Casamento de Julho
23 Proposta
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO
CAPÍTULO XXII — PROPOSTA
O dia estava nublado e pela previsão do tempo, uma forte chuva cairia pela cidade. Observo a paisagem com a mente perdida em pensamentos, enquanto On Melancholy Hill tocava pelo quarto. Eu estava nervoso. Sentia que meu coração pulsava muito mais rápido que o normal e a ansiedade fazia minhas mãos suarem.
Em menos de uma hora, Elena e eu seguiremos para o hotel de Lilly, onde almoçaremos com ela. Depois de muito pensar sobre o que eu deveria fazer, resolvi que o melhor era dar uma chance a mulher. Já fazia alguns dias desde que nos vimos pela última vez, então eu não consigo evitar me sentir a ponto de ter um colapso nervoso.
Talvez eu estivesse sendo apenas muito otimista ou apenas influenciado pelos meus desejos mais ínfimos de viver com a minha mãe. De todo modo, aqui estou eu, terminando de me arrumar e tentando controlar o meu nervosismo para ter uma conversa definitiva e aberta com Lilly. E por mais que eu tentasse não criar expectativas, ainda havia uma parte dentro de mim que ansiava por esse momento há muitos anos e esperava euforicamente receber um abraço maternal, algo que nunca recebi de Lilly.
Sinto braços delicados rodearem minha cintura e o aroma delicado e envolvente do perfume floral invadem meu olfato. Sorrio ao reconhecer Elena e aperto suas mãos, enquanto ela encosta a cabeça em minhas costas. Permanecemos em silêncio por alguns instantes, apenas ouvindo as notas melodiosas e envolventes da música.
— Você deveria parar de ouvir música tão alto. Vai acabar ficando surdo. – Aconselha Elena e eu acabo dando um riso anasalado. Ela não era a primeira pessoa a me dizer isso.
— E qual seria a graça? – Questiono, virando-me para a mulher que já estava pronta para sair. Deixo um beijo em sua testa e vejo seus olhos brilharem em preocupação. – Você está linda.
— Obrigada. – Agradece, dando um fraco sorriso. Por alguns instantes, ela parece hesitar. Encaro-a em dúvida, mas espero pacientemente o momento em que ela revelaria o que tanto a incomodava. – Nós... podemos conversar um pouco antes de irmos encontrar com tia Lilly?
— Claro. Está tudo bem? – Pergunto, assim que ela se afasta de mim. Desligo a música alta e a observo se sentar em minha cama, ainda com o semblante pensativo.
— Sim. – Ela sussurra, parecendo desconfortável. Elena então suspira e me encara com seriedade. – No dia em que tia Lilly apareceu, eu estava conversando com Caroline quando acabei esbarrando em Stefan quando estava entrando na livraria. Nós fomos a uma cafeteria e ele me fez uma espécie de proposta.
— Que tipo de proposta? – Indago, não gostando nada do caminho que aquela história estava tomando, ainda mais quando Stefan está envolvido. E pela expressão de Elena, eu conseguia sentir que não ficaria feliz com o desfecho.
— Uma parceria. De alguma forma ele conseguiu a informação de que tia Lilly estaria de volta na cidade. Ele até mesmo revelou o nome artístico dela. Stefan me disse que ela iria propor a você que se mudasse com ela para Londres, então ele queria a parceira para convencer você a aceitar o convite de tia Lilly. Stefan também sabia que ela estava na cidade e naquele momento estava procurando por você. – Revela Elena, surpreendendo-me. Sento-me na cadeira do computador, sentindo a confusão em minha mente. – No mesmo instante, eu saí da cafeteria e vim atrás de você. Tentei te ligar várias vezes, mas você não me atendeu. Quando eu cheguei aqui, vocês já haviam se encontrado.
— Por que não me contou isso antes? – Questiono, levantando-me da cadeira, com a cabeça pesando e a raiva me consumindo.
— Eu sei que deveria ter falado antes. Eu sinto muito por isso. – Fala Elena, suspirando. – Mas é que eu não sabia se essa proposta sobre Londres era mesmo verdadeira. Durante sua conversa com tia Lilly, em momento algum, ela citou sobre a sua ida ou mostrou interesse em te levar daqui. Pensei que fosse apenas uma jogada de Stefan, que ainda acredita que nós nos odiamos, mas a história mudou completamente de figura ontem.
