Caminhando entre os mortos

48 Capítulo bônus - Parte 3


Notas iniciais
Olá pessoas, desculpe se sumi, foi aquela velha enxaqueca de sempre, desculpe não responder os cmentários, juro que vou fazer isso agora mesmo. Esse capítulo é especial para a Thai Mendes que me fez uma linda recoemndação e me deixou emocionada, nem esperava, obrigada Thai, de verdade vocês não tem ideia de como fico emocionada com recomendações. Beijos

Pov – Alice

Acabo de beijar Daryl, não que achasse que algo assim era impossível de acontecer, eu queria desde que o vi pela primeira vez, mas não esperava que fosse assim, doce, envolvente e avassalador, me deixou completamente entregue.

Caminhamos mais um tempo, agora em silencio completo, juro a mim mesma que se ele encontrar outro bicho fico calada, não imaginei que caçar fosse tão chato.

Quando me dou conta estamos de volta ao acampamento, olho para ele que sorri meio de lado, ele coloca a besta no chão e me entrega uma garrafa de água, abre a outra e dá um gole.

−Seu beijo é bem bom! Eu digo e ele engasga, tosse e não consigo evitar o riso – Que foi?

−Nada! Responde apressado.

−Não vai dizer? Eu pergunto.

−O que? Ele se sentando ao meu lado.

−Disse que seu beijo é bem bom, repare que não disse bom, eu disse bem bom, mereço um elogio de volta, não acha meu beijo bem bom?

−Cala boca Alice!

−É tímido? Ele revira os olhos – Em, não vai elogiar meu beijo? Que cara chato! Dou um leve empurrão nele que sorri.

−Às vezes acho que falta oxigênio no seu cérebro!

−Puxa, me magoou, te dei meu melhor e nem me elogia.

−Para de fazer drama! Ele diz sério, depois me olha – É ótimo!

Abro meu melhor sorriso, ele aperta meu nariz, já percebi que é seu jeito de fazer carinho.

−Uhm! Sorrio – Acha meu beijo ótimo, vai querer me beijar de novo?

Ele me puxa para seus braços, me beija de novo e é muito melhor, fico sem folego, o coração aos saltos, nos afastamos.

−Vamos comer alguma coisa, ainda temos a tarde toda para caçar, só queria que descansasse um pouco.

−A tarde toda? Eu reclamo, ele me beija de novo – Acho beijar bem melhor que caçar!

−Parece que eu também acho! Ele diz antes de tomar meus lábios mais uma vez, sua mão desce pela minha perna, meu short curto até está sendo muito útil, me deixa arrepiada, estou em seus braços, o dia está quente e eu poderia ficar ali para sempre, mas nos afastamos um pouco, continuo em seus braços.

−Diga, obrigada Alice por colocar esse short curtinho e me permitir tocar sua pele de seda!

−Cala a boca Alice, você só fala bobagem! Daryl brinca comigo, já vi que ele é meio tímido, que não gosta muito de demonstrar o que sente.

−Quando me beija eu fico calada, devia experimentar esse método!

−É um bom método! Ele diz voltando a me beijar, depois me afasta e abre as latas de comida, me oferece e aceito com uma careta, ele ri com gosto.

−Você se convidou! Brinca, olho para a barraca.

−Vamos dormir aqui? Pergunto a ele que afirma com um movimento de cabeça – Já engoliu? Eu pergunto e ele me olha claramente sem entender minha pergunta – Tenho que dizer uma coisa e não quero que engasgue de novo.

−Devo confessar que sinto um certo medo! Ele diz.

−Eu sou virgem! Digo de uma vez, não é algo fácil de confessar – Eu sou meio atrapalhada sabe e então nunca... Eu, se vai rir de mim, ri de uma vez!

−Rir? Ele parece na verdade apavorado, mal pisca – Eu... eu, não sei o que dizer, mas não se preocupe nós não... na verdade você e eu, não precisamos...

−Eu quero! Aviso, realmente quero, nunca senti isso antes, quero ser dele se tivesse coragem contaria que estou meio que sentindo aquela coisa mais permanente, acho que preciso de conselhos femininos – Preciso de uma garota! Digo e ele engole em seco.

−Acho que perdi uma parte da conversa, é virgem porque gosta de garotas?

