Carmen

20 Tango


Robin observou em silêncio enquanto funcionários bem vestidos entravam pela porta, trazendo-os os pratos e as garrafas. Eles entravam e saíam, sérios, sem erguer os olhos para ver a quem serviam. Talvez estivesse sido bem pagos para manter tamanha discrição. Regina estava conversando com um deles, possivelmente o maître sobre o vinho que queria. Algo raro, pela descrição detalhada dela quanto ao ano e safra. Ela estava realmente maravilhosa – sua pele aveludada realçada pela nudez de seus ombros. O batom vermelho que ainda marcava seus lábios com perfeição mesmo depois do que havia acontecido entre eles.

Ela pulara as entradas e ele quis agradecê-la por aquilo. Assim que a mesa foi toda posta, eles se retiraram tão silenciosos como haviam entrado. O silêncio instalou-se entre eles; Regina ergueu o olhar e fitou o loiro do outro lado da mesa. “O que houve?”

“Nada, eu... Nunca vim aqui antes. Estou só admirando.”

Ela sorriu discretamente. “Você quer uma introdução?”

“Viria a calhar.”

O sorriso dela alargou-se. “Este prato à sua frente é o Tranche of Turbot. Você deve saber, Turbot, aquele peixe relativamente pequeno que pescam no mar da Nova Zelândia.” Ele balançou a cabeça, afirmativamente. “É um pedaço deste peixe com brócolis roxo, limão, alcaparras e molho de alcachofra. Dizem que é magnifico, mas eu nunca provei.”

Ele a fitou, estudando-a. Ela não fazia ideia do quão sexy era o conhecimento que possuía sobre assuntos tão diversos. Robin não tinha dúvidas que ela mesma poderia cozinhar aquele prato com versatilidade.

“Alguma dúvida, McLocksller?”

“Qual vinho você pediu?”

“Eu pensei em pedir Don Perignon mas optei por um Bollinger La Grande Année. A segunda safra de 2005 é a melhor que existente. Foi uma época de muitas chuvas.”

Ele não conseguia tirar os olhos dela. Era possível uma mulher ser tão atraente e perigosa ao mesmo tempo? Ela o encarava com curiosidade, aparentemente se divertindo com sua expressão facial. Ele sorriu. “Você precisa saber todas essas coisas por conta do seu trabalho ou você é naturalmente sofisticada assim?”

“Meu trabalho é retirar coisas de lugares difíceis, McLocksller. Qualquer coisa além disso é uma opção minha. Eu gosto de conhecer as coisas. Informação é uma coisa que nunca excede o limite. Podem lhe tirar qualquer coisa que lhe seja externa, mas o conhecimento adquirido é atado a você até o fim de sua vida.”

“Faz sentido.”

Ele se voltou para o seu prato e pegou o garfo com a mão direita, beliscando um pedaço do peixe. Realmente, aquilo era fenomenal. Os gostos misturavam-se em sua boca, criando uma sensação formidável de satisfação. Ela sorriu, concordando com ele. Aquele prato não deveria ser considerado simplesmente alimento, mas uma obra-prima culinária. Ele mesmo daria uma estrela Michelin para eles.

Ele bebeu um gole do vinho disposto em sua taça. Apaixonou-se pela combinação e admirou o bom gosto culinário da mulher que o acompanhava. Ela era cheia de surpresas – mas ele estaria mentindo se dissesse que não amava cada uma delas. A cada nova informação sobre ela, mais ele queria mergulhar profundamente em tudo que lhe dizia respeito. Seus olhos capturaram o exato momento em que ela levou a taça aos lábios e tomou um longo gole. Os lábios vermelhos úmidos pelo vinho; uma pequena gota manteve-se entre eles até que Regina passou a língua por eles, limpando-os – e fazendo com que Robin sentisse uma contração em seu ventre.

“Você não me disse por quê fez aquilo.” Disse ela, sem encará-lo. Colocou mais um pedaço do peixe na boca e voltou a encará-lo.

