Carmen
5 Palácio de Whitehall
Como tudo em Londres, a fachada do Palácio de Whitehall não revelava nada a seu respeito. Parecia típico do comportamento londrino essa síndrome contornada de eufemismo, uma necessidade de transparecer o rude e reservar o suave e delicado. Por fora, camadas de arquitetura dura e barroca eram decoradas por esqueletos de troncos que floresceram em algum momento de suas ínfimas vidas – apenas o velho e bom cinza britânico.
Regina segurou a pequena bolsa com as unhas recém-pintadas de preto e sorriu para um dos guardas reais. Ele acenou, e ela delicadamente acompanhou alguns casais que se dirigiam para a entrada. Muito se dizia sobre os caríssimos casamentos realizados na grandiosa Casa dos Banquetes, mas o pensamento apenas reafirmava o conceito de pobreza social que ela nutria por aquela nação. Algo a respeito da sua necessidade indesejável de afirmar para o outro sua hierarquia na economia. Grande porcaria, pensava ela.
Atravessou o corredor feito por guardas reais e sorriu para uma loira bem penteada e enfiada em um terninho Armani. “Eva Zambrano.” Apresentou-se, e após uma breve conferência na lista, a hostess acenou para que um dos seguranças lhe abrisse caminho. “Seja bem-vinda ao Grande Baile Beneficente da Condessa de Wandsworth. Tenha uma noite maravilhosa, Sra. Zambrano.”
Regina mordeu o lábio inferior ao adentrar aquele lugar. Seus olhos rapidamente foram seduzidos pelas pinturas detalhistas no teto, e ela se pôs a caminhar com cuidado, observando cada detalhe, fascinada com a plenitude de um trabalho daquele. Era fenomenal, como poucas coisas na sua vida lhe haviam parecido. Aquilo sim era uma obra prima muito bonita. Uma demonstração da longitude dos limites humanos, uma demonstração de quão perfeito o talento humano pode se tornar se bem aproveitado. Sentiu-se limitada por não ter a mínima ideia de qual era a história por trás de um painel tão bonito, mas balançou a cabeça e fitou o salão repleto de pessoas. Havia um alvo a ser atingido. Ela poderia admirar a pintura depois.
Caminhou por entre as pessoas e rapidamente empunhou uma taça de alguma coisa. Espumante, talvez. Não importava. Uma taça era sempre um ótimo coringa. Atravessou o saguão atraindo a atenção de alguns homens, mas não se deu ao trabalho de encará-los de volta. Pensou se poderia ter o encontrado ali, mas sabia que era perda de tempo pensar aquilo. Corvo não iria até ali. Era exatamente por isso que ela estava ali.
No centro do grande saguão, estavam as grandes colunas de vidro com as peças em exposição. Regina aproximou-se com um sorriso travesso. Observou cada peça. Seus olhos treinados já podiam calcular o peso e o valor de cada uma em pelo menos três moedas diferentes. Era algo que ela não controlava mais; sua mente trabalhando no automático. Aproximou-se do Rubi de Salazar. Era uma pedra grande, mas ela conseguiu pensar o quão leve ela poderia ficar em um bolso. Depois de acomodado, ele poderia passar despercebido. Principalmente uma roupa pesada, como um vestido de baile ou um smoking grudado ao corpo. Sorriu diabolicamente e passou pelas peças, caminhando na direção das escadas que davam acesso ao patamar de cima.
***
Do andar de cima, ele a observara desde que ela passara pela recepção. Os cabelos escovados em um coque elegante, o rosto delicado e marcante. Pedras brilhantes tilintavam em seus brincos. O rosto dela era incrivelmente bonito, ainda mais bonito do que nas fotos que tinha em seu escritório. Era quase como assistir a um monumento em movimento; como uma obra de arte saindo de dentro do seu quadro preferido e tomando vida.