— O que quer dizer com isso? – Pergunto, ainda tentado absorver todas as informações dadas por Elena.
— Ela foi ao Hawkeye ontem e pediu para conversar comigo. – Explica Elena, levantando-se. Ela se aproxima de mim com cautela e pega em minhas mãos, assim que percebe que eu não a afastaria. – Ela me fez o mesmo pedido que Stefan. Afirmou que pediria que você fosse morar com ela em Londres e que eu deveria te convencer a aceitar, porque isso era o melhor para todos.
— Melhor... para todos? – Repito, atordoado. Elena suspira e balança a cabeça, negando.
— Isso não seria o melhor para todos. Seria o melhor para ela. – Afirma a morena com tanta certa, que acaba me surpreendendo. – Sua família está aqui. Eu estou aqui. E por mais que eu saiba que eu provavelmente estou sendo egoísta, eu não quero que você vá, Damon. A sua vida inteira está nessa cidade e... e tem a gente. Perdemos tempo demais nos odiando. Eu não estou pronta para desistir de você ou do que sinto por você.
— Você não precisa desistir de nós ou do que sente por mim. – Respondo, puxando-a para um abraço. Elena aperta o tecido de minha camisa e me encara preocupada. Deixo um beijo em sua testa e acaricio seu lindo rosto. – Eu não vou a lugar algum.
— Mesmo? – Questiona Elena, observando-me com o medo evidente em seus olhos.
Sorrio e beijo seus lábios com doçura. Suas mãos apertam minha camisa mais uma vez, puxando-me para mais perto dela. Deslizo as minhas pelas curvas delicadas e atraentes de Elena. E o beijo que começou calmo, logo se torna intenso e descontrolado, sugando cada vez mais da minha sanidade. Elena suspirava cada vez mais alto, arranhando meu abdômen por debaixo do tecido incomodo da camisa.
— É melhor... nós pararmos por aqui ou iremos nos atrasar para o almoço com Lilly. – Afirmo, afastando Elena antes que eu perdesse o controle por completo.
— Ainda vai encontrar com tia Lilly mesmo depois do que eu te disse? – Elena parecia decepcionada com a minha decisão, desviando o olhar por alguns instantes antes de voltar a me encarar. – Eu pensei que você não fosse embora. Então...
— E eu não vou. – Respondo, deixando-a confusa. – Nós ainda precisamos conversar sobre você ter ido em uma cafeteria com o babaca do Stefan.
— Eu estava curiosa sobre o que ele queria comigo. Apenas isso. – Murmura, parecendo se sentir culpada. Suspiro e reviro os olhos. – Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Por que ainda vai se encontrar com tia Lilly, mesmo sabendo sobre a oferta dela?
— Porque eu quero respostas. – Digo, fazendo Elena me encarar ainda mais confusa. – Assim como você estava curiosa para saber o que Stefan queria com você, eu quero descobrir quais são as reais intenções de Lilly. Se ela realmente está envolvida com Stefan, então eu tenho certeza de que ela está aprontando alguma coisa. E não importa o que seja, eu vou descobrir.
— Nós. – Corrige Elena, sorrindo determinada. – Nós iremos descobrir. Você não está sozinho nessa, Damon.
— Obrigado. – Agradeço, sorrindo animado por ter o apoio de Elena. Isso era muito importante para mim.
— Você realmente acredita em mim? – Questiona Elena, timidamente. Observo-a em dúvida, tentando entender sobre o que ela falava. – É que... bem, eu achei que você não acreditaria tão fácil assim em mim sobre tia Lilly e Stefan. Quer dizer, eu não tenho nada além de minhas palavras para comprovar o que ela disse.
