Caminhos

3 Capítulo 3


Na manhã seguinte, papai quis ter “á conversa”.

–Quero falar com você. –Ele me disse, enquanto sentava-se na varanda da casa comigo.

–Sobre?

–Você e Jonathan. Olhe, eu sou seu pai, e te conheço bem, Lexi. Sei que vocês estão namorando, ou ficando. Sei lá como os jovens chamam hoje em dia. Mas o que importa é que eu quero que se lembre de que só está em Londres de férias. –Respirei fundo pra responder a ele.

–Pai, sei o que você quer dizer. Eu já sei que na semana que vem nós vamos pra casa, eu não disse que ia ficar aqui. Mas quero que entenda que eu gosto dele de verdade. Minha mãe me disse pra eu agir como adulta. Então estou sendo adulta. Sei que isso pode não dar certo, mas também sei que pode dar. Ainda pensamos no futuro. Mas eu farei isso. Só peço que não tente afetar as minhas escolhas.

–Suas escolhas? Por acaso você está cogitando vir morar aqui por causa dele? E deixa a faculdade de lado? –Meu pai sempre queria estar um passo a frente de todos.

–Não disse isso. –Respondi com franqueza.

–Ótimo! Porque você não vai. Planejei um futuro pra você Lexi. Você também planejou e mesmo ele sendo da família que é. Você vai largar nada nos Estados Unidos por uma paixão de juventude.

–Desculpe pai, mas ele não é uma paixão de juventude. Não planejei largar nada por ele, mas se eu decidir que farei nem o senhor, nem ninguém pode me impedir! –Eu praticamente gritei.

–Posso, sou seu pai. Você da forma que é esperada por sua família. Vai para a faculdade e vai ser meu braço direito na Força Aérea. Depois pode namorar que quiser. Agora se concentre no seu futuro Alexandra! –A conversa estava gritante demais. Papai me chamou de Alexandra, e impôs sua vontade sobre mim.

Braço direito? Nunca quis nada na Força Aérea. Nunca concordei com nada do tipo. E se ele tentasse me forçar, eu faria o contrário só pra irritá-lo. Ele não podia mandar em minha vida. Eu era sua filha, não sua escrava.

Levantei-me e desci a rua. Não queria saber de papo com ele, pelo menos até minha raiva passar.

Fui ao clube com Jess, e conversamos sobre minha discussão com papai.

–Acredita nisso Jessie?! Meu pai dando uma de coronel comigo.

–Amiga, torço muito pra você ser a minha cunhada pra sempre. Mas você pensava mesmo em vir morar aqui, pra ficar perto do Johnny?

–Jess, pra ser sincera nós nem falamos disso ainda. Eu quero muito me formar, quero fazer isso, é meu sonho desde menina. E Johnny vai ficar seis meses na base antes que possa vir pra casa. Ainda nem sei como vou agüentar tanto tempo sem ele. Só sei que eu nunca senti o que eu sinto por ele. Jessei, eu acho que ele é o certo. –Eu disse a Jessie.

–Certo? –Ela estreitou a sobrancelhas. –Oh! Você ainda... –Ele nem terminou a frase.

–Sim. Agora fala mais alto pra todos ouvirem. -Eu disse olhando em volta.

–Desculpa. Mas eu não imaginava que você ainda fosse virgem.

–Sou e daí. Eu não tinha achado o cara certo. –Dei de ombros.

–Ai amiga, que emoção. É como se eu perdesse a minha virgindade de novo. –Ela bateu palmas feito criança. Depois se jogou no meu pescoço.

–Jess para. Isso é sério. Quero te fazer uma pergunta.

–Tudo bem mocinha, pergunte. –Ela disse dando um sorriso irônico.

–Como foi a sua primeira vez?

–Bem... Foi chato. Quer dizer, a primeira nunca é tão boa. E você não sabe muito bem o que está fazendo. Por isso é melhor que seja com um cara experiente.

–Bem, isso eu acho que o Johnny é.

–É, ele é um galinha. Oh, quero dizer, era. –Ela me deu um cutucão. –Sério, ele já namorou umas duas amigas minhas. Mas eu já te disse que eu conheço bem o meu irmão. Ele gosta de você. Pode confiar em muá. E se tem uma coisa que eu sei é que ele não é virgem. Provavelmente sabe o que faz. O melhor conselho que posso dar é- Relaxe e confie nele. Os homens sabem o que fazer nessa ocasião.

