Caminhando entre os mortos

21 Capítulo 21 - Perigo e separação


Notas iniciais
Olá pessoas queridas estou mega feliz hoje, recebi mais duas recomendações, vocês não param de ser especiais, acho que o único objetivo é me fazer chorar. Quero muito agradecer a Vivi Pimenta pela recomendação e o carinho, acho que você é uma das que posso chamar de amiga! Obrigada mesmo fiquei muito feliz. Também quero agradecer a Driih Santos8 pela recomendação linda, fantástica que me deixou completamente emocionada e me achando!rsrsrs. Obrigada!!!!

Pov – Daryl

Ficamos os dois quietos, assistindo o céu clarear, os momentos perfeitos se repetindo na minha cabeça, quase disse a ela, eu queria ter dito, mas não consegui e de todo modo foi perfeito, Alice é perfeita, e agora é minha.

Eu olho para ela e então ela está dormindo, calada assim só podia mesmo estar dormindo, me arranca um sorriso, meu coração falha um pouco, nunca estive tão inteiro com alguém, nunca nenhuma mulher esteve tão inteira para mim, toco seu rosto com cuidado, se ela acorda e me vê assim rendido e carinhoso estou perdido nunca mais vai me dar paz.

Ela ressona, se enrola em mim, fico imóvel, mas então ela está mesmo dormindo e eu continuo a olhar para ela, afasto seus cabelos do rosto, ela tem a pele de seda como gosta de dizer, tudo nela é delicado e belo, ao menos quando dorme, acordada é uma hecatombe, é vida em estado bruto, mas também amo isso.

−Toda linda! Digo baixo, beijo seus lábios e volto a ficar quieto acabo adormecendo, o melhor sono da minha vida penso quando sinto Alice se mexendo em volta de mim e abro meus olhos, ela está vestida, e calçava as botas, quando nota que acordei sorri, como pode ser assim tão honesta.

−OI! Ela volta para meus braços, se deita de novo se enrola em mim.

−Está bem? Eu pergunto preocupado, nunca estive com uma garota virgem antes –Arrependida?

−Está brincando? Ela me olha, os olhos brilham, ainda mais claros – Estou aqui é me perguntando como perdemos tanto tempo, você que já sabia como as coisas eram podia ter ido com mais sede ao pote! Ela é maluca – Faz as contas, noites inteiras gastas dormindo, que tolice!

−Se tivesse ido com mais sede ao pote teria fugido!

−Certo, pode ser, mas agora que estamos aqui, não vamos mais perder tempo!

−Mas parece que tem outro compromisso, está toda vestida.

−É uma merda, mas tenho que ajudar o Rick na horta se lembra, hoje é meu último dia!

−Manda tudo para o inferno e fica aqui!

−Eu bem quero fazer isso, mas não é certo deixar o Rick assim, depois vamos sair e na volta ai vamos ter que ficar na minha cela.

−Porque?

−Lá tem cortina! Ela sorri e me beija de leve – Tenho que ir, logo o Rick chega para o trabalho, não sei porque essas plantas acordam tão cedo.

−Só fala bobagem! Eu a seguro junto a mim.

−Está louco por mim, nem consegue se afastar! Ela brinca – Me acha toda linda!

−E maluca também!

−Diz de novo, toda linda! Ela pede faço que não, ela morde o lábio, faz bico – Você é muito mal, te entreguei minha inocência e nem pode me dizer que me acha toda linda!

−Como é cara de pau! Eu beijo Alice – Sabe o que acho de você e já disse uma vez, agora chega.

−Está bem, nem ligo, se não quer dizer não diz, vou trabalhar te vejo lá em baixo, leva minha lanterna.

−Não sou...

−Por favor! Ela diz já de pé, está ainda sorrindo, me manda um beijo – Adoro descer pelo alçapão, é tão legal.

−Cuidado!

Me arrumo e depois me levanto, coloco a besta nas costas, e fico olhando a prisão, os muros e grades, mentalmente desejo que fiquem firmes, que protejam Alice.

Então fico atento a ela, ajudar Rick é modo de dizer, no chiqueiro ela brinca com os porcos enquanto ele trabalha, ri e o faz rir, depois acena para os porcos quando se afasta deles, vai chorar feito um bebê quando o primeiro for morto.