−Você realmente é muito lento! Resmungo o assunto já é difícil e ele ainda não me entende!

−Acaba de me dizer que é virgem e precisa de uma garota! Ele quase grita, gesticula um tanto tenso, não resisto a uma risada.

−Para conversar sobre isso idiota! Eu respondo – Não sei se parece meio coisa de vadia dizer que eu quero, quer dizer não agora, aqui, mas com você... Para de me olhar assim! Estou bem confusa e ele não ajuda nada.

−Depois do que disse, eu não sei como... Vamos caçar?

−Agora! Fico de pé feliz por podermos mudar o rumo da conversa, saímos de novo pela floresta, no fim da tarde ele encontra de novo o cervo que estava caçando, arma a besta e fecho meus olhos, quando abro um tempo depois ele está caminhando em direção ao animal já morto, acho que não venho mais caçar.

Voltamos para o acampamento, falamos sobre coisas tolas, evitando o assunto constrangedor, comemos mais comida enlatada dessa vez diante da fogueira.

−Adoro o quanto isso é divertido! Eu digo olhando para fogueira, ele meche na mochila e tira uma lanterna, tomo de sua mão – Uma lanterna! Acendo e apago, depois acendo de novo iluminando a mata à minha frente – Sabe que detesto escuro, uma vez faltou luz e fiquei com muito medo, passai metade da noite sentada na porta lá em baixo!

Ele toca meu rosto carinhoso, adoro o toque, meu coração salta, que coisa maluca, engulo em seco um tanto confusa com o toque.

−Ficou com pena de mim?

−Não! Ele diz – Devia?

−Sim, acabo de contar uma história triste, de solidão e abandono, não toquei seu coração? Ele ri e me puxa para seus braços, me beija de novo, me entrego completamente, se alguém tiver que resistir vai ser ele, porque eu meio que me entreguei já.

−Vou te dar a lanterna, assim ela ilumina suas noites escuras! Fico meio tonta com o comentário, acho bonito e romântico.

−Agora é oficial, você está me paquerando!

−Você não tem limites!

−Não quero ter limites, quero ser feliz!

−Já vi isso.

Ele me abraça mais uma vez, me beija de novo, fico mais uma vez entregue, será que nunca vou me acostumar?

−Melhor dormirmos, não se preocupe não vai acontecer nada.

Não sei gosto muito disso, penso comigo, me deito a seu lado na pequena barraca, Daryl está completamente comportado, eu me aconchego em seus braços.

−Que vamos fazer amanhã? Pergunto com a cabeça em seu peito, sua mão descansa em volta da minha cintura, eu ainda seguro a lanterna, acendo em seu rosto, ele fecha os olhos e a empurra para longe.

−Para de ser chata! Ele reclama – Não consegue ficar quieta, parece criança!

−Eu não sou chata e consigo ficar quieta, sou uma estátua se eu quiser!

−É insuportável, de tão chata, e nunca nem consigo te imaginar como uma estátua!

−Você fala demais, se não vai me beijar é melhor dormir!

−Já fui acusado de muitas coisas, mas nunca de falar demais! Ele ri de mim.

−Faz cafuné?

−Não Alice.

−Que custa?

−Nem em mil anos!

−Troglodita!

−Idiota!

Depois me beija, um longo beijo, me enrolo nele, mas só trocamos alguns beijos e depois acabo dormindo, a lanterna ainda na minha não acesa por garantia.

Voltamos para casa ainda pela manhã, ficamos conversando o caminho todo, nos provocando rindo um do outro, às vezes brigando, Daryl me deixa em casa e segue para levar o cervo as tais pessoas que ajuda, diz que o lugar não é apropriado para mim.

Fico em minha casa, depois de tomar banho, comer um sanduiche, sigo para o apartamento dele, a porta está aberta, entro e nada de Daryl, me deito em seu sofá, e quase meia hora depois ele chega.

−Que demora! Eu digo assim que ele entra.

−Marcamos um encontro? Ele diz colocando a besta num canto e caminhando até mim.

−Não seu troglodita, você é bem idiota!

−Com fome? Ele me pergunta mudando de assunto.

−Comi um sanduiche!

Ele segue para cozinha, escuto mexer nas panelas, e depois volta com um prato se senta, não resisto a uma olhada, ele comia um belo omelete.

