Carmen

12 Gold


De bruços, ela olhou para ele. Robin estava sentado, as costas apoiadas na cabeceira, respirando fundo. Mordeu o lábio observando os ombros largos e fortes, a musculatura firme do abdômen. Ela própria tentava estabilizar sua respiração; perdera as contas de quantos orgasmos tivera desde que eles haviam ido para o quarto. Não tinha ideia de que horas eram, tampouco podia se importar menos. Sentiu os dedos dele percorrendo sua espinha, percorrendo o caminho de sua lombar até que chegou ao osso do cóccix onde ela inocentemente achou que ele pararia; os dedos dele continuaram, deslizando por entre suas nádegas, descendo pelas suas coxas e desaparecendo logo depois.

“Eu tenho que trabalhar daqui a duas horas.” Comentou ele, nem um pouco resignado. Não queria deixá-la, assim como ela não queria deixá-lo ir. Eles haviam passado uma noite inteira tentando saciar o desejo ardente que sentiam um pelo outro, e havia sido ineficiente. Cada orgasmo a abraçava como uma onda gigante se quebrando contra um rochedo, e poucos segundos depois seu corpo já começava a se agitar ao toque dele. Novamente. Estava amanhecendo, ela imaginou.

Ela virou-se para ele. Robin observou-a ali, nua, deitada de bruços ao seu lado e mordeu o lábio. Ela era fenomenal, ela era a ruína de qualquer homem. “Se só temos duas horas, você não deveria ficar apenas olhando.”

Robin sorriu. Ela tentou se virar mas ele a manteve de bruços, deitando-se por cima dela. Emaranhou os dedos nos cabelos dela e puxou, ela gemeu com um sorriso diabólico nos lábios que só o fez ficar ainda mais duro. “Como eu sei que você gosta de receber ordens, eu tenho uma para você.” Passou a língua pela orelha dela, ouvindo-a murmurar de prazer. Ele colocou o pênis inchado entre as nádegas dela e começou a esfregar-se ali, uma espécie de espanhola adaptada. Mordeu o lábio, controlando-se para não penetrá-la de uma vez — Regina era uma mulher para ser sempre seduzida, dominada, presenteada. Ela empurrou os quadris para cima, tentando aumentar o contato, e Robin segurou seu pênis pela base, pincelando a entrada dela com a glande. “É isso que você quer, Regina?” Ele continuou provocando, inserindo apenas a pontinha, e retirando rapidamente. “Você não cansa, não é? Da sensação de me ter todo dentro de você. Rasgando suas paredes internas. Eu ainda consigo ouvir você gemendo, pedindo por mais e mais.”

Ela segurou o travesseiro com as unhas, tentando aplacar o tesão ardendo em suas veias pedindo para ser libertado. “Robin.” Ele penetrou lentamente, e ela arfou. Sentiu os dedos dele em seu fêmur, puxando-a para cima e empurrando-a para baixo, ditando um ritmo e um movimento a ser seguido. Ele estava suspenso sobre ela, os antebraços firmemente apoiados no colchão e ela teria que mover-se se quisesse mais. Não que ela não fosse fazer — levou segundos para ela começar a empurrar-se contra ele, contra a plenitude grossa que a preenchia completamente. Havia algo no impulso que ela fazia, algo na força gravitacional contra qual ela estava indo que tornava o ato ainda mais intenso; sua carne o engolia, abrigando-o por completo com uma facilidade pra lá de avassaladora. Robin estava concentrado, todo seu esforço focado em manter-se imóvel para que ela continuasse, embora sua vontade fosse forçar-se ainda mais dentro dela, tão fundo que suas carnes se fundissem. Percebeu quando os movimentos dela tornaram-se mais lentos; Regina estava a beira da exaustão, assim como ele. Empurrou-a contra o colchão e a manteve parada enquanto ele tomava o controle, investindo contra ela de maneira firme e constante, penetrações profundas e firmes que faziam o ar sair descompassado pela garganta dela. Seu quadril curvado proporcionava um arco tentador que atingia pontos dentro dela que a desarmavam, ele sentia as paredes internas fechando-se ao redor dele a cada estocada. “Mon dieu!” Clamou ela, socando o travesseiro e ele sorriu, diminuindo o ritmo.