Se diverte com as minhocas e com a terra como nem mesmo a Bravinha se divertiria e é exatamente isso que me faz sentir o que sinto por ela.

Alice pode ser como uma menininha e simplesmente brincar, pode uns minutos depois pegar um machado e estourar a cabeça de um zumbi e é capaz de se entregar e ser mulher como foi essa noite, está tudo lá, todas essas Alices convivem juntas e me fazem feliz, mesmo quando me deixam furioso, por que como ela diz nessas horas ao menos sinto meu sangue pulsar.

Caminho para baixo, não posso ficar aqui feito um idiota assistindo Alice viver, sigo para dentro e me sento com Glenn, Sasha e o mapa, traçamos nossa rota, Alice e Maggie entram juntas.

−Alice a Judy precisa trocar a fralda! Beth diz rindo.

−Estou indo sua chata! Então Zack aparece e para ao lado das duas, fico atento a eles.

−E minha cela, quando vão se mexer! Ele diz rindo.

−Sabe aquele cara com a besta? Ela me aponta – Então ele é Daryl Dixon, é completamente louco por mim e me proibiu de cumprir essa parte do acordo porque é um poço de ciúme e morre de medo de me perder! Eu a fuzilo com o olhar – Mas Beth vai cumprir a parte dela, não é Beth?

−Vou! Beth diz sem encarar nenhum dos dois.

−Ou pode convidar ela para quem sabe procurar baterias! Maggie diz e eu e Alice nos olhamos imediatamente – Parece que essa é a nova onda, sabe como é o mundo acabou, melhor ter sempre uma bateria por perto não é Alice?

−É! Ela responde sorrindo – Vou trocar a Judith!

Some e fico pensando que a hora que pegar ela de jeito está bem encrencada comigo, mas Zack me olha tão assustado que nem acho que foi assim uma ideia tão ruim.

Encontro Alice na cela dela um tempo depois, meu coração está apertado, não quero que ela vá, simplesmente não quero.

−Estou pronta! Ela tem seu machado preso no sinto, os cabelos que tanto gosto soltos estão presos num rabo de cavalo que desce longo até as costas, usa suas botas, carrega uma pistola e uma faca, nas costas uma mochila.

Não quero que passe por isso, pelo medo de não voltar para segurança da prisão, quero que fique em segurança.

−Fica! Eu peço.

−Não posso, eu não sei me esconder, simplesmente não sei viver assim, morreria aos poucos escondida aqui enquanto lutam pela nossa sobrevivência.

−Eu não quero que vá hoje!

−É porque tivemos uma noite perfeita! Ela me diz séria, mas depois seus olhos sorriem – E quer me manter viva para se aproveitar de mim quando voltar! Diz rindo.

−Garota infernal! Resmungo, nada é sério para ela, vai acabar com a minha vida, me deixar maluca e me encher de cabelos brancos antes do mês acabar.

−E você se acha um príncipe! Reclama ajeitando a alça da mochila nas costas, olha em volta, acho que quer ter certeza de que não esqueceu nada.

−Cala a boca e vamos de uma vez!

−Cadê minha lanterna? Um dia ainda descubro por que essa lanterna é tão importante para ela, mas no momento só quero mesmo tomar todas as precauções para que volte em segurança, sempre tenho medo, ao menos por ela, mas hoje isso está me matando.

−Para que quer uma lanterna, deixa ela aqui, vai ficar preocupada em salvar a vida da lanterna e se meter em confusão eu te arrumo outra para levar.

−Só quer mandar em mim! Ela reclama mais uma vez, sempre acha do que reclamar – Então arruma outra, vai que entramos num lugar escuro, detesto escuridão, sabe disso!

−Lá em baixo, vamos!

−Quer me agarrar na sala de armas? Ela ri quando passa por mim – Já viu que fomos descobertos!

Eu a puxo para mim, beijo Alice longamente, vai demorar para tê-la de novo em meus braços e quero levar um pouco dessa sensação quando estivermos na rua, além disso sinto falta de ter ela assim entregue, depois me afasto.

−Posso te agarrar aqui, não precisa ser lá na sala de armas! Ela me olha feliz – Sala de armas, missão, vive num filme de ação!