–Obrigado Jessei.

–Que isso. Mas vou te dar outro pequeno conselho. -Tenha certeza do que fazer Lexi. Ele é meu irmão, e você é minha amiga. Quero muito que tudo certo pra vocês. E se ele gosta de você como eu sei que gosta, ele vai fazer ser especial.

Ela me deu um beijo.

–Tonta tenho que ir, amanhã é minha viagem pra Nova Iorque. Meu teste. Deseje-me sorte.

–Sorte bailarina! –Eu disse sorrindo, depois deu um abraço nela.

Não vi Johnny naquele dia. Nos falamos pelo celular, mas eu queria evitar qualquer lição chata de moral que meu achava que podia me dar.

Quando voltei pra casa papai quis conversar comigo outra vez, mas eu me fiz que não entendia o que ele queria, e disse que estava naqueles dias. Isso sempre funciona com os homens. Minha mãe por outro lado não tinha medo de TPM. Entrando no quarto ela não fez rodeios e disse logo a que veio.

–Tem que entender o seu pai. Você é adulta agora Lexi, mas é difícil pra ele e perder pra outro homem. Seja ele quem for.

–Mãe o papai falou como se controlasse a minha vida. Disse que já tinha planejado um futuro pra mim. Nunca mostrei qualquer interesse em seguir carreira militar como ele, e ele não pode me obrigar. É a minha vida! –Eu estava sendo decidida.

–Eu sei querida, é que o seu pai, assim como o seu sonha em ver a continuidade da nossa família na Força Aérea. Isso não quer dizer que tem de fazer isso. Sempre quis trabalhar na NASA, a Força Aérea pode te proporcionar isso Lexi. Você é inteligente para conseguir as coisas pelo seu próprio mérito. Pode dar um passo importa, e seu pai pode ajudar.

–Eu estou considerando tudo isso. Mas quero que entendam que se eu fizer isso, será por minha vontade, não para realizar os sonhos de ninguém. E senhora sabe tão bem quanto eu, que tudo isso tem a ver com o fato de eu estar com o Johnny. Meu pai acha que vou largar a faculdade e ficar aqui. Eu nunca disse que faria isso, seja como for a decisão é minha!

–Como você cresceu. –Mamãe me abraçou do nada. –E ambas também sabemos que esse não é o seu sonho, deixar os planos que você fez queria, por nenhum garoto. Se ele for o certo Lexi, ele espera o tempo que for preciso, e vai atrás de você até no inferno, mas ele te acha e luta por você. –Minha mãe me deu um sorriso.

–Acha mesmo isso mãe?

–Eu não acho, eu sei. Os homens são diferentes das mulheres, demonstram menos os sentimentos. Mas se um cara amar você Alexandra, ele não te esquece e não te abandona. Talvez o seu sonho agora, seja viver essa história com ele, mas você sempre sonhou muito mais alto do que tudo isso. –Mamãe tinha o dom. Ela sabia oque dizer.

Cada palavra dela martelou a minha cabeça a noite toda. Johnny e eu tínhamos que ter aquela conversa sobre nós, sobre o nosso futuro.

–Onde vamos? –Perguntei enquanto ele tapava meus olhos pra não ver onde ele tinha me levado.

–Surpresa amor. Tem muito tempo que não fujo pra cá. Mas você vai adorar. –Ele disse então roubou-me um beijo. –Espere aqui linda. Não tire a venda hem.

Quando voltou pegou minha mãe e me guiou. Subimos alguns lances de escadas.

–Esta pronta? –Ele sussurrou em meu ouvido.

–Sim. –Ele me tirou a venda. –Nossa. –Eu disse ainda sorrindo.

Era a sacada com a vista mais linda. Olhei em volta. O lugar parecia não ter a presença de ninguém por muito tempo. Alguns móveis cobertos com lençóis.

–O que era aqui? –Perguntei.

–Era meu lugar quando eu era mais novo. Um casarão antigo. Vinha aqui com meus colegas e dizíamos que era assombrado. É meio longe do centro. Foi pra sempre poder vir pra cá que eu comprei a minha moto quando fiz quinze. Agora está apenas sendo mantido para restauração. Mas olha a vista dessa sacada. Estamos no terceiro andar e eu to vendo o Tâmisa daqui. –Ele apontou.