Ele mordeu o lábio. Ele simplesmente não podia dizer qualquer coisa, ela não aceitaria. Bebeu outro gole do vinho e alinhou seu corpo, antes de responder. “Eu queria que você fosse livre. Que não precisasse esconder esse rosto enquanto andasse na rua, que depois que terminasse esse trabalho pudesse ser a pessoa que quisesse sem se preocupar com sua segurança. Não é como se você estivesse arquitetando tudo, você estava trabalhando e seguindo ordens. Isso não faz de você mentora do mal.”

“Só isso?”

Ele a encarou. Não, não era só isso. Eu estou apaixonado por você, sua idiota. Robin engoliu esse pensamento junto com outro gole do vinho, secando o fundo da taça. “Você acha que estou escondendo alguma coisa?”

“Não.” A voz dela não demonstrou nenhuma convicção. Ela sabia que não era só isso, mas não ousaria colocar aquilo à mesa. Sabia que tinha a ver com o episódio de ciúmes, que tinha a ver com a maneira carinhosa que ele a tratava. Tinha a ver com a preocupação dele com sua segurança. Tinha a ver com sentimentos, e se eles dessem nome a aquilo, ela seria vencida por seu coração. Odiou-se por ser tão teimosa. Odiou-se por erguer suas defesas emocionais tão alto que ela não conseguia ver o que havia ao seu redor. Odiou-se quando percebeu que durante todo este tempo todo, Victoria estava certa. Ela tinha medo de amar – e por isso fugia.

“Não pareceu convincente.” Insistiu ele.

“Eu só não consigo entender porque alguém se colocaria em risco tantas vezes para me manter a salvo.”

“Talvez algumas coisas não sejam feitas para serem entendidas. Talvez elas só precisem ser sentidas.”

Eles trocaram um olhar significativo. A densidade da sala havia caído novamente, fazendo com que não deixassem de se olhar. Ela pegou seu celular e discou algo, e logo uma melodia preencheu o lugar, chamando a atenção dele. Robin sorriu. Ele conhecia a melodia de Assassin's tango mais do que o hino de seu país. Uma escolha insinuante da parte dela. Não esperou por convite, levantando-se da sua cadeira e caminhando até ela.

Regina mordeu o lábio ao ver a mão dele estendida na sua direção. Era um jogo delicado, e ela estava adorando-o com todas as suas forças. Ela pousou sua mão sobre a dele e ele a puxou, fazendo com que o corpo dela se chocasse com o seu. Seus lábios ficaram relativamente próximos, uma de suas mãos segurando a sua no alto enquanto a outra estava na base das suas costas, diretamente contra a sua pele. Ela suspirou, e ele deu um passo, levando-a consigo e iniciando a dança. “O que você está fazendo, Carmen?”

Ele a manteve na pose, caminhando com ela pela sala e agradeceu mentalmente por esta ser grande o suficiente. As pernas dela bailavam entre as suas com maestria, nunca se chocando. Ela deslizou a mão o suficiente para acariciar a nuca dele, e voltou rapidamente a mão para a posição natural em seu braço. Ela não estava sorrindo, parecia concentrada demais nele para pensar em qualquer outra coisa. Seus olhos estavam vidrados nele, embora seu pescoço estivesse esticado mantendo uma pose de superioridade digna do tango.

Robin respirou fundo, guiando-a e puxou-a pela cintura para ele, mantendo-a ali e quebrando o passe. “Eu fiz uma pergunta.” Disse ele, seus lábios quase encostando nos lábios dela. Ela sorriu, afastando-o. “Eu escutei.” Respondeu ela, girando como uma bailarina e encostando seu corpo no dele. Podia sentir a ereção em sua bunda. Seu corpo relaxou contra o de Robin, e ele colocou as duas mãos na cintura dela, fazendo-a dançar contra o corpo dele. Regina desceu, cedendo os joelhos e depois subiu, demoradamente esfregando o quadril na virilha dele.