−Cuidado posso ser um agente infiltrado, quem sabe querendo informações secretas!

−Quem te mandou aqui, os zumbis? Pergunto quando caminhávamos para fora, ela tem cada ideia, acho que passava seus dias assistindo a filmes de ação e desenhos animados.

−Nem sabe brincar, foram os russos, é sempre os russos!

Descemos de uma vez, pego uma lanterna para ela a sala está cheia de gente e ela fica com aquela cara de quem sabe um segredo, morde o lábio, os olhos sorriem.

−Você é tão idiota!

Finalmente estamos prontos para ir, Paul, Sasha, Michonne, nós dois e Rick, achei que ele não queria mais fazer isso.

−Vai junto? Eu pergunto, gosto da ideia.

−Maggie está se sentindo mal, vou no lugar dela.

−O que ela tem? Alice pergunta preocupada.

−Coisa de garota, foi o que me disse! Rick dá de ombros.

Saímos mais uma vez em dois carros, Alice segue do meu lado, sorri para mim no caminho vez por outra, fico me lembrando de sua pele, do seu gosto, de tudo que vivemos, algo me diz que ela também, mas não estamos sozinhos e então ficamos calados.

Chegamos na cidade que planejamos ir, uma cidade pequena como todas as outras, uma hora de carro, o cenário de destruição e abandono é tão comum que já nos acostumamos, paramos os dois carros e descemos, nos reunimos no meio da rua, olhando em volta, tudo parece razoável, um zumbi caminha, nos vê e vem em nossa direção, Ergo a besta, mas Michonne segue até ele e enfia sua espada, isso é sempre impressionante.

−Vamos ficar juntos, primeiro a farmácia, depois o mercado, então vamos dar uma olhada por ai, quero ver se encontro uma loja de caça estou querendo flechas.

Todos concordam e começamos a caminhar, a farmácia está com a porta arrombada, as prateleiras caídas, mas mesmo assim pegamos tudo que encontramos, tem um corpo preso debaixo de uma prateleira, o rosto devorado, é apenas uma carcaça que ainda assim abre e fecha as mandíbulas, mais uma vez Michonne resolve o problema.

−Maggie me contou! Ouço Alice dizer a Glenn e me viro para vê-lo completamente corado, aquela história é conhecida na prisão, balanço a cabeça, só Alice para fazer algo assim.

Saímos para a rua, tudo calmo, dessa vez dois zumbis se aproximam, eu e Rick seguimos até eles e acabamos com os dois, o mercado está praticamente vazio, é ainda pior que a farmácia, quase nada de útil, depois continuamos nossa busca, vejo a loja de material esportivo, entramos e encontro o que quero, não é uma infinidade delas, mas é um número razoável, pegamos alguns ganchos e fios, o tempo todo me preocupo com Alice, mas na rua ela é atenta e focada.

Deixamos o lugar, na esquina tem uma loja de armas, Rick entra com Michonne, saem com duas caixas de munição suspiro, ainda não valeu a pena gastar combustível, Glenn e Paul estão nesse momento olhando os carros pegando combustível dos que encontram, dou cobertura.

Entramos em mais um ou dois lugares, tudo ia bem, bem demais para ser verdade, estávamos voltando para os carros, e decididos a seguir de volta para casa.

Eu olho para Alice, ela me sorri e depois se vira para frente, atravessamos a rua, então zumbis surgem pela rua lateral, muitos pelo menos uns cinquenta, o que era aquilo, de onde vinham?

Apressamos o passo, meio quarteirão até o carro, Olho para Alice pedindo cuidado, ela pega seu machado, é uma boa arma tento me convencer, não muito pesado e bem afiado.

Olho em direção ao carro mais zumbis vinham, vamos ficar cercados, o jeito é correr e tentar chegar aos carros em segurança, é o que fazemos, mas eles se aproximam de todos os lados, o gemido é irritante, o cheiro que já devíamos ter nos acostumado também.

Nada de flechas eu penso com a faca na mão, um se aproxima muito e Alice o derruba, depois outro e mais um estamos derrubando tudo, então vejo Paul sacar a arma assustado.

−Ainda não Paul! Rick grita, sabe lá quantos ainda podem surgir das ruas a nossa volta.