— Isso é o bastante para mim, Elena. Eu confio e acredito em você. – Respondo com sinceridade. – Nós nos conhecemos há muito tempo. Eu sei quando está mentindo. Então, se alguma coisa estiver te incomodando, você pode me contar. Eu sei que sou um exemplo de calmaria e já fiz muita merda nessa vida, mas eu estou tentando mudar, Elena. Eu quero fazer tudo certo com você. Eu quero ser alguém de quem você tem orgulho de ter ao seu lado e de chamar de namorado.
— Eu já tenho, Damon. Você é a pessoa mais divertida e amorosa que eu conheço. Você é gentil, ótimo com as crianças, possui a segunda melhor memória do mundo, é lindo e me faz feliz. Eu te amo muito e não vejo a hora de gritar para todas as mulheres do mundo que você é o meu namorado. – Responde Elena com os olhos brilhando intensamente. Ela acaricia meu rosto e me observa com tanta admiração e carinho que sinto meu coração errar algumas batidas. – Você é a única pessoa que quero ter ao meu lado e é por isso que nós vamos até aquele restaurante de alto nível mais luxuoso hotel da cidade dizer para aquela mulher que você não vai a lugar algum, porque não há nenhum outro lugar no mundo que você deveria estar senão ao meu lado.
— Vamos. E eu também estou ansioso para saber quais serão as desculpas dela. – Respondo, pegando minha carteira e celular sobre a minha escrivaninha. Guardo-os em meus bolsos e passo o braço sobre os ombros dela, enquanto a conduzo para fora do quarto.
— E que a sorte esteja conosco. – Brinca Elena, mas consigo notar seu nervosismo.
Rio e assinto, sabendo que realmente precisaríamos de sorte. Eu ainda sentia meu coração machucado ao perceber que mais uma vez, Lilly havia me decepcionado. Mais uma vez eu fui um idiota por acreditar que minha mãe realmente me amava. É claro que Lilly não voltou por estar arrependida. Ela é Lillian Graham. Suas palavras ao ir embora foram claras o bastante que ela jamais seria capaz de me amar.
Ao pensar sobre isso, enquanto Elena e eu seguíamos para o hotel onde Lilly está hospedada, a tristeza dá lugar a raiva dentro de mim. Por que eu não podia ser como as outras pessoas e ter uma mãe que o ama? Por que eu preciso lidar com a presença dela mais uma vez quando seus sentimentos continuam os mesmos?
Todos esses pensamentos maltratavam meu peito e trazia de volta todas as lembranças que lutei durante anos para manter escondidas dentro de mim. E talvez isso estivesse se tornando evidente, pois em algum momento, sinto a mão de Elena sobre a minha e seu olhar caloroso fixos em mim.
Respiro fundo, tentando me acalmar e resolvo ignorar esses sentimentos conflitantes dentro de mim. O restante do caminho, Elena passou a conversar comigo para me fazer esquecer de meus traumas e sofrimentos. Mas assim que chegamos, meus sentimentos retornam com o dobro de intensidade.
Nervosos, Elena e eu entramos no hotel luxuoso e seguimos para o restaurante dele, onde Lilly já nos aguardava. A mulher nos reconhecesse de longe e acena para chamar nossa atenção. Tentando manter a calma, andamos lentamente em direção a mulher, que prontamente nos abraça de forma exagerada.
— Vocês chegaram! – Lilly nos cumprimenta com um sorriso amável no rosto. Ela então se afasta e aponta para as cadeiras da mesa. – Sentem-se, por favor.
— Certo. – Concorda Elena, sentando-se de frente para Lilly. Minha namorada troca olhares comigo, transmitindo toda a segurança que eu precisava naquele momento. – Desculpe o atraso. O trânsito não estava um dos melhores.
— Não se preocupe com isso. Eu entendo. – Afirma a ruiva, fazendo sinal para que o garçom do restaurante se aproximassem. – Vocês devem estar com fome. Por que não fazemos os nossos pedidos?
— Boa tarde. Sejam bem-vindos ao L'Entrecôte de France. – Cumprimenta o garçom, sorrindo simpático. – Eu me chamo Simon e serei responsável pelo atendimento de vocês.
— Obrigado. – Agradeço, pegando o cardápio que era estendido por Simon.