Ela afastou-se em seguida, dando a volta nele e abraçando por trás. Com cuidado, ela desabotoou os botões do terno, retirando-o de seu ombro. Com cuidado, ela os jogou em sua cadeira. Robin virou-se rapidamente e a segurou, caminhando com ela até batê-la com força na parede de madeira. Ela gemeu, seguindo os passos para a frente e trocando a mão de apoio do braço para a gravata dele, puxando-a com força e fazendo-o respirar com dificuldade. “Cuidado, McLocksller...” Sussurrou, roçando os lábios em sua orelha. “Dois podem jogar este jogo.”

Ele arrancou a gravata, jogando-a no chão. Ela sorriu, ele a guiando enquanto eles caminhavam um ao lado do outro, as pernas seguindo os movimentos do outro, em um passo espelhado. Ele a rodopiou e a pegou em seguida, trazendo-a de volta. “Tudo é um jogo para você, não é?” Questionou, roçando a barba rala no pescoço delicado. Ela fechou os olhos, aproveitando a sensação excitante. Ela não respondeu, mas manteve o sorriso nos lábios. Ela o enlouquecia. Provocava-o, sabendo exatamente onde pressionar. Robin sentiu-se uma marionete nas mãos de sua mestra.

Regina, por outro lado, estava surpresa. Imaginava que Robin teria muitos talentos, mas não que ele dançaria tango como um argentino nato. Ele parecia fazê-la voar, tamanha a sua habilidade em guiá-la. Ela encostou as costas no peito dela novamente e deslizou a perna para o lado; calor e ardência tomaram conta dela quando ele segurou firme em sua coxa exposta dando-lhe apoio para continuar o passe. Regina virou-se e eles voltaram aos passos curtos, os olhos nos olhos. “Você quem criou este jogo, McLocksller.” Ela deu meia volta e ele segurou sua mão. “Mas confesso que se eu não gostasse, não estaria em seus braços.” Regina rodopiou duas vezes e deixou-se cair sobre o braço dele. O pescoço escancarado onde ele desejou ardentemente pousar seus lábios e sugar demoradamente.

Caminhando pela sala ele puxou-a de modo que ela estendeu uma perna junto com a dele, e a outra acompanhou lentamente. “Você me vigia.” Provocou ela. Um passo lento permitiu a ela colocar a perna por fora da dele e encaixar-se em sua coxa. “Você me persegue.” Ele a puxou, guiando-a, brincando com os passes rápidos. Ela rodopiou sobre o toque dele e permitiu-se cair para trás, sendo segurada pela mão dele que firmemente continuou segurando-a até que ela levantou e deu um passo à frente; duas mãos fortes em sua cintura a puxaram de volta, colando seus corpos. Ela deslizou a mão sobre a nuca dela. “Você me deseja.” Continuou ela, atiçando-o com palavras.

Ela virou-se, afastando-se dele e colocou a mão sobre o peito dele. Deu alguns passos, ainda no ritmo, mantendo-o afastado de si. “Com que propósito, McLocksller?” Ela sorriu, retirando a mão e ficando na frente dele, pousando as duas mãos em seus braços, enquanto deslizou uma das coxas até estar na cintura dele. “Eu estou em suas mãos. Você fará o quê?”

Robin debruçou-a, e então a puxou com força para si. Regina não aguentava mais. Ela o queria. O tango, e as mãos de Robin em seu corpo, rodopiando a, tocando sua pele – nada naquilo estava amenizando. Ela deslizou a mão sobre a nuca dele e o puxou, beijando-o. Ele abriu os lábios imediatamente, deixando sua língua invadir a boca dela. Ela colocou a outra mão sobre a nuca dele, cedendo. Robin empurrou-a até a parede, batendo-a na superfície da mesma com força, segurando seus pulsos contra a parede. Regina manteve uma das pernas ao redor da cintura dele, o salto enfiado no tecido de sua calça. Ela gemeu alto quando ele soltou sua boca e deslizou os lábios molhados em um caminho sinuoso até seu pescoço, onde ele sugou com desejo – seus lábios fazendo pressão na pele dela. Sentiu as mãos dele em seu quadril, subindo o vestido – ele a apertava contra a parede. Os dedos dele encontraram caminho para sua nuca, puxando o cabelo ali e mantendo-a submissa enquanto ele voltava para sugar seu pescoço, deslizando os dentes e dando pequenas mordidas.