Eu e Alice vamos nos separando zumbis entre nós, Michonne também vai se afastando do grupo, são muitos, mas o carro está perto, vamos conseguir tento me aproximar de Alice, acerto uma mulher e ela cai sobre outro zumbi.

−Vamos morrer aqui! Paul grita seu tom é de pavor.

−Merda Paul fica calmo! Glenn grita, acerto mais um e então Paul dá o primeiro tiro, depois outro erra e um zumbi morde seu braço, no susto a arma dispara, sinto um baque no corpo, ouço Alice gritar.

Rick está então do meu lado, algo arde em mim e só depois de derrubar mais um zumbi percebo que fui atingido.

−Merda! Reclamo, minha camisa começa a ficar molhada de sangue, mas agora minha preocupação é Alice, ela acerta mais um zumbi, mas fica ainda mais distante – Alice! Eu grito por ela, tento dar um passo, minha vista falha, minhas pernas fraquejam Rick e Glenn estão ao meu lado, Sasha está no carro eu vejo meio confuso. A visão sumindo e voltando – Vão ajudar a Alice! Eu peço mas Glenn me segurava enquanto Rick acertava zumbis e me empurram para o carro.

−Entra Daryl! Glenn me pede o cara só pode estar maluco – Vamos temos que tirar você daqui!

−Me solta, Alice! Procuro por ela, só vejo zumbis e o rosto de Glenn que me empurra mais uma vez – Não vou sem ela, me solta! Luto com todas as minhas forças que nesse momento são escassas.

−Vamos Glenn! Sasha grita junto o que me resta de força para me afastar e nem chego a dar um passo tudo fica escuro, ouço gritos, gente falando, tudo confuso, os sons vão ficando distantes cada vez mais distantes, brigo para abrir os olhos, ficar de pé, grito por Alice, ela precisa chegar logo no carro, Rick e Glenn tem que ir atrás dela, então caio na mais completa escuridão.

É bom estar assim deitado e quieto, nada de gritaria, só calmaria, acho que estou na minha cela, tem alguma claridade, ainda é dia eu penso de olhos fechados, não sinto Alice comigo, será que já foi ajudar o Rick na horta, nem me acordou, não caiu da cama, não perdeu os sapatos, praguejou e xingou, deve ter algo errado.

Abro meus olhos lentamente, estou na cama, é minha cela, eu percebo, pisco e já pretendia me levantar quando sinto uma dor no abdômen.

−Mas que porra é essa? Me pergunto tocando a barriga, tem um curativo gigante do lado esquerdo, volto a me deitar a mente confusa um instante.

Então tudo começa a clarear, eu me lembro de tudo, da confusão, de ser atingido de Paul sendo devorado e de me perder de Alice.

Preciso encontrar Alice, saber se está bem, me sento a dor é insuportável, mas não me importo, visto uma camisa, tudo gira pelo esforço, onde está Alice, porque não está aqui me dizendo todas aquelas tolices?

−Daryl! Carol entra na cela com uma caneca na mão – Não pode se levantar ainda.

−Alice! Eu digo ficando de pé, sinto falta de ar de tanta dor – Onde ela está?

−Daryl deita de novo, toma esse comprimido o Hershel que mandou.

−É para dor? Ela faz que sim – Ótimo, me arruma mais meia dúzia! Eu continuo andando em direção a porta depois de engolir o remédio sem nem mesmo tomar um gole da água.

−Daryl tomou um tiro, perdeu sangue foi por pouco, Hershel falou que podia ter pego algum órgão, se alojado dentro de você, mas felizmente ela atravessou e...

−Carol cadê a Alice? Eu me irrito, ela tentava me ajudar, me segurava enquanto a afastava caminhando para a porta.

−Rick! Carol chama e só consegue me deixar mais assustado, o que quer me dizer que precisa da ajuda de Rick, não quero ouvir, vou encontrar Alice.

Já estou no corredor, quando Rick surge no andar de baixo.

−Daryl volte para cama! Ele diz e ignoro, ninguém me diz o que fazer, principalmente quando não sei onde ela está.

Começo a descer, agora Hershel e Glenn e Maggie estão a minha volta, vejo Carl de longe os olhos vermelhos, me sinto fraco, me apoio no corrimão.

−Onde ela está? Eu grito – Carl! Ele me olha de longe e some para sua cela, olho para Beth, e depois para Maggie e Glenn os dois ainda usavam os coletes estavam armados e vejo Sasha entrar, mas porque Maggie estava de colete?

−Vamos! Sasha diz e então para ao me ver.

−Daryl nos perdemos dela! Rick me conta – Estamos voltando para procurar por Alice, precisa ficar na cama.

−O que? Eu grito – Eu vou junto, porque voltaram sem ela?

−Você estava morrendo! Glenn responde — Ela acabou tendo que correr para longe, Michonne também se perdeu do grupo, uma foi para um lado, a outra para o outro, estávamos cercados, eu e Sasha trouxemos você.

−Eu fiquei Daryl, procurei as duas até anoitecer, então como não encontrei nada tive que voltar.

−Espere, até anoitecer? O que eles estão tentando me dizer.

−Daryl isso foi ontem! Rick me avisa, sinto minhas pernas fraquejarem.

−Estamos perdendo tempo! Ouço a voz de Michonne antes mesmo de vê-la entrando, Meu Deus ela conseguiu chegar, onde Alice está – Cheguei a duas horas no máximo, mas isso porque acabei na floresta, passei a noite numa fazenda e encontrei um cavalo, ele me trouxe! Nunca vi Michonne falar tanto, mas ela quer se explicar para mim, sinto que quer me dar esperança, como se precisasse de mais, o que eles pensam que aquela idiota me deixou que um zumbi ou... Não eu nem quero pensar nisso, essa hipótese não existe, Alice está viva, eu sei que sim.

−Vou procurar Alice! Sinto uma força me dominar, nada de dor ou qualquer coisa o sangue corre quente em minhas veias, vou encontrar aquela idiota e ela vai se arrepender de ser se afastado de mim.

−Nós vamos! Rick avisa — Estamos de saída, você fica! Eles estão todos prontos, armados e preparados, mas não vou ficar deitado quando Alice está por ai, sozinha pela primeira vez desde que o apocalipse começou, eu não sei fazer isso, como posso ter deixado isso acontecer?

−Não sabem rastrear, eu vou! Caminho em direção a saída, de moto talvez seja mais rápido e fácil, vou passando pelas pessoas que me olham preocupadas, minha família atrás de mim, falando todos ao mesmo tempo, não escuto nenhum deles, vou encontrar ela nem que seja a última coisa que eu faça, na verdade a penúltima, depois de achar Alice eu mesmo vou esganar aquela maluca.

Vou transformar a vida dela num inferno, ela nunca mais vai se atrever a se comportar feito uma idiota e ficar para trás, se afastar de mim, a lanterna, devia lear a lanterna comigo, não sei quando volto se volto, vou caçar Alice e até encontrar com ela nada vai me fazer parar.

Toco meu ferimento está meio úmido, levanto a camisa, tem sangue nas bandagens, algum ponto deve ter aberto, que se dane podem abrir todos, nada vai me fazer ficar aqui.

−Beth pega a lanterna da Alice para mim! Eu peço, ela me olha abre e fecha a boca, acho que fica na dúvida, depois me dá as costas e some para dentro, eu a espero voltar, ainda estão todos em volta de mim falando sem parar, nem me dou ao trabalho de ouvir.

Beth volta e me entrega a lanterna, agradeço com um aceno, Rick para na frente da moto e me olha.

−Daryl se não vai abrir mão de procurar Alice então venha no carro, assim protege um pouco esse ferimento, ela é importante para todos, vamos encontrar Alice, mas precisa ficar inteiro para ajudar.

Passo a mão pelo cabelo, nunca senti tanta angustia em toda minha vida, não posso perder Alice, acabamos de começar algo, eu a amo, nem sabia o que isso queria dizer até ela aparecer, nem disse a ela, como ela pode fazer isso, suspiro, ele tem razão, cair da moto, apagar no caminho não vai salvar Alice, concordo com um movimento de cabeça, a lanterna firme na minha mão.

Notas finais
Espero que tenham gostado, posto o próximo amanhã eu juro não fiquem agoniados!!!! Beijos