Assim que terminamos de escolher nossos pratos, Simon anota os pedidos e alguns minutos depois, a entrada do almoço junto com a salada é prontamente servida. Famintos, comemos tudo sem muita conversa. Quando os pratos principais e nossas bebidas chegaram, eu já nem me lembrava mais o motivo de ter ido ao hotel me encontrar com Lilly.
— Uau. Esse almoço estava divino. – Comenta a ruiva, assim que termina de comer. Simon aparece e recolhe nossos pratos, deixando apenas os copos de bebida na mesa.
— Estava mesmo delicioso. – Concorda Elena, pegando o guardanapo para limpar a boca. – O steak deles estava incrível e o molho era maravilhoso.
— Eu acho que nunca comi tanto em um restaurante chique como esse. – Digo, suspirando cheio. Viro-me para Elena. – Nós bem que podíamos ver se eles também trabalham com o buffet para o casamento.
— É verdade! – Elena sorri ao pensar na ideia. – Os convidados amariam essa comida e podemos usar pratos semelhantes ao que comemos para servi-los. Todo mundo ficaria satisfeito com a quantidade de comida e a qualidade dos pratos deles.
— Eu vou anotar aqui no meu celular para não esquecermos. – Respondo, pegando o aparelho do bolso.
— Vocês realmente mudaram. – Comenta Lilly, analisando-nos. – Costumavam ser muito mais agressivos e nunca ficavam tanto tempo sem brigar quando estão reunidos como agora.
— Estamos aprendendo a lidar com nossas diferenças. – Respondo, dando de ombros. – Nós somos adultos. A gente lida com todos os problemas com maturidade e trabalha duro para fazer dar certo.
— Entendo. – Sussurra, parecendo não saber como responder. Elena sorri e assente, dando apoio. Lilly levanta a cabeça e me encara com um sorriso nervoso. – Eu realmente estou feliz que você veio, Damon. Você não sabe o quanto eu fiquei feliz quando recebi a sua ligação. Eu chorei de emoção. Espero não ter te assustado ao marcar esse encontro tão rápido assim.
— Não se preocupe. Na verdade, você marcou o encontro na hora certa. – Comento e termino de beber meu suco. Lilly me encara confusa pelo meu tom de voz. – Você me disse por telefone que tinha uma proposta para me fazer. Sobre o que seria?
— Ah, é mesmo. – Sussurra, sorrindo. Ela respira fundo e pega em minha mão que estava sobre a mesa. Elena prontamente pega a minha outra por debaixo da mesa, sabendo que o momento havia chegado. – Eu não gosto de enrolação, então irei direto ao ponto.
— Tudo bem. – Concordo, observando-a calmamente.
— Eu quero que você venha morar em Londres comigo. – Lilly expõe o que já imaginávamos que ela diria. Troco alguns olhares com Elena. Essa era a hora de colocar Lilly contra a parede. Ela bebe um pouco de seu suco e coloca o copo sobre a mesa, deslizando o dedo pela borda do copo.
— Por que você voltou? – Pergunto e ela desvia o olhar do copo de suco para me encarar confusa.
— Por que está me perguntando isso de novo? – Questiona Lilly, bebendo um pouco do suco de laranja. Ao ver que eu permanecia a encarando com seriedade, esperando uma resposta, a ruiva suspira e coloca o copo de volta na mesa. – Eu te disse antes. Eu voltei para você, porque eu estava arrependida do que...
— A verdade, Lilly. – Interrompo a mulher, pegando-a de surpresa. Elena se ajeita ao meu lado e coloca a mão sobre a minha. – Qual é o real motivo de você ter retornado a Hawkins? Como Stefan sabia que você estaria em minha casa no momento em que ele estava conversando com ela? E o mais importante, como ele descobriu que você pediria para que você eu fosse morar com você em Londres?
— Como...? Elena. – Constata Lilly, encarando a mulher ao meu lado. A ruiva bebe mais um pouco de seu suco e pega um guardanapo para limpar a boca. Seus olhos verdes recaem sobre nós com uma seriedade.
— O quê? Essas informações eram segredos? – Ironiza Elena e Lilly parece não gostar nenhum pouco do comportamento de minha namorada. Eu apenas dou um sorriso discreto e entrelaço nossos dedos, mostrando a minha satisfação.
