Capture the Moment
3 Cuidado!
Notas iniciais
Eu e o Gustavo estavamos nos dando muito bem, ele era muito querido e eu bom, ouvia atentamente cada história que ele contava, era incrível como ele conseguia ter vivido tanto em apenas 20 anos...
Meu passatempo era ir ao parque perto da minha casa com o Gabriel, parávamos na sorveteria, comparávamos um sorvete e corríamos para os balanços, onde logo depois Gustavo e Isabelle chegavam com seus sorvetes mais eufóricos do que nós.
– Que tal fazermos um vídeo hoje? – Gustavo perguntou se levantando do balanço e abrindo a câmera na minha frente.
– O que? – perguntei tampando o rosto
– É um vídeo, sei que gostamos de fotografar, mas vamos fazer um vídeo desse momento! – sorri e me levantei, corri ao balanço do Gabriel e da Isabelle e o chamei.
– Gustavo, vem cá.
Ele já chegou filmando, eu estava empurrando os dois no balanço e ele pegou o exato momento em que o vento pegou e jogou os meus cabelos no meu rosto e eu não consegui ver o balanço vindo em meu rosto e me jogando no chão.
Pois é, eu cai com tudo no chão e fiquei ali por um bom tempo, acho. Gustavo veio correndo, mas não consegui saber até que ponto ele havia me filmado.
– Vitória você está bem? – ele falou passando a mão no meu rosto.
Eu estava com os olhos fechados, não porque tinha desmaiado, mas sim porque estava doendo muito, parecia que uma faca estava entrando na minha cabeça.
– Vi, acolda, so eu o Gabiel...
Tentei abrir os olhos, desisto, não consegui.
– Vi, acolda, queo ti vê – era a voz da Isabelle.
–Gente, acho que terei de leva-la ao hospital -aquelas palavras me assustaram, eu abri os olhos – sabia que assim você iria acordar.
Dei um tapa no braço dele, acho que doeu mais em mim do que nele, eu estava completamente sem força, não conseguia nem me mover direito, doía muito.
– Ok, então tá, você só esta com o olho roxo e seu braço esta sangrando, por causa da caída nessas roseiras, a não espera, seu outro braço e sua perna esquerda estão arranhados também.
Tentei me levantar, não consegui, eu deveria estar em um estado deplorável, Gabriel e Isabelle me olhavam com os olhos perplexos.
– Gustavo, me ajuda a me levantar, não estou conseguindo. – não precisei falar duas vezes, ele me pegou no colo e me colou no chão rapidamente, mas ele foi bem delicado.
– Obrigada – tentei andar, cai, ele me ajudou a levantar.
–Acho melhor você ir para casa. – ele disse na minha terceira caída – você está muito mal, vem eu te levo.
Fiquei mal, e se ele fosse um ladrão, ou um assassinos. Não acho que ladrões não dão lentes novinhas e assassinos não gostam de ajudar as pessoas atacadas por balanços.
Ele me colocou em seu carro, e colocou o cinto, então ele foi para trás e colocou o Gabriel e a Isabelle no banco de trás, nesse meio tempo eu me lembrei da minha câmera que estava no meu pescoço, coloquei a mão no pescoço e não estava mais.
– Cadê a minha câmera? – berrei.
– Já volto!
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