Caminhando entre os mortos

16 Capítulo 15 - Pode me beijar?


Notas iniciais
Olá pessoas, para começar um Feilz Ano novo!! Boa sorte a todos. Queria dedicar esse capítulo a Sarah, pela linda recomendação fiquei muito grata e contente! E também a Luna Miller, obrigada Luna, não só pela recomendação, mas pelo carinho de modo geral, nunca me esqueço que você foi a primeira pessoa que deixou um comentário na minha primeira fic, não tem ideia de como fiquei feliz naquele dia, tão feliz como agora. Obrigada! Espero que todos gostem!

Pov – Alice

−E você é uma princesa de tão delicada!

Seguimos para última cela do nosso bloco, Daryl abre a porta com suas chaves, não entendo porque deixam as coisas mais importantes trancadas.

−Não acha perigoso trancar as armas pesadas?

−Acho, elas deviam estar espalhadas para nos defendermos numa emergência!

Entramos na cela, ele ilumina tudo com sua lanterna, vasculha no ambiente em busca das baterias de que preciso.

−Então porquê? Eu pergunto curiosa ajudando ele na busca pelas baterias.

−Éramos apenas nossa família, tudo ia bem e então tivemos aquele ataque do tal governador e logo os membros de Woodbury chegaram, achamos melhor esperar um pouco, só até termos certeza de que eles são todos confiáveis.

−E eu? Pergunto interessada em sua resposta, não queria fazer parte da lista das pessoas que eles não confiam.

−Não estou achando! Ele diz remexendo mais nas coisas – Devia ter feito isso de dia, o que tem você?

−Onde me encaixo, nos que não confiam? Ele para o que está fazendo e me olha, dou um passo para pegar a lanterna de sua mão, a minha ficou na cela e simplesmente não gosto de não controlar a luz.

Daryl afasta a lanterna, tira do meu alcance e continua a me olhar.

−Nem vem, vai enfiar essa luz na minha cara! Ele diz e desisto de tomar dele – Onde se encaixa? Ele repete minha pergunta, faço que sim com a cabeça – Você parece que sempre esteve aqui!

−Queria sempre ter estado aqui! Eu digo a ele e depois suspiro, estou um tanto melancólica, foi um dia difícil, andar pela floresta me trouxe lembranças doloridas, depois teve aquela história do lenço que não sei porque me magoou e fico tentando não pensar no quanto me sinto sozinha, mas ás vezes é difícil, e quando eu os vejo sendo uma família dói ainda mais.

Eu pisco quando percebo que estou parada com os olhos perdidos, tento sorrir, ele dá um passo em minha direção, não gosto disso, de ficar vulnerável de às vezes querer desesperadamente estar nos braços dele como se eles fossem capazes de me curar.

−Não precisa sorrir sempre! Ele me diz e sinto um nó na garganta, não posso chorar, são tantas as dores, se começar nunca mais paro, eu respiro fundo, ele não devia fazer isso, ser sensível, Emma dizia que o cara certo seria, e ele vive se encaixando nas descrições dela e me dá muito medo.

−Pode me beijar? Eu peço e ele me olha num meio sorriso – É que quando me beija eu fico meio tonta, a respiração acelera, bom eu... Eu me esqueço de tudo e a vontade de chorar passa!

Daryl acaba com a distância entre nós, me envolve em seus braços e nessa hora ele bem sabe abraçar, então me beija e é como eu digo, simplesmente paro de pensar, sou só meu corpo respondendo ao dele, é um beijo longo, cheio de desejo e mais aqueles sentimentos que não sei explicar, me entrego sempre, demoramos a nos afastar e então eu estou um pouco ofegante.

−Passou? Ele me pergunta, estou tão confusa que nem sei do que afinal ele está falando.

−Ahn?

−A vontade de chorar passou?

−Nem me lembro que queria chorar! Ele ri – Quando a gente brigar vai me jogar na cara que pedi um beijo?

−Pode apostar! Ele diz e eu sabia que ele faria isso, é mesmo um troglodita sem a menor compaixão.

−Nesse caso melhor valer a pena, pode me beijar de novo?

−Você é inacreditável! Ele me beija de novo, dessa vez as coisas esquentam ainda mais, sinto as mãos dele que descansavam em minhas costas se moverem passeando por meu corpo, me aproximo mais dele, deixo meu corpo comandar as coisas e só o que quero é sentir sua pele, seu gosto – Vamos! Ele diz me afastando.

−Para onde?

−Sair daqui apenas, isso está ficando quente e qualquer um pode entrar, seria constrangedor.

−Quando me beija fica louco por mim? Eu pergunto, primeiro porque quero mesmo saber, segundo por que ele nunca vai dizer e adoro ver as caras que ele faz quando simplesmente digo algo assim.