Ele podia ver a sua pele imaculada e branca marcada pelo vestido na cor vinho. O vestido possuía uma faixa sobre o centro de seu colo, transversal ao corte reto na linha do decote. Havia algo de elegante e ao mesmo tempo, extremamente sensual nele. Uma espécie de sedução sofisticada. A saia esvoaçava levemente, embora uma de suas pernas estivesse totalmente descoberta e Robin não conseguia desviar os olhos de ver cada centímetro dos músculos rígidos e definidos que apareceram aos seus olhos. Ela tinha pernas matadoras – não havia o que ser feito. Seus lábios carnudos estavam semiabertos quando ela fitou o painel pintado no teto por algum tempo, visivelmente encantada e ele continuou seguindo-a do corredor de cima, observando cada movimento, cada olhar que ela recebia, cada sorriso que ela disparava.
Robin tinha plena ciência de que havia mais pessoas na escuta. Havia agentes no telhado e agentes no estacionamento, sem contar Alvin e Thomas que também estavam caracterizados à paisana dentro do baile. Os atiradores estavam no telhado vizinho, mas ele esperava não ter que acioná-los. Observou-a se aproximar das peças em exposição e prendeu a respiração. Não sabia o que esperar dela. Sabia seu modus operandi; sabia seus códigos; sabia suas manias. Mas ele precisava admitir que naquele momento estava tão leigo no que acontecia quando qualquer outro. Ele vivenciara milhões de teorias e naquele momento, tinha o terrível dever de lidar com a prática, com o momento onde tudo acontecia e isso o aterrorizou.
Ao mesmo tempo, havia um prazer doentio na maneira como ela sorria para aquelas peças, como ela as observava com cuidado, com um quase amor. Ele não saberia explicar o que sentia nem que lhe dessem um papel em branco e lhe pedissem para desenhar. Era complexo demais até para ele. Afastou-se quando percebeu que ela estava subindo as escadas e logo estaria ao lado dele.
***
Ela chegou ao patamar superior. Havia uma banda que tocava versões delicadas dos clássicos, um misto de Tchaikovsky e Mozart, com algumas pitadas de Vivaldi. Vivaldi era seu preferido. Toda as suas composições sobre as estações lhe inspiravam a alma de uma maneira surpreendente, como se ela fosse se desintegrar e fluir com o vento a cada corda de violino que era tocada. Meia dúzia de casais dançava ali, buscando sua certa medida de privacidade e ela se aproximou do parapeito, observando o movimento no saguão. Adorava a maneira como a iluminação se refletia nas colunas revestidas de um tom branco neve e se espalhavam, formando uma atmosfera intimista.
Observava a reação no rosto das pessoas observando as pedras em exposição e sorria, deliciada. Um exagero. Aristóteles bem havia dito que a felicidade não se encontrava nos bens exteriores, e ela acreditava nele. Nada daquilo lhe era real, mas ela sabia que para grande parte das pessoas que ali dançavam e celebravam – aquela era a sua prioridade de vida, a sua grande realidade a ser vivida. Grandes pedras cintilantes que valiam mais do que a sua vida expostas como belos pedaços de bifes em um açougue.
Ela ainda estava caminhando e observando as pessoas quando tropeçou em um homem. “Pardon.” Pediu ela e ele a encarou com seriedade, a típica seriedade que a irritava demais nos exemplares masculinos daquela cidade. Mas diferentemente do que ela esperava, ele sorriu e ela pode observar melhor seus traços decidindo que definitivamente era um homem bonito.
“Eu que lhe peço desculpas. Estava distraído observando a pintura. ” E apontou para o teto, para a pintura fenomenal que ela mesma estava admirando assim que colocara os pés naquele evento.
Regina gostara dele. Não perguntara o nome dela, não dissera o seu. Era o tipo de pessoa reservada e desconfiada que lhe agradava a companhia. Odiava cerimonias e esse evento era repleto de pessoas mesquinhas e interesseiras que a fariam passar por extensos interrogatórios para ter uma prova absoluta se ela era ou não influente o suficiente para merecer qualquer diálogo. Uma companhia como aquela não lhe faria mal por algum tempo. “É um painel deslumbrante. Foi a primeira coisa que fitei os olhos assim que passei pela porta.”