Regina gemeu chorosa quando ele saiu de seu interior, mas Robin apenas sentou no centro da cama e a puxou para si gentilmente. Ela engatinhou até ele, sentindo os olhos famintos dele por todo o seu corpo. Adorava como ele a fazia sentir. Não que ela tivesse qualquer problema de auto-estima, afinal ela era Carmen Sandiego e este único motivo já a fazia sentir como a mulher mais sexy do mundo. Mas Robin… Bastava um olhar e o centro das suas pernas já se lubrificava a ponto de ela ter que cruzar as pernas. E não foi diferente. Ela o observou totalmente despido, sentado a sua frente com a mão estendida e se deu conta de que não queria que aquela fosse a única vez. Sentou-se no colo dele; uma mão decidida apossou-se da sua nuca e a puxou para a boca dele. Não havia nada mais delicioso para ele do que o sabor da boca dela, a maneira como os lábios macios encaixavam nos seus e a língua macia percorria o interior da sua própria boca. Regina era deliciosamente sensacional. Gemeu quando sentiu-a rebolar no seu colo; ela havia encaixado sua carne sensível na extensão de seu pênis, deslizando sobre ele de maneira lenta e torturante. “Diaba.” Gemeu ele, colocando a mão sobre o quadril dela enquanto sua boca deslizava para o pescoço delicado. Regina cedeu, a cabeça jogada para trás e o pescoço rendido aos beijos intensos e mordidas firmes; ela manteve as mãos nos ombros largos apenas para continuar concentrada em seu movimento pélvico. Robin entrelaçou os dedos em seu cabelo e a puxou para si, beijando sua boca com fome e urgência; ela gemeu nos seus lábios, os olhos fechados num ato em vão cujo objetivo era diminuir a deliciosa febre que sentia pelo toque dele. Ele continuou o beijo pelo seu maxilar, intercalando com mordidas e desceu pelo pescoço; Regina começou a mover-se ainda mais rápido contra ele, abusando da fricção do seu clitóris sobre o órgão rígido. Robin mordiscou seu mamilo e ela choramingou, fazendo-o sorrir; rapidamente ela desceu uma das mãos entre as suas pernas e alinhou seus sexos, deslizando-o para dentro dela com cuidado. Sorriu observando cada feição dele, a maneira sexy como ele mordera o lábio quando deslizou para dentro dela; quando ele abriu os olhos ela se maravilhou do tom escuro nos olhos dele, as pupilas dilatadas pelo prazer que transbordava.