Regina recobrou a consciência e passou a desabotoar a camisa dele, mesmo sem ver o que estava fazendo. Ele a ajudou, livrando-se do tecido e voltando a beijá-la com uma fome ainda maior. As unhas dela deslizavam pelo abdômen dele, por seus braços, deixando um rastro das marcas. Ela gemeu na boca dele, intercalando com o calor da sua língua invadindo a boca dele; Robin grunhiu contra ela quando percebeu que não havia nenhuma calcinha a ser tirada, apenas pele e mais pele. Seus dedos deslizaram pelo sexo dela, melado e lubrificado; ele apenas deslizou o polegar por entre os lábios e ela gemeu em sua boca, apertando-se ainda mais contra ele. “Dios mio.”

“Esta noite prefiro ser chamado de McLocksller.” Riu, calando-a com um beijo enquanto deslizava dois dedos para dentro dela; começou com um ritmo torturantemente lento, apenas entrando e saindo, recordando-se da sensação de estar dentro dela, dos murmúrios excitantes, dos gemidos chorosos. Não demorou mais do que alguns segundos para ela começar a mover o quadril na direção dos seus dedos, buscando um atrito maior. Ele puxou-a pela nuca, sussurrando contra o seu pescoço. “Era isso o que você queria, Carmen? Parece que estava com saudades de me sentir dentro de você...” Ele aumentou o ritmo, e ela enfiou as unhas na parte baixa de seu quadril.

Robin aumentou a força de suas investidas, adicionando mais um dedo. “Shit.” Gemeu ela, enquanto ele a penetrava vigorosamente, mantendo o ritmo e intensidade das estocadas. Ele voltou a beijar seu pescoço, lambendo o pescoço, mordendo e depois usando a língua para acalmar a mordida. Ela mordeu o lábio inferior e ele delicadamente deslizou o polegar ali, impedindo-a. “Não segure os gemidos. Eu os quero também.”

“Pare...” O sussurro saiu tão baixo que surgiu como uma sombra, e ele só foi entender o que ela havia dito quando ela explodiu em sua mão, o corpo todo estremecendo e suas pernas retraindo-se em espasmos. A respiração dela afunilou-se e ela segurou em seu maxilar, puxando-a para um beijo repleto de língua; Robin deslizou os dedos para fora dela, e os trouxe para a própria boca. Regina os alcançou antes e os abocanhou, lambendo-os. Ele a encarou, boquiaberto. Ela deslizou a língua por toda a extensão deles, brincando com eles na sua boca e revivendo lembranças recentes de quanto estrago ela podia fazer com aquela língua. “Merda.” Gemeu ele, sentindo-se extremamente apertado dentro daquela calça.

Ela o foi empurrando até que ele chegou perto de uma das cadeiras. Regina afastou-se dele o suficiente apenas para puxar a cadeira para longe da mesa; sinalizou para que ele sentasse. Robin sentou-se, sem saber o que ela estava planejando. Ela caminhou até sua cadeira e voltou com a arma e com as algemas. “Não.” Pediu ele, os olhos carregados de desapontamento. “Não me prive de tocar você.”

“Eu só vou te privar parcialmente. Confie em mim, agente.” Ele a seguiu com os olhos até que ela desapareceu de sua visão. Quando sentiu um de seus pulsos sendo algemados e levados para trás, achou que ela não cumpriria sua palavra. Mas reapareceu, e ele notou que um de seus pulsos estava livre. Regina deslizou as mãos pelas coxas dele, as unhas fazendo cócegas. Ela debruçou sobre as pernas dele, seus lábios roçando nos lábios dele. “Está pronto para o que está por vir, McLocksller?”

“Mais do que nunca.”

“Veremos.” Riu.

“Regina... Alguém não pode entrar aqui?”

“Eles só estão permitidos a entrar quando chamados. E a menos que eles se chamem Deus, Robin ou qualquer outro título que eu gema... Bem, eles vão ficar do lado de fora por algum tempo.”