–Sim é lindo à noite. Não vem mais aqui?

–Já tem um tempo que não. Tenho as chaves sabe?! O pai de um colega meu é restaurador e vai restaurar tudo. Tommy fez a cópia das chaves pra mim, porque eu vivia arrombando mesmo.

–Trouxa mais alguém aqui além dos amigos?

–Não, nenhuma garota, nem a Jess sabe daqui. Só você.

Eu parei para olhar o reflexo a lua no Tâmisa. As cortinas brancas da janela atrás de mim balançavam com o vento. Johnny me abraçou por trás. Ficamos assim, apenas olhando a vista.

–Em que está pensando? –Ele sussurro em meu ouvido.

–No tempo, nas coincidências, na vida. Estamos aqui, e eu não queria estar em lugar nenhum mais. É estranho como você já me causou essas duas sensações. Ódio e amor. –Me virei para olhar pra ele. Minhas mãos enroscadas em seu pescoço.

(Link para música da cena a seguir-http://www.youtube.com/watch?v=6XC_lW96h8k )

–Amor? –Ele perguntou, com seu sorriso de matar.

–Sim. Amor Johnny. Eu quero... –Ele não me deixou terminar a frase.

Me beijou urgente. Passou seu polegar em meus lábios e sorriu como um menino, então me beijou outra vez. Suas mãos em meus ombros. Seu coração contra meu peito, eu sentia o acelerar. Sorri com a sensação. Então eu o beijei, rápido e feroz, sedenta dele, eu o queria. Johnny passou a mão em meu rosto, e meu olhou com seus grandes olhos negros como a noite. Aqueles olhos sondavam tudo em mim. Ele me olhava procurando por uma resposta. Mas Johnny era obstinado demais pra se retrair quando queria alguma coisa.

–Quer que eu seja o primeiro? –Ele disse ainda acariciando meu rosto.

–Sim. Eu já era sua mesmo antes de você saber Johnny.

Nos beijamos e Johnny forrou um lençol para nós dois a beira da sacada. O céu estrelado e o Tâmisa, como testemunhas do nosso amor.

Ainda de pé me tomou em seus braços. Desfez os nós das alças de meu vestido, que caiu sobre meus pés me deixando só de calcinha e sutiã. Eu tirei sua camisa, e aquele corpo, aquela pele morena herdada do avô espanhol do pai de Johnny, aquela boca que me beijava e sujava meus lábios. Aqueles ombros largos de tanto nadar, aquelas mãos urgentes que quando me tocaram, acenderam cada parte do meu corpo.

Foi nesse momento que entendi porque antes eu não suportava o toque dele, eu não me contentava com ele apenas pegando minha mão. Simplesmente queria aquele toque em cada parte do meu corpo, me possuindo pra si.

Eu precisava dele onde eu estivesse. Ele era meu anjo que me podia fazer voar, rompendo qualquer distância entre nós.

Deitou-me sobre aquele lençol. Tirou meu sutiã e me beijou os seios. Uma das mãos em meus cabelos e a outra tirando minha calcinha. Eu abri seu cinto, ele mesmo se encarregou da cueca. Passou a mão em minha testa até os cabelos espalhados no lençol.

Olhou-me sério. Me beijou a boca com doçura, uma das mão em meu seio e a outra em meu rosto. Eu abri minhas pernas, ele se encaixou entre o meio delas. Beijou meu pescoço e desceu até meu outro seio. Foi ai que aconteceu, entrou em mim, só um pouco para não me machucar. Mesmo assim eu gemi baixo, nunca havia sentido tal coisa.

–Calma amor, relaxe. –Sussurrou em meu ouvido.

Me beijou outra vez então foi mais fundo, eu sentia seu pênis dentro de mim.

–Ahhhhh. –Não pude me controlar.

Desci minha mão até sua cintura, umas nas costas dele arranhando, e a outra em sua bunda, aquela bunda. A mão que arranhava suas costas subiu para nuca dele arrepiando seus cabelos atrás. Eu o senti indo mais fundo, começava a ficar maravilhosamente bom.

