Calm The Storm
30 Bônus: Gale
Notas iniciais
Três longos anos se passaram desde o primeiro beijos deles.
Levy ainda se lembrava como se tivesse acontecido a pouco tempo. E relembrava tudo isso enquanto se arrumava pra ir encontrar com ele, formalmente e assumidamente. Agora todos sabiam que eram um casal.
Passou seu melhor creme, e o perfume preferido. A roupa mais bonita. E claro a lingerie que tinha comprado a uns tempos atrás, que ainda estava até na embalagem.
Dava os últimos retoques finais quando a buzina da moto de Gajeel soou do lado de fora do quintal, fazendo seu coração acelerar.
—Mãe. – ela parou ao lado do sofá onde sua mãe estava deitada – Vou sair com o Gajeel ta?
—Tabom, até mais tarde.
—É, não sei que horas vou chegar então não me espere acordada.
—Como não sabe? São só 19h.
—Ah sei lá. – Levy ruborizou – É só que eu não sei mesmo.
—Hm, tabom. E vocês vão pra onde?
—Shi... É... An...– coçou a cabeça – Cinema.
—Ah, okay. Qualquer coisa liga.
—Tá tchau.
Ela saiu correndo pela porta antes que ela fizesse mais qualquer outra pergunta que denunciasse tudo.
Parou no portão para pegar a chave e abri-lo. Fingia estar concentrada no portão enquanto observava ele esperando-a na moto.
Gajeel vestia uma camisa simples preta por baixo da típica jaqueta de couro, calça jeans e um par de coturnos. Levy deu uma leve suspirada ao se lembrar dos tempos da escola. Ele estava idêntico.
O moreno a observava sair do portão com um vestido até o joelho, um tanto justo de cor azul e um par de botas passando um pouco seu joelho com um casaco por cima. Os cabelos azuis estavam totalmente soltos, sem a famosa faixa que os segurava. E para sua surpresa um batom que ele diria ser vinho, mas tinha certeza que ela iria corrigir dizendo um que nunca passaria pela sua cabeça.
—Você está linda.
Ele queria poder dizer muito mais que isso, mas não conseguia expressar nem achar palavras.
Ela sorriu sem graça sussurrando um obrigada antes de lhe dar um breve beijo nos lábios.
O vento da moto passava por entres as pernas de Levy protegida pela bota. Mesmo frio ela mal o sentia, abraçada na cintura de Gajeel ela estaria mais quente que o motor do veículo.
Não demorou muito a chegar no motel. “Ainda bem” ela se pegou pensando e envergonhou-se por pensar nisso.
Mas não era só pelo ato em si.
Era tudo.
A saudade de estar a sós com ele.
De conversar abraçados.
A curiosidade de nunca ter entrado num lugar como aquele. Se perguntava como seria, a decoração, se tinha aqueles famosos espelhos no teto, se conseguiria escutar os vizinhos nos outros quartos...
Balançou a cabeça tentando não rir, enquanto na recepção Gajeel pedia uma suíte a recepcionista.
Ele batia os dedos ritmado enquanto a moça digitava seus dados para um pequeno cadastro.
Confessou a si mesmo que estava nervoso e tentou desde que ela saíra pelo portão não demonstrar nada disso.
Mas sentia seu interior se remexer e pensar nisso.
Afinal quanto tempo não ficava com ela.
Se as coisas poderiam ter mudado entre eles?
Como ela estaria se sentindo nesse minuto?
—Senhor Redfox?
—Ah, oi. – voltou a olha a recepcionista
—Sua suíte é a número 33. Tenha uma ótima noite. – a moça sorriu gentilmente e ela retribuiu com um sorriso nervoso.
Dentro do elevador os dois estavam encostados na parede do fundo. Em completo silêncio.
Levy não fazia ideia do que falar.
Era tão estranho as pessoas combinarem um lugar e hora para fazer isso.
Ela nem sabia se já devia fazer ou falar alguma coisa agora.
Estava muito nervosa para pensar.
Seu corpo tremia de ansiedade e nervosismo e ela sentia como se estivesse a perder a virgindade de novo.
Riu sem querer se lembrando do momento que fora inesquecível e ao mesmo tempo vergonhoso na época.
—O que foi? – ele perguntou quebrando o silêncio.
—Eu... estava lembrando daquela vez.
—Oh céus. – Gajeel fechou os olhos e Levy tornou a rir – Que vergonha.
Ela nunca se esqueceria.
