Casamento Forçado
14 Abortar?!
– O que?! — Falou ele quase gritando e eu desliguei a torneira e olhei para ele. — No hospital central? — Falou ele e eu arregalei os olhos. — Estou indo para aí. — E desligou o celular.
– O que aconteceu? — Perguntei assustada
– A Magali e o Nimbus sofreram um acidente de carro e estão em coma.
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Monica
Entramos pela porta de vidro que tinha no hospital e fomos para a recepção.
– Em que posso ajudar? — Perguntou uma mulher loira mascando chiclete.
– Quero saber onde esta o paciente Nimbus e a Magali. — Falou o DC e a recepcionista sorriu maliciosa para o DC e começou a mexer no computador.
– A paciente Magali está no quarto 200. E o Nimbus está no quarto 201, fica no terceiro andar. — Falou ela sorrindo e eu fui andando em direção ao elevador.
Quando chegou no destino eu saí correndo para o quarto 201 e o DC foi pro quarto do irmão dele que ficava ao lado. Quando cheguei lá a Magali estava pálida deitada em uma maca cheia de aparelhos presos a ela. Deixei um lágrima cair pelo meu olhos esquerdo e tratei de limpar logo. A Lina, mãe da Magali, veio até mim e me abraçou molhando a manga da minha camisa de lágrimas. O pai dela, o Seu Paulinho, estava sentado em uma cadeira com seus cotovelos suspensos nos seus joelhos e sua mão em seu rosto que estava banhado de lágrimas.
– Ela não pode morrer... — Falou Dona Lina chorando
– Ela não vai. — Falei afagando seus cabelos
– O médico disse que se ela não acordar do coma em dois meses vão desligar os aparelhos que mantem ela viva. — Falou ela chorando e eu senti meus olhos marejarem, mas eu tinha que continuar forte para ajudar eles. A Magali não gostaria de saber que estávamos sofrendo tanto. Uma promessa que eu não cumpriria pois quando eu chegasse em casa era provável que eu iria chorar.
– Ela vai acordar. — Falei. — Ela tem que acordar. — Olhei para a Magali. — O que exatamente aconteceu com ela?
– Ela estava voltando para casa com o Nimbus e um caminhão desgovernado estava andando na contra-mão. — Falou ela soluçando. — E.... Bateu no carro deles.
– Eu já volto aqui vou ver como o Nimbus está. — Falei e ela assentiu se sentando do lado da Magali, sai do quarto dela e fui para o quarto ao lado e abri lentamente a porta vendo uma cena que eu achei que não viveria para ver. O DC estava chorando... Nunca vi ele chorar, ele nunca espoe seus sentimentos. Fechei a porta lentamente e cheguei perto dele sem ele perceber e abracei ele, ele se assustou no inicio mais depois me apertou mais contra seu corpo e começou a chorar.
– Ele corre risco de vida. — Sussurrou ele soluçando
– Calma, ele vai conseguir sair dessa. — Falei fazendo carinho em seus cabelos negros, sei que nos odiávamos mas ele sofrendo estava me fazendo mal.
– AI MEU DEUS. — Falou uma mulher gritando na porta, nos separamos rapidamente e viramos vendo a Keiko chorando e abraçando o Nimbus que estava na maca. — Isso não pode estar acontecendo. Acorda meu filho. — Falou ela chorando
– Calma mãe. — Falou o DC chorando e ela encarou ele chorando ela se levantou e abraçou ele.
– A Magali acordou. — Falou a Lina e eu sai correndo do quarto e fui para o outro vendo a Magali fraca com os olhos entreabertos.
– Mônica. — Falou ela fraca e eu sorri apertando a sua mão
– Oi amiga, como você está? — Perguntei
– Estou melhor. — Falou ela depois ela arregalou os olhos e eu encarei ela confusa. — O Nimbus? Cadê ele? — Falou ela desesperada
– E-e-ele está em coma. — Falei e ela arregalou os olhos.
– Não pode ser... — Falou ela. — Eu quero ir ver ele.