Com um movimento delicado, ela sentou-se no colo dele colocando uma perna de cada lado da cadeira. Rebolou lentamente em seu colo, sabendo que estava sentada exatamente sobre a ereção dele. Correu os dedos por seu peito, arranhando-o. Sua boca capturou a dele, e ela o beijou com tesão, sugando a língua dele e beijando-o sem nenhum rastro de pudor. A mão livre apertava seu quadril puxando e empurrando-a, criando uma fricção entre ela e sua calça apertada. Regina usou a mão livre e soltou o fecho do vestido que caiu em seu colo; seus seios despidos ficaram à altura dos olhos dele. Robin apenas os admirou, a boca semiaberta. “Não espere um convite escrito, McLocksller.”

Ela fechou os olhos quando sentiu a língua dele contornando um de seus mamilos. Ele era maravilhoso . Seus dentes vez por outra pincelavam sua carne enquanto a língua o contornava para em seguida Robin fechar os lábios ao redor e sugar com força. A língua quente e molhada tinha o toque certo, fazendo o centro de suas pernas encharcar-se a cada segundo. Robin a chupava como se daquilo dependesse sua vida e isso a enlouquecia. Gemeu, os olhos fechando-se involuntariamente e a cabeça pendendo para trás quando ele segurou seu mamilo com os dentes. Dor, era isso o que mais a enlouquecia. A quantidade correta de dor misturada ao prazer podia superar qualquer alucinógeno ou droga química do mundo. Ela puxou os cabelos dele para trás e o beijou, sua boca sugando a dele, querendo toma-lo, querendo apossar-se dele de dentro para fora. Ele a segurou pela nuca, mantendo-a presa a aquele beijo avassalador e quente, tão quente quanto o corpo deles naquele momento.

Assim que se afastaram, ela colocou a arma na mão dele e afastou-se um pouco de cima dele, sentando-se um pouco antes de seus joelhos. Por alguns instantes, ele achou que ela tinha enlouquecido – o que ele deveria fazer com aquilo? Mas ela se inclinou na sua direção e deslizou a ponta da língua sobre o metal do cano, fazendo com que uma veia de seu pênis saltasse. Ele mirou a arma para os lábios dela e Regina sorriu perversamente, beijando o objeto metal, pequenos e sutis beijos; em seguida ela deslizou a língua sobre ela, sem retirar seus olhos dos olhos dele. Como se lesse os pensamentos obscenos que se passavam na mente do agente, ela abocanhou a arma, fechando os lábios ao redor do cano da mesma e chupou lentamente. “Puta merda, Regina.” Resmungou o homem, já fora do controle do que acontecia em sua boxer. Ela continuou lambendo, sugando aquele objeto e se divertindo com a influência que um gesto tão simples causava nele.

Com cuidado, ela realocou-se para um pouco mais perto e guiou a arma para seu pescoço. Ele continuou o que ela havia proposto, deslizando o metal gelado contra a pele macia e quente. A maneira com a qual ela rebolava em seu colo indicava a ele o quanto ela estava apreciando; Robin deslizou a arma por entre seus seios e ela suspirou, grunhindo como uma gata. Ele continuou deslizando, roçando, sentindo-a amolecer sobre ele; Regina abriu os olhos repentinamente e seus dedos agilmente abriram o zíper e os botões da calça dele. Robin deixou a arma cair no chão, rendido. Com um movimento preciso, ela puxou o pênis entumecido para fora; sentou-se sobre ele, permitindo que ele deslizasse por entre seus lábios molhados. Robin segurou-a pelo cabelo, e a puxou para si, sussurrando em seu ouvido. “Pare de me torturar, Carmen.”

“Estou torturando a nós dois, mi amor.”