Regina cruzou as pernas ao redor da cintura dele e o beijou, os braços em volta do pescoço dele aprisionando-o naquele beijo sensual; ele deixou que as mãos deslizassem por toda a extensão de suas costas, acariciando-a com as pontas dos seus dedos de maneira delicada. Aos poucos ela desvencilhou-se da boca dele e desceu em direção ao ouvido, mordendo o lóbulos deste enquanto acariciava a nuca dele com as unhas. “Eu nunca senti tanto tesão por alguém.” Confessou ela em um sussurro carregado e ele grunhiu, ela não permitiu que ele se movesse e puxou o cabelo dele para baixo, obrigando-o a levantar a cabeça e desproteger o pescoço. Sua boca deslizou pelo pescoço dele, roçando, provocando, sentindo os batimentos dele acelerando-se até que finalmente fechou os lábios em um beijo molhado por cima da jugular. “Oh boy” Sussurrou ele e ela continuou, a língua deslizando, subindo e descendo ao redor das marcas de mordida que ela deixava pelo caminho. Robin apertou ainda mais os dedos em sua cintura e ela gemeu com a pressão dos dedos dele ali. Soltou a nuca dele e apoiou ambas as mãos nos seus ombros; apoiou a cabeça contra a têmpora dele e passou a movimentar-se devagar. Suas pernas abandonaram o quadril dele e ela se ajeitou, apoiando os joelhos nas laterais dele em busca de apoio. Seu corpo subia e descia, devagar, todas as suas terminações sendo atiçadas por ele, pela extensão e grossura de seu membro; Robin apenas pousou as mãos em sua cintura — mas deixou que ela ditasse o ritmo que lhe fosse melhor. Ela prendeu a boca dele na sua, a língua dele ao redor da sua enquanto ele a sugava e a fazia gemer; uma das mãos abandonou sua cintura e apanhou um de seus seios, apertando, massageando, o mamilo entre os dedos dele sendo impiedosamente apertado e fazendo-a choramingar. Regina começou a mover-se com mais afinco, subindo e descendo, gemendo alto; sentiu seus pulmões dilatando em busca de ar, a respiração cada vez mais ofegante e a pressão em seu ventre aumentando a cada estocada.

Ela gemeu quando Robin passou a movimentar-se contra ela, aumentando o atrito de seus corpos — o quarto fora preenchido pelo som de seus gemidos, grunhidos e o choque entre seus sexos. Seus seios balançavam no ar por causa da intensidade de seus movimentos, a cada descida ela sentia seu corpo todo estremecendo, cedendo, enrijecendo — Robin já havia retornado as duas mãos para sua cintura e agora investia de maneira bruta contra ela, forte e intenso. “Robin, eu não vou aguentar mais…” Gemeu ela e ele sorriu. “Não aguente. Deixe vir.” Respondeu e continuou estocando, sentindo-a gemer ainda mais alto até que ela parou de se mover e fincou as unhas nele; todo o seu corpo convulsionou de uma vez só e um grito atravessou sua garganta quando Robin penetrou-a com força e ela segurou-se nele com tanta força que ele achou que ela poderia quebrar. Ela parou de respirar por segundos. “Não se mexa, McLocksller. Não. Se. Mova.”

Robin sorriu, e achou o convite tentador. Ele desceu uma das mãos para o clitóris dela e deslizou o polegar pelo ponto sensível, e o corpo dela cedeu. Regina abraçou-o com força e deitou a cabeça no seu pescoço quando sentiu um líquido quente esguichando dela, e Robin, percebendo o que aquilo significava, não teve como conter sua excitação, sendo levado para o extremo e atingindo seu orgasmo respectivamente.

Robin a manteve em seu colo. Deslizou uma mão para seus cabelos, acariciando-os de maneira carinhosa. Regina ainda estava deitada em seu corpo, a cabeça enfiada em seu pescoço. “Você está bem?”

Ela murmurou algo desconexo e ele riu. Sentiu-a se afastar, ela desvencilhou-se do abraço e parou frente a frente com ele, os cabelos bagunçados, a boca vermelha e o lábio inferior marcado por sua propria mordida. Ela encarava-o como se pudesse ler seus olhos, como se a sua alma estivesse aberta à ela. Regina acariciou o rosto dele e beijou levemente. “Nunca estive tão bem.” Um sorriso acompanhou-a.

Robin sorriu também. “Você por acaso…” Ergueu as sobrancelhas, e ela captou exatamente o que ele estava tentando perguntar. Ela sorriu. Homens e seus egos.

“Sim.” Ela deslizou o polegar pelos lábios dele. “É a primeira vez que acontece.”

Robin beijou-a apaixonadamente, nunca se cansando da pressão da sua boca contra a dela. Era quente e delicado. Quando se separaram, ela olhou pela janela. “O sol já está nascendo. Alguém precisa ir se arrumar para o trabalho.” Com cuidado, ela saiu de cima dele deitando-se na cama após a sensação dele saindo de dentro dela. Robin deitou-se também.

