Apesar de não ser um rei coroado, com todos os beneficios, Artie tinha grande influencia na cavalaria do reino. Todos os cavaleiros de Camelot faziam o que o garoto mandava sem exitar, e isso apenas deixou Artie mais e mais arduosamente desejoso por uma vingança por seu pai. Uma semana após a morte do rei, o principe foi até seus aposentos e revirou o lugar a procura de uma pista de quem matou seu amado pai. E eis que embaixo de seu travesseiro havia um pequeno diario com capa de couro. Artie queria muito chorar, mas não tinha tempo para isso, pois tinha que arquitetar uma vingança e ele acreditava com todas as suas forças que aquele diario poderia ajuda lo. E de fato podia, pois aquele era o diario pessoal do rei, e nele havia aquele maldito nome: Igraine. Todas as vezes que aquele nome aparecia, vinha seguido pelas palavras medo, perigo e morte! Artie passou aquela torduosa noite chorando e lendo as palavras de seu pai, e aumentando ainda mais seu odio pela magia e por Igraine. Antes do raiar do dia, Artie ja tinha um plano muito bem arquitetado, graças as anotaçoes de seu pai, e sem exitar, chamou toda a guarda real para acompanha lo até os confins da floresta. Os guerreiros o seguiram, pois sabiam que se não fizessem, ele faria sozinho. A floresta era verde, com passaros coloridos e flores com aromas enlouquecedores. Não parecia ter qualquer tipo de mal naquele lugar que exalava perfeição, até eles começarem a ver a paisagem mudando conforme os passos. Tudo ficou cinza, com arvores com galhos cujas folhas estavam mortas no chão. Não haviam animais la, se não os corvos que gralhavam alto. Artie sabia que estava no lugar certo, e sua vingança estava prestes a ser cumprida.
—Rainha das artes das trevas, ordeno que se revele a mim!- Artie achava que ela não apareceria para ele, mas de repente, todas as folhas do chão se transformaram em um redemoinho e dele saiu uma moça de cabelos negros, Igraine.
—Voce não ordena a ninguem, principe renegado!- Artie empunhou sua espada, mas com um estalar de dedos da bruxa, ela ficou quente e Artie a deixou cair.- Voce é tão tolo quanto seu pai. Ele achou que podia comigo, achou que seu espirito aventureiro era mais poderoso que minha magia negra.- Ela olhou para Artie e deu um sorriso malicioso.- Por isso que tive que mata lo!- Artie empunhou a espada de um dos cavaleiros ao seu lado e tentou ataca la, mas bastou um simples movimento para Artie sair voando e bater em uma arvore.
—Voce ja foi longe demais, bruxa das trevas!- Artie levantou lepidamente e se mostrou com uma expressão de furia. Igreine logo ergueu sua mão, ja pronta para lançar outro feitiço, quando Artie retirou do bolso um cristal que brilhava ardentemente em um tom de branco. A bruxa caiu no chão assustada, como se aquilo fosse Kriptonita para ela, e de fato era.-Cristais da lua. O maior inibidor de magia das trevas que ja existiu.- Artie olhou para Igreine com um ar de superioridade, como se ele fosse deus e ela uma mera formiga.-Agora, rainha das trevas, voce vai sentir o poder de um defensor da luz.- Aartie ergueu a espada, sem motivos e desejo de exitar, mas ela apenas sorriu.
—Mate me, e destrua a unica pessoa que sabe sobre a espada da pedra.- Artie parou a espada no ar, e olhou furioso para ela. Igraine se levantou, recuperando sua superioridade, e começou a andar em volta de Artie.- E como retira la de la!
—Esta tão desesperada pela vida que precisa inventar mentiras para ganhar mais alguns minutos com ela?- Ela gargalhou maliciosa e olhou fundo nos olhos de Artie.- Voce tem mais a ganhar do que a perder, afinal de contas, estou sem magia. Se acaso eu estiver mentindo, voce pode me matar e dar um fim nisso.- Artie pensou um pouco, tinha a mais plena certeza de que não podia confiar na rainha das trevas, mas naquela altura, toda ajuda era bem vinda.
—Prendam na! E preparem ela para o interrogatorio.- Ele olhou friamente para ela, sem intençoes de esconder seu odio.-Se estiver mentindo, não vou exitar em matar voce!- Ela deu uma falsa reverencia, e sorriu ironicamente.
—Que assim seja, futuro rei!- Os guardas logo prenderam ela com algemas de ferro e puxaram ela poucos metros, mas Artie os parou e sorriu com perspicacia!
—Achou mesmo que eu seria tão burro a esse ponto?- Os guardas ficaram muito confusos, mas Igraine olhou para ele como se soubesse exatamente do que ele estava falando. Artie pegou o cristal que estava em sua mão e colocou dentro de uma sacola e amarrou no pescoço da moça.-Agora esta bem melhor!- Ela bufou esbravejada, e aquilo soou como musica para os ouvidos de Artie.
No calabolso do castelo, Igraine estava presa por correntes de ferro na parede, com a luz do cristal banhando a e impedindo que usasse seus poderes. Artie entrou como um carrasco, com o olhar frio e mordendo os labios de desejo de mata la naquele momento. Igraine fingia estar distraida e sequer olhou para o principe até que ele parou na sua frente. Ele sorriu e puxou uma cadeira que estava atras dele, olhando fixamente para a bruxa.
—Fale- Ele aproximou o rosto do dela e fuzilou a com o olhar.- Antes que meu desejo de mata la fique maior do que a curiosidade sobre saber sobre a espada.- Ela aproximou o rosto ainda mais de Artie, e sorriu vingativa.
—Voce é igual ao seu pai!- Artie bufou e semicerrou os punhos, na tentando evitar empunhar sua espada.- Espero que morra como ele!- Artie chegou ao seu limite e deu um forte tapa no rosto de Igraine, que começou a sangrar pela boca.
—Meu pai poderia ter te matado tanto quanto eu posso agora, tudo que possibilitou voce de mata lo foi o acreditar dele nessa baboseira de destino!- Artie agarrou Igraine pelos braços e olhou fundo nos olhos dela.-Provavelmente foi voce que invadiu os sonhos do meu pai e manipulou tudo! Quando eu li tudo aquilo no diario dele, me questionei como ele pode ser tão tolo a ponto de cair nessa sua armadilha!
—A armadilha podia ser minha, mas não foi!- Artie olhou para os olhos dela, que apesar de serem puramente malignos, não pareciam ser de alguem que mentiu.- Mas creio que estamos aqui para falar da espada de fogo de dragão.- Artie voltou a se sentar na cadeira que estava, e olhou para a moça.
—Como assim espada de fogo de dragão?-Igreine sorriu, mesmo acorrentada e jurada de morte, parecia sentir se no controle de tudo.
—A espada que seu trisavô chamou de Excalibur! Ela tem uma historia que interessou até mesmo a mim.- Igraine fez uma expressão, como se estivesse tentando lembrar de alguma coisa.- Tudo começou quando seu Trisavô chegou as planicies, que hoje, são o seu precioso reino de Camelot! Ele estava sozinho, uma vez que havia fugido de seu antigo reino, diretamente para o meio do nada. Ao chegar no supremo nada, ele começou a chorar de desespero, imaginando o que seria de sua vida daquele momento em diante. Foi quando lhe apareceu diante dos olhos um velho de nome Lyelfis. O velho perguntou o motivo do garoto estar chorando, e ele respondeu que estava perdido e não sabia o que fazer. O velho astuto, apenas perguntou o seu maior desejo, e a resposta mostra a ganancia dos Pendragon: Ele desejava ser rei, mas não tinha nada para governar. Aquilo foi como colirio para os olhos do velho que fez um trato com o rapaz. Ele prometeu que se conseguisse polir sua espada com fogo do dragão que morava nas redondezas, ao retornar, teria um reino para ele governar. O garoto que não tinhas nada para chamar de vida, aceitou a missão suicida proposta pelo velho. Nem mesmo o velho, que era conhecido como o rei dos Druidas, imaginava que o garoto conseguiria a tal façanha. E como trato havia dito, quando o rapaz retornou, la estava um belo reino com um gigante palacio e varios suditos.- Artie olhou ela com um olhar questionador, como se achasse tudo aquilo uma grande baboseira.
—Esta me dizendo que a tal espada tem o poder de criar reinos?- Igreine deu um sorriso, como se as palavras "burro e idiota" estivessem saindo de sua boca e acertando Arthur como um chute.
—A espada abençoada pelo fogo de dragão tem muitos poderes, mas o principal deles é a realização do maior desejo de seu portador merecedor de tal benção.- Artie ficou perplexo, não imaginava que aquela simples espada era tão poderosa e que era capaz de fazer essas coisas tão inimaginaveis.
—Esta me dizendo que a espada tem uma especie de mentalidade propria, e que escolhe os portadores que julga digno?- Igraine acenou em concordancia com a cabeça e Artie continuou se raciocinio.- E que ao colocar ela na pedra, meu pai tirou seu direito sobre ela, deixando a livre para escolher um novo portador, e um novo rei?
—Pelo visto, voce não é tão idiota como os outros Pendragon, deve ter puxado a inteligencia de sua mãe, não é mesmo?- Artie saiu de sua linha de raciocinio e olhou para ela.
—Minha mãe esta morta! Mas não estamos aqui para falar da minha arvore genealogica, estamos aqui para falar da espada!- Ele novamente se aproximou de Igraine, e respirou fundo.- O que a espada procura em um portador?- Ela sorriu como se a resposta fosse obvia, e de fato, era mesmo.
—A espada pertenceu apenas a reis, logo, a espada procura alguem com as verdadeiras qualidades de um rei.- Ela sorriu ironica.-Claro que voce não tem nenhuma delas.- Artie, agora que ja tinha tudo que queria, chamou o chefe da guarda, que chegou rapidamente.
—Executem essa bruxa, em prol dos crimes que ela cometeu contra meu pai e ao reino de Camelot.- O guarda que, assim como todos, tinha medo de Artie tratou logo de obedece lo.
—Voce não pode fazer isso Pendragon, voce precisa saber de uma coisa.- Artie não deu ouvidos a ela, e o guarda calou a com uma mordaça.
No dia seguinte, a rainha das bruxas das trevas foi finalmente queimada em praça publica, enquanto Artie apenas observava da janela de seu quarto. Ele se sentia estranho, achava que se sentiria revigorado por vingar seu pai, mas vigor estava longe de ser a denominação daquele sentimento. Parecia um conhecimento subconsciente de que ele havia feito algo muito errado, mas como de costume, ele ignorou o tal sentimento e sorriu ambicioso. Passaram se dias, semanas, meses e Artie parecia cada vez mais longe de conquistar o direito de empunhar a espada de fogo de dragão. Suas atitudes estavam cada vez mais horrendas, machucando inocentes cujo unico pecado era o uso da magia, coisa que ele desprezava desde a morte de seu pai. Parecia que para ele não importava se o uso era para o bem ou para o mal, magia era sempre um buraco de escuridão monstruosa que precisava urgentemente ser destuida. E dentre todas as coisas que lhe faziam mal, estava sua constante certeza de que o quer fazia era certo, que ele podia ser juiz, jure e carrasco com pessoas que não praticavam o mal para ninguem. Mal sabia ele que o destino que ele pouco acreditava, teria planos inimaginaveis para o rapaz...
Fale com o autor