“Você conhece a história?” Ela fitou os olhos verdes sorrindo de maneira discreta. A história daquelas pinturas era exatamente o que ela almejava conhecer desde que passara pela grande porta de mármore rústica. E se ele soubesse, ela definitivamente gostaria um pouco mais dele.
“Não.”
“Você ao menos sabe quem foi Peter Paul Rubens?”
“Quem?”
Ele sorriu e colocou o dedo indicador sobre os lábios. “Honestamente, de onde você vem?”
“Eu sou nômade do mundo.” Respondeu, os olhos fixos nos dele.
“Certo. Mas saiba que se algum velho rabugento do parlamento a escuta falando isso você ouve uma bronca horrível sobre desrespeito à pátria onde se está sendo acolhida. Peter Paul Rubens foi um pintor de estilo barroco, conhecido por suas obras que misturavam mitologia, história, religião e retratos de uma maneira que realçava sempre a cor e a sensualidade.” Ela assentiu e encostou-se no parapeito, deixando de encará-lo e passando a fitar a bela pintura no teto. Ele continuou. “Ele pintou muitas catedrais e quadros que estão em museus por toda a Europa. Demonstrava grande preocupação com os governos em transição, com a influência religiosa por trás das batalhas. Ele pintou esses painéis para o teto do Palácio de Whitehall já no fim de seus dias. Em seus últimos anos de trabalho. Mas o trabalho dele é extenso. Se algum dia estiver disposta, aprofunde-se. Valerá a pena.”
Ela assentiu, sem tirar os olhos da pintura. “Mas qual a história desses? Quem são?”
“Típica turista.” Resmungou ele e ela mordeu a língua querendo xingá-lo por isso. “Os três painéis maiores são: A União das Coroas, A apoteose de James I e aquele ali é O Reinado Pacífico de James I.”
“Ele tinha uma coisa sobre este Rei James, uh?”
“Vou considerar ‘uma coisa’ como ‘reconhecimento por ter sido um dos melhores reis sobre esta terra’.”
“Foi exatamente o que eu quis dizer.” Disse ela, imitando uma pequena reverência.
“James foi supremo, mas foi seu filho que tornou este local famoso. O Rei Charles I (que eu duvido que você saiba quem é), foi executado neste saguão após ser derrotado em uma batalha. Ele proferiu uma frase icônica ali no começo daquela escada, onde ficava o patíbulo antes de ser morto e transformado por mártir para toda a nação.”
“O que ele disse?”
“Algo como ‘Eu tenho uma boa causa e um Deus gracioso. Eu não direi mais nada porque eu vou de um estado corruptível para uma coroa incorruptível, onde não nenhum distúrbio poderá ocorrer, nenhum distúrbio poderá ocorrer.’”
“Você sabe que isso não faz sentido algum?”
“Sim. Mas a história é bonita.”
Ela sorriu genuinamente e ele observou-a com certa fascinação, mas rapidamente se recompôs.
“E qual é a sua história?” Questionou ele, virando-se na direção dela. “Onde está o seu príncipe encantado?”
“Príncipe?” Ela riu. “Eu não diria que sou a princesa da história. E eu definitivamente não preciso de príncipes. Eu sou a Rainha.”
Ele fitou seus olhos com intensidade, o que fez com que ela sentisse internamente desconfortável. Mas ela jamais deixaria este fato transparecer aos olhos dele. Respirou fundo e resignada e ele sorriu timidamente. “Eu não tenho dúvidas. Nenhum título lhe veste melhor que o de Rainha.”
Eles trocaram um olhar breve e ele fitou o chão. “Eu preciso me retirar. Foi um prazer conhecê-la. Espero vê-la novamente durante a grande valsa.”