“E você?” Questionou, observando-a. Ela olhou para ele com um sorriso travesso e uma sobrancelha arqueada, antes de ser tomada pelo sono. Ela bocejou.

“Eu, my dear, vou dormir. Você me deixou exausta.”

Ele sorriu e levantou-se, caminhando na direção do banheiro.

***

Regina estava dormindo quando ele saiu do chuveiro e vestiu seu terno azul escuro. Ele a observou na cama, de bruços, o lençol cobrindo apenas seu quadril. Não queria admitir mas sabia que ela poderia acordar e simplesmente ir embora. Não havia nada que a mantivesse ali, e de certo modo, era melhor que fosse — mas o certo não era nem de longe o que ele almejava para si. Arrumou os cabelos e olhou no espelho; havia uma marca dos lábios dela em seu pescoço, mas nada que fosse muito terrível. E ninguém acreditaria que aquela marca fora feita por Carmen Sandiego.

Caminhou até a escrivaninha e retirou um bloco de notas. Sentou-se em uma cadeira e observou-a dormir; ela parecia em repleta paz. Apertou o botão de caneta e começou a escrever.

Regina,

Não sei se estará aqui quando eu voltar. Eu espero que esteja. Se não estiver, desejo-lhe boa sorte e que tome cuidado — seu rosto está por toda parte. Não há argumentos que a farão ficar se você não quiser.

Deixei o café preparado para você. Espero que goste.

RM.

Ele caminhou até o espelho e prendeu o pequeno bilhete ali. Olhou-a pela última vez e saiu pela porta, desejando ardentemente reencontrá-la quando voltasse para casa.

***

Robin estava sentado, conversando com os garotos responsáveis pelos dispositivos de rastreamento quando a secretária de Gold apareceu.

“Agente McLocksller.”

Robin levantou-se e sorriu. Percebeu que ela sorriu de maneira sedutora, mas não podia estar menos interessado — ela era bonita, ruiva, olhos azuis, pernas torneadas — mas não era Regina. “Sim, Belle?”

“Gold perguntou se você irá acompanhá-lo na coletiva de imprensa da operação Corvo.”

Robin não se lembrava de nenhuma coletiva. Mas assentiu, sorrindo. “Eu estarei lá. Cinco minutos.”

Ela balançou a cabeça afirmativamente. Estava saindo da sala, a saia plissada dançando com o vento e distraindo os rapazes quando a ruiva parou e voltou. “Você esqueceu algo?” Perguntou Robin, levantando-se novamente.

“Você deveria sorrir assim todos os dias, Robin. Fica ainda mais bonito do que é.”

Ela afastou-se, desaparecendo através da porta de acesso ao corredor e deixando um homem sem graça para trás.

***

O flash das câmeras profissionais o incomodava. Sentado a esquerda de Gold, ele observava a movimentação. Jornalistas e mais jornalistas, doidos por um novo pedaço de informação a ser impresso na capa de seus jornais. Uma das jornalistas perguntou sobre a fuga de Carmen Sandiego do batalhão da polícia italiana e Gold abusou de entonação para dizer que o Corvo tinha total responsabilidade pelo ocorrido. Robin alisou sua fina gravata e ergueu a cabeça.

“Por questões de hierarquia e manejo burocrático, o oficial McLocksller será afastado da operação. O oficial à minha direita será o novo líder. Senhoras e senhores, com você o mais novo integrante da Operação Corvo, Killian Jones.”

Robin engoliu em seco e esforçou-se para manter a calma. Pelo canto do olho, observou o enorme sorriso de Killian. Raiva queimava por baixo da sua pele; mas ele estava frente a frente com dezenas de câmeras. Sua reação precisava ser a mais polida possível. Manteve um sorriso no rosto enquanto ouvia a apresentação do oficial que era seu subordinada até alguns minutos atrás. Como Gold pudera lhe fazer isso? Ele sabia que política é política e que em termos de carreira no âmbito policial, traições eram mais do que comuns. Eram esperadas.