−Que lindo! Digo e ele me entrega um garfo.

−Sabia que iria querer! Comemos juntos, ficamos brincando até anoitecer, espero que tome banho e então sei que tenho que ir embora, suspiro e me levanto.

−Até amanhã! Caminho para porta, Daryl me segue e então me beija, acho que se pudesse nunca mais sairia dali.

−Dorme bem!

−Você me paquera muito, está louco por mim! Digo antes de correr para casa sem esperar pela resposta.

De manhã vou pegar meu sapato, aproveito para beijar Daryl, ele fica me olhando descer as escadas, passo o dia pensando em Daryl, isso está um inferno, volto para casa e decido seguir os conselhos de Emma, ficamos meia hora conversando, contei a ela toma minha história com Daryl e tive que ouvir um monte de lições e conselhos, que não podia ser fácil, que ele tinha que sentir minha falta, não sou boa nessa coisa de me fazer de difícil, mas fiz uma promessa e mesmo ouvindo Daryl chegar eu fico no meu canto, pego a lanterna que ele me deu, a noite vai passando e nada de Daryl vir atrás de mim, me levanto da cama vou para casa dele e tento a porta, está apenas encostada, se ele não quisesse que eu entrasse estaria fechada.

Daryl está no quarto, vou até lá, está escuro uso minha lanterna e ele resmunga quando sente a luz no rosto.

−Está maluca? Se senta assustada – O que aconteceu?

−Estava me fazendo de difícil, mas você é ainda mais difícil, parece uma donzela recatada!

−Achei que queria dormir sua ridícula!

−Mentira! Eu digo, empurrando Daryl – Me dá um espaço! Ele se afasta e me deito – Minha irmã me mandou me fazer de difícil, para você sentir saudade!

Ele me puxa para mais perto dele, dou um beijo leve nele.

−Então estava se fazendo de difícil, não sei se gosto disso!

−Sentiu saudade?

−Alice, porque não fica calada um pouco?

−Sentiu ou não, como vou saber se funcionou?

Daryl me envolve em seus braços, me beija longamente, mergulho minhas mãos em seus cabelos, definitivamente eu não sou nem um pouco difícil, nos afastamos.

−Acho que isso responde sua pergunta!

−Ainda acha meu beijo ótimo?

−Porque fica sempre caçando elogios?

−Você nunca me elogia! Reclamo – Eu fico magoada sabia? Finjo um ar triste, ganho um beijo.

−Vamos dormir! Ele que convidou, minha irmã não pode me acusar de nada.

−Faz cafuné? Peço a ele que nega com a cabeça –Que custa um cafuné, me diz, é muito egoísta!

−É chato Alice, me deixa dormir! É um velho chato mesmo, penso antes de pegar no sono.

Adoro acordar em seus braços, é ainda melhor que na primeira noite, talvez pela cama confortável, ou pela intimidade que ganhamos.

Estou muito atrasada, saio da cama feito um furacão, Daryl fica resmungando qualquer coisa, não escuto, ele bem podia ter me acordado, abri os olhos e dei de cara com aqueles olhos azuis me olhando dormir.

Acabo tendo que trabalhar até mais tarde, depois vou ao mercado ante que feche, chego em casa bem mais tarde que de costume, tomo banho e como um prato de legumes pré cozidos, então quando estava guardando a louça vejo Daryl parado no meio da minha cozinha, tenho um sobressalto.

−Está se fazendo de difícil? Me pergunta encostado a soleira da porta, está com um ar enfadonho.

−Depende está funcionando? Abro meu melhor sorriso, é melhor que esteja, porque é bem chato ficar longe dele.

−Se disser que sim para com isso?

−Acho que está louco por mim! Eu passo meus braços por seu ombro e o puxo para um beijo, ele me envolve, me beija e sinto algo novo, é quase como uma confirmação, eu amo Daryl e estou pronta para ser dele.

−Vem, vamos para casa.

Sinto meu coração dar um pulo, para casa, foi isso que ele disse?

Seguimos para casa dele, não andamos de mãos dadas nem nada, Daryl não é esse tipo, mas não me importo, posso ensinar a ele.