“Se você for um homem sortudo, talvez.”
***
Regina estava passeando pelo saguão quando os guardas reais vieram até o saguão e levaram as peças para o cofre. Ela acompanhou cada movimento enquanto conversava com um homem totalmente irritante e mulherengo que ela fazia questão de ignorar – embora isso o encorajasse a falar ainda mais. Ela conhecia o jogo e sabia que era o gatilho dele, mas de certo modo, ele a mantinha distraída da tensão do trabalho.
Pensou no homem que conversara no patamar superior e sorriu. O primeiro britânico de quem gostara, talvez por que este saía um pouco do convencional. Ele era misterioso, mas ao mesmo tempo era aberto e autêntico. Possuía inteligência e grande gama de assuntos para conversar, um atrativo raro se tratando de homens.
“Você pretende ficar para a pós party, Srta. Zambrano?” Ela havia esquecido que ele continuava conversando com ela até que colocou a mão em seu joelho descoberto. Regina sorriu e debruçou-se sobre ele com carisma, sorrindo para as pessoas ao redor.
“Se você me tocar mais uma vez suas últimas lembranças serão os tons de cinza lamacento no fundo do Rio Tâmisa. Espero ter sido clara.”
Ele rapidamente tirou a mão de sua perna e ela se levantou sorrindo. “Excuse-moi.”
***
Regina havia se dirigido à toalete das mulheres havia dez minutos quando a energia elétrica do Palácio caiu. Por exatos vinte e três segundos, luzes de emergência piscaram e guardas correram de um lado para o outro. Feixes de luzes vermelhas subiram através das colunas e rapidamente toda a iluminação estava de volta, de modo que os convidados não deram nenhuma importância ao breve apagão. Mas Robin sabia que ela estava envolvida. Havia algo na maneira como ela saíra sorrindo da toalete, algo na maneira em que ela andava que parecia ainda mais imponente, ainda mais segura de si. Ela já havia feito. De alguma forma, ela conseguira o Rubi. Ele podia sentir, talvez com algum sensor extraterritorial – não importava no momento.
Violinos se fizeram presentes no saguão e ela sorriu quando seu olhar cruzou com o dele. Ele estendeu a mão e convidou-a para dançar, de modo que Carmen sorriu e aceitou com elegância. “Parece que o senhor é um homem de sorte.”
“Talvez.” Brincou ele e ela segurou-o com cuidado e firmeza nos seus ombros, os pés deslizando sem preguiça pelo saguão muito bem polido. A música preenchia o ambiente e ela o encarava com um olhar fixo.
“Algo me diz que há um motivo para você não ter se apresentado quando nos conhecemos.” A voz dela tornou-se diferente. Não era a mesma de quem estava dialogando amistosamente com ele sobre pinturas centenárias. Era uma voz carregada, sensual. Um toque lúdico que se assemelhava ao toque de chocolate derretido contra a pele nua. Algo denso.
Era a voz de Carmen Sandiego.
Robin não respondeu. Desceu a mão para a base da coluna dela e a puxou com tudo para si, fazendo o corpo dela chocar-se contra o dele. Ela gemeu com o contato, mas não o soltou. Ela era uma jogadora e ele iria jogar também. “Quer dizer que você sabe quem sou eu.” Continuou ela. De maneira provocativa, ela puxou as lapelas de seu smoking com força na sua direção. Em seguida, com as palmas abertas, bateu o tecido contra o tórax dele. Eles voltaram a deslizar lentamente, seguindo o ritmo da valsa.
“Me diga, para onde você vai correr quando os guardas aparecerem gritando que o Rubi sumiu?” Sussurrou ele, girando-a no ar.
Carmen rebolou sensualmente e passou por baixo do braço dele, voltando à posição inicial rapidamente. “Para quem você trabalha, bad boy? Quer dizer, essa escuta na sua orelha é qualquer coisa menos discreta. De que lado você está? Baryshnikov ou Polícia?”