Quando os beijos começaram no sofá da casa dela num dia — que era pra ser um trabalho de biologia e os dois foram subindo a escada aos beijos. Gajeel a segurava no colo quando os dois tropeçaram e caíram no chão quase nus, Levy gargalhando do ocorrido enquanto ele se sentia horrível por ter tropeçado na própria calça.
—Foi engraçado. – ela se segurava pra não rir tanto.
—Ah foi um pouco... — Levy riu mais ainda. – Eu estava... nervoso.
—Eu também estava.
—Derrubar você foi pior ainda. – ele riu também
—Quebrou o gelo. Nós ficamos totalmente... sem vergonha nenhuma depois. – ela passou a mão pela nuca quente — Foi a melhor coisa que aconteceu...
Gajeel sorriu a olhando quando as portas do elevador abriram no andar da suíte deles.
—Não vou te derrubar dessa vez, prometo.
Levy sorriu e se jogou os braços em seu pescoço lhe beijando com vontade nos lábios e ele retribuía na mesma intensidade. A ergueu a do chão colocando as suas pernas entrelaçadas no seu quadril, saindo do elevador a encostando na parede enquanto as bocas se encontravam famintas por anos de saudade. Indo na direção da esquerda a colocou no chão apenas para girar a chave na fechadura e entrar no lugar.
Ela se afastou dele observando todo o batom dela na boca dele agora e rodopiou olhando o lugar.
Era grande, com uma cama box com lindos lençóis, castiçal de velas em cima de uma mesa, Champagne e taças, alguns aperitivos que ela não se importava em saber o que era.
—Nunca estive num lugar desses. – riu encantada.
Gajeel na porta tirava seus coturnos
Deu uma corridinha até onde seria o banheiro e deixou o queixo cair com uma enorme e redonda banheira branca, com vários e vários sais de banho pela prateleira.
—Tem uma banheiraaa! – ela cantarolou fazendo Gajeel gargalhar – Quanto tempo temos aqui? – ela perguntou meio envergonhada.
—Quanto quiser na verdade.
Ela sorriu de orelha a orelha e correu para a cama e os dois começaram a pular nela, fazendo uma guerra de travesseiros.
Gajeel deu play no rádio um tempo depois e começou a tocar sertanejo.
—Não. – ela disse rindo tirando sua jaqueta e jogando na cabeça dele.
Várias músicas foram puladas enquanto ele segurava a jaqueta nas mãos levando-a ao nariz sentindo o perfume suave mas doce entrar no seu nariz. Até que ele desistiu de procurar e achou um lugar que conectasse o seu celular no aparelho e uma música baixinha começasse a tocar.
Levy ficou de pé na cama o observando se aproximar dela.
Tirou suas meias e a jaqueta de couro, chegando na borda da cama e estendendo a mão para puxar suas pernas fazendo-a cair na cama, rindo com o rosto todo avermelhado enquanto seus vestido subia por ele estar puxando suas pernas, revelando suas coxas grossas. Sorriu passando a língua pelos lábios e puxou o zíper das suas botas começando a tirá-las e a beijá-la desde a canela, subindo devagar até por dentro das suas coxas.
Levy apertou o lençol abaixo de si de olhos fechados sentindo seu corpo se arrepiar com o contato da sua barba áspera e os lábios na sua pele. As mãos dele acariciavam a outra coxa com força e outra hora era beijada.
Percebeu que os mesmos efeitos de anos atrás ainda eram provocados por ele na mesma intensidade, se não mais.
Ele apoiou os joelhos na cama guiando seus beijos agora até a boca de Levy e colocando a no seu colo passeando suas mãos pela suas costas procurando um meio de tirar o vestido. Ela abria um por um os botões da sua camisa revelando o peitoral malhado, dedilhou o local reconhecendo como mudara desde a última vez. Ele passou a mão por dentro do seu vestido apertando de proposito as nádegas com força, sentindo a calcinha de renda na palma das suas mãos.
—Isso mudou também. – sussurrou fazendo a sorrir envergonhada e voltou a beijá-la.
Aos poucos a camisa dele já não estava no seu corpo dando lugar as belas costas e ela já tinha seu vestido abaixando as alças até revelar seu sutiã e os seios redondos.
Quando o polegar passou pela volta que seus seios faziam ela sentiu o rosto queimar.