−Quer jogar pôquer amanhã? Pergunto quando nos sentamos na sala – Lá no bar do Chase? Ele me olha boquiaberto – Que foi, não gosta de jogar? Me encolho no sofá, encosto minha cabeça em seu ombro ele está de braços cruzados e cara amarrada – Já desmarquei esse jogo umas três vezes.

−Está me dizendo que vai se sentar naquele bar do fim da rua e jogar pôquer com aqueles bêbados?

−Sim, faço isso de vez em quando.

−De vez em quando? Ele diz bravo.

−Está certo, eu confesso, faço sempre!

−São um bando de bêbados! Ele está indignado.

−Esse é o truque, eles bebem, eu não, ganho fácil! Digo rindo, ele se afasta para poder me olhar.

−Se passar naquele bar e estiver lá dentro... – Daryl para de falar me olha com os olhos miúdos de raiva me faz rir, parece tolice, mas acho que está mesmo com ciúme.

−Daryl são apenas velhos beberrões, são inofensivos, o mais novo deve ter o que? Penso uns segundos – Cento e cinquenta anos!

−Não importa! Eu suspiro.

−Está bem Daryl ciumento e possessivo Dixon, eu não vou mais, vou dizer ao Chase que ando beijando um cara muito ciumento e que não posso mais fazer isso!

−Pode dizer o que quiser, apenas fique longe do bar!

−Minha lanterna ficou lá em casa, agora vou deixar sempre perto da minha cama.

−Está mudando de assunto!

−Esse assunto está chato, o que vai fazer no fim de semana, eu não vou caçar com você achei muito chato.

−Tenho que ir, e além disso gosto!

−Vou ficar aqui te esperando, vai ser bem chato sem mim, sabia, aposto que vai odiar.

−Já sei, porque seu beijo é ótimo e você é irresistível e todas essas coisas.

−Aprendeu direitinho, agora bem que podia me beijar, fica só brigando comigo!

−Você só faz merda!

−Mas beijo bem! Ele ri, me puxa para seus braços e me beija.

−Vamos dormir Alice, é tarde.

−Vou dormir aqui de novo?

−É o que quer? Ele me pergunta quando estamos de pé – Mas não vou fazer cafuné!

−Porque é um troglodita! Passo por ele indo na frente para cama, ouço ele resmungar, me deito e logo ele está ao meu lado.

−Parou com essa brincadeira de difícil?

−Você me sufoca sabia? Ele me olha assustado – Estou brincando.

−Garota infernal! Daryl me beija, correspondo me colando a ele, a respiração logo acelera, me sinto queimar – É difícil me conter Alice, melhor se afastar um pouco.

Tomo coragem, se tem uma coisa que nunca me faltou foi coragem, me aproximo mais dele, olho firme em seus olhos, quero que veja como me sinto.

−Eu não quero que resista! Aviso, ele engole em seco, me olha com os olhos brilhantes, toca meu rosto com as pontas dos dedos.

−Alice, precisa ter certeza, não quer uma garota? Ele brinca.

−Quero você! Digo cheia de coragem – Não preciso de conselhos agora.

Ele não sabe, mas eu o amo, nunca vou dizer é claro, Daryl vai ficar se achando o cara, mas posso sentir e aproveitar cada segundo que tiver a chance de estar com ele, é assim que vivo, é assim que gosto de viver.

−Também quero você! Ele toma meus lábios num beijo intenso e totalmente diferente de todos que já trocamos, nunca nem imaginei que algo assim pudesse acontecer, meu coração parece que vai sair pela boca, sinto cada parte do meu corpo corresponder a ele, me entrego as sensações que o toque dele me provoca.

Entre beijos apaixonados e mãos ávidas vamos nos despindo, a cada toque de Daryl minha pele corresponde queimando, ele tem os olhos grudados nos meus, me beija, me toca, seus lábios passeiam por minha pele, deixam um rastro de prazer que me fazem contorcer, nunca pensei que essas sensações pudessem ser tão avassaladoras, ele tem a respiração tão acelerada quanto a minha.

−Daryl! Digo seu nome e não reconheço minha voz, está rouca pelo desejo, gosto de dizer seu nome, é como um apelo – Quero você! Eu conto, ele me beija longamente, suas mãos ainda passeando por meu corpo, as minhas perdidas na pele quente do homem que acabo de descobrir que amo.