–Ahh Johnny. –Eu disse entre o gemido. Ele passou a mão em meu rosto.

–Calma. –Ele me beijou e me mordeu o lábio inferior o puxando pra ele.

Senti outra vez ele mais fundo dentro de mim. Era muito bom. Não pude evitar de agarrar o lençol com uma das mãos. Johnny beijou meu pescoço então ele me fez mais feliz do que eu achei que podia.

–Eu te amo Lexi. –Ele sussurrou.

Eu olhei para as estrelas que brilhavam naquela noite, sorrindo de alegria. Senti outra vez seu pênis, mais urgente desta vez. Era mais gostoso ainda.

Senti outra vez seu coração em meu peito, batendo rápido. Eu sabia que o meu batia mais rápido ainda. Senti ele dentro de mim. Me agarrei aquele lençol. Minhas mãos entrelaçadas no seu pescoço. Nos beijando com ainda mais tesão, finalmente aconteceu. Johnny fechou os olhos, eu mordi meu lábio. A sensação mais prazerosa que havia sentido na vida. Ainda ofegantes do orgasmo nos beijamos. Ficamos ali abraçados, não sei se era medo de que fosse um sonho, ou se queríamos que nunca terminasse.

–Eu confio em você Johnny. –Disse sorrindo.

–Você e eu Lexi — Pra sempre. –Johnny beijou minha testa.

Deitou-se ao meu lado e me puxou pra junto dele, minha mão acariciando seu peito, olhando as estrelas eu adormeci.

Acordei com o nascer do sol, e ele ainda estava lá. Não tinha sido um sonho. Deitado, abraçado a mim, dormindo. Fique observando ele por alguns minutos, era tão sereno. Então ele acordou, abriu os olhos e me olhou, depois sorriu.

–Ei, estava me observando? –Beijou minha testa e me apertou ainda mais em seus braços.

–Você me pegou. –Eu disse sorrindo. Minha mão acariciando o peito dele. –Não quis acordá-lo.

–Não acordou. Então dormiu bem?

–A melhor noite da minha vida.

–A minha também. Podemos repetir essa noite mais vezes? Tipo, todo dia? –Ele disse olhando pro céu.

–Podemos repetir à noite e durante o dia, e no meio da tarde e... –Nós dois caímos na gargalhada.

–Então você gostou? –Ele disse ainda rindo.

–Sim. Mas acho que não fui bem não é? Eu nem sabia como

era.

–Você foi ótima. Mas eu não te machuquei? –Ele olhou pra mim.

–Não. Me fez muito feliz. Foi... –Eu nem sabia qual era a palavra.

–Perfeito. Essa é a palavra que procura. E das próximas vezes vai ser melhor, vai conseguir ter um orgasmo melhor ainda.

–Melhor?! Acho que já foi muito bom. Tudo que as pessoas dizem sobre o sexo é verdade, e mais um pouco.

–Isso é porque eu sou muito bom no que faço. –Ele disse se gabando.

–Para! –Eu disse rindo dele.

–Só disse a verdade. Que posso dizer?! Sou uma máquina do sexo. –Ele disse rindo muito, depois me apertou em seus baços e me beijou.

Fui pra cima dele, meus cabelos caindo sobre seu rosto, o beijei. Eu estava por cima e estava adorando. Johnny desceu suas mãos até minha bunda, que apertou me fazendo rir. Beijou meu pescoço desceu até meu seio, uma das mãos foi para o outro seio.

–Por isso disse que gostava dos seus seios. –Passou a língua no bico de meu seio me deixando arrepiada. E o polegar no outro bico, do outro seio.

–O que quer dizer? Haaaa. –Disse entre a onda de desejo que invadia meu corpo.

–Seus seios. Lembra que tinha te zuado na primeira vez que te vi, quando voltou?! Eu disse: “Que seios!”. –Me beijou o seio ainda mais.

–Ahhh, eu lembro. –Era maravilhosamente gostoso.

–Gosto deles, porque cabe perfeitamente, um na minha mão outro na minha boca. –Desgraçado! Ele estava se divertindo, me vendo gemer.

–Seu maldoso! -Eu disse tentando me levantar. Mas ele não deixou, me segurou pela cintura e me beijou. Caímos na gargalhada.

