Caminhando entre os mortos

42 Capitulo 42 - Declaração


Notas iniciais
Olá pessoas, desculpe o horário, foi um dia complicado, só agora consegui postar. espero que gostem.

Pov – Alice

Acordo sozinha na cama, ainda é dia, me espreguiço meus braços ainda doem, mas está melhor, Daryl deve estar ocupado com os trabalhos da prisão, me levanto, sigo tranquila para o banho, depois passo pelo refeitório e roubo um pedaço de massa que Carol preparava, ela sorri.

−Está bem? Carol me pergunta.

−Muito, vou achar o Daryl, viu onde ele está? Carol fico incomodada, noto imediatamente, aquele imbecil mentiroso, me aprontou alguma.

−Onde ele está Carol?

−Ele... Ele... Que se dane, vai saber de qualquer modo, Daryl saiu!

−Merda! Eu resmungo deixando Carol sozinha e seguindo para fora – Daryl Dixon acho muito bom você voltar vivo, quero matar você pessoalmente! Rick se aproxima de mim, vem sorrindo.

−Alice...

−Eu já sei, ele te fez prometer que não iria me deixar sair atrás dele.

−Sim, e pretendo realmente cumprir minha promessa.

−Claro que sim, homens tem essa irmandade ridícula, um sempre defende o outro! Eu reclamo – Porque deixou ele sair?

−Acho que sabe melhor que ninguém que Daryl não obedece ordens, além disso não sou o líder do grupo mais.

−Certo, mas se ele demorar eu vou atrás e não vai me impedir!

−Também sei disso!

−Ótimo! Cruzo os braços no peito, Rick fica paralisado do meu lado, me irrita um pouco, eu olho para ele – O que? Pergunto assustando Rick.

−Nada, só estou aqui, algum problema?

−Está com medo de eu fugir? Ele ri de mim.

−Não Alice, apenas achei que podia te fazer companhia, te acalmar um pouco.

−Acha que estou nervosa? Eu pergunto ele dá de ombros – Não, eu estou muito brava, furiosa isso sim!

Rick ri com gosto, sabe que Daryl está muito encrencado, respiro fundo e volto minha atenção para a estrada, penso nele sozinho na rua, nos perigos que pode ter que enfrentar.

−O que diabos pode ser tão importante que não podia esperar? Esbravejo – Sabe o que ele foi fazer?

−Alice nós dois sabemos que Daryl não é o cara mais aberto do mundo, não perguntei e ele não contou, definitivamente não faço ideia, mas posso garantir que não tem ninguém nessa prisão mais pronto para estar lá fora.

−Isso não quer dizer nada, sabe disso, lá fora todos somos vulneráveis.

−Daryl te ama, sabe que sim, então não se preocupe por enquanto, temos tempo, ainda é cedo.

−Certo, vamos esperar, vai ficar aqui para assistir seu amigo sendo atirado aos zumbis?

−Definitivamente eu não tenho nenhuma intensão de estar presente, vou te deixar esperando por ele, mas não saia.

−Sim senhor! Eu respondo de péssimo humor, fico sozinha ali, estática, apenas rezando para o imbecil voltar com vida, então ouço a moto, meu coração bate acelerado, A moto surge uns minutos depois, um alivio toma conta de mim, não dura muito, logo me lembro que mentiu para mim, que me fez dormir e depois saiu, um traíra.

A moto estaciona e Daryl desce, continuo paralisada, entre o alivio e a raiva, ele caminha em minha direção, respiro fundo, não vou chorar, se chorar ele vai ficar se achando o máximo, quero que entenda que não pode mentir para mim, nunca, por nenhum motivo.

−Acordou? Mas que cara de pau.

−Não, parece que acordei?

−Brava? Ele me pergunta.

−Você é um idiota! Aviso – E não quero falar com você!

−Estamos de mal? Daryl me pergunta rindo.

−Totalmente! Ele dá um passo em minha direção – Nem vem, me enganou.

−Não quer saber onde fui e nem o que fui fazer? Agora ele parece começar a perder o humor, acho muito bom, detesto brigar sozinha.

−Não, quero que se dane, mentiu, me enganou, e é um idiota.

Ele revira os olhos, anda de um lado para outro na minha frente.

−Aqui sua ingrata, fui atrás de um novo machado para você! Ele me mostra o machado de incêndio.

Isso só me irrita ainda mais, não acredito que ele saiu sozinho só por conta de algo assim.

−Isso, é por isso que se arriscou lá fora? Eu pego o machado – Daryl temos um arsenal aqui, todo tipo de armas, modelos e tamanhos.

−Mas não um machado de incêndio, está acostumada com ele, achei mais seguro.

−E se arriscou por isso? Eu me irrito mais ainda.

−Por isso e... – Daryl se cala ainda estou parada diante dele de cara amarrada – Sim, por isso! Ele diz por fim.