Seus lábios se afastam dos meus, deslizam por minha pele, me decoram, enlouquecem.

−Também quero você Alice, sempre quis! Ele sussurra, meu nome soa diferente, como se só agora tivesse um significado – Não tenha medo! Ele me pede antes de me dar um longo beijo.

Me invade o corpo lentamente, devia doer, mas estou tão envolvida é tão emocionante que só sinto prazer e uma vontade louca que nunca mais acabe.

−Alice eu... – Ele se cala, não sei o que pretendia dizer, não importa, sou dele e de mais ninguém – Está bem? Me pergunta, afirmo com a cabeça, minha voz perdida em algum lugar, começamos a nos mover, deixo meus instintos me guiarem, é tão intenso e crescente, e então me sinto deixando meu corpo, uma sensação de plenitude me invade, é perfeito.

Ficamos imóveis, apenas nos olhando, ele toca meu rosto com cuidado, nunca foi tão carinhoso, me emociona.

−Nariz mandão! Ele diz me fazendo sorrir – Toda linda! Fico emocionada, com vontade de chorar.

−Onde foi parar o troglodita?

−Por ai, brigando com a idiota.

−Se merecem! Eu brinco antes de ser beijada de novo.

Nem sei como recomeça, só sei que quando me dou conta estou entregue a ele por completo, dessa vez quero retribuir ao carinho que recebi e temos a noite mais intensa e inesquecível da minha vida.

−Vai ficar louco pelo meu corpo como é pelos meus beijos? Pergunto quando amanhecia, estava em seus braços, os olhos fechados repassando os momentos perfeitos que tivemos.

−Cala boca idiota! Ele diz e lá está o troglodita de volta, fico feliz, eu o amo.

Duas semanas se passam, duas perfeitas semanas em que passamos quase todo tempo livre na cama, Daryl desiste de caçar, na verdade dei uma ajudinha na decisão esperando ele nua em sua cama, me chamou de trapaceira, mas não foi e ficamos o tempo todo juntos, mas dessa vez ele vai, diz que não tem escolha e apenas aceito, me despeço dele na porta, me sinto meio ridícula, feito uma esposa apaixonada, ele deve sentir o mesmo porque sai um tanto tímido e sem olhar para traz a besta nas costa e aquele andar de dono do mundo, como posso ser forte? Emma vai ter que entender.

O dia é longo e cansativo, depois de caçar o que fazer e nada encontrar vou dormir na cama dele, Daryl só volta amanhã e não quero passar a noite no meu apartamento, aqui parece que estou mais perto dele.

Pego no sono sentindo o cheiro dele, é tão bom, devia dizer o que sinto, mas não posso, ele é diferente, não acho que vá gostar de ouvir, pode ficar com medo, achar que estou exigindo demais dele e me deixar, fugir assustado.

−Alice! Sinto seu toque leve, abro os olhos – Que faz aqui? Pisco confusa, ainda é noite, madrugada constato olhando para o relógio ao lado da cama, me sento irritada, o traidor me enganou, é isso.

−O que você faz aqui? Pergunto ficando de pé, passo a mão pelo cabelo e o encaro séria – Não era para estar na floresta caçando?

Ele não responde fica com aquela cara de não estou entendendo que eu odeio.

−Perdeu a língua? Grito, ele pisca sem acreditar – Queria me enganar não é, achou uma garota, decidiu dar uma voltinha e inventou que iria caçar, só queria me fazer de boba! Estou furiosa, andando de um lado para outro enquanto ele apenas me olha confuso – Achou que chegaria de madrugada eu nem saberia não é?

−Alice...

−Não quero ouvir suas desculpas! Grito mais uma vez me afastando dele, sigo para a sala e ele faz o mesmo – acha que porque amo você vou deixar que me faça de boba? Merda de boca grande, eu penso quando me dou conta do que disse – Odeio você sabia, odeio que eu te amo e... e...

Sem saber mais o que fazer sigo para porta.

−Eu também amo você sua idiota! Ele diz quando estou abrindo a porta, paro um segundo, ele me ama, foi o que disse.

−Vá para o inferno! Grito deixando sua casa.

Notas finais
O próximo é o último depois entro com a quarta temporada que aliás está me deixando apavorada, medo de algo acontecer ao Daryl! espero que gostem. beijos