— Você... – Resmunga Lilly, suspirando em seguida, como se estivesse procurando um pouco de paciência.
— Você ainda não me respondeu. – Relembro, trazendo o foco da conversa para o que realmente importava. – Por que você voltou?
Lilly permanece imóvel por um tempo, parecendo ponderar sobre a minha pergunta. Seus olhos pareciam hesitantes. Ela olha em volta, desconfortável. Por fim, a ruiva suspira e volta a me encarar, provavelmente tomando sua decisão.
— Eu recebi um e-mail. – Começa Lilly, dando um fraco sorriso. – Nesse e-mail falava que haviam descoberto sobre a minha ligação com você e que eu deveria voltar a Hawkins para recuperar a sua confiança. Também havia muitas fotos suas, contando um pouco de sua vida, assim como das pessoas que te rodeiam. Eu entrei em contato com Stefan, já que parecia ser o que mais poderia me passar informações sobre você sem que quisesse me crucificar.
— De quem você recebeu esse e-mail? – Questiona Elena, trocando olhares breves comigo. – Stefan?
— Não. Eu não sei quem foi o responsável pelo e-mail. Apesar de que Stefan parecia saber que eu entraria em contato, ainda havia algumas informações que ele não tinha como saber naquele arquivo. – Lilly murmura a última parte. Observo-a com um olhar desconfiado e ela apenas força uma tosse e volta a esboçar aquela expressão calma. – Mas definitivamente era alguém que te conhece muito bem. Até mesmo pensei que fosse o irritante do Clint que tivesse me mandado, mas ele jamais entraria em contato comigo e menos ainda por meios normais como esse.
— Você tem razão. Tio Clint jamais entraria em contato com você. – Afirmo, relembrando como o homem não a suporta e que jamais envolveria Stefan nessa história. Se ele quisesse mesmo resolver essa situação com Lilly, ele teria feito isso pessoalmente.
— Então... quem poderia ter... feito isso? – Indaga Elena, pensativa. E um nome surge em minha mente, fazendo o ódio subir dentro de mim. Aperto a mão de Elena e meu joelho para controlar a raiva. Eu não podia demonstrar a Lilly.
— De qualquer forma, eu senti que precisava voltar e por isso eu estou aqui. A minha proposta é séria. Eu realmente quero que vá comigo para Londres. – Afirma Lilly, mas por algum motivo, suas palavras não me atingem. Eu não conseguia me convencer de que ela estava falando a verdade. Parecia que ainda faltava alguma coisa nessas informações. – Por favor, Damon.
— Não vai dar, Lilly. Minha vida é aqui em Hawkins, com meu pai, meus primos e amigos, com Elena e até com minha madrasta. – Respondo e ela suspira, abaixando os ombros de maneira cansada. – Obrigado pela oferta, mas eu elegantemente irei recusar.
— Mas... Droga! – Bufa Lilly, inconformada. – Damon, essa é a chance de nos conhecermos melhor, estreitar laços. E eu ainda vou ficar aqui por mais uma semana, então não precisa dar a resposta agora.
— Eu já tomei minha decisão, Lilly, e eu não vou voltar atrás. – Respondo, levantando-me da cadeira, puxando-a. – E a minha decisão é permanecer em Hawkins. Então, se me der licença, eu tenho um assunto importante para resolver. Tenha um excelente dia.
Elena e eu saímos do restaurante ainda ouvindo os chamados de Lilly, mas nenhum de nós estava disposto a ouvir o que ela tinha a dizer. Minha namorada sorria animada, visivelmente satisfeita por ver que eu havia tomado minha decisão de ficar com ela.
— E agora? Para onde nós vamos? – Pergunta Elena, assim que entramos no carro.
— Nós vamos visitar meu mais antigo colega. – Respondo, sentindo a raiva arder dentro de meu peito. Elena me encara confusa. – Se Malachai Parker acha mesmo que vai conseguir aprontar comigo pela segunda vez, ele está muito enganado. A partir de hoje, ele vai aprender a nunca mais se meter comigo ou eu não me chamo Damon Salvatore.
Fale com o autor