−Você é inacreditável! Eu reclamo – Por hora estou muito brava, revoltada e não quero falar com você, foi muito injusto, queria ter ido com você.

−Sabe o que me irrita? Ele diz agora sem qualquer paciência – Você parece uma garotinha mimada, além de ser muito ingrata, sai atrás de algo que te protegesse e em gratidão recebo isso, dane-se! Ele me dá as costas, fico mais irritada ainda, esse é meu papel, sempre sou eu que faço uma retirada estratégica, não ele.

−Ei, não pense que vai virar o jogo e me deixar falando sozinha! Sigo atrás dele, as pessoas nos olhando, se prestasse mesmo atenção notaria que estão rindo da situação – Daryl Dixon! Eu digo já no refeitório.

−Me deixa Alice! Ele grita sem olhar para trás segue para nossa cela, eu sigo atrás dele, passo por todos sem olhar para ninguém.

Entro na cela e ele colocava a besta no chão, se vira e me encara, amo esse idiota e sei que estou sendo ridícula, mas o fato é que morro de medo de perder Daryl.

−Correu risco?

−Não! Ele mente.

−Está mentindo, estou vendo as flechas sujas de sangue.

−Acho que me disse que não está falando comigo e não calou a boca desde que cheguei.

−Tem razão! Eu digo agora mais calma.

−Você é completamente louca!

−Eu sei, você também é, todos somos, onde achou o machado? Eu me sento na cama, ele continua de pé me olhando, parece atordoado – Ele é igualzinho o outro, gostei.

−Eram feitos em grande escala, são todos iguais.

−Faz sentido, a massagem ajudou muito, quase não sinto mais dor.

−O que?

−Nossa Daryl, nem se lembra que estava com dor e que fez massagem em mim?

Ele revira os olhos, sempre faz isso quando está confuso ou indignado comigo, continuo sentada olhando para ele de pé me encarando mudo.

−Alice, por favor, pode me dar ao menos um sinal, sabe é confuso isso, você muda de um minuto para outro, nunca sei suas reações, é sempre uma surpresa.

−Por isso me ama, porque sempre posso surpreender você! Eu digo em tom natural, ele sorri relutante.

−Sim, acho que isso influi um pouco.

−Vê é o que digo, sou irresistível! Daryl vem até mim se senta do meu lado, me encolho em seus braços – Não faz isso, não me deixa assim, nunca mais vou poder dormir sossegada.

−Tive bons motivos para sair Alice e principalmente para não levar você!

−Motivos? Pergunto – Não foi só o machado?

−Depois falamos disso, hoje vamos dormir na torre, estamos de guarda.

−Sério? Acho estranho – Me lembro de ouvir o Ty falando sobre isso, achei que hoje era ele.

−Não. Somos nós, mas me diga não acha melhor tomar um comprimido para essa dor?

−Não, detesto comprimido e você fica me chamando de criancinha porque não consigo engolir sem um balde de água!

−Idiota! Ele ri e acabo rindo também, a raiva foi embora, não pode durar muito, não com o mundo assim, imagina se algo dá errado e estamos brigados, não definitivamente isso não é boa ideia.

– Vamos descer, preciso falar com a Maggie, ela quer uma ajuda com sei lá o que e precisamos comer, já vai anoitecer.

−Certo, depois do jantar vamos para torre.

−Pensou em mim quando estava lá fora? Pergunto quando descíamos as escadas.

−Se foi você o único motivo de eu ter saído lá fora?

Ele diz com tanta naturalidade, de um modo tão especial, meu coração salta, eu olho para ele achando aquilo um tanto estranho, acho que Daryl não contou tudo, mas não vamos recomeçar, não com todos a nossa volta, chega de show.

Nos separamos no pátio, sigo ao encontro de Maggie, ela estava com Judith e Beth, me aproximo delas já sorrindo, tomo o bebê do colo de Beth, ela sorri, quando me sento com Judith no colo.

−Ela está cada dia mais bonita não acha? Digo beijando a cabecinha dela.

−Sim, e é sempre um anjo, não chora quase nunca.

−Ainda está brava com o Daryl? Maggie me pergunta.

−Não, na verdade eu fiquei brava com ele na hora, com medo do que podia acontecer, se fosse o Glenn ficaria furiosa, não ficaria?

−Sim, mas porque ele saiu?

−Disse que para buscar um machado e mais algum que não sei qual é.

As duas sorriem, me olham depois de trocarem um longo olhar.

−O que estão pensando?

−Nada, apenas queremos saber assim que descobrir, mas só pode ser coisa boa.

−Acha mesmo, eu confesso que fiquei muito brava na hora, mas passou, só de ele voltar vivo e bem.

−Felizmente.

−Minha irmã dizia que o homem perfeito para mim era alguém forte e corajoso e do tipo que não morre, que o apocalipse não podia pegar.