Ele a beijou, fazendo-a suspirar de tesão pela maneira que ele a pegava. Com cuidado, ela se levantou e o guiou para dentro dela. “Oh Mon Dieu” Gemeu, sentindo-a preencher cada centímetro dela enquanto descia devagar sobre ele. Ela acariciou o rosto dele antes de o beijar, começando a mover-se devagar sobre ele, ditando um ritmo lento. Seus gemidos baixos escapavam entre uma estocada e outra; ela mordeu o lóbulo da orelha e passou a movimentar-se com mais velocidade. “Me solte.” Pediu ele, mas ela o ignorou. Subindo e descendo, rebolando o quadril em seu colo. Robin estava prestes a perder o controle; sentia a algema cortando a pele em volta de seu pulso, mas não podia evitar. Carmen Sandiego estava sentada em seu colo. Com um movimento rápido, ele pôs o indicador sobre um dos fechos de segurança e bateu a algema, livrando-se dela.

Robin segurou-a pelo quadril e levou ambos para o chão. As costas dela bateram contra o chão, mas ela sorriu. “Já era tempo, achei que teria que fazer tudo sozinha.” Ele odiou-se por ser tão idiota. Era obvio que ela sabia que ele poderia ter aberto aquela algema a qualquer momento, ela estava apenas provocando-o para ver quanto tempo ele aguentaria. Abriu as pernas dela e encaixou-se ali, invadindo-a com pressa enquanto ela o puxava para outro beijo. “Hazme gozar” Sussurrou, movimentando seu ventre para cima. Robin passou a estocar rapidamente, o quadril curvado sobre ela para atingir um ponto ainda mais fundo. A boca dele estava em seu pescoço, e ela o rasgava com suas unhas, as costas já marcadas pela fúria dela. Fechou os olhos por alguns segundos, memorizando a sensação de estar penetrando-a. Da maneira como a carne dela o recebia, da maneira com que seus corpos se encaixavam perfeitamente. Cada vez que seu saco escrotal se chocava contra ela devido a força da investida. Ela era sua perdição, um demônio enviado para mantê-lo preso a insanidade da carne e ele adorava.

Sí papi” Gemeu ela, tentando se mover, mas Robin apertou as duas mãos nos ossos de seu fêmur e manteve a rigidez das estocadas, enfiando cada vez mais fundo, atingindo pontos que faziam seus olhos revirar de prazer. Ela deslizou uma das pernas pela dele e encaixou-a em seu quadril, uma das mãos alcançou seu cabelo e puxou com força. “Oh foutre” Gemeu novamente, o tórax dilatando-se com a respiração acelerada.

Sentiu que os movimentos dele estavam diminuindo, e quando Robin parou, ela puxou-o pelo cabelo, o olhar furioso e atroz. “Não lhe disse para parar.”

“Eu quero você na mesa.”

“Qual é o seu problema com mesas?”

Mas ele não respondeu, apenas levantou-se e se retirou dela. Regina levantou-se também e se livrou do vestido. Ouviu-o jogar metade da louça no chão e virou-se apenas para que ele a erguesse no ar e sentasse ali. Robin encaixou-se entre as pernas dela e voltou a beijá-la, apertando seus quadris e puxando-os contra si. Regina deixou sua cabeça cair para trás e ele tomou seu belo pescoço, mordendo. Sua língua delineava caminhos de cima para baixo, sugando. Ela voltou a si e o afastou um pouco. Virou-se de costas e ele rapidamente a prensou contra a mesa, esfregando o pênis enrijecido contra suas nádegas. “Você sabe o que fazer agora.”

Ele deslizou os braços por sua cintura e segurou em seus seios, apertando-os, massageando-os enquanto beijava seu pescoço. Regina sentiu-se penetrá-la e afastou-o novamente. Seu olhar de censura o surpreendeu. “Se eu quisesse isso não teria virado de costas.” Ela riu alto quando ele a forçou contra a mesa novamente. Aquela mulher era sua perdição. Cuspiu em sua mão e lubrificou ainda mais seu pênis; ela empinou as nádegas para trás, dando-lhe acesso. Robin delicadamente a penetrou com a glande e sentindo-a empurrar, ele deu um passo à frente e a penetrou completamente. “Fucking shit” Gritou ela, e ele começou a movimentar-se devagar; ela agarrou o tecido da toalha de mesa entre seus dedos e deitou-se contra a mesa, dando a ele mais espaço para movimento. Senti-lo em sua bunda era algo completamente inédito e ela não sabia porque nunca havia pensado nisso antes. Seus olhos pareciam querer sair das órbitas e seu corpo ia explodir em ondas e ondas de um orgasmo inacreditável. Mordeu a pele de seu braço quando sentiu que ele aumentou a velocidade das estocadas.

