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2 Capítulo 2 - Lucas
CAPÍTULO 2 — LUCAS
Estávamos de mãos dadas, correndo sobre a vasta grama do campo, sentindo o arder dos raios de Sol em nossa pele. Milhares de pensamentos vinham a tona em minha mente embaralhada. Em toda minha vida, jamais provei um sentimento queiro e tão verdadeiro...
— Acorde! Acorde! — dizia Carol em meu sonho. _ Você tem que acordar, acorde!
Em uma fração de segundos percebo que ali estava eu, de volta a minha realidade, a realidade que eu tenho que viver sem a moça de cabelos amarelos como o Sol. Quando olho para o jardim de Bruno não deixo de pensar em Carol, vejo as folhas das flores balançando de um lado para outro e as vezes elas se soltam, assim como a esperança de um dia ela voltar, de novo e de novo. Apenas em sonhos consigo envolve-la em meus braços e sentir o macio toque de sua pele.
Após me levantar, vou até a janela e avisto Bella sentada na varanda lendo um romance enquanto tomava uma xícara de café. Me debrucei sobre a janela de meu quarto e gritei:
— Bella!
Bella colocou sobre a mesa sua xícara e acenou para mim abrindo um belo sorriso, mas logo voltou a ler me ignorando.
Depois de me trocar, fui para varanda atrás de Bella, ela estava com um vestido curto azul turquesa florido, seus cabelos caíam sobre seus ombros, e ela também usava um salto o qual a cor se relacionava a cor de seu vestido, azul turquesa.
— Olá Lucas. _ disse Bella. — Como passou a noite?
— Bem, mas me diga, por que está vestida assim? Vai à algum lugar?
— Sim, vou sair com Jhonny. _ respondeu ela enquanto abria um largo sorriso.
Um carro prata se aproximou, era Jhonny, que havia chegado para levar Bella.
— Olha ele aí, mais tarde nos falamos, beijos Lucas. _ disse Bella dando as costas para mim e entrando no carro.
Belladona é uma moça elegante e bonito, mas também um pouco mimada e egoísta, acha que o mundo tem que girar de acordo com seus passos e que todos têm que satisfazer seus mimos, mas apesar de tudo, ainda a amo. Bella veio morar conosco, após seus pais a abandonarem quando era um bebê.
No jardim encontro Bruno, como sempre, cuidado de suas plantas e flores.
— E aí Lucas. _ comprimentou. — Já cedo por aqui, acho que você é um dos únicos que acorda cedo por aqui.
— E aí Bruno. É díficil manter uma relação com a cama quando o Pete acorda às sete da manhã ouvindo música em um volume tão alto.
Bruno arregassa as mangas da camisa, logo depois leva as mãos até uma garrafa de vodka virando um pouco ainda no gargalo, logo olhando para mim e perguntando:
— Por que Pete saiu tão tarde na noite sem falar nada?
— Então quer dizer que o senhor santinho saiu? Eu nem estava sabendo disso. Com toda certeza deve estar aprontando algo. _ respondi com uma certa curiosidade.
— Não vamos tirar conclusões assim, afinal, ele é o dono dessa casa, mas sorte nossa que ainda não sabe disso.
— Tenho que concordar com você...
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