damon, surpreendendo-me. – É por isso que eu não sei o que irei fazer. Ao mesmo tempo que quero dar uma chance a ela, não consigo esquecer o que aconteceu, da forma covarde com a qual ela me abandonou.

— Você nunca foi e nunca será um estorvo, Damon. Você é a pessoa mais incrível que eu conheço. Você é doce, gentil, divertido, bonito e extremamente inteligente. Tio Giuseppe tem muito orgulho de você. Então não quero que pense que é um estorvo, porque você definitivamente não é... – Digo, preocupada com meu namorado. – Não se cobre demais. Você não precisa perdoar a tia Lilly se não quiser. Tudo o que precisa fazer é acreditar em sua intuição. Eu tenho certeza de que no fim, ela te guiará a tomar a melhor decisão.

— Eu te amo. – Sussurra Damon, sorrindo docemente. – Eu não sei o que seria de mim sem você. De verdade.

— Eu também te amo. – Declaro, trazendo sua mão para perto de mim, onde deixo um beijo. Ele sorri e beija minha testa. Eu não faço ideia do que pode acontecer e se Damon irá mesmo aceitar a proposta da mãe. A única certeza que tenho é que não importa o que aconteça, eu lutarei por nós e permanecerei ao lado dele. Eternamente.

Notas finais
Escritório de Clint: http://nardiventura.com.br/website//wp-content/uploads/2015/09/Nardi-Ventura_Not%C3%ADcias_Escrit%C3%B3rios-Google-3.jpg oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara