Era manhã, as luzes do nascer do sol entravam pela janela do quarto de Artie, lembrando o que precisava se levantar para mais um dia como um renegado. Ele se levantou e colocou sua roupa vermelha, que utilizava para seu treino de esgrima diario. Artie costumava treinar esgrima com os cavaleiros do reino, sempre dentro dos muros do palacio, mas algo estava diferente naquele dia, e aquilo lhe fez desejar ficar longe do reino de Camelot. Ele empunhou sua melhor espada e montou em seu belo cavalo negro como a noite, cavalgando para as entranhas da floresta proibida. Quando cavalgou o suficiente para sequer conseguir enxergar as torres altas do palacio, ele desceu de seu cavalo e começou a simular uma batalha com o proprio vento. Sua determinação naquele dia parecia sobrenatual, por mais que estivesse exausto e com dores em todo o corpo, ele se recusava a parar de lutar contra o nada absoluto. Apenas quando teve uma forte contusão no braço, que ele parou, depois de um alto grito de dor. Ele se sentou, recostando se em uma arvore, e fechou os olhos, caindo brevemente no sono. Quando ele acordou, tudo parecia o mesmo, com excessão de uma coisa que lhe intrigou: nos galhos de uma arvore um pouco a sua frente havia um rapaz recostado, lendo um livro de capa de couro. Artie tentou não pensar muito nisso, pegando seu cavalo e cavalgando de volta para camelot. Porem, ainda antes que pudesse ver as torres do castelo, ele se deparou com uma criatura completamente amedrontadora. A gigante criatura parecia o cruzamento exato de um leão e uma aguia. Sua cabeça possuia um bico visualmente dilacerante, suas asas eram belas e gigantescas e seu corpo cinza era exatamente como o de um leão gigante. Artie empunhou a espada, fazendo a criatura se sentir ameaçada. Ele desceu de seu cavalo e atacou a, mas não demoraram muitos golpes para ele perceber que a lamina não estava surtindo o menor efeito na criatura. Mas em conpensação, bastou um bater de asas para Artie sair voando e bater em uma arvore, deixando sua espada cair para longe. A criatura se aproximou de Artie cada vez mais, tendo a mais pura certaza de que iria morrer. Foi quando algo caiu da arvore, ou melhor, alguem. O garoto que estava a ler na arvore, caiu como um raio entre Artie e o monstro. O garoto era magro e segurava em sua mão, apenas uma adaga de ferro, o que fez com que Artie não ficasse nem um pouco mais tranquilo. O garoto erggueu a adaga e respirou fundo.

—ut occidere leporem.- A adaga começou a brilhar na mão do rapaz, que jogou a na criatura, fazendo a se desintegrar no ar. Ele respirou fundo e se virou para Artie. Seus olhos eram verdes e claros, seu sorriso era brilhante, seu rosto era angelical e seu cabelo, negro como a noite. Ele usava uma roupa de campones, mas decorada com cipos e folhas.

—Voce esta bem?- Artie olhou fixamente para ele.

—Quem diabos é voce?- Ele sorriu para Arthur, com seu charme imponente. O garoto fez uma reverencia ironica e olhou fundo nos olhos do principe.

—Meu nome é Merlinus, mas dado ao fato de que esse nome é horrivel, me chame de Merlin.- Arthur pensou em sorrir, mas segurou o sorriso, fazendo um olhar ameaçador.

—Voce é um praticante de magia!- Ele sorriu e estalou os dedos, criando uma pequena explosão em sua mão.- O uso de magia esta proibido no reino de Camelot, voce esta infrigindo as regras do reino!- O garoto sorriu, mas dessa vez de uma forma ironica.

—Sorte minha que eu não sou um morador do reino de Camelot, e muito menos estou em seu terrotorio! Pelo contrario, voce é quem esta no meu.- Artie então lembrou que estava na floresta proibida, que ficava fora dos limites do seu reino.- Alem do mais, quem é voce para ditar regras para o reino?

—Está na cara que não me conhece bruxo, eu sou...- o garoto o interrompeu com um tom esbravejado.

— Eu sou um mago, não me chame de bruxo!- Ele sorriu, parecia que não conseguia ficar bravo muito tempo.- E eu sei muito bem quem voce é Arthur Pendragon, voce é um principe renegado por conta de ser um pequeno monstro.- Ele suspirou esbravejado.

—Não tem moral pra falar de monstruosidade, aberração!- Nem mesmo os insultos de Artie eram capazes de tirar o sorriso no rosto de Merlin, ele tinha algo de especial, e até Artie sabia disso, apesar do orgulho não lhe permitir admitir.

—Acha mesmo que minha magia me faz um monstro?- Artie sorriu malicioso.

—Quer ver como faz?- Artie retirou de seu bolso um cordão, que continha um enorme cristal da lua como pingente. Ele apontou para Merlin, mas absolutamente nada aconteceu.

—Minha magia é conjurada da luz, e não das trevas.- Ele se aproximou do cristal e deu um sorriso vitorioso.- Esse cristal da lua não interfere em nada em minhas energias, muito menos na minha magia.- Artie ficou pensativo, aquilo fez ele lembrar que nem toda magia era das trevas, mas seu orgulho mais uma vez entrou na frente de seu julgamento.

—Não ser afetado pelo cristal não te faz menos aberrativo, monstro!- Merlin soltou uma leve gargalhada e seus olhos ficaram brilhantes de uma cor amarelada.

—Se magia transforma pessoas em monstro, voce tambem é um!- Artie se levantou e pegou sua espada.-Imperius.- A espada saiu voando para bem longe do principe, que fuzilou o jovem mago.- Voce não sabia que existe magia dentro de voce?

—Isso é ridiculo!- Artie se esbravejou e fuzilou Merlin novamente.- Meus pais são humanos! Eu sou um ser humano normal.- Merlin analisou o rapaz novamente e deu um sorriso.

—Voce é um Magicaius!-Artie fez uma expressão de quem não estava entendendo mais nada e Merlin apenas sorriu.- Realmente um dos seus pais é humano, mas o outro... É um versado em magia! Isso faz de voce um meio mago. Seus poderes estão cru, por isso que voce não consegue usa los, mas em breve eles vão aparecer, principe!- Ele sorriu e de repente sumiu em uma cortina de fumaça.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.