Calm The Storm

29 É difícil se fazer de difícil


Notas iniciais
Eai povooooo ♥ LEIAM ISSU AQUI Nem era pra essa capítulo ta aqui hoje. Sou sincera u.u Mas vou dizer pq Eu sempre gosto de ter um cap sobrando pra poder mudar algo e saber exatamente da onde eu parei an história. O problema é que... Os problemas... Meu PC e internet estão de chico e cooperam quando querer. Ai meu pai e meus irmao passam o dia no PC qnd ele está de bom humor e eu fico sem usar. "Ah mas vc n pode escrever d madrugada" POSSO. E é a melhor hora do mundo pra escrever, so q fica na sala e meu pai dorme na sala. "Hein seu pai dorme na sala?" Longa story... Longa. Mas eu escrevo de madrugada tipo 2x por semana enta ta dificil. Fora isso. O capitulo seguinte ta dificil de escrever por que to bugando pra escrever uma coisa q se eu falar é spoiler mas é isso ae. Talvez demore. Ultimo topicooo é que eu não podia deixar vocês sem um capítulo. Percebi q ja estava demorando demais e depois de TODOS AQUELES COMENTARIOS LINDOS Q EU CHOREI MESMO TA! Eu realmente tinha que postar. Agradeço de coração a todos os comentarios, respondi alguns irei responder outros agr. Amo vocêêês obrigada por continuarem aqui RedPanda Kéh Leao1123 Skywalker joyce hygurashi E nova leitora Anika Obrigada a todos os outros comentários nao podia por todo mundo, mas eu amo todos vocs e sabem disso. Se esta cap está aqui e por cada um de vcs ♥ ♥ ♥ Leiam a notas final pq ja falei demais mas vo falar d novo

“Gajeel... Para com isso!”

Levy deu a votla na mesa ofegante arrumando a alça da sua blusa. Seu rosto estava vermelho, em chamas, assim como o restante do corpo.

Por que ele adorava fazer isso?

Era 12h, a mãe de Levy estava do lado de fora estendo algumas roupas e a função de Levy era fazer um bom café pra ela e a amiga curarem a ressaca. Quando Gajeel apareceu.

Ele mandara mensagens perguntando se podia vim ver Levy. Como ela não respondia, já que estava dormindo preferiu ir lá.

—Saudades. – ele disse apoiando o braço na mesa.

—Pare já com isso, minha mãe está lá fora e a Juvia também.

—Ela não vai ouvir...

—Sai! – Levy foi pro outro lado quando ele tentou ir pra onde ela estava – Isso é sério.eu.

rem a ressaca.ndo alguams o restante do corpo.

—Você está toda vermelha...

—É claro! Você...

—Isso quer dizer que você também quer! – Gajeel a puxou fazendo a dar um gritinho e abraçá-la tirando a do chão, atacando seu pescoço e apertando as outras partes de seu corpo.

Levy ao mesmo tempo que ria alto queria que ele continuasse com aquilo. Mas não podia!

Suas pernas saíram do chão e as costas bateram contra o sofá.

—Gajeel! – ela gargalhou sentindo a sua barba por fazer roçar no seu pescoço.

Um barulho de porta abrindo fez Gajeel se afastar e sentar no sofá. Assim como Levy que estava mais vermelha ainda.

—Não vi nada eu juro. – a mãe de Levy passou pela sala – Só vou pegar o telefone, podem continuar mas de preferencia no quarto.

—É que a Juvia está lá. – Gajeel disse automaticamente levando um soco no braço de Levy.

—É brincadeira mãe!!

—No meu sofá não. Sinto muito. – ela passou de novo dando um risadinha e fechando a porta.

—Tá vendo só!! – Levy começou a empurrar a almofada na cara do Gajeel tentando sufocá-lo. -Viu o que fez?!

—Ah sua mãe é um amorzinho. Ela sabe que é brincadeira.

—Idiota! – apertou mais ainda o travesseiro.

—Não é minha culpa que estou com saudades...

Levy soltou a almofada e suspirou rindo.

Desde que reataram, e toda a verdade foi dita a Juvia foi como se ela houvesse perdido um peso gigante dos ombros. Gajeel não demorou um dia depois do ocorrido para vir atrás dela pedindo para que voltassem o mais rápido possível. No começo ela ficara com receio. Já que Juvia passava por um momento triste com Gray, mas não pode recusar de tanta felicidade.

Gajeel agora trabalhava meio período como garçom em um restaurante em no centro de São Paulo, estudava para faculdade de fisioterapia e ajuda Gray em fim de semana alternados com o vestibular dele para “faculdade ainda não decidida”.

Desde então, eles ficaram juntos uma única vez. Quando conversou com Juvia no bar, lhe deu “conselhos” de experiência anteriores, e não recentes.

Levy sentia muita a sua falta. Era bem claro isso. Mas entendia e se orgulhava do esforço dele, agora mais do que nunca.

—Às 19h. Passe aqui e me leve a um motel. Com hidromassagem por favor.

Gajeel piscou um par de vezes encarrando Levy que se segurava pra não rir numa hora daquelas.

—Está falando sério?

—Por que eu estaria brincando?

—Okay. – Gajeel se levantou do sofá indo em direção a porta segurando seu capacete numa mão enquanto Levy o acompanhava até o portão — Às 19h, estarei aqui.

—Se fizer a barba você apanha.

—Sim senhora, não farei. – ele piscou – Dê um oi a Ju por mim.

Levy fez que sim e entrou em casa de novo, com sue coração fervendo de excitação.

Ás 19hrs daquele dia nunca demorariam tanto pra chegar.

O sono de Juvia foi regado a sonhos nada inocentes com o Fullbuster. Ela não tinha sonhos assim desde... Desde a praia, fora a primeira e última vez que sonhara algo assim com ele. Quando finalmente acordou, percebeu que estava com outra roupa, o corpo suado, e claro, a pior dor de cabeça da sua vida. Ficou um pouco deitada de olhos fechados, ouvindo seus ouvidos zumbirem um pouco. Seus reflexos pareciam que ainda estavam lentos, como na noite anterior.

Tateou a cama a procura de Levy, mas não sentiu nada. Abriu um pouco os olhos, ela realmente não estava lá. Ela olhou as horas no relógio, 12:35. Se levantou o mais rápido que pode se sentindo totalmente envergonha de dormir até uma hora dessas na casa de outra pessoa. Só tinha ela no quarto.

Deu uma arrumada nos cabelos, calçou um par de chinelos e subiu as escadas. Juvia ouvia uma música vindo da sala que aos seus ouvidos pareciam estar bem mais altas do que realmente estavam. Levy fazia o que pelo cheiro, era café.

—Por que não me acordou? – Juvia resmungou e deu um gole no café forte. Dando até uma acordada depois – Forte.

—Assim que é bom! – sorriu Levy. – Não te acordei porque... Ué não precisava, pode ficar aqui o quanto quiser sabe disso.

—Minha mãe ligou?

—Não, mas tem algumas mensagens no seu celular. Ah, e você ainda não contou o que tanto falou com o Fullbuster no telefone... — Levy mexeu as sobrancelhas – Ficou falando dele a noite toda...

—Claro que não!Nem me lembro disso.

—Não lembra, mas falou. E muito.

—Bem, ele só disse que minha mãe ligou pra ele.

—Sei

—Tá a gente fico falando umas besteirinhas vai... – Juvia fico vermelha se lembrando de cada palavra que dissera ontem a noite. Se surpreendera consigo mesma. Podia não ser coisas tããão... Mas pra ela era um progresso e um motivo para ficar com vergonha.

—E desde quando você diz algo desse tipo? – Levy gargalhou

—Para.

—Fala tudo! O que ele disse?!!

—Queria saber o que eu vestia, porque eu disse que estava de saia e ele nunca me vira de saia... Eu falei umas coisas nada a ver Levy – ela bateu a testa contra a mesa – Tô com vergonha. Disse da minha calcinha e ele disse que queria ver...

—Aaaaa! – a azulada riu de novo – Assim que eu gosto! Se solta. Liga pra ele de novo!

—Não!Eu nem sei com que cara olhar pra ele de novo!De novo...

Foi então que ela se lembrou do restante da conversa.

—Amanhã.

—Amanhã você quer dizer, hoje?

—É.

—Okay, te pego as 14h.

14 horas.

Sorveteria

—Levy.

—Que?

—Que horas são?

—Vai dar uma hora por que?

—Deus do céu! Disse que ia sair com ele 14horas! – Levy nem teve tempo de questionar esse encontro. Juvia virou a xícara de café quente e forte em sua garganta — Preciso me arrumar meu Deus manda mensagem pra ele! — Levy foi correndo pegar o celular que quase derrubou a cadeira da mesa – Não, não manda! – voltou pra cozinha correndo também — Tenho que ir pra casa ele ia me buscar lá!

—Minha nossa, só diga pra ele te buscar aqui.

—Fala pra ele como se fosse eu! Vou tomar banho! Me empresta uma roupa!

Juvia gritava aquelas palavras enquanto corria de volta para o quarto procurando roupas da Levy que pudessem servir nela. Claro que n não serviriam perfeitamente, já que as diferenças eram muitas, mas algo deveria servir.

—Põe sua saia ele nem vai saber!

—Vai sim eu usei ela ontem ta suja!

—Não tá!Poe logo ele vai gostar!

—Não é pra ele gostar!

Levy abriu a boca num “o” quase perfeito de espanto caminhando a passos largos até atravessar o quarto.

—Por que não é pra ele gostar? Tá maluca?

—Eu não quero que ele pense que estou me arrumando pra ele.

—Ué, mas você está se arrumando pra ele tecnicamente!

—Mas não precisa ficar estampado, olha coloquei essa saia pra você! Que coisa... – Juvia sentou na cama enrolada na toalha. E Levy suspirou sentando-se também.

Por que tinha que ser tão difícil?

Era tão... Difícil.

Estar apaixonada.

Era um dilema. De um lado um amor da qual ela nunca tinha sentido do outro uma pequena libertação de todo aquele trauma gritava pra ela fazer tudo o que sempre quis e teve medo.

Sair de madrugada, digamos estar ok.

Sair com outros caras. Ela teve a oportunidade, mas não quis. Ela queria viver suas experiência com ele. Ele!

Mas queria uma confirmação agora.

Queria um pedido.

Queria as coisas certinho.

—Juvia. – Levy finalmente falou – Não complique as coisas, por favor.

—Você...tem razão. – Juvia bufou

Ela tinha total razão.

Parecia que ela queria mesmo que ele sofresse mais. Sendo que, ela já sofrera muito!

Gray Fullbuster que há um ano atrás, era um tremendo babaca e pegador, que se quer se importava com os sentimentos das mulheres, e meninas, com quem passava as noites. Juvia se lembrou de Melissa, o quanto ela gostava dele e foi abandonada num dia. Mas também se lembrou de Ultear. E com certeza ela não queria fazer o que ela fizera com ele.

Ele mudara, completamente.

E demonstrou isso de formas que ela nunca pode enxergar. Sempre paciente com ela, foi sincero, contou-lhe coisas que ele mesmo não pensava em dizer a nenhuma garota. AS noites em claro que Natsu dissera que ele passara. As idas a porta da escola, sem comer, sem dormir, trabalhar...

Ela bateu na própria testa.

—Eu me odeio.

—Não diga isso. – Levy disse baixo – Só faça o que quer fazer. Abra seu coração, diga a verdade de como se sente.

—E se ele se sentir pressionado a namorar comigo?

—Vocês vão conversar de novo, e de novo. Tem todo tempo do mundo pra isso, veja nós. – Levy sorriu apontando um pequeno anel no indicador que sempre usou e Juvia nunca se quer se tocou de que era pra simbolizar Gajeel. E ele também usava um. – Demorou três anos, mas finalmente todos nós conversamos e entramos num consenso não foi?

Juvia respirou fundo e se dirigiu ao banheiro.

—Acabo de lembrar que minha mãe tem uma mini saia alta azul marinho de pregas que ela não usa mais. – Juvia colocou o rosto pra fora do banheiro – Vai da um destaque nessas pernonas ai...

—Ele não vai resistir. – Juvia disse séria mas por dentro seu coração pegava fogo.

—Não mesmo!

Juvia se sentia... Poderosa com aquela roupa.

O tempo estava a seu favor assim como na noite anterior. Mesmo a tarde, o vento gelado soprava com força e o céu estava cinza do jeito mais bonito que ela já vira.

A mini saia, com o par de botas e a meia calça, com uma blusa em decote “U”. Se sentia a “Juvia das antigas” quando ia quase toda sexta a tarde na Galeria do rock com Gajeel e Levy. Época de usar só preto...

Juvia suspirou e com convicção passou o lápis de olho preto nos olhos, rímel e batom vinho.

Gray chegou como sempre pontual. Ao ouvir a buzina sentiu seu coração acelerar. Pegou a bolsa do sofá e respirou fundo três vezes, talvez quatro, até a m~çae de Levy abrir a porta. As duas sorridentes desejaram boa sorte enquanto ela saia pela porta em direção ao portão.

Involuntariamente, ela passou a língua umedecendo seus lábios, sentindo o gosto do batom e sorriu.

Ele estava lindo como sempre.

Uma camisa cinza polo com uma jaqueta de couro preta por cima!!

Ok, ela já podia enfartar.

Não, faltou o par de botas militares de cor preta?

Ok. Agora com certeza ela já tinha caído.

—Oi – ela sorriu parando na frente dele. Sentia que seus olhos estavam brilhando.

Não adiantava o quanto ela quisesse fingir que

não estava se importando, ou se fazer de difícil.

Gray respondeu o oi sorrindo também, orgulhoso de até ter disfarçado bem.

Enquanto via ela vindo em direção ao carro seus olhos percorriam a silhueta do corpo, observando como a saia tinha caído perfeitamente nela, mais do que ele imaginava. Ela sempre superava suas expectativas.

—Mudança de planos. – ele anunciou ao entrar no carro – Vamos almoçar juntos.

—Vamos? – Juvia corou – Eu adoraria.

Ele sorriu e manobrou o carro na direção da Avenida que eles conheciam muito bem.

Nos próximos dez minutos Juvia que falava com ele sobra a faculdade, e toda a trabalheira que estava tendo com seu trabalho, começou a reconhecer o lugar e sua voz parecia ir sumindo.

Aquela rua a noite era impecável, mas não perdia tão feio pra luz do dia.

As pessoas almoçavam do lado de fora entre amigos. A decoração do lugar voava com o vento, dando um toque realmente mágico a tudo aquilo.

Quando o motor desligou ela secou de leve uma lágrima que escapara sem ele ver, se virando para olhá-lo.

—Não acredito nisso...

—Não saia. – ele ordenou saindo do carro.

Juvia riu vendo ele dar a volta só pra abrir a porta pra ela.

Se sentindo uma princesa ela saiu do carro, sem conter a felicidade segurando o braço que ele dera pra se apoiar.

O mesmo lugar que jantaram naquela noite.

Aquele noite...

Ela suspirou.

Dentro como sempre aconchegante e quentinho, fez Gray tirar a jaqueta e segurar na mão livre. O que logo fez Juvia olhar os músculos de seus braços, que não mesmo eles não estavam ali da última vez que os vira. Estavam tão lindos que ela queria tocá-los pra saber se era de verdade.

A mesa que e sentaram daquele vez, estava ocupada, mas ela não se importou. O casal que estava nela daquela vez, estava esbanjando felicidade que a fizera sorrir junto.

Assim que se sentaram, Juvia concordou com a ideia de cada um escolher o que o outro comer. Gray duvidara dela adivinhar o que ele gostaria de pedir.

Foi lindo, agradável e intenso como da outra vez. Se não mais.

A conversa fluiu como sempre tão bem. Ele admirava o jeito como conseguiam sair de um assunto e entrar no outro. Nunca na vida havia se sentindo assim com outra mulher e sabia disso.

A sobremesa do restaurante ficaria depois. O prometido era ir na sorveteria, então iriam.

Juvia pediu cobertura de caldo quente extra. Não era fácil descer o sorvete depois da madrugada inteira tomando friagem, mas ela não falou nada a ele, não iria deixar uma dor de garganta lhe atrapalhar.

Era total nostalgia aquele lugar.

Gray lembrava até de como estava o tempo no dia em que que foram lá. E ainda mais pela vez que ele ficou com ciúmes do Natsu por eles terem ido juntos também.

—Sabe o que lembrei? – ela comentou sentada no balanço do parque em frente a sorveteria. Gray gesticulou para que ela continuasse – O dia que você ficou com ciúmes de mim.

—Não lembro disso. – ele disse sério desviando o olhar e ela riu alto.

A livraria ficava a duas quadras do centro. Deixaram o carro num estacionamento e foram subindo para aproveitar a caminhada. Juvia só então começou a perceber que estavam indo a todos os lugares que eles já foram algum dia.

—Sou muito lerda... – ela sussurrou incrédula.

Dentro dela também estava quente como o restaurante, e ela pode fingir que não estava olhando, mas que estava... Para os braços do Fullbuster que pegava os livros da estante pra ler a capa de trás. Hábitos que ela tinha o feito criar. Isso quando não ficavam tentando adivinhar de que, ou título do livro pela sinopse, criavam finais para os livros e possíveis situações.

—Vamos lá. Esse é sobre dois garotos que tem o mesmo nome... – Juvia tentava deixar a sinopse mais difícil –E estudam juntos... Hm, provavelmente eles são um casal. – Gray riu

—Sempre pra você são casais. Não vale. Abra suas teorias.

—Eu criei um monstro não é mesmo? – ela riu – Adivinhe.

—“Will & Will”?

—Droga! Você leu.

—Não, mas quero ler. – Gray pegou um livro – Esse. – leu a sinopse com os olhos enquanto ela observava as marquinhas que se formavam no seu rosto quando ele se concentrava – Esse... Tem muita treta.

—Contaaa.

—Ok. Dois amigos, separados na formatura que se encontram anos depois. Uma terminou um longo noivado o outro está casado. O que acontece no final?

—Hm, difícil. Aposto que eles se gostavam.

—Essa é a treta.

—Mas por que ela não esperou ele ou vice versa?

—Bem, se passaram anos não é. Vai ver eles romperam a amizade de um jeito triste.

—Hmm. – Juvia se concentrou – Quero comprar. Preciso saber se...

—Rachel e Ben. — Gray leu os nomes do personagens dando a ela o livro grande de capa preta e rosa.

—Se Rachel e Ben ficam juntos. – ela começou a folhear o livro de leve enquanto ele a olhava.

Ele se lembrava bem daquele dia.

Os dois se lembravam.

Daquele quase beijo.

Daquela briguinha...

Gray suspirou.

Tinham uma história e tanto. Era impressão dele ou já estava fazendo quase um ano que se conheciam? Realmente, passava rápido.

Deram algumas voltas pela biblioteca, conversando e olhando os livros. Juvia estava com uns dois nas mãos que planejava comprar.

Quando Juvia percebeu estavam no andar de cima da biblioteca, onde ficavam uns livros para estudo, que ficava quase sempre vazio. Lembrando daquele quase beijo que deram a primeira vez...

Parecia que podia sentir a mesma sensação de antes, agora. Naquele minuto.

—Se lembra quando viemos aqui pela primeira vez? – ele comentou

—Lembro. – ela respondeu tirando os olhos da prateleira de livros, voltando a si mesma e olhando pra ele que tinha seu olhar perdido por aquele corredor. – Eu gostei... – ela sussurrou

—Mesmo brigando comigo? – Juvia riu alto. Sabia que ele não iria deixar aquela escapar.

—Claro, você me enganou se lembra?

—É. — ele riu. – Eu estava com medo na verdade.

—De que?

—Ah – ele coçou a cabeça e pegou um livro na mão – Você sabe. Levar um tapa na cara, talvez.

—Por me beijar? – ele fez que sim com a cara no livro. Não lia nada, mas era uma boa distração pra não a deixar ver a cara vermelha que ele tinha agora. – Bem, não tiro o seu direito, eu não era lá um amorzinho de pessoa não é mesmo...

—Você sempre foi um amor de pessoa. Sempre vai ser. Só nervosa.

—Só isso. – ela riu e se encostou na prateleira – Já parou pra pensar em como mudamos? Sabe eu com a minha depressão e meus surtos de raiva, e você... e sua galinhagem. – Juvia mal conseguiu terminar a palavra sem rir da cara que ele fez.

—Estava esperando você dizer isso. – balançou a cabeça – Não posso negar infelizmente. Eu era um galinha, cafajeste, egocêntrico... Não estava nem ai pra nada nem ninguém. Um pouco narcisista também.

—Não acabe tanto assim consigo mesmo.

—Mas é verdade... E mais ainda o quanto abandonamos isso. Todas essas coisas, por anos, e olha pra nós agora. Eu que saio brigando com todo mundo e não você. – Juvia riu.

—Amadurecemos...

—Graças a você. – os dois disseram juntos e se olharam espantados.

Juvia sentiu que seu coração ia pular pra fora da garganta, massageou suas maças e pigarreou.

Gray engoliu seco como se tentasse por aquelas palavras pra dentro de novo. Sentia seu peito pulsar forte e ritmado.

—É... – Juvia começou mesmo sem saber o que dizer. Mordeu os lábios enquanto olhava o chão.

É um saco se fazer de difícil. Como era.

Ela gostava tanto dele. Queria gritar pra que ele a beijasse agora.

Mas por que ela não poderia fazê-lo?

Poderia sim!

Em segundos ela se pôs na ponta dos pés e lhe deu um selinho demorado e se afastou.

“Sério Juvia?” ela pensou

Isso lá era um beijo??!

“O que você fez?!” Sua cabeça iria explodir.

E agora, ela beijava de novo, ou não.

Ou pedia desculpa.

Ou...

Ou.

Ele a segurou pela cintura trazendo seus rosto pra mais perto.

—Não matou nem um por cento da minha vontade de beijar você.

—A minha também não... – ela sussurrou.

O pequeno espeço entre eles foi preenchido pelas bocas num beijo intenso, cheio de saudade e paixão.

Juvia sentiu a estante contra a sua costas enquanto segurava sua nuca e ele a sua cintura a apertando com carinho, enquanto as línguas se tocavam como se fosse a primeira vez.

Gray deixava a sua mão ir livremente pelo corpo dela sem ser impedido. Em todo esse tempo parecia que ele nunca a tinha tocado antes, parecia que a ponta dos seus dedos formigavam, a maciez da sua nuca, o cheiro do perfume, a boca carnuda... tudo parecia novo aos seus olhos. Parecia alguns de seus sonhos, só que totalmente real.

Juvia começou a sentir que sua saia estava subindo mais do que o normal e pra sua surpresa não ligou nem um pouco pra aquilo.

Não tinha ninguém ali. Só eles dois.

O beijo já estava intenso, mas se fez bem mais urgente deixando-a ofegante em alguns segundos. E como sempre o calor familiar daquelas situações começou a se fazer presente e ardente.

Principalmente quando sentiu sua coxa sendo apalpada e um tanto erguida pelo par de mãos fortes e calejadas da oficina.

Gray deslizou sua boca para o maxilar dela, seguindo até o pescoço quente, enquanto sentia os dedos finos dela e a ponta das unhas cumpridas entrarem nos seus cabelos e os puxar de leve. Ouviu um leve suspirou vindo dela e sorriu contra o seu pescoço traçando beijos até o outro lado.

Pra Juvia suas mãos pareciam pegar fogo, e fazer suas pernas se mexerem. Por outro lado Gray que não era nada desentendido, enlaçou suas coxas no seu quadril lhe dando uma leve mordida na clavícula, descendo até beijar o começo redondo dos seus grandes seios.

Juvia não conseguia disfarçar o deleite e a satisfação que sentia, mas ao primeiro som emitido pela sua voz, do fundo da garganta, ela abriu os olhos sentindo a maior vergonha que já sentira de longe na sua vida. Seu rosto queimava – assim como seu corpo por inteiro – mas de vergonha. Muita, vergonha.

Ela mordeu os lábios sentindo o que parecia querer sair outro som daquele, depois de sentir uma leve fricção no meio de suas pernas causada pelo contato do jeito que estavam.

Um gemido.

Ela tinha mesmo feito isso?!

Mesmo?!

Ali?Numa biblioteca.

Até que outro som se misturou ao dela e com certeza não era Gray.

Eram risadas.

Num segundo ela estava tendo a melhor sensação da sua vida, e depois ele a colocara no chão e fingia pegar um livro a cima da sua cabeça e ler a capa de trás do livro.

Um casal descia as escadas rindo abafado de fininho, como se não quisesse ser percebido.

Juvia ofegava olhando para o chão, as pernas bambas, a saia com um vinco amassado agora e sua blusa mostrando um tequinho de nada do sutiã de renda que usara ontem. Ergueu os olhos para Gray que ria com as sobrancelhas meio curvadas para a capa do livro.

—Que... vergonha. – ela sussurrou

—Eu realmente quero ouvir mais disso.

—Disso o que? – perguntou sorrindo. Se sentia tonta e confusa, mas de um jeito tão bom que poderia desmaiar de felicidade e estaria tudo certo.

—Hm, nada. – ele riu

—Como vai ouvir de novo, seja lá o que for, se não disser o que é?

—Quando fizer de novo eu digo. – ele piscou recolando o livro de volta na prateleira.

Que cafajeste.

Depois de passar pela biblioteca quase tapando a cara com os livros que ia comprar, e Gray agindo como se não tivesse feito nada. Juvia pousou eles no caixa fazendo uma pequena pilha.

—Ei não vai pagar os meus! – Gray esticou a mão pra pegá-los e ela os escondeu com o braço.

—Vou sim, não paguei nada até agora. – ela tirou seu cartão da bolsa entregando a atendente – Como vou agradecer... tudo o que fez se não fizer nada hoje. – ela o olhou.

Ele sorriu de braços cruzados passando a língua pelos lábios.

—Se disser safadeza eu juro que vou desmaiar de vergonha aqui. – sussurrou. Ele fingiu passar um zíper na boca e pegou a sacola.

Ela começou a falar de assuntos totalmente aleatórios pra esquecer que fizera aquilo.

Porém, claro que ela não esqueceria. E nem queria.

Do gemido sim.

Mas não dele: Gray Fullbuster a atacando no meio de uma biblioteca em plena luz do dia.

Gray não parava de sorrir o caminho toda e a Lockser também não.

Queria vive aquele dia cheio de excitação um pouquinho mais.

Estava se descobrindo, desde que perdoara Lyon.

Ela não tinha mais aqueel medo, muito menos a agonia, ou a tremedeira.

Se aquela tremedeira fosse de tesão okay, ainda tinha tremedeira, mas era beeem lehor do que a outra.

Metade de sí acreditava que ela estava sob o efeito daqueles espíritos que seduzem os homens, mas a outra metade queria acreditar apenas que ela estava se libertando de anos presa a um trauma.

Tantos nos sentidos sexuais com pessoais.

No dia do bar Juvia nem ao menos ficara com tanto medo assim, daquele cara. Podia muito bem ter dado uam surra nele e vomitado em ciam toda a tequila.

A conversa com Lyon abria as portas para um novo recomeço e ela queria mesmo era abrir outras coisa também.

—Aaaaaaaaah! – gritou de repente fechadno a boca.

—Que foi? – Gray precia assustado mas começou a rir depois

—Eu estou, me sentindo... Estou pensando muita besteira. De verdade, eu ... Não sei o que... O que fez comigo?

—Não fiz nada.

—Não, na biblioteca, você sabe.

—Você, gostou então? – ele pigarreou – Digo, está feliz? Sem medos e ...

—Totalmente feliz e com muito calor. Queria que fizesse aquilo de novo... Com certeza.

Gray piscou várias vezes e prometeu a si mesmo não rir.

Tirou o carro do estacionamento, voltando ao parque do centro, caminharam em silêncio até um lugar afastado do playground. Juvia começava a pensar se tinha dito algo que não devia falar, pelo silêncio dele, mas ele falaria se ela tivesse dito algo.

Engoliu a seco.

Pararam perto de uma árvore com raízes fortes e uma copa com algumas folhas caindo .

As crianças brincavam no balanço e Juvia pensava de onde vinha tana energia pra brincar naquele friozinho.

Pelo jeito cada um tinha seu tipo de energia contra frio. Gray tirara a jaqueta e dobrara as mangas da sua blusa e se sentou no chão, batendo de leve duas vezes pra que ela se sentasse do lado dele.

Juvia arrumou sua saia e se sentou.

—O que quis dizer com pensando muita besteira? – ele perguntou sério.

Juvia pensou um pouco.

—Acho que... tenho pensado muito em...em coisas ultimamente. Mas não é só isso.

—Que coisas?

—Não me faça falar. – ela colocou a cara nos joelhos e abaixando rapidamente achando que alguém podia ter visto seu shorts por baixo da saia.

—Sexo? – ela fez que sim – E o que não é só isso?

—É muita coisa...

—Estou disposto a ouvir, com certeza.

—Me sinto diferente desde que conversei com Lyon. – ela pensou um pouco – Na verdade, desde que contei tudo a você. Primeiro, foi como se um peso tivesse saído dos meus ombros, como se eu de repente tivesse uma confiança enorme em você, mais do que já tive. Quando brigamos, eu fiquei muito triste, achei que... perderia você. Mas eu me sentia madura depois desse rompimento sabe? Como se eu tivesse crescido. Depois teve o Lyon, nossa conversa me fez me sentir... vazia, mas não era de um jeito ruim. Levou minha dor e toda aquela coisa que eu sentia. Entende?

Gray fez que sim sorridente e deitou sua cabeça no colo fofo e macio que era as coxas de Juvia, e ela automaticamente começou a acariciar seu cabelo que começara a crescer agora.

—De repente eu comecei a querer fazer tudo que aquele trauma me prendia. Sai de madrugada com Levy sem pensar duas vezes, não tive medo quando mexeram comigo no bar. Eu andava... Determinada, segura. Tipo, eu coloquei uma mini saia de madrugada e nunca me senti tão segura, independente e firme na minha vida. Acho que é isso...

—Eu entendo perfeitamente com se sente e não tem mal nenhum se sentir assim. Você está livre. É isso.

Juvia respirou fundo.

—É, estou. Isso é muito bom.

—Tem mais coisas que gostaria de fazer?

—Sair pra dançar numa balada. Daquelas que tocam divas do pop! – Gray gargalhou e ela também

—Uma balada gay!

—Exato! – ela pensou mais um pouco — Usar todas as minhas roupas antigas também, comprar um batom vermelho novo, esse tá acabando... – ele observou sua boca vendo a cor forte em contraste com a pele branca – Dançar pra alguém. Tipo um striptease sabe?! – ele ergueu as sobrancelhas — Seria divertido mesmo que eu não soubesse a mínima ideia do que fazer.

—Vai saber na hora com certeza. O que mais? – ela se deitou também. Gray pegou algumas mechas do seu cabelo brincando entre seus dedos percebendo que os fios loiros já estavam ficando evidentes.

—Retocar meu cabelo – ela sorriu –Fazer amor... – ela afagou o próprio rosto de vergonha – acho que vai ser uma das últimas coisas.

—Por que?

—Coragem. Acho que é um passo muito grande. Muito importante. É...

—Uma responsabilidade e tanto... – Gray sussurrou sem pensar pra si mesmo.

—É... Mas por que?

—Nada.

—Gray.

—Nada. – ele se sentou – Anota tudo numa lista, precisa fazer todas essas coisas.

—Você me ajuda?

—Ajudo claro. – ele afagou sua bochecha

Juvia sorriu olhando os olhos escuros concentrados nela deitado no seu colo.

—Em tudo? – Juvia corou

—Em tu-... – ele pigarreou – Tudo o que quiser que eu ajude.

Eram quase 20hr da noite quando o tempo começou a esfriar de verdade.

Mesmo com a blusa de Gray ela ainda sentia frio nas pernas. Os dois estavam deitados debaixo da árvore conversando há horas, com ele deitado em seu colo, depois ela deitada no peito dele coberta com a jaqueta de couro.

O celular começou a tocar pela terceira vez e Juvia resmungou com raiva dessa vez.

—Ela está preocupada é normal.

—Mas eu já a tendi quando ela ligo antes, e agora ela tá ligando de novo.

—Mães. – Gray sorriu e Juvia entristeceu por dentro.

Era difícil viver com uma mãe enchendo o saco, mas com certeza é mais difícil viver sem uma.

Ela suspirou se lembrando de Mica e pegou o celular atendendo a ligação.

—Mãe, está tudo bem, sério eu já...

—Não, não fique à vontade com seu namorado. Eu só queria que você me trouxe Iogurte acabou... – ela falou com voz de criança o pedido do iogurte.

—Ele não é meu namoradooo — Juvia cantarolou

—Ah ta sei. – desligou

—Precisa ir? – Gray se sentou

—Hm, só preciso comprar iogurte pra ela. Aqui é calmo. Ficaria a noite toda aqui, mas eu estou morrendo de frio. – ela sorriu parando de tentar controlar o queixo que batia contra os dentes de frio.

—Vamos então. – ele se levantou estendendo a mão pra ela.

O carro estava bem melhor do que lá fora e com a jaqueta dele melhor ainda.

Juvia começou a olhar o porta luvas do carro enquanto estavam parado no farol. Tinha dois cds de bandas que ela não conhecia. Iria pesquisar depois.

Um pequeno pen drive vermelho no fundo dele a chamou atenção. O pegou entre os dedos e colocou no rádio. Assim que foi apertar o play, Gray segurou sua mão.

—Ah. – ela corou – É, não quer que eu escute?

—Não é isso... É só. Músicas que eu costumo escutar sozinho.

Gray sabia como ela era curiosa e insistente. E não iria ouvir um tabom da voz dela e sim um “porque?” Mas pra sua surpresa ela tirou o pen drive do rádio e guardou de novo.

—Tudo bem.

Ele suspirou trocando a macha quando o farol abriu.

Tudo bem...

Como assim?

Coçou a cabeça.

Não que ele tivesse vergonha das músicas...

Tá talvez. O Natsu rira quando ele mostrou a primeira música, que Gray nem quis mostrar o resto. Não que fosse um crime, Natsu sempre tirava sarro das coisas, ele devia saber. Mas o incomodou do mesmo jeito.

E se ela estivesse chateada por isso?

—Ah droga.

—Está pensando que eu estou chateada? – ela sorriu – Está tudo bem, sério. Eu também tenho coisas que ninguém vê.

—Ah... – ele batia os dedos ritmados no volante.

—Aposto que é opera. – Juvia provocou olhando pela janela.

—Não é opera. – ele riu – Pega.

Ela o olhou com dúvida, mas ele repetiu que pegasse o pen drive.

Claro que ela estava morrendo de curiosidade de saber/escutar, mas entendia. Todos tinham algo secreto. Ela também tinha, algo que ninguém, nem mesmo Levy sabia que ela fazia. É normal ter segredos.

Conectou novamente no rádio e deu play.

Dois segundos depois começou a tocar algo que ela sabia muito bem o que era.

Uma boy band americana, daquelas bem adolescentes começou a tocar. Os olhos dela se arregalaram e um pequeno sorriso surgiu no seu rosto. Ela queria rir. Mas não por causa da música, nem dele, era só que...

—Mas é só isso.

—Como só isso?

—Por isso tem vergonha?

—Ah, não é vergonha.

—Eu não ia rir disso – ela trocou a música, outra da mesma banda, e outra, e outra... – Achou que eu fosse rir por que você um cara de vinte e cinco anos que ao mesmo tempo escuta Heavy Metal escuta One Direction? – e então ela começou a rir

—Ah você ia falar disso... – ele encostou a testa no volante envergonhado.

—Ah qual é tudo bem!Eu escuto Selena Gomez também.

—Tem Selena ai também... mas só uma, só gosto de uma.

—Mentira!!! – ela riu mais ainda e começou a procurar alguma música dela – Ai meu Deus! Justo essa. – ela fingiu levar uma facada no peito quando começou a tocar The Heart Wants What It Wants – Não. O que mais tem? Lady Gaga?

—Ah calma também né. – ela riu alto

—Gente do céu... – ela mordia os lábios pra não rir.

—É estranho sabia. Não é que eu goste deles, é só que sei lá. – ela sabia que se referia a boyband -É contagiante, um pouco bom. Eu não sei dizer.

—Eu sei como se sente.

—Essas me contagiam, mas tem as que eu gosto de verdade. E também as que não tenho vergonha de ouvir, só estão ai porque tem espaço de sobra.

—Tipo?

—Hm, número 14 em diante.

Ela foi passando todas até chegar lá.

A música preencheu o carro. Parecia piano, no começo. E quando começou a cantar ela sentiu todos os pelos do braço se arrepiarem. As batidas de fundo lembravam eletrônica, mas era bem mais calmo e envolvente. Ela se encostou no banco e deixou tocar sem tirar os olhos do rádio.

Tudo o que tocou em diante, Juvia iria implorar pra que a deixasse copiar aquelas músicas.

Infelizmente chegaram em casa no começo da quarta música.

Juvia ficou até ela terminar, os dois em silêncio. Gray de olhos fechados cantando baixinho e ela observando ele de rabo de olho.

—Me mostra sua preferida.

—Hm. – ele coçou a cabeça – Mostro. Mas não hoje.

—Ah! Não pode fazer isso. Sabe que eu vou morrer de ansiedade. – ele riu e saiu do carro dando a volta para abrir a porta — Eu não vou sair. Gray. – ele abriu a porta – Ah droga tabom...

Ela saiu indo para o portão.

Tirou a sua jaqueta e entregou pra ele.

—Hm. – colocou a chave no portão. Iria esperar ele falar algo, mas nada. Abriu o portão e nada. Ainda mais quando ela entrou ele continuava quieto.

A voz de Levy soou na sua cabeça “só não esqueça que ele é dono do circo”.

Juvia queria rosnar de raiva.

—Gostei de sair com você – ela disse – Hm, muito. – ele sorriu.

—Eu também.

SÓ ISSO?

—Então, tchau. – ela se virou entrando quando a mão dele puxou seu pulso com força fazendo a voltar e bater de frente do seu tórax.

Ela olhou pra cima sentindo o rosto queimar enquanto a outra mão estava do lado do seu rosto apoiada na parede, e seu rosto próximo ao dela.

Juvia engoliu seco.

Ele tirou a sacola da sua mão pegando os dois livros que eram seus e se afastou.

—Quase esqueci.

Ela piscou duas vezes.

Ah, era isso.

Soltou o ar dos seus pulmões.

—Tchau Ju.

—Tchau... – ela sussurrou o encarrando.

—Você não pode ter vergonha das coisas sabia? – ele se virou andando de costas pra rua — Tem vergonha de me beijar, precisa parar com isso, se não, não vai dançar pra ninguém...

—Mas quem foi que disse que eu tenho vergonha de beijar você? – ela riu

—Essa sua cara pimentão com a testa enrugada de raiva.

—Ah! – ela o virou empurrando suas costas enquanto ele ria – Tchau!

—Tchau. – ele disse mordendo os lábios do lado de fora do portão.

Que... Delícia.

Foi só o que ela pensou balançando a cabeça. Fechou o portão.

Ia ser desse jeito sempre mesmo. Se amando como cães e gatos.

Ele se virou e atravessou a rua pegando as chaves do bolso pra abrir o carro.

—Ah que droga!

Juvia abriu o portão e atravessou a rua virando seus ombros pra ela o encostou no carro e ficou na ponta dos pés para lhe beijar.

Não só um selinho dessa vez. Um beijo de verdade.

Gray ficou estático enquanto ela comandava o beijo que lhe arrancava todo ar dos pulmões. Puxava-lhe os fios dos cabelos pela mão esquerda e a direita passeava por dentro da jaqueta acariciando suas costas, e passando para as costelas, depois dedilhando sua barriga...

Ele mordeu os lábios dela deixando a sacola escorregar pro chão a trazendo pra mais perto, mas Juvia se afastou, passando o dedão no canto da boca pra limpar o batom.

—Tchau. – ela se virou sorridente e atravessou a rua entrando em casa.

Gray ficou parado ouvindo o barulho do vento, rápido e devagar, e forte, com um tambor...

Não podia ser possível.

Pegou a sacola do chão e entrou no carro.

Não era o vento...

Ele colocou a mão próximo a boca sentindo o vapor saindo da sua boca.

Ofegante.

Depois no peito por ciam da camisa.

O coração disparado forte.

Esse era o som.

Ele saiu do carro de novo e chamou seu nome no meio da rua.

Parecia libertador.

Juvia voltou rapidamente parando no portão e ele na calçada.

—Eu...

Respirou fundo.

Ela sentiu seu peito apertar e andou pra mais perto dele.

—Ah... nada.

—Nada?! – ela se surpreendeu — Tem certeza?

Ela sentia seu coração acelerado de tanta curiosidade.

—Ju. – Rebeca chamou da janela – Ah desculpa não queria atrapalhar eu juro, só cuidado.Semana passada sabe que a vizinha foi assaltada ai na porta.

—Ai mãe, Deus do céu. – Juvia riu de vergonha – Eu já vou tá.

Gray continuava respirando fundo e fundo as mãos apoiadas no joelhos.

Tinha de falar.

Não podia suportar mais toda aquela agonia, todo aquele sentimento tinha de ser expressado de alguma forma. De várias formas!

—Eu preciso entrar... – ela sussurrou

—Eu preciso que seja minha namorada. – ele quase mordeu a língua depois dessa. Não devia ter saído desse jeito.

Aquelas palavras saíram como se fosse sólidas. Como se tivessem pesando, gritando pra serem ditas, e finalmente tinham sido.

—O que? – ela deu dois passos pra trás. Os olhos marejaram.

Que não seja brincadeira...

Meu Deus...

Gray se pôs de pé, o peito inflado e olhou nos seus olhos enchendo de agua e delineador.

—Você quer namorar comigo?

...

—Eu-

—Eu devia dizer mais coisas do que só um pedido não é? – ele respirou – Eu quero mesmo ficar com você Juvia. Assumido. De verdade. Por que eu, realmente, estou apaixonado por você. Sempre fui, desde a primeira vez que me senti diferente com você. Eu não queria que fosse só outra pessoa na minha vida, queria que fosse... única. Alguém que eu quisesse estar do lado, e que eu gostasse de verdade. Por que... Eu amo você. – ele suspirou – Amo você.

Ela estava estática, com o coração acelerado. Uma pequena lágrima caiu e ela não se preocupou em limpar, ou tentar esconder.
Era de felicidade.

Juvia o abraçou forte apoiando o rosto no seu peito e disse que sim.

Notas finais
Entããão espero que tenham gostado hahaha Como disse que estava bugando com umas partes do capítulo que se eu falar é spoiler, mas vcs DEVEM SABER O QUE É, se não sabem ela começa com H... Quem pego pego Pensei em fazer uma one shot e postar aqui no meu perfil e pedir que se vcs tiverem paciencia de ler, porque eu realmente estou DESESPERADA por opiniões!! Então deixem a resposta de vcs por favor. ♥ ♥ Estarei acompanhando os comentarios ai dependendo faço ou nao a one >