−Esse alguém definitivamente é o Daryl! Beth brinca, conversamos sobre outras coisas e depois quando a noite cai vou ao encontro de Daryl.

Abraço ele na frente de todos, ele não consegue fingir, se retrai, é sempre assim, e sei que não é falta de amor, apenas constrangimento, medo, não sei explicar.

−Com fome?

−Muita! Eu digo roubando um beijo dele – Depois vamos para torre?

−Vamos?

−Vamos namorar também ou só ficar de vigia de verdade? Ele me olha assustado, depois olha em volta preocupado se estão nos ouvindo.

−Alice! Me repreende.

−É sério, eu aprendi tudo direitinho, temos que aproveitar isso! Ele me olha assustado – Está bem, só vigiar então! Resmungo.

−Cala a boca Alice!

−Calei!

Depois de comer seguimos para torre, acho que ele está diferente, parece querer fugir de mim, fico atenta a cada passo dele, chegamos lá e Daryl olha o horizonte, quase não dá para ver nada, mas a noite está mais uma vez estrelada.

Ficamos em silencio uns minutos, começo a ficar meio tensa, para a seu lado e fixo meus olhos nele, Daryl me olha e sorri, agora tenho certeza que não me contou tudo.

−Vai me dizer de uma vez ou vamos continuar fingindo? Pergunto tensa.

−O que? Ele me olha – Do que está falando?

−Não é idiota, sabe bem do que estou falando, para de fazer essa cara de bobo.

−Precisa se decidir se sou ou não idiota, e de onde tirou que estou fazendo cara de bobo?

−É idiota e às vezes se faz de idiota, e está com cara de bobo sim, fugindo de uma conversa!

−Não me faço de idiota, que ridícula! Ele fica indignado – E não estou fugindo de nada, não fujo de merda nenhuma!

−Agora eu sou ridícula? Reclamo – E está fugindo sim!

−É ridícula! Ele me acusa – E Pare de dizer que fujo, nem me dá tempo de pensar em nada, estava aqui organizando as ideias.

−Você sempre faz isso, me chama de ridícula, briga comigo, e para que precisa organizar as ideias, está me deixando maluca!

−Você é maluca, já era antes de mim, não sou responsável por isso! Ele diz enfiando a mão no bolso, vasculha irritado –Estava organizando as ideias para achar um jeito de te entregar isso, mas é louca, irritante e tudo tem que ser assim, no meio de uma confusão que você começa! Daryl puxa minha mão irritado e coloca algo nela – Aqui está, isso foi o que fui fazer lá fora!

Abro a mão assim que ele se afasta, trago mais perto sem acreditar, ali está o anel mais lindo e delicado que já vi, fico calada, os olhos se enchem de lágrimas imediatamente.

−Eu... Você é... Eu não sei o que dizer.

−Porque só sabe me xingar, é péssima com adjetivos positivos.

−É verdade, mas eu te amo!

Me aproximo dele, entrego o anel de volta para ele, me dou conta que estou tremendo um pouco, isso é muito especial.

−Não quer? Ele me olha espantado, só pode ser louco se acha que não quero o anel.

−Eu prefiro esperar uns minutos você formular as ideias e me entregar, e precisa pedir e colocar no meu dedo! Pela primeira vez me sinto tímida.

−Está brincando? Ele diz pegando o anel de volta.

−Quero que seja romântico, vou lembrar disso para sempre, quer que me lembre que quase jogou meu anel de casamento na minha cara?

−Alice, você é a garota mais maluca, linda, e excitante que conheço, quero você na minha vida para sempre.

−Eu te amo muito, eu sempre vou amar! Digo com os olhos marejados mais uma vez.

−Então agora aceita o anel? Ele está lindo os olhos brilham está tímido.

−Aceito você! Estendo a mão esquerda, ele sorri, olha de mim para o anel.

−Tenho que colocar o anel, é isso?

−Só se tiver certeza que quer se casar comigo! Eu digo sem conseguir impedir uma lágrima de cair, ele coloca o anel no meu dedo depois me puxa para ele e me beija, o mais intenso beijo que já dei, meu coração bate em descompasso.

−É minha agora! Daryl se separa de mim, me olha e noto que assim como eu está emocionado.

−Sou, ficou lindo no meu dedo. Eu fiquei perfeita casada com você. Acho que vou lá contar para as pessoas!

−Nem pensar! Ele me puxa para seus braços voltando a me beijar.

−Então vamos fazer aquela vigia básica, do tipo que se uma horda chegar a gente nunca vai notar?

−Essa mesma, garota esperta!

Daryl diz me beijando mais uma vez, tenho que guardar esse dia na memória, o dia em que me casei com Daryl Dixon.

Notas finais
Amanhã posto o outro! Beijos