Ódio emaranhou-se em sua mente. Depois de todos esses anos fielmente servindo à Interpol. Depois de todos os riscos e sacrifícios, ele fora colocado para escanteio em um piscar de olhos. Substituído por um profissional medíocre que não possuía metade de seu coeficiente, de seu talento, de sua inteligência.

Os minutos que se passaram a seguir lhe pareceram horas. Robin não conseguia respirar. Sua única vontade era alcançar Jones e socar seu rosto até que ficasse irreconhecível. Notou o olhar de uma das jornalistas e piscou para ela, sorrindo.

***

Quando Gold encerrou a coletiva, Robin foi o primeiro a se retirar. Não pretendia ir atrás de seu chefe, ele nada poderia fazer. Gold era muito mais influente e poderoso, e algumas ligações bastariam para que Robin nunca mais conseguisse um emprego. Caminhou até o escritório de Killian. Passou pelo pequeno bar e pegou uma garrafa de rum, condenando-o pelo mal gosto com bebidas. Sentou-se na cadeira e encheu o copo com o líquido forte. Seus olhos viajaram até o porta retrato com a foto de Jones e Rose. Rose Green era muito mais do que Jones merecia.

Bebericou o rum por algum tempo, e não demorou muito para que o som da porta sendo aberta denunciasse a chegada de seu dono. Killian sorriu, a malícia preenchendo seus lábios quando o avistou. “Veio me parabenizar, McLocksller?”

Robin levantou-se, bebendo todo o rum com apenas um gole. Killian passou por ele, pegando o copo de suas mãos e retirando a garrafa da mesa, voltando ambos para o bar. “Admiro que goste desse rum. Ele veio de Cancun.”

“Tão bosta quanto o dono.” Resmungou o loiro, fitando o moreno com os olhos semicerrados imersos em ódio.

“O que você quer, Robin? Por que não pega o resto do dia de folga? Depois de uma humilhação pública dessas, eu…”

“Cala a boca.” A voz de Robin soou grossa e carregada. Ele deu mais alguns passos, aproximando-se de Killian. “Que merda foi essa? O que você fez para o Gold te passar por cima de mim assim?”

Killian sorriu. “Na verdade, foi você quem fez.”

Robin caminhou até ele, pegando-o pelo colarinho do terno. “Você tem dois segundos para começar a falar, seu bostinha. Antes que eu faça você vomitar seus órgãos internos aqui nesse carpete.” Killian observou o pequeno canivete nas mãos do loiro e engoliu em seco.

“Robin, mate… Vamos com calma. Não precisa disso, cara.”

Robin empurrou-o para longe. Killian suspirou. “Gold tinha vendido a garota.” Robin ergueu as sobrancelhas sem entender. “Carmen. Gold vendeu Carmen para a Male Baryshnikov.”

O estômago do loiro começou a se contorcer. Killian continuou a falar. “Eles iam se disfarçar de policiais e retirar ela do batalhão italiano pela manhã. Mas você interferiu.”

Robin entreabriu os lábios mas não disse nenhuma palavra. Killian sorriu. “Sim. Gold sabe que foi você. Mas ele preferiu não te entregar. Baryshnikov já havia pago por Carmen e ele não vai devolver o dinheiro. Você o meteu nessa enrascada e ele resolveu tirar você da jogada. Então, eu entrei.”

Robin colocou a palma da mão sobre os lábios como quem está tampando a própria boca. Precisava pensar. Seu estômago doía, e a cabeça girava, causando náuseas.

“Claro que eu aceitei a promoção, mas a verdade é que quem está no comando é o Gold. Eu sou apenas uma marionete. E se eu fosse você, Robin, tomava cuidado. Gold virá atrás de você, cedo ou tarde.”