Robin não ia aguentar mais. Orgulhava-se de ser um amante exemplar, nunca gozando antes da mulher, mas Regina – Regina era algo fora do comum. Ela tinha um poder exacerbado sobre cada parte dele, e a sua libido era uma das mais afetadas. Cada investida aumentava ainda mais a pressão contra seu pênis, e ele começou a suar frio. Ela passou a rebolar o quadril, incrementando a sensação dentro dela. Robin debruçou-se e puxou-a para trás, retirando-a da mesa, os cabelos em sua mão como um rabo de cavalo enquanto ele continuava estocando, impiedosamente. “Más fuerte

Lutando contra seus próprios limites, ele continuou, mais forte, estocando-a com tanta força que a mesa pesada moveu-se; Regina rasgou o tecido da toalha tamanha a força com que segurava-a. Robin continuou, incansável – sua perna já dava sinais de cansaço – mas ele manteve o movimento, até que sentiu que ela estava prestes a explodir em seus braços, correu os dedos para sua vagina e penetrou dois dedos ali, dando-lhe um orgasmo forte, um rebento como ondas que a abraçaram e a fizeram ceder contra a mesa com espasmos fortes. Ela gemeu alto e profundo, as pernas cederam e Robin segurou-a no lugar com o peso de seu próprio corpo. A contração dela fora forte o suficiente para que seus músculos internos apertassem Robin até seu clímax, fazendo-a cair sobre ela igualmente cansado.

Ficaram naquela posição por alguns minutos. Quando sentiu um pouco mais de força em seus membros inferiores, ele levantou-se e a puxou, sentando-a de frente para ele, posicionado entre as pernas dela. Regina acariciou o rosto dele, enquanto se aproximava. Encaixou suas pernas ao redor da cintura dele e o tomou para um beijo. Um beijo diferente dos beijos que eles estavam acostumados a dar. Um beijo isento de fome, de desespero, de tesão. Um beijo delicado e quente. Um beijo com o qual ela assumira a si mesma que sim, estava apaixonada por Robin McLocksller.

Assim que os beijos cessaram, ela encostou sua testa contra a dele. “Acho que eles não vão mais deixar a gente jantar aqui.” Ouviu-o dizer, preocupado.

“Eles sabiam exatamente o que poderia acontecer aqui e estão sendo pagos para isso.” Respondeu ela. “Me deixe descansar um pouco em você antes de irmos para casa... A menos que queira continuar jantando.”

“A única fome que estou sentindo pode ser saciada em casa.” Respondeu ele. Dito isso, ela deitou a cabeça no ombro dele e o abraçou, os corpos grudados novamente. Robin acariciou seus cabelos, fitando o Toubot caído no chão.

***

Regina estava rindo quando eles entraram no apartamento. Ela desceu do colo dele, e pegou a outra garrafa de vinho que comprara na saída do restaurante de sua mão. Abriu sem nenhuma cerimônia, levando o liquido aos lábios e engolindo como água fresca. Robin apenas observou, com um sorriso nos lábios.

Caminhou para a sala e bebeu mais um pouco, entrando na sala de estar e abrindo o fecho do vestido novamente, fazendo com que o mesmo caísse aos seus pés. “O que está fazendo, Regina?”

“Eu ainda não estou satisfeita de você, Robin. Take me now.”

Ele não pensou duas vezes.

Notas finais
Glossário: Maître (francês) É o encarregado pelas mesas, uma espécie de chefe dos garçons. Foutre (francês) Equivalente ao inglês "fuck" Assassin's Tango é uma música real e pode ser ouvida no youtube.