Notas iniciais
Yooo!
Espero que tenham em atenção que o tempo da história é um tempo antigo lá para o século XV, XVI OU XVII e o espaço um império com vários arquipélagos... assim como Soul Society com os seus esquadrões!
YEAH! VOLTEEI! - talvez- #Tijolada!
Espero que gostem! :)

Naquela manhã de domingo, o sol estava excessivamente quente, mas nem por isso deixava de se ver pessoas nas ruas. Os pássaros dançavam e pairavam no ar, o vento refrescava as folhas e as flores com a sua brisa fresca enquanto as nuvens faziam a sua lenta travessia no céu.

Embora ser um grande império, com vários arquipélagos, denominados por divisões ou Esquadrões, não era mundialmente conhecido. Na verdade, expandiam o seu povo por outras terras desconhecidas a ponto de que o seu nome se ecoasse por entre as outras zonas próximas. Fossem elas grandes ou pequenas. Um império chefiado pelo rei YamamotoGenryuusai Shigekuni. Império de Soul Society. Aquela era uma manhã perfeita. Ou pelo menos parecia ser.

No alegre cantar dos pássaros, uma voz fina se fez sentir, voz esta que parecia estar em pânico com vários gritos desesperantes enquanto repetidamente berrava por ajuda na pequena vila de frente ao mar e ao porto. Onde as pequenas e grandes Naus vinham e iam de e para outras terras. Essa mesma vila conhecia tal voz, e, saíam e viam pela janela os mais curiosos e simplesmente ouviam dentro de casa sem se mexer os mais despreocupados. Talvez fosse algo normal naquele lugar.

– A minha Filha! – Berra a donzela desamparada. – Ajuda! A minha filha vai morrer!

Quase toda a vila conhecia Inoue Ao. Uma bela dama de longos cabelos com um tom alaranjado seco, olhos castanhos mel e brilhantes, uma senhora elegante e com um corpo desenvolvido e chamativo. Dona de vastos senhorios e ajudava os pobres com o dinheiro que conseguia do seu trabalho de cultivo nessas terras vastas da vila. Embora serem seus senhorios, metade (ou por vezes a terça parte, dependendo da necessidade.) do dinheiro era entregue ao rei de Soul Society. Nunca deixava de ajudar e alimentar os pobres e mais carenciados. A sua humildade era de tal forma tão grande e respeitada que quase todos a seguiam tentando-a acalmar mas nada feito. A cada passo mais se afastava e chorava ignorando o que os outros diziam. O desespero tapava-lhe os ouvidos.

Ao longe, um cavalo se aproximava. Esse cavalo transportava alguém. Um homem alto, magro e pálido como a neve, cabelo negro e que o chegava a um pouco acima dos seus ombros. Os seus olhos eram intensamente verdes com uma expressão gélida o que fazia contraste em uma plena perfeita manhã de sol ardente. Puxa as rédeas serenamente fazendo o cavalo abrandar. Assim que o cavalo se imobiliza por completo o senhor desce do mesmo e olha para a senhora que chorava desalmadamente. Assim que ambos os olhos se cruzam um silêncio constrangedor se instala. Agora, Ao simplesmente chorava em silêncio enquanto as lágrimas rolavam pela sua face.

– Quem és tu? – Olha-o confusa tentando perceber quem era o sujeito que se encontrava à sua frente olhando-a com um certo desprezo.

– Alguém. – Afirma num tom sereno fazendo com que o mistério que ela sentia fosse ainda maior. Estava de certa forma lastimável. Os olhos vermelhos e cheios com lagrimas molhando-a completamente a cara.

– Bem vejo. – Continua a olhar-lhe intensamente. – Mas… qual é o teu nome?

O mesmo silêncio de tempos atrás apareceu.

– Seria um nome tão importante? Seria um nome algo que poderia ajudar em alguma coisa? Ou seria apenas a curiosidade de uma pobre infeliz?

Os seus olhos mel encaram o chão e um silêncio constrangedor voltara a instalar-se. Seria melhor assim, pelo menos para ele. Lágrimas voltaram a juntar no canto dos seus olhos. Desolada.

– A minha filha… vai morrer! – Sussurra.

O senhor se agacha e olha-a nos olhos. Segura nas mãos dela com firmeza através da sua mão esquerda e com a mão direita tira os fios de cabelos em frente dos olhos de Ao.Com um olhar de mágoa e desespero olha humildemente para o homem à sua frente. Os seus olhos pareciam suplicar por ajuda, enquanto as lágrimas simplesmente rolavam.

– Eu vim da ilha Las Noches. – Ao levanta o rosto e olha-o nos olhos.

A Ilha era muito conhecida pois fazia parte de um outro império que ficava um pouco longe de Soul Society. Era o império Hueco Mundo. Esse arquipélago tinha uma vasta rede de conhecimentos medicinais e conseguiam curar qualquer tipo de doença todavia era uma grande disputa entre a ilha de Las Noches e a terceira ilha (ou terceira divisão) de Soul Society pois, Soul Society e Hueco Mundo eram impérios vastos mas de uma rivalidade notável. As viagens de naus entre os dois impérios faziam-se perfeitamente bem sem nenhum “senão”, e isso de certa forma era algo bom. Ao via um pequeno feixe de esperança bater-lhe à porta. Ainda com os seus olhos centrados no homem à sua frente, dá um sorriso e agarra nas mãos dele.

– Por favor. Eu suplico que salve a minha filha! Por favor! Ela está quase a morrer. O que será de mim sem ela? – Ao se ajoelha e olha nos olhos verdes intensos do senhor à sua frente. – Eu vos suplico de joelhos no chão que salve a minha filha. Por amor de Deus. – Do seu bolso tira uma foto de sua filha que inexplicavelmente era igualzinha a ela. Bonita, elegante e com uma feição pura.

Num olhar vago, quase sem brilho, um olhar gélido e frio encara a foto. A perda e a tristeza que poderia vir a surgir iria ser incrivelmente grande e isso deixaria pesar dos dois lados. Tanto na mãe que iria perder a filha como no viajante sem rumo. Desvia o olhar. Com isso ele simplesmente perde-se nos pensamentos olhando para a mulher que suplicava apenas com o silêncio e com os olhos. Só isso bastava.

– Eu vou a ajudar. – Ao fica radiante agradecendo a Deus mas a sua alegria não tardara. – No entanto, tenho uma condição.

– Se quiser dinheiro, dou tudo o que tenho!

– Não! – Encara-a outra vez. – Em troca da vida da sua filha eu quero que a deixe a meu cargo e vá para bem longe. O mais longe que puder e que nunca mais volte. Farei tudo a meu alcance para garantir o conforto e bem-estar dela.

Ao arregala os olhos. Deixaria a sua filha morrer e continuaria a viver em Soul Society ou iria para bem longe e conseguiria ter a sua filha viva? A resposta estava bem perto dela. Estava ao seu alcance. Até porque ninguém até então conseguira a ajudar. Nem mesmo a 3ª Divisão. Respira fundo e os seus prantos voltaram outra vez baixando a cara e fazendo reverencia ao homem.

– S-Sim! – Aceita a contra gosto. Apenas queria que a sua filha ficasse bem e que vivesse a vida e a aproveitasse. – Não a faça nada que a possa perturbar. Por favor senhor…

–Shiffer. Meu nome é Ulquiorra Shiffer. Não se preocupe. Ela ficará em boas mãos… mulher.

Notas finais
Espero que tenham gostado!