Suas mãos pareciam tremer um pouco, mesmo que ela achasse que era impressão dela, elas estavam. Gajeel as segurou por um tempo, enquanto descia os beijos da sua boca para o pescoço, dando leves mordidas e beijos molhados até a clavícula, chegando ao lugar que tinha acariciado anteriormente, beijando-os e lambendo, sentindo o cheiro do creme. Levy soltou um leve suspiro ao sentir as duas mãos dele abrindo fecho do seu sutiã e retirando as alças pelos braços, até a peça cair do lado de fora da cama como as outras.
O contato dos seios no seu tórax fez Gajeel suspirar no pescoço da amada, aprofundando seus toques, deitou a na cama e tirou o restante do vestido pelas pernas. Levy não tinha mais tanta vergonha como antes agora. Se sentia como se conhece aquele corpo a sua frente mais do que o seu próprio. Sentou, beijando seu tórax descendo até sua barriga, próximo ao cós calça, enquanto tirava seu cinto e desabotoava sua calça, abaixando até o joelho. Sentiu seus cabelos serem puxados de leve quando mordiscara sua pélvis, fazendo-a olha pra cima e encontrar com a boca dele a beijando novamente deitando-a na cama. Desceu os beijos pelos seios abocanhando-os com vontade, descendo cada vez. Levy enrolou seus dedos no cabelo dele desfazendo seu coque sempre bem feito, quando sentiu sua língua lhe tocar por cima da calcinha, bem na sua intimidade, friccionado.
Ela soltou um gemido baixinho, quase que sem querer.
Gajeel sorriu se sentindo vitorioso e puxou para baixo a calcinha até ela não estar no seu corpo. E voltou a beijá-la ali.
Levy sentiu seu corpo todo tremer e gelar de repente, com o contato do hálito quente na sua pele. Mordeu os lábios com força, gemendo baixo enquanto as carícias continuavam.
Gajeel não sentia o gosto dela pela primeira vez, mas era como se fosse. Demorou um pouco, ali intensificando seus movimentos, até senti-la inquieta e seus gemidos começaram a aumentar e com mais frequência, parou os movimentos de repente, lambendo os lábios.
Levy ofegava o encarando retirar a cueca e se votar pra cima dela avançando sobre sua boca.
Suas coxas estavam em volta do seu quadril, as mãos passeavam pelas costas largas e a arranharam quando sentiu o membro dele de encontro a sua intimidade com força, e gemeu alto próximo ao ouvido dele, sentindo o mais uma vez, e mais e mais...
Ele gemeu baixinho, quase inaudível no pescoço da garota, entrando em contato com ela sentindo como se um cubo de gelo fosse deslizado pelas suas costas até o final da coluna.
Não conseguia segurar seus movimentos. A beijava uma hora na boca, outra no pescoço, enquanto ia devagar ora rápido e forte na intimidade de Levy que entrava cada vez mais em êxtase, não demorando para começar a sentir que sua intimidade se apertava contra a dele e suas pernas tremiam de leve ameaçando perder a força a qualquer momento.
Ela arranhou suas costas enquanto o beijava com intensidade. Os gemidos iam se formando na sua garganta sem ela nem perceber, cada vez mais audíveis e seguidos um atrás do outro.
Gajeel se segurava na borda da cama apertou com força enquanto sentia tremer dentro dela e se satisfazer, ela sentiu o corpo relaxar de repente, quanto ele ainda estocava com força gozando dentro dela, e sentindo os fluidos do outro corpo caírem sobre o seu membro quente, deixou seu rosto descansar sobre o pescoço dela enquanto a sentia relaxar junto com ele, ofegante, com as maçãs do rosto rosadas, um pouco de suor caia sobre a sua testa e ele limpou com o dedão, se ajeitando para olhá-la nos olhos.
Sentia o gosto salgado de suor na sua boca, e escorrer pelo nariz, deu um beijo calmo em seus lábios e separou devagar.
Os olhos de Levy brilhavam como se estivessem marejados de lágrimas, o encarrando sorridente.
Feliz.
—Amo você.
—Também amo você. – ele sentiu seu rosto corar pela primeira vez naquela noite.
—Quero testar isso na banheira.
Gajeel riu trazendo ela para sentar no seu colo e ele se deitar na cama dessa vez.
—Tudo o que você quiser fazer. – sorriu acariciando os cabelos azuis aproveitando para ver a linda visão que era ela nua, manchada de batom e suada no seu colo, o que com certeza aconteceria mais vezes, valendo por todos os anos que ficaram separados.
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