– Você não pode... — Quando eu falei isso a porta foi aberta e entrou um médico uniformizado e encarou eu e a Magali, os pais dela tinham saído para a lanchonete do hospital.
– Senhorita Magali? — Falou ele e ela assentiu. — Foi por pouco, hein? — Falou ele divertido e ela deu um sorriso minimo. — Você vai ficar aqui por 48 horas de observação se tudo ocorrer bem vamos te dar alta. — Falou ele olhando na prancheta. — Ainda bem que seu filho está a salvo, por pouco ele não morre. Muita sorte a sua. — Falou saindo do quarto eu e a Magali nos encaramos com os olhos arregalados.
– Filho? — Falei. — Você está grávida?!
– E-e-eu não sabia. — Falou ela. — Como vou contar pros meus pais?
– Não pensa nisso agora... — Falei tentando amenizar a situação
– COMO NÃO?! — Gritou ela e eu me assustei. — Eu estou grávida de um homem casado, o que você quer que eu pense.
– Você também Magali... Sabia que existe camisinha e anti-concepcionais?! — Falei brava e ela abaixou o olhar. — M-m-me desculpe. — Falei arrependida
– Não... Você tem razão. — Falou ela me encarando com lágrimas nos olhos. — Eu sou uma irresponsável.
– O que você vai fazer agora? — Perguntei me sentando ao lado dela. — Vai contar para o professor?
– Não posso... — Falou ela chorando
– Você não vai abortar! — Falei. — Vai?
– Eu só tenho 17 anos. — Falou ela chorando. — Ele tem 23 e é casado!
– Você não pode fazer isso.
– O que eu vou fazer? — Gritou ela. — Ficar criando um filho na adolescência em um família sem amor.
– Você tem que contar pra ele. — Falei tentando tirar a ideia de abortar a criança da cabeça dela.
– Ele não vai largar a esposa dele para ficar comigo! — Falou ela chorando. — A Xabéu é loira, bonita, inteligente e madura. Eu sou uma adolescente inconsequente e eu não chego nem aos pés dela.
– Não fala assim... — Falei. — Ele fez ele tem que ter responsabilidades.
– Eu vou abortar e fim de papo. — Falou ela olhando para a parede desviando o olhar de mim.
– A criança não tem culpa da irresponsabilidade de vocês dois! — Falei assustada por ela pensar em abortar o filho dela. — Você não pode estar falando sério. — Falei negando e saindo da sala escutando ela gritando meu nome e chorando. — Você tem razão você é uma INCONSEQUENTE! — Falei gritando e fechei a porta com força.
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DC
Eu estava consolando a minha mãe quando ouço um grito de uma voz que eu conheço muito bem.
– Esse grito foi a Mônica? — Perguntou minha mãe e eu me levantei indo para a porta
– Eu vou ver o que é. — Falei e ela assentiu
Fui andando para o corredor e vi a Mônica andando em passos firmes até a saída do hospital fui seguindo ela pelas ruas até ela parar em uma praça que não tinha ninguém e se sentar no banco me sentei do lado dela
– O que aconteceu? — Perguntei e ela soluçou
– A Magali está grávida. — Falou e eu arregalei os olhos
– Quem é o pai? — Perguntei
– Promete que não conta a ninguém. — Perguntou e eu assenti. — O professor Rubens
– O professor? — Falei assustado
– É.. — Falou ela olhando para baixo. — Ela quer abortar o bebê, ela não pode fazer isso.
– Abortar? — Perguntei. — Ela pode se arrepender pelo resto da vida dela.
– Agora a decisão é dela. — Falou ela enjugando as lágrimas que escorriam pelos seus olhos. — Mas eu te garanto que se ela abortar eu nunca mais vou ver ela com os mesmos olhos.
– Você não pode deixar isso atrapalhar sua amizade com ela. — Falei tentando defender mas ela apenas negou
– Ela vai estar matando uma criança. — Falou ela. — Isso é horrível! Mas horrível é que a criança é filho dela! — Eu apenas assenti
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