–Não vou deixar você ir a lugar nenhum delícia. –Passou a mão no meu rosto, então ainda rindo ele me disse. –Eu te amo Lexi.

–Eu ainda mais. –Eu acariciei o rosto dele.

–Não acho que seja possível que me ame mais. Te amo desde que eu tinha nove anos. –Isso me surpreendeu.

–Como assim? Você me detestava, vivia colando chiclete no meu cabelo, fazia das minhas férias um pesadelo. –Eu disse.

–Detestava o fato de você não sentir a mesma. Era uma mimada, eu era criança, tinha que te punir por algo. –Ele disse e me beijou outra vez. Estávamos sentados, encaixados nas pernas um do outro.

–Mas você teve muitas namoradas, como me amava tranzando com outras por ai? –Eu disse erguendo uma sobrancelha.

–Eu tinha que te esquecer, era uma mimadinha, e era uma paixonite de crianças. Podia nunca dar em nada. Agora é amor. Você está aqui, eu tive você, esses olhos verdes me olharam essa noite e eu vi você gemer de prazer. Você é minha Lexi. –Ele passou seu polegar em meus lábios e nossas mãos se entrelaçaram. Nos beijamos.

–Como fez isso? Você tem um dom Johnny. Cativa as pessoas, me conquistou. Quando pegou a minha mão na sua casa, me arrastando até a cozinha. Quando eu cheguei lembra?! Naquele momento eu sabia que você era especial. –Eu sorri.

–Sou melhor quando estou com você Lexi, não sou mais aquele Johnny. Eu fiz besteiras quando era adolescente e desde então eu to tentando me manter no controle. Mas quando estou com você eu não preciso forçar nada. Já te disse Lexi, somos eu e você Pra sempre.

Tomou-me em seus braços e me deu um beijo demorado meu coração de repente estava apertado, eu não queria me afastar dele nunca mais. Ele era meu anjo negro.

Ainda sem fôlego e comecei o assunto que decidiria nosso

futuro.

–Johnny, quero falar com você sobre a gente.

–Falar amor. –Ele disse passando a mão em meu cabelo.

–Em dez dias eu vou embora, e você vai para a base por seis meses, antes que possa sair. Como ficamos? –Eu disse apreensiva.

–Não quero me separar de você. Não quero ter que ir e nem ver você voltar pra casa. Mas é seu futuro minha menina, seu sonho. Você vai voltar pra casa e eu vou pra base, e em seus meses se você ainda me quiser, assim que eu puder viajar pego o primeiro vôo pra junto de você.

–Vou sentir tanto a sua falta. Já pensei até em morar com meus avós. Não te contei, mas meu pai me chamou pra uma conversa, disse que tem planos pro meu futuro, que eu vou ser seu braço direito na Força Aérea. E, é claro não concordei, disse que não planejo desistir da Caltech, mas que não planejo desistir de você.

–Acho que seu pai está certo, não vai desistir de nada por mim. É seu sonho, e sobre ser o braço direito do seu pai- Acho que você pode ser uma grande comandante, tem a fibra pra muito mais. Mas é você quem tem que decidir. Seu pai assim como o os nossos avôs, podem dar o suporte, mas a decisão é nossa. Vai ser difícil, vai ser doloroso, mas vamos passar esse tempo longe e vamos conseguir, porque a gente se ama. Você me disse que confia em mim, e eu vou corresponder a essa confiança. –Ele me abraçou.

–Então quando eu voltar pra casa será seis meses sem nos ver. E mesmo assim, até eu terminar a Caltech, serão mais quatro anos até eu poder ficar mais tempo com você. Relações impossíveis- Esse é o meu dom! –Eu disse dando um sorriso torto.

–O impossível só é chamado assim até alguém conseguir vencê-lo, ai é chamado de possível. Confia em mim Lexi. Vai ser possível. –Ele passou o dedo indicador em meu queixo e piscou pra mim, depois me deu aquele sorriso safado.

Johnny me levou pra casa. Por sorte ainda ninguém tinha acordado. Eu tinha me esquecido que eu não disse que ia passar a noite fora, sabia que ia levar uma baita bronca se tivessem notado que não dormir em casa.

Tomei um banho e me enfiei em baixo das cobertas, antes que mamãe aparecesse.