−Vamos embora Alice! Ele me puxa pela mão, e deixamos a cela, ele não solta minha mão continua me puxando.

−Não quero te assustar nem nada, mas estamos de mãos dadas! Eu digo quando entramos no refeitório cheio de gente, ele a solta imediatamente e acabo rindo de sua palidez.

−Você se diverte com tão pouco! Ele resmunga e se afasta deixando o refeitório eu continuo a rir, não me importo que ele tenha medo, receio ou sei lá o que de nos verem juntos, não preciso de pedidos, declarações ou certezas, apenas gosto de ter esses momentos com ele, o mundo acabou, a qualquer momento perdemos tudo, alguém morre diante de nós, um assassino qualquer destrói tudo, então apenas aproveito o que tenho, só não quero dividir isso, então aquela história de lencinho realmente me irrita.

Me sento de novo nos degraus, minha mente vai para longe, de novo para Emma e as crianças, para quando Cassie era um bebê e eu fazia ela dormir cantando as músicas mais estúpidas do mundo, fazendo Emma rir de mim.

Judith está nos braços de Beth, é um lindo bebê, mesmo nunca tendo me demorado muito em olhar para ela.

Daryl entra no refeitório de novo, uso minha visão periférica e todos os meus sentidos para descobrir isso, tem sempre uma corrente elétrica entre a gente, ele não se aproxima, nunca se aproxima a menos que esteja furioso comigo.

Judith choraminga enquanto Beth a balança nos braços, eu nunca fui alguém que foge, não vou começar agora, posso superar isso, é Judith que está ali, não Cassie, nem Andy, é apenas um bebê lindo e delicado que posso abraçar, se não fizer isso os fantasmas das minhas crianças nunca vão me abandonar.

Me levanto e sigo até Beth, me sento ao seu lado ela sorri, Beth é um encanto, doce e delicada, mas joga bem pôquer.

−Posso pegar ela um pouquinho? Beth me entrega o bebê no mesmo instante, sinto aquele cheirinho característico, ela tem olhos azuis como os do irmão, geme um pouco manhosa – Oi linda! Eu digo a ela.

Judith se acalma um pouco, eu começo a cantar para ela, Beth começa a rir.

−Que música é essa?

−Um rap, com melodia de canção de ninar! Eu respondo e Judith se acalma.

−Ela gosta de você! Beth me diz e sorrio para ela.

−Sou encantadora! Rimos, balanço Judith mais um pouco, ela adormece.

−Que bom, vem vamos colocar ela na cama!

Sigo com Beth até a cela de Rick, colocamos ela na caminha e depois saímos as duas.

−No começo ela ficava comigo, mas agora eu e Rick dividimos a responsabilidade, eu cuido de dia e ele de noite!

−Quando precisar é só pedir! Aviso Beth e depois decido apenas seguir para minha cela, me deito e acendo minha lanterna, fico brincando com a luz, apontando para as paredes, tentando me distrair.

Fico esperando Daryl subir, ele está com problemas, hoje estou completamente sem sono e nem pensar que vou ficar aqui sozinha olhando para essas paredes no meio dessa escuridão.

−Está bem? Ele surge na cela, abre minha cortina e só me olha da porta.

−Caramba que demora, pensei que iria ficar lá em baixo para sempre! Eu reclamo me levantando e seguindo até ele – Estou sem sono, vai ter que ficar conversando comigo!

−Vou é? Ele diz indo para cela dele eu entro junto.

−Vai, com quem mais vou falar, terminei meu relacionamento com a senhora Adams, na verdade você terminou hoje cedo, acho que Paul disse a ela que sairíamos juntos e ela mal falou comigo.

−Azar dela! Ele resmunga.

−Azar seu que agora só resta você para eu perturbar!

−Tem uma certa razão!

−Podíamos ficar na minha casa, ai eu ficava deitada e você ficava conversando comigo e quando eu dormisse você vinha embora.

−Não sou sua babá Alice.

−Graças a Deus, beijar a babá deve ser alguma espécie de crime em algum lugar do mundo. Acha que ainda existe? Eu me sento na cama dele, me encolho abraçando seu travesseiro, vai ser está noite que vou roubar ele para mim.

−Babás?

−Não! Eu rio – Você deve ter algum atraso mental, nunca acompanha o que digo. Algum lugar do mundo.

−Como assim? E atraso mental tem você, ninguém acompanha essa sua mente insana.

−Um lugar no mundo onde as coisas sejam normais, tipo babá, pessoas que não viram zumbi, e só você que não me entende, ninguém nunca reclamou.

−Duvido muito, acho que esse vírus se espalhou geral, tudo caiu, e as pessoas fingem que te entendem, elas tem vergonha de dizer a você que é louca!

−Já pensou que pode ter gente que é imune ao vírus, tipo o Hershel quem garante que ele ficou vivo só porque cortaram a perna dele a tempo? E você que é louco, todos me acham muito normal.

