Can You Protect Me?
2 II. ... Mãe?
Notas iniciais
Depois de vários dias após tratamentos contínuos e árduos, com esforços grandes Inoue Orihime, filha de Ao, finalmente acorda do seu sono quase profundo. Os pequenos e reluzentes raios de sol penetravam pelas brechas das pequenas janelas de precianas do quarto frio e quase vazio, deixando-o ficar nem tão escuro. Lentamente os olhos da menina se abrem. Ficara jazida na cama por um tempo tentando perceber o que se tinha passado durante aquele tempo todo. Olha de um lado e do outro não vendo ninguém. Ela estava pálida, magra e sentia-se incapacitada de mover para não falar da sua temperatura que ainda se confirmava estar nos trinta e oito graus.
– Mãe?
Chama com uma voz rouca e fraca tentando se levantar. Queria ver a sua mãe e a queria abraçar por não ter de sentir aquele sofrimento de quando estava a beira da morte e ainda consciente outra vez. Porém, não obteve resposta.
– Sora?
Sora, era o irmão de Orihime três anos mais velho mas esse também não respondia e a ansiedade da donzela aumentava cada vez mais e, com uma pequena ajuda da sua força de vontade, se senta na cama e põe o pé no chão. Dá um impulso e logo após isso, acaba por cair por conta da sua fragilidade. No entanto levanta minimamente a sua cabeça e gatinha até à parede com uma enorme dificuldade e assim apoia-se nela e levanta-se.
Apoiada na parede caminha para sair do quarto enquanto que os seus pés delicados com o contacto do chão faziam com que ela se sentisse cada vez mais fraca a cada passo que dava… Cada vez mais tonta. Mas ela inda tinha um trabalho maior. Descer as escadas da casa que fazia contacto com o nível dos quartos e o nível da sala de estar, entrada e cozinha.
– Sora? Mãe? – Aumenta a voz o máximo que conseguia.— Apareçam! – Sussurra ainda caminhando em meio a sua dificuldade.
Agarra com firmeza o corrimão de madeira bastante resistente e assim, de um em um degrau, lentamente, desce as escadas, com o mesmo tipo de material que do corrimão. A respiração pesada pela fraqueza das pernas. Sentia um tremer desconfortável sempre que depositava o pé na escada e deixava este aguentar todo o peso do seu corpo. Poderia cair a qualquer momento.
Algum tempo depois, cansada, chega à porta da grande sala de jantar. Apoiou-se no batente da porta e olhou em volta para a sala de estar que não olhara a meses. Uma grande sala com um estilo nobre onde tinha algumas pinturas de paisagens ou mesmo pessoas da família de Orihime. Do lado direito se situava uma lareira onde a lenha meio gasta e queimada se revelava ter sido usada há pouco tempo. Um pouco depois dessa lareira tinha a famosa cadeira que Ao, supostamente, se sentava para poder descansar de um dia árduo quer na agricultura quer na obra de caridade que fazia. Era uma cadeira que costumava baloiçar quando se depositava um pouco de movimento nele. Mesmo ao lado dessa cadeira ficava o sofá com um pano tricotado pela avó já falecida da família Inoue. Em frente, o belo tapete castanho antigo onde, em pequena, Orihime adorava sentar e brincar com o seu irmão Sora. Do lado direito estava o cravo preto que o pai de Orihime tocava em dias de natal, aniversário ou mesmo quando queria fascinar a filha mais nova da família Inoue. Ele trabalhava longe, lá do outro lado da ilha e sempre estava longe de casa e as cartas eram o único meio de comunicação entre eles. Tinha também uma estante com livros, alguns objetos de argila. Normalmente, era muito raro e só os da nobreza eram capacitados para terem livros sejam de que tipo eram. No centro tinha uma mesa de jantar grande de madeira vernizada com um pano rendado por cima e, para surpresa de Orihime, lá estava ele. Sentado segurando a sua chávena de chá enquanto olhava para a donzela na porta com o seu olhar monótono e gélido.
– Quem és tu? – Indaga olhando nos olhos dela. Mas o seu olhar era de desconfiança e medo. – O que faz aqui?
Não fazia diferença o que ela perguntasse pois ele continuava calado e olhava para ela com o mesmo olhar. Sem responder a qualquer que fosse a questão dela.
– Responda! – Ordena olhando com os seus olhos mel nos olhos esmeraldinos dele. – Onde está a minha mãe? – Exalta-se sentindo uma pontada no coração e o sente bater mais forte. Seria isso a ansiedade? Preocupação? Desespero? Nem ela saberia responder.
Pousa a chávena na mesa e pega num pequeno envelope branco. Gentilmente com a mão vaga mostra a cadeira em sua frente para Orihime a convidando assim para se sentar. A menina olha de relance para o envelope e percebe: era claramente a letra da sua mãe. Com isso, então aproxima-se da mesa e senta-se e o homem a entrega o envelope mas este Orihime puxa possessivamente sem muito esforço abrindo a mesma logo de seguida. O seu nome é Ulquiorra Shiffer e vem de Las Noches.
“ Querida filha…
Se estás a ler esta carta é porque, supostamente deveis estar melhor e não morta como eu pensara que irias acabar. Minha filha… sei que é errado mas deixei-lhe nas mãos desse sujeito que se encontra em vossa frente. Pedi que visse as reações após veres esta carta.
Orihime… vós estivestes muito perto da morte e a terceira divisão de Soul Society nada pôde fazer por isso, quando este homem apareceu à minha frente e dissera-me que podia te corar eu senti uma felicidade inexplicável. Mas para ficardes viva eu tive que partir e ficarás ao comando dele a partir de hoje. Espero que por favor não façais nada de mal. Entendei também que eu como vossa mãe só quero o vosso bem. E ele deu-me a sua palavra. Sei que não se deve confiar num homem que nos aparece pela primeira vez mas eu queria que vós ficasses bem.
Sora e eu queremos que seja feliz…e queremos que nos envie uma carta também. Assim me despeço.
Com um grande pesar,
Inoue Ao”
Orihime deixa as lagrimas caírem sobre os seus olhos agarrando com toda a sua força o papel e olha para ele. Olhava-o com um olhar triste e levanta-se bruscamente e tenta sair dali mas acaba por cair pela sua fraqueza das pernas e então o homem se levanta e vai ter com Orihime subindo para cima dela e a virando e assim a pondo de barriga para cima e ele tira os fios de cabelo da cara dela. Naquele momento ela estava muito triste e magoada para questionar, reclamar, protestar ou zangar-se com o que quer que fosse. Acaricia a face dela e passa o seu indicador nos lábios dela.
– Ulquiorra… Shiffer.— Sussurra olhando nos olhos dele. – Porque mandou a minha mãe para longe? Eu não tenho ninguém como ela.
– Vossa mãe está bem e vós também estareis. – Olha-a nos olhos dando um leve sorriso de lado como se estivesse satisfeito com algo.
O seu coração e a pressão de desespero que ela sentia a fez sentir a sua visão desfocada e destorcia. Ainda se encontrava fraca e mole. Sentia então a sua cabeça dar voltar e, por fim, acaba por perder os sentidos.
“ … Mãe…”
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