Ele a deslizou por trás de suas costas e então a trouxe de volta com elegância. Qualquer espectador sem um olhar treinado diria que eles estavam apenas dançando como bons companheiros de passe. Mas não era preciso muito para sentir a tensão e a disputa. Algo tão primitivo como o gato e o rato brincando de pega-pega.
“Quem é você?” Insistiu ela. Não por medo ou qualquer outra sensação incomoda. Na verdade, ela estava segura da situação. Tinha todo o plano arquitetado em sua mente. Ele não era um problema de maneira alguma, mesmo agora. Ele a fitou com os olhos treinados, mas não houve espaço para resposta. Os guardas atravessaram as portas de acesso ao saguão correndo e obrigando todos a fechar as entradas. O grande Rubi de Salazar fora roubado. Ninguém sairia até todos serem devidamente revistados.
Robin encarou-a com a sobrancelha arqueada. “E agora, Carmen, o que vai fazer?”
“Eu não estou com ele.”
Ele riu. “Certo. E eu pratico ginástica circense.”
“Eu ouvi dizer que faz bem para os movimentos pélvicos.”
Ele a fitou enquanto ela sorria. Ela observou quando um homem e uma mulher pararam logo atrás dela. “Você vem voluntariamente ou carregamos você?” Questionou Robin.
“Eu posso ir andando. Além do mais, esse vestido é um Gucci legítimo. A única mão que ele precisa conhecer é a minha.”
***
Em uma sala fechada, Regina percebera alguns fatos importantes. Primeiro, a Interpol estava em seu calcanhar, muito mais do que ela pessoalmente planejava. Depois de passar pela revista e por um scanner minucioso por pelo menos dez vezes, ela havia sido liberada.
“Ela não está com ele, Robin.”
Regina virou-se para ele com os olhos arregalados. “Robin? Robin McLocksller?”
“Sim.” Respondeu o britânico de olhos verdes. E ali se esvaía a sua grande teoria sobre o seu perseguidor. Robin McLocksller não era um velho ranzinza cansado de seus longos anos como oficial do esquadrão antiquado da Interpol. Ele não era um idoso rabugento que não sentia mais prazer com sua idosa senhora e se divertia em observar uma criminosa internacional com um rosto bonito. Ele era bonito. Inteligente. E o pior de tudo, ele era agradável.
“Por isso você não quis dizer quem era. Porque eu saberia quem você é.”
“Surpresa, Majestade?” Debochou ele.
“Eu esperava que você fosse um pouco mais sujo.”
“Vou contar como um elogio.”
Ela revirou os olhos e encarou um oficial de cabelos grisalhos. “Pelo meu direito como cidadã, há algo aqui que possa ser usado como acusação ou eu estou livre para ir?” Outros oficiais a olharam com certo receio e o homem mais velho assentiu com a cabeça.
“A Sra. está liberada. Desculpe pelo transtorno.”
“Sem problemas.” Ela sorriu e passou caminhando até estar frente a frente com Robin. “Quando colaboramos com a justiça dos homens, passamos de corruptos à incorruptíveis. Não é mesmo, agente McLocksller?”
Robin assentiu e ela o deixou para trás, enquanto atravessava o corredor externo com um sorriso diabólico no rosto.
***
Do lado interno da Casa de Banquetes, Male Baryshnikov observava toda a movimentação. Com uma taça de licor na mão, ela deslizou o caro Valentino e sentou-se na poltrona acolchoada. “Diga a eles que comprarei todas as peças que sobraram.”
Assim que a hostess se afastou, ela virou-se para Khoe. “Chame o Zanic e o Lovak. Quero os três atrás dela imediatamente. Ela está indo atrás do Rubi. Não sei como, mas aquela mulher o retirou daqui. Traga-me a pedra. E traga-me a mulher. Se não puder ser viva, traga-a morta. Não me importa. ”
Eles continuavam parados. “быстро, идиот”
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