−Não tem mais centros de pesquisa então nunca vamos saber esse tipo de coisa e você é tudo mesmo normal.

−Estou aqui armando um plano para roubar seu travesseiro.

−Você não pode estar conversando sobre dois assuntos ao mesmo tempo e ainda armando um plano para roubar meu travesseiro?

−Pensei em te pedir água e enquanto ia buscar eu fazia a troca.

−Tem agua ai! Ele me aponta uma garrafa.

−Tá, vou pensar em outra coisa.

−Toma cuidado lá em baixo, sempre pode ter um zumbi escondido em algum canto.

−Caramba, uma vez a gente achou um zumbi dentro de um guarda roupa, foi assustador, me estabaquei no chão de susto!

−Sua cara fazer isso!

−Pode ser! Eu rio – Mas fiquei com pena! Me sinto cansada foi um dia longo – Vai mais para lá! Eu peço, ele resmunga e se afasta um pouco, me deito na cama dele.

−O que está fazendo?

−Me esticando um pouco, deixa de ser egoísta eu estou toda ferrada, para não dizer outra coisa e ser acusada de não ser uma dama, minhas pernas estão roxas, minha mão toda machucada.

−Só faz bobagem!

−Vai me criticar? Achei um cervo para você, matei dois zumbis!

−Me melecou todo de barro numa crise de ciúme, me chamou de troglodita, ficou implorando por beijos!

Eu gemo, sabia que ele ia usar isso contra mim na primeira oportunidade.

−Disso você gostou, é louco pelos meus beijos!

−Talvez!

−Você nunca fala bem dos meus beijos, nunca mais vou te deixar me beijar! Eu reclamo, que custa ele dizer que gosta?

−Nunca mais? Ele diz rindo, mas eu estou de cara fechada, quero que ele note que estou brava, ele parece meio cego, mas então ele vem em minha direção, e quando vejo estamos nos beijando e ele está deitado comigo e fico com o coração saltando feito louco, acho que uma pessoa pode morrer do coração num momento desses, nos enroscamos, eu devia ter medo, mas não tenho, gosto de estar ali, me faz bem, ele fica sobre mim, colo meu corpo ao dele, um gemido escapa da minha garganta.

−Diz que nunca mais vai me beijar! Ele sussurra enquanto seus lábios descem por meu pescoço me torturando.

−Vou beijar só um pouquinho! Eu respondo e então ele toma meus lábios mais uma vez, sua mão no meu quadril me apertando junto a ele enquanto as minhas passeiam por suas costas, e se afundam em seus cabelos.

Ficamos assim um tempo, trocando beijos quentes, envolvidos um no outro, depois ele se afasta de mim, se deita do meu lado, me trás para perto dele e ficamos apenas nos olhando enquanto minha respiração volta ao normal.

−Devia deixar eu dormir aqui assim com você! Eu digo, detesto ficar sozinha na minha cela e adoro ficar nos braços dele.

−Não sei se é boa ideia.

−Por que se ficar vamos fazer sexo? Ele me olha surpreso.

−Não sei porque ainda me surpreendo, sim isso é bem possível.

−Não consegue controlar seus hormônios?

−Normalmente sim.

−Mas eu sou irresistível?

−Você tem uma capacidade de se auto elogiar! Ele ri com gosto, agora relaxado.

−Alguém tem que fazer isso! Eu reclamo, depois apenas me deito em seu peito – Um dia vai acontecer, sexo sabe.

−Eu sei disso, mas você nunca...

−Quer que resolva isso e depois volte?

−Está maluca? Olho para ele e ele realmente parece assustado, chega a me dar pena.

−Estou brincando, acha que faria algo assim? Ele dá de ombros, e ficamos em silencio, sinto que ele acredita mesmo que poderia me entregar a alguém apenas para me livrar da minha virgindade.

−Durma Alice, apenas durma! Ele diz resignado, estou em seus braços, na verdade ele não me envolve de forma romântica nem nada, apenas descansa uma das mãos em minhas costas.

−Certo, mas eu sei que é louco por mim, que morre de medo de me perder.

−Quer que cante como fez com a bravinha? Mas não sei aquelas músicas ruins.

−Estava ouvindo?

−Todo mundo estava, você é meio sem noção, sabia disso?

Eu me aconchego mais em seus braços, meus olhos começam a pesar, minha lanterna está jogada em algum canto, mas ele está aqui então eu posso só dormir tranquila.

−Se puder parar de falar e me deixar dormir, você fala demais! Reclamo.

−Já me acusaram de muitas coisas, jamais de falar demais.

−Então cala a boca! Eu bocejo e deixo o sono me envolver, finalmente um sono tranquilo eu penso antes de apagar.

−Alice! A voz dele vem de longe, eu sei que tenho que abrir os olhos, mas me sinto tão bem – Alice! Agora está mais perto.

−Hum! Eu respondo sem conseguir formular uma frase.

−Estou indo para floresta com o Rick, adianta se pedir para me esperar para descer nas tumbas?

−Acho que não! Eu respondo me virando, ele está de pé, a besta nas costas a cabeça encostada na cama de cima, os olhos fixos em mim.

−Vê se não se distrai, se não cai de cara no chão, essas coisas!

−Tá, vou tentar! Respondo fechando meus olhos de novo, adoro a cama dele e o cheiro dele – Acha minha lanterna antes de sair?

−Acha você, não sou seu empregado! Ele diz saindo da cela, só posso rir, dormimos juntos enroscados e esse é seu bom dia.

Nunca dormi tão bem, acho que nem antes do apocalipse, dormindo ele é um encanto, até acordei com ele me puxando mais para perto dele, se enroscando em mim, mas acordado é um troglodita mal humorado.

Não consigo dormir mais, estava num sono tão gostoso e ele me acorda só para dizer que sou distraída e estabanada, é um idiota.

Me levanto e caço minha lanterna antes de deixar sua cela, estava saindo e então dou de cara com Maggie.

−Mentira! Ela diz alto rindo – Dormiram juntos?

− Mas foi só isso mesmo! Eu respondo ficando meio sem graça – Não que o resto não estivesse nos meus planos! Ela ri.

−Vem, vamos logo fazer o que a Beth quer.

Descemos as três, Michonne se oferece para ajudar na verdade insiste muito em seguir conosco e então descemos, arrumamos coisas lá em baixo, pegamos alguns móveis, ficamos subindo e descendo a manhã toda, a cela da Beth fica toda do jeito que ela queria, para mim acho tudo uma bobagem, só preciso deitar e dormir, nunca arrumo nada mesmo, para que quero só mais coisa para bagunçar.

Maggie também faz planos para cela que divide com Glenn, estamos subindo com uma cômoda quando Daryl chega, ele nos vê e se aproxima.

−Precisam de ajuda?

−Sim! Ele nos ajuda a subir a cômoda e depois vai comer, todos nós já tínhamos comido e sou obrigada a admitir que a carne do cervo estava fantástica.

Nos sentamos todos no refeitório, Maggie contava a Glenn seus planos para a casa deles.

−Está planejando uma suíte presidencial! Glenn brinca.

−Me deu uma aliança, agora aguenta!

−Vocês se casaram?

−Quase isso! Ela me responde.

−Encontrou o homem ideal! Beth diz sorrindo para Glenn.

−Você também vai encontrar seu par! Maggie diz a Beth.

−Como seria seu homem perfeito? Beth me pergunta.

−Um cheio de defeitos, só assim para me aturar, um desses príncipes encantados me mandaria para o inferno em meia hora!

−E seria um grande idiota, é especial demais para passar por algo assim.

Beth é gentil, mas pouco discreta, seus olhos seguem diretos para Daryl que comia sentado ao meu lado, na verdade eu é que estava do lado dele.

−Concordo com a Beth!

Maggie me sorri, eu correspondo, mas desejando profundamente que o assunto acabasse e Glenn decide me salvar.

−Como foi lá fora Daryl?

−Perfeito! Ele responde – Mas ainda temos muito a fazer, acho que podemos terminar o portão de uma vez, o que acha?

−Acho bom! Glenn concorda e eles seguem para o trabalho, eu e as garotas também voltamos ao trabalho, o dia segue tão atarefado que nem vejo mais Daryl e a verdade é que chego a sentir saudade, isso me confunde tanto, eu o vi a algumas horas, sei que ele está aqui, eu não sinto saudade de mais ninguém, não penso em nada mais tempo do que penso nele, e dormir com ele foi especial e me fez desejar ficar naquela cama para sempre.

Eu sabia que ele correria logo que o dia amanhecesse, sei que tem mais a ver com seus medos do que comigo, por isso não me sinto insegura sobre isso, mas talvez eu devesse dar um tempo a Daryl, deixar que ele sinta minha falta como eu sinto a dele, quem sabe ficar em minha cela e deixar que ele venha.

Emma me diria para me comportar como uma mocinha de respeito e esperar ele me procurar, mas isso é tão tolo, o mundo acabou.

Mas vou tentar, assim que terminarmos de jantar vou para minha cela, seja difícil Alice, deixe que ele se esforce um pouco, é isso que Emma me faria fazer.

Eu posso fazer isso, mas não sei bem se quero fazer isso, de qualquer modo nunca sei bem o que quero fazer até já ter feito, com meus sentimentos por Daryl não será diferente.

Notas finais
E então gostaram? Sei que está todo mundo meio na preguiça hoje, nem pretendia postar, mas como tenho mais um pronto então resolvi postar